domingo, 26 de agosto de 2012

Neurônios e Consciência


Joanna de Ângelis / Divaldo Franco

A visão materialista, a respeito do ser humano, com a sua proposta fatalista sobre o determinismo biológico apresenta, na sua essência, uma expressiva contribuição de estímulo à insensatez, às perversidade e à desestabilização moral, por liberá-lo de qualquer responsabilidade ante os acontecimentos do seu dia-a-dia.

Guiado pelos automatismos bioquímicos do cérebro, gera o reducionismo que o propele a ser aquilo que se encontra desenhado nos refolhos da sua constituição neuronal.

Os sentimentos de bondade, de beleza, de perfeição, como os de criminalidade, de desconsertos morais, de conduta e de conquistas ou prejuízos resultariam, desse impositivo determinante, do qual ninguém foge.

Os fatores psicossociais, sócio-educacionais, sócio-econômicos poderão contribuir para amenizar circunstâncias, realizações vitais e suas conseqüências, não porém, para alterar o curso existencial, face a essa fatalidade desastrosa da origem.

Tal conceito, além de caótico é, ao mesmo tempo, cômodo, por isentar de esforço e de respeito por si mesmo, todo aquele que se sente impulsionado à conduta agressiva, delinqüente ou vulgar, que se permite.

O ser neuronal exclusivamente será sempre vítima das disposições dos equipamentos cerebrais que dele fazem um anjo ou um revel, um gênio ou um monstro.

Certamente, não se pode desconsiderar os contributos do bioquimismo cerebral na existência humana. Isto, no entanto, não constitui a causa única de êxito ou de insucesso, de moralidade ou desgraça, em razão de se encontrarem esses neurônios estruturados nas mensagens que procedem das tecelagens mui sutis do perispírito, no qual, as redes que os constituem têm as suas gêneses - as conquistas e os danos operados pelo Espírito.

Sendo a consciência uma conquista do Espírito e não uma secreção neuronal, tal conhecimento altera o quadro da responsabilidade do ser perante ele próprio, a vida e a humanidade, porquanto confere-lhe o discernimento, a lucidez, a livre opção para agir.

Harmonia ou instabilidade emocional, psíquica e orgânica, procedem do ser imortal, cujas realizações imprime na constituição biológica através da reencarnação.

À educação compete o desenvolvimento dos valores em germe sob o apoio dos sentimentos que elaboram a realidade de cada qual.

*

O fatalismo biológico desenvolve-se nos moldes da energia perispiritual, que faculta à mitose celular reproduzir-se de maneira que ajusta os órgãos no campo vibratório que lhe é próprio.

Sendo a mente uma faculdade do Espírito e não do cérebro, que tem a função de decodificá-la, ajustando-a às possibilidades do seu desenvolvimento intelectual, direciona o processo da reencarnação conforme as realizações em precedentes existências das quais procede.

A mente pensa sem o cérebro e comunica-se após a morte do corpo, enquanto que, danificado ou sem a ação que dela se origina, ele é incapaz de pensar.

Processos bioquímicos são destituídos de discernimento para gerar idéias e selecioná-las, não obstante esses impulsos as possam arquivar nos refolhos das zonas da memória, que se liga por mecanismos mui específicos ao Espírito de onde procedem.

Outrossim, os variantes níveis de consciência jamais resultam da freqüência dos hormônios neuronais, e das cerebrinas ou de outros fatores biológicos, em razão do processo evolutivo que fixa cada período, emulando o ser a conquistas mais expressivas e elevadas.

A máquina, seja qual for, é destituída de espontaneidade, não funcionando sem o auxílio daquele que a elaborou. Por mais complexo e admirável seja o seu mecanismo, o agente independe-lhe, embora ela não o dispense.

Os impulsos cerebrais, as sinapses responsáveis pela preservação da vida orgânica decorrem do agente que a organiza e direciona, mesmo que sem consciência do processo estruturado nas Leis da Vida, que estabeleceram a mecânica da reencarnação.

Sem o ser causal, não há funcionamento no conjunto orgânico temporal.

*

A consciência cresce e desenvolve-se à medida que o Espírito adquire experiência através das reencarnações. Em uma existência apenas, torna-se irrealizável o esforço de alcançar os patamares elevados, a perfeita integração com a Cósmica. Entretanto, degrau a degrau, vivenciando as realizações e incorporando-as ao patrimônio intelecto-moral, momento surge em que o conhecimento discerne e age em consonância com os Divinos Códigos, passando, então, a viver o patamar libertador.

Todas essas conquistas são impressas nos neurônios cerebrais através dos processos bioquímicos propiciados pelo perispírito e manifestando-se no comportamento do ser humano.

A mente pensa sem o cérebro e comunica-se após a morte do corpo

domingo, 19 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

EXÚ GIRA MUNDO

Seu Gira-Mundo é de serventia de Xangô, trabalha no corte de negativos e desmancho de trabalhos de baixa magia cortando correntes numa situação tormentosa, de correntes de atrito de ordem astral percebendo-se males cardíacos; desenrola (dentro da linha justa) casos arrastados na justiça tendo trabalhos de magia interferindo no andamento e descarga e desimpregnação nos filhos de Xangô. Pode-se dizer que ele é o "machado" de Xangô é a lâmina do corte da justiça divina de Xangô, o grande executor.
Este Exu não é muito fácil de se ver em terra, pois seus aparelhos de ação são muito cobrados por este grande Maioral, este Exu é a solidificação do fogo sagrado, um grande justiceiro e manipulador das energias do fogo. Como todo maioral este Exu é incompreendido, pois por serem os justiceiros cármicos são a linha de frente da justiça de Xangô "quem deve paga, quem merece recebe".
  • Ponto a Exú Gira-Mundo


  • Girou,girou
  • Girou,girou
  • Girou Exu Gira-Mundo
  • Girou,girou
  • Girou,girou
  • Exu, que vence demanda
  • É rei na encruza
  • Saravá Umbanda
  • ________________________
  • Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
  • Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
  • Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
  • Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
  • ____________________________
  • Que Oxalá nos abençoe sempre
  • Saravá .'

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Oração para Pai Ogum!

Pai que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós,
Em forma de prece, E que sejam ouvidas.
Que esta prece corra o mundo e universo
Chegue até os necessitados em forma de conforto para suas dores
Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos de meus inimigos
Em forma de brado de advertência de um filho de Ogum
Que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.
Ogum, padroeiro dos Agricultores Lavradores,
Fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como trigo
Que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais
Para que todos saibam que sou teu filho.
Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho,
Que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército
E que nas minhas caminhadas só hajam vitórias.
Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja vitorioso,
Pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora,
Embora sabendo que é só o começo,
Mas tendo o Senhor como meu Pai, Minha vitória será certa.
Ogum, meu Grande Pai e Protetor, fazei com que o meu dia de amanhã
Seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas,
Que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores,
Que meus pensamentos sejam sempre bons
E que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males.
Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada,
Cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de Ogum.
Pai dai luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas,
E na realidade só perseguem a luz que vós me destes.
Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja,
Das mentiras e da vaidade que só leva a destruição.
E que todos aqueles que ouvirem esta prece,
E também aqueles que a tiverem em seu poder,
Estejam livres das maldades do mundo. Ogunhê
Saravá Ogum
Obrigado por tudo meu Pai.

Contribuição de Natália Cunha

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Se em outras encarnações você superou problemas complicadíssimos, por que desta vez você não conseguiria superá-los?

*Se em outras encarnações você superou problemas complicadíssimos, por que desta vez você não conseguiria superá-los? Nascendo várias vezes as pessoas vão aprendendo e amadurecendo. Em cada encarnação elas devem se esforçar para evoluir e aprender bastante. Portanto, desta vez você estará melhor preparado para enfrentar as dificuldades se usar o que já aprendeu em outras encarnações; será mais fácil superar as dificuldades se utilizar o que já desenvolveu.*

Trecho do livro* Nascer Várias Vezes*

sábado, 9 de junho de 2012

O que Mateus (4,4) ensina a nós umbandistas?

O que Mateus (4,4) ensina a nós umbandistas?

"Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).
Esquecemos, na maioria das vezes, que ensinamentos espirituais legítimos, independentes de sua origem e forma de apresentação, têm um caráter universal.
Assim não prestamos muita atenção naquilo que procede da sabedoria de outras religiões, principalmente daquelas que geralmente discriminam a Umbanda.
Em Mateus, como destacamos acima, encontramos uma exortação para algo que deveríamos incorporar em nosso dia a dia como umbandistas - a PALAVRA!
Para os cristãos uma das principais interpretações deste versículo é de que não vivemos apenas do alimento corporal, mas também do alimento espiritual. Em outras palavras, como li em um fórum protestante, "precisamos de Deus em nossas vidas e não apenas das coisas materiais". Mais ainda, "temos que ter fome da palavra de Deus (Bíblia) para que possamos todo dia termos uma maior intimidade com Deus" [sic].
Sei o que vocês devem estar pensando... Está parecendo conversa de católico carismático e abordagem de evangélico pentecostal isso nada tem haver com a Umbanda. Ledo engano! Na minha humilde opinião rejeitamos a PALAVRA na mesma proporção que necessitamos dela em nossas vidas.
Fazendo uma breve analogia, o "pão" no versículo de Mateus remete ao alimento natural, ao plano material, por correlação ao que é físico, concreto e objetivo. Por outro lado, a "Palavra" remete a leitura, os ensinamentos e os estudos que alimentam alma, como também ao plano espiritual e por consequência o que é sutil, abstrato e subjetivo.
No movimento umbandista, já há bastante tempo, o "fenômeno" é o que de mais físico, objetivo e concreto tem relevância no dia a dia do adepto. Como fenômeno estou aqui denominando de uma forma ampla, todo o fato, aspecto ou ocorrência espiritual passível de observação e experiência pelas pessoas no nosso universo religioso.
Quando eu coloco a questão física, objetiva e concreta do fenômeno é porque invariavelmente as pessoas, sejam adeptas ou consulentes esperam sempre da religião algum tipo de resultado. Em outras palavras e sem querer generalizar, apenas quando o fenômeno gera algo de concreto é que acontece a conexão entre as pessoas e a Umbanda. O substrato gerado por essa conexão é o que chamamos de crença e não fé, já que fé, no meu entendimento, é totalmente diferente de crença, tem outra origem e composição. Esclarecendo melhor, na minha visão, CRENÇA é acreditar em algo com o mínimo de lógica e racionalidade de forma a conseguir argumentar e fundamentar ao menos para si mesmo. FÉ é "transintuitiva", vai além da racionalidade, pois ela é internalizada na alma. É ter certeza sem precisar de provas, é reconhecer a verdade sem precisar acreditar que ela o é.
Baseado nessa diferença é que muitos acreditam, creem, uma crença religiosa eivada de racionalismo (aqui colocado como "atividade do espírito de caráter meramente especulativo"), de obediência rigorosa á ortodoxia de doutrinas e respaldado por um pseudo-cientificismo religioso. A fé passa ao largo ou é confundida com tudo isso.
Para o adepto o fenômeno principal e imediato é a mediunidade e dentre os seus vários tipos de manifestação a mais desejada, a mediunidade de incorporação. É preciso se ter uma ou várias entidades e incorporar significa ser um igual aos demais médiuns da gira, fazer parte, conquistar um papel importante no seio de sua casa espiritual. Eu sempre exemplifico que o sonho de consumo de um adepto na religião segue o seguinte padrão, não necessariamente nesta ordem e sem a obrigação de englobar todos os tópicos, lembrando que cada caso é um caso:
1. Deseja frequentar um terreiro;
2. Ao freqüentar, quer fazer parte da corrente (vestir uma farda, ter uma guia no pescoço etc.);
3. Ser MÉDIUM preferencialmente de incorporação;
4. Ter um cargo hierárquico e/ou uma função de relevância;
5. Aprender sobre fundamentos e magia;
6. Ser consagrado sacerdote;
7. Por fim, ser um Sacerdote ou Sacerdotisa reconhecido(a), com casa aberta, assistência lotada, além de muitos filhos espirituais.
Evidentemente, que não vemos nada de errado em se almejar essas conquistas. O errado está em transformar tudo isso no motivo para ser umbandista, ou pior ainda, enxergar apenas isso na religião.
Para o consulente o fenômeno é o resultado alcançado, o "milagre" em sua vida, as realizações dos pedidos, a cura etc. O problema é que quanto mais resultados se obtêm, mais resultados se deseja alcançar. Usando uma analogia pobre é a mesma relação de uma torcida com o time de futebol da sua preferência. Enquanto o time está invicto e ganhando campeonatos tudo corre a mil maravilhas. Basta uma derrota ou uma sequência delas para a revolta tomar conta da torcida, sendo o responsável pela má fase e o primeiro a ser punido o técnico do time. Com o consulente não é diferente. Basta não se alcançar um resultado positivo, que a relação se deteriora e o até então poderoso Pai/Mãe-de-Santo , já não é mais visto com os mesmos olhos de admiração, respeito e confiança. Um "quê" de desconfiança começa a pairar no ar e acaba levando este consulente a ir atrás de outros que possam vir a de fato resolver a sua fieira interminável de necessidades, pedidos e desejos.
Sob esse prisma de resultados a qualquer custo, a todo tempo e hora e um atrás do outro, filhos espirituais agem muitas vezes como os consulentes e consulentes como filhos espirituais. Ambos se justapõem aos cobrarem seus direitos, resultados e os "milagres" (de preferência os de caráter material) que o Pai/Mãe-de-Santo devem concretizar em suas vidas. Responsabilidades e deveres para quê? Consciência das consequências de seus pedidos e desejos, nem pensar. Enxergar a falta de necessidade de muito dos pedidos ou resultados que se desejam alcançar isto sim é querer que um milagre aconteça.
Se fizermos uma enquete para sabermos o motivo pelo qual as pessoas são adeptos ou consulentes da Umbanda quantos responderiam:

a) quero me transformar em uma pessoa melhor;
b) quero evoluir espiritualmente;
c) desejo encontrar o Sagrado;
d) a Umbanda é o meu 'religare' com Deus e o mundo espiritual;
e) desejo praticar o bem, o amor e a caridade.
Se fosse um teste de respostas objetivas teríamos que acrescentar mais uma:
f) nenhuma das respostas anteriores.
Esta última seria a resposta mais marcada se as pessoas tivessem coragem de olhar no espelho de suas consciências respondendo a verdade.
Sei... Vocês acham que estou pegando pesado, carregando na tinta. A bem da verdade, um dos principais motivos que mantenho esse blog ativo é realizar um exercício pessoal de reflexão sobre a Umbanda e uma análise crítica do movimento umbandista.
Mais uma vez repito, eu enxergo uma diferença clara entre a Umbanda, a religião, e o movimento umbandista (conjunto das pessoas que dela fazem parte). A Umbanda é uma gnose completa em si mesma. Um religare legítimo, milenar, profundo e completo. O movimento umbandista, no entanto, com raríssimas exceções, está muito distanciado da essência da religião e preso por demais a forma. Importante frisar que não me considero incluso nas 'raríssimas exceções', ao contrário ainda tenho que derramar muito suor na lida umbandista para chegar lá.
Ao realizar uma análise crítica, o meu objetivo é colaborar para o despertar de uma atitude dos meus pares no intuito de mudar muitas das realidades equivocadas que encontramos no dia-a-dia do nosso movimento religioso. Realidades essas que por sua capilaridade e enraizamento em nosso seio geram uma percepção errônea da Umbanda. Haja visto, o estereótipo com que somos taxados: macumbeiros, catimbozeiros (sem que as pessoas tenham a mínima ideia do significado destes termos), praticantes do baixo espiritismo, da magia negra entre tanta coisa que imputam a todos nós.
Geralmente, a nossa reação é de classificarmos essas percepções errôneas como discriminação e preconceito, ou o termo mais em voga na atualidade, intolerância religiosa. Com respeito a isso nos valemos rapidamente das leis em vigor (graças a Zambi elas existem), defendemos arraigadamente nossos direitos de livre expressão religiosa, mas no entanto continuamos calados, sem tomarmos uma atitude, no mínimo proativa, para fazermos uma divisão, bem definida do que somos e praticamos, daquilo que os outros se valem da nossa religião para angariar lucros financeiros, por exemplo. ‘Pais e Mães de poste’ são representantes diretos do que estou falando.
Muitos desejam resolver essas realidades equivocadas através da fórmula mágica da ‘codificação’ e da ‘solução final’, ou seja, o expurgo do seio da religião de tudo aquilo que um conjunto de ‘eleitos’ definissem que: NÃO É UMBANDA!
Realizado essa faxina doutrinária e ritualística teríamos uma ‘umbanda’ alvíssima, limpa e completamente desinfetada, podendo assim iniciar o seu processo de reconhecimento por parte da sociedade e reclamar o seu direito inequívoco de igual às grandes religiões da civilização.
Evidentemente, que teríamos que formatar um código doutrinário e ritualístico, alguns dogmas seriam de bom tom que passassem a existir, precisaríamos de todo um conjunto de leis e um manual rígido de conduta moral, um tribunal eclesiático para aplicar essas leis seria necessário. Aos infratores uma punição exemplar, aos renitentes quem sabe se valer da velha e saneadora “caça às bruxas”, ou promover uma reedição umbandista da famigerada “inquisição”. Melhor ainda, que tal as escolas umbandistas serem taxadas de seitas heréticas e convocarmos uma ou várias ‘cruzadas’ para combater a heresia pagã?
Quem sabe decidirmos que todos os umbandistas nascem com o ‘pecado original’ da diversidade e que desta feita é necessário que ele siga a risca o catecismo desta nova ‘umbanda’ para ter então o direito de ir para o paraíso (Aruanda), caso contrário ao inferno (trevas). É claro se ele pagar corretamente as salvas de uma série de obrigações ao longo de sua vida umbandista, ele terá as indulgências necessárias para remir os seus pecados e diminuir os seus dias de trevas.
Brincadeiras à parte é preciso que se diga:
Antes de codificação precisamos é de CONSCIENTIZAÇÃO.
Menos forma mais ESSÊNCIA.
No lugar do que é e o que não é, IDENTIDADE.
Deixar de discussões sobre as nossas diferenças e buscar nos aproximar pelas SEMELHANÇAS.
Ao contrário de nos fascinarmos pelo fenômeno, nos encantarmos pela PALAVRA.
Huberto Rohden no livro “A Mensagem Viva do Cristo” comenta que: “Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé"
Retornando a Mateus vimos que: "Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus"
Falta-nos conjugar o VERBO em nossas vidas. Falta o ensinamento e a prática da PALAVRA em muitas searas umbandistas.
PALAVRA que nos transformem em pessoas melhores, que nos religue conscientemente com o Sagrado.
PALAVRA exaustivamente expressa pela sabedoria do mundo espiritual umbandista (entidades espirituais) e que não consegue calar fundo em nossos espíritos tão preocupados e ocupados com a forma em detrimento da ESSÊNCIA.
Buscamos sim o conhecimento. Conhecimento este que satisfaça ao nosso intelecto. É só ver qual o tipo de estudos e ensinamentos são os mais procurado nos terreiros? Quais os tipos de cursos que interessam as pessoas? Mediunidade, Magia e Sacerdócio para ficarmos no exemplo. Estão errados os terreiros que promovem este tipo de aprendizado? Não. Como se estuda em economia é uma questão de oferta e demanda. Estarei então jogando a responsabilidade em cima das pessoas sobre o que lhes é ofertado? Sim estou, mas também chamo a co-reponsabilidade de dirigentes umbandistas para que isso não se transforme na única causa válida.
Esses tipos de estudos, ensinamentos e cursos fomentam para muitos apenas a crença e não a fé. Proporciona o aumento do conhecimento e não a conquista da sabedoria. Produz o desenvolvimento intelectual e não a evolução espiritual.
Ao valorizar o fenômeno no lugar da palavra nos aproximamos do efeito e não da causa. Nos distanciamos da origem e do cerne da questão de nossas existências.
Precisamos da PALAVRA que nos conecte, que realize a nossa comunhão com Deus, que nos sintonize com o Sagrado expresso na natureza e no mundo espiritual.
PALAVRA que nos restitua a fé, que transmute o nosso corpo em um verdadeiro templo espiritual e faça a nossa alma transcender do conhecimento adquirido (crença), para a consciência plena do microcosmo imerso no macrocosmo, do ser individual para o cidadão planetário, do ser espiritual kármico para o ser uno com o cosmo.
A Umbanda proporciona o caminho para que todos nós possamos Saber, Fazer, Viver e Ser com toda a plenitude espiritual. Para isso:
Não só do fenômeno deveria viver o umbandista…

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Oração do Perdão

Faça esta oração à noite, antes de dormir, para seu inconsciente absorvê-la totalmente.
Atenção: Visualize o rosto da pessoa que você precisa perdoar, ou ser perdoado(a) por ela, e diga cada palavra, do fundo do coração, chamando-o(a) pelo nome.

Eu perdôo você... por favor, me perdoe...
Você nunca teve culpa...
Eu também nunca tive culpa...
Eu perdôo você... me perdoe, por favor.
A vida nos ensina através das discórdias...
e eu aprendi a lhe amar e a deixá-lo(a) ir de minha mente.

Você precisa viver suas próprias lições e eu também.
Eu perdôo você... me perdoe em nome de Deus.
Agora, vá ser feliz, para que eu seja também.
Que Deus te proteja e perdoe os nossos mundos.
As mágoas desapareceram de meu coração e só há Luz e Paz em minha vida.
Quero você alegre, sorrindo, onde quer que você esteja...
É tão bom soltar, parar de resistir e deixar fluir novos sentimentos!
Eu perdoei você do fundo de minha alma, porque sei que você nunca fez nada por mal e sim porque acreditou que era a melhor maneira de ser feliz...

... me perdoe por ter nutrido ódio e mágoa por tanto tempo em meu coração. Eu não sabia como era bom perdoar e soltar; eu não sabia como era bom deixar ir o que nunca me pertenceu.

Agora sei que só podemos ser felizes quando soltamos as vidas, para que sigam seus próprios sonhos e seus próprios erros.
Não quero mais controlar nada, nem ninguém. Por isso, peço que me perdoe e me solte também, para que seu coração se encha de amor, assim como o meu.
Muito obrigada!

Mensagem inspirada por Cristina Cairo, num momento de perdão SP 05/4/03

quinta-feira, 3 de maio de 2012

PombaGiras


 Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.
Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.
Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.
Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.
Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.
Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres.
Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.
Ela foi logo se apresentando como a “moça” da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes.
“O batom realça os meus lábios, o rouge e os pós ressaltam minha condição de mulher livre e liberada de convenções sociais”.
Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida , e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: “É isso mesmo”!
E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força, conseguiram abrir-lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram infelizes porque não tinham coragem de ser como elas.
Aí punham para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto.
E a todos ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda num campo que domina como ninguém mais é capaz.
Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades.
Quem não iria admirar e amar arquétipo tão humano e tão liberalizado de sentimentos reprimidos à custa de muito sofrimento?
Pombagira é isto. É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina. Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação.
Amem-na e respeitem-na os que entendem que o arquétipo é liberador da feminilidade tão reprimida na nossa sociedade patriarcal onde a mulher é vista e tida para a cama e a mesa.
Mas ela foi logo dizendo: “Cama, só para o meu deleite e mesa, só se for regada a muito champagne e dos bons!
Com isso feito, críticas contrárias à parte, o fato é que o arquétipo se impôs e muita gente já foi auxiliada pelas “Moças da Rua”, as companheiras de Exu.
A espiritualidade superior que arquitetou a Umbanda sinalizou à todos que não estava fechada para ninguém e que, tac como Cristo havia feito, também acolheria a mulher infiel, mal amada, frustrada e decepcionada com o sexo oposto e não encobriria com uma suposta religiosidade a hipocrisia das pessoas que, “por baixo dos panos”, o que gostam mesmo é de tudo o que a Pombagira representa com seu poderoso arquétipo.
Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos… ou pesadelos, provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador.
Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos.
Mas para azar dele e sorte nossa, a Umbanda tem nas suas Pombagiras, ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas.
Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de intimidades, nesse campo ela é mestra e tem muito a nos ensinar.
Seus nomes, quando se apresentam, são simbólicos ou alusivos.
- Pombagira das Sete Encruzilhadas;
- Pombagira das Sete Praias;
- Pombagira das Sete Coroas;
- Pombagira das Sete Saias;
- Pombagira Dama da Noite;
- Pombagira Maria Molambo;
- Pombagira Maria Padilha;
- Pombagira das Almas;
- Pombagira dos Sete Véus;
- Pombagira Cigana; etc.
O simbolismo é típico da Umbanda porque na África, ele não existia e o seu arquétipo anterior era o de uma entidade feminina que iludia as pessoas e as levavam à perdição. Já na Umbanda, é o espírito que “baixa” em seu médium e, entre um gole de champagne e uma baforada de cigarrilha, orienta e ajuda a todos os que as respeitam e as amam, confiando-lhes seus segredos e suas necessidades. São ótimas psicólogas. E que psicólogas! “Salve as Moças da Rua”!
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Rubens Saraceni

sábado, 28 de abril de 2012

EXU REI DAS SETE ENCRUZILHADAS

(Astaroth.Nome Astral) - Esse Exu comanda uma das Falanges mais poderosas e numerosas de exus. Sua aparência astral é a de ser visto como um ente humano normal qualquer, com a característica que está sempre vestido de preto. Esse Exu Rei tem a particularidade de não incorporar, apenas o fazendo os seus comandados e sob as suas ordens diretas.

Esses testas-de-ferro, incorporados usando o nome do Chefe, usam sempre a expressão "meu chefe determinou isso, aquilo, vou consultar meu chefe, isso eu posso fazer, isso eu não posso fazer, (trocam" "chefe" por "superior" ou outra expressão análoga).

Isso não quer dizer que não tenham força. Tem e muita. É comum em seus trabalhos, pedirem para os consulentes colocarem nas encruzilhadas um charuto aceso, uma garrafa de marafo, bem como oferendas diversas.

Em terra, bebe bebidas finas em taças e fuma charutos de boa qualidade. Come carne de todos os tipos.
Incorporado, se apresenta e caminha como uma pessoa normal, sem mascara de sofrimento no médium e gosta muito de receber honrarias, ser servido e ser bem tratado, como só acontece com quem é Chefe. Protege por demais os seus médiuns, dando a eles a intuição do perigo e da desconfiança quando alguma coisa não vai bem.

Sempre deixa patente gostar que seu médium trabalhe mais com ele do que com as demais entidades da Direita da umbanda.

sábado, 21 de abril de 2012

Decálogo para Médiuns

Emmanuel

1- Rende culto ao dever.
Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.

2 - Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.

3 - Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.

4 - Não esperes recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam o fulgor das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a bênção da coragem, não têm preço na Terra.

5 - Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.

6 - Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede, originariamente, de Deus.

7 - Estuda sempre.
A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.

8 - Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.

9 - Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.

10 - Não temas perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.

Do livro "Espírito da Verdade" - Chico Xavier e Waldo Vieira

domingo, 8 de abril de 2012

Cabocla Jurema

Esta Cabocla é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas Jupira e Jandira. Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.
Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais,espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas atravéz das ervas.
Normalmente a entidade cabocla jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todas as caboclas jurema ou seja, jurema da Cachoeira ,Jurema da Praia, Jurema das Matas etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza, ex:lua, sol, mata, chuva, vento etc.
Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia.
Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades.
Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.
Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.
Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais recentemente na  muito prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.
Ela trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes-cura através das ervas e pontos riscados.
Quando  trabalha, atrai a presença de vibrações de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os ambientes da natureza. ex: Sol, Lua, Chuva, Vento, Mata etc…
Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia e sempre orientando o devoto com palavras sábias e conforto para os devotos que sofrem de enfermidades.
Chame pela Jurema nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para ajudar seus filhos de Fé.

Para agradar a Cabocla Jurema:
Vá em uma mata limpa, estique um pano verde e coloque sobre o pano verde, um vinho tinto rascante (para o Caboclo Oxossi), um coco verde (para a cabocla Jurema), substituindo o líquido de dentro do coco por vinho com mel, enfeitado com uma cesta de frutas, fitas verde e vermelha.

Mensagem da Cabocla Jurema
Ninguém pode guardar para si um pedaco da luz.
Se a luz é trancada ela se transforma em escuridão.
A luz só vive no coracão aberto.
Quem ama vive na paz e a paz é luz.
A tempestade só reina na escuridão,
ela nunca vem enquanto o sol está brilhando.
Vivemos na luz, vivemos na paz.
Quem vive na luz ilumina os caminhos escuros
e pode guiar aqueles que ainda não encontraram  o verdadeiro caminho.

http://olhosdaguadoxum.blogspot.com.br/2009/09/cabocla-jurema.html

sábado, 7 de abril de 2012

Obsessão e auto-obsessão: De quem é a culpa?


Diante de nossa disposição em permanecer na condição de vítimas, nos habituamos a culpar o mundo externo pelos fracassos e insucessos. A família, o chefe, a situação econômica, a política, o tempo ou ainda, o obsessor, são os vilões.
Nossa vida está difícil, os relacionamentos não dão certo, as finanças vão mal, e sempre existe um culpado, que claro, não somos nós.
Temos o hábito negativo de colocar a responsabilidade sempre no outro e muitas vezes no obsessor, esquecendo, contudo, que nós o atraímos face ao nosso estado vibracional.
A única diferença entre nós e um obsessor é que ele está desencarnado e nós no corpo físico, mas ambos com sentimentos, emoções e pensamentos, inclusive negativos.
Esquecemos que a maior e mais silenciosa forma obsessiva é a auto-obsessão, que sem sombra de dúvidas, praticamos. Não percebemos que mesmo no veículo carnal, agimos como obsessores em muitas situações.
Há auto-obsessão quando nos depreciamos, nos cobramos demais, nos criticamos, vendo somente nossos defeitos, isso porque esquecemos de nossa origem divina.
Quantas vezes mantemos uma conduta, um comportamento obsessivo, querendo algo, alguém, que nem sempre vai ao encontro de nossa missão evolutiva...isso é auto-obsessão.
Fingimos para os outros e às vezes até para nós mesmos que somos bonzinhos, nos surpreendemos com atitudes egoístas de outras pessoas, fingimos não sentir nada maléfico, mas nosso coração diz ao contrário, porém, o orgulho nos cega, nos cobre com o véu de maia.
Somos obsessores de nossos semelhantes quando julgamos, queremos sempre ter razão, e pousamos de espiritualistas comprometidos.
Somos assediadores quando controlamos as pessoas, acreditando que fazemos por amor, que nossas verdades são absolutas.
Quando defendemos muito uma opinião, de forma intolerante, mesmo que universal, mostra que há preconceito, pois não aceitamos o novo e o diferente e, outra vez estamos impondo, dizendo o que é melhor.
Agimos como obsessores quando sentimos inveja, raiva, ódio de quem está próximo e confundimos esses sentimentos, na verdade fingimos que estamos sendo injustiçados e estamos certos em manifestá-los.
Obsediamos quando culpamos o outro por nossa realidade conflitante, quando esquecemos que os sentimentos negativos internos são oportunidades de aprendizado e evolução conscencial.

Obsediamos um familiar que já desencarnou quando não nos conformamos com sua partida, o chamamos, cremos que somos os coitadinhos, porque fomos deixados.

A pessoa que desencarnou e está agindo como assediador não é melhor, mas nem pior que nós...é nosso irmão que está desorientado, como nos sentimos muitas vezes, aqui na Terra.

É pura arrogância acreditar que quem desencarnou tem que dar exemplo e que o obsessor é o vilão...certamente em vidas passadas já fomos obsessores também. Afinal, se fossemos bonzinhos, não estaríamos aqui, mas sim em um plano evolutivo superior, portanto, estamos todos no mesmo barco.
Será que após o nosso desencarne, com inúmeros sentimentos negativos que possuímos, seremos melhores do outro lado? Pensemos nisso com carinho, a fim de verificar o que precisamos curar e compreender ainda nesta existência.
Outro ponto importante é não ter medo extremo, achar que tudo que acontece em nossa vida de negativo é porque existe algum desencarnado perto, que somos crianças indefesas.
Nada disso, pois com nossa vibração, atraímos quem está na mesma freqüência, de sentimentos, emoções e pensamentos, então não pense que somos as vitimas e o obsessor o culpado. Sempre existe uma união de sintonias, uma afinidade energética.
Colocar a culpa em um ser desencarnado revela falta de maturidade emocional e espiritual. A pessoa que está sintonizada com uma energia obsessiva vibra na mesma freqüência, ou seja, sente, pensa, manifesta as mesmas emoções e sentimentos.
No universo, semelhantes se atraem, é uma lei universal e não tem como ser diferente. É  preciso modificar o estado vibracional, sem culpar ninguém.
A pior obsessão é a auto-obsessão, que é silenciosa e disfarçada, e ela que abre caminho para as demais formas obsessivas.
Portanto, se queremos paz, amor, tranquilidade na vida, com energias positivas, companhia de mestres e anjos, nessa energia temos que vibrar. Temos que fazer a nossa parte, agirmos com mais seriedade e discernimento espiritual.