domingo, 7 de abril de 2013
Fracasso do Médium
Esses são assuntos dos quais todos
se escusam de falar, ou de escrever, e quando o fazem, é por alto e
indiretamente.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Equilibrio Espiritual
Num templo de Umbanda, nada acontece por acaso, ou melhor na vida uma folha não cai sem que o pai conceda a licença, mas em lugares de reforma íntima como igrajas, templos, sinagogas e etc. è mais nítida sua percepção e o ensinamento que Deus nos quis mostrar com aquele acontecimento.
A harmonia é essencial para que um trabalho espiritual possa fluir normalmente, alguns médiuns tem a prática da meditação, outros de orações repetitivas, outros de concentração, mantras, banhos de errvas entre outras técnicas para se harmonizar, para poder ter um contato mais rápido e mais nítido com sua entidades, mas infelizmente outros médiuns, não respeitam essa lei ou técnicas, chegam estressados, e despreparados para entrar em contato com energias sublimes, nesses casos o médiuns não está compátivel com as energias que ciscundam o templo é há um choque energético, choque este que causa "faíscas", essa faíscas, são desentendimentos com outros méduns que naquele dia estão preparados para tal tarefa.
Vejam por exemplo, o médiuns está numa vibração positivam junto com o templo, pois este se preparou para estar ali, enquanto o médium despreparado está com seu pólo negativo ativo, ao chegar no teplo sente-se que aquele mádum não está se compatibilizando com as energias emanadaspor médiuns preparados.
A preparação mediúnica independe de tempo ou tarimba, dependesim da boa vontade do médium, saebe que no mundo que vivemos é díficil para o médium chegar antes no templo para fazer tais técnicas, mas apenas 5 minutos de concentração já ajudaria muito, mas na maioria dos casos o que acontece é falta de vontade do médium.
Alguns médiuns alegam que independe de sua conduta e conhecimento o trabalho da entidade mas digo que isso é Mentira, pois como pode-se celar um cavalo que não sabe cavalgar, isto é, a entidade merece que seu médium tenha conhecimento, pois fica mais fácil seu trabalho.
Bem segue abaixo um texto muito interessante sobre este assunto.
"Espíritos acomodados, assim como um animal acuado, tendem a atacar coisas que não lhes são familiares, porque isso ameaça sua comodidade. A situação ainda piora quando esse defende alguma filosofia, ideais ultrapassados ou obscuros, então o orgulho não lhes permite admitir o erro. Não tente lhes apontar este fato, porque não vão entender, e vão te atacar ainda mais. Não perca tempo com discussões. Procure analisar tudo isso de uma forma humoradaÉ bobeira acatar as ofensas, a pessoa deve ter a frieza de acolher a ofensa sem se deixar dominar por sentimentos baixos; raiva, ódio, vingança, para que não se contamine.A pessoa que se sente impelida a revidar a uma agressão, prova que ainda dá muita importância para opiniões alheias. Se você não tem aquele mal dentro de si, então pra que dar bola!Seja mais tolerante, aproveite essas situações para eliminar o ego, não seja infantil.Jesus ouviu muitos insultos, seu espírito não acatou nenhum. Se você sabe que não possui aquele mal dentro de si, porque então dar credito ao que foi dito. O ignorante fala sem pensar ou por impulso, discutir é acatar o que foi dito, é quando a ‘carapuça serve’. Então você descobre ai o que precisa ser trabalhado dentro de ti.Quando uma pessoa se empenha na busca espiritual, muito maus podem surgir para serem queimados, seja firme e quando olhar para traz, verá que percorreu uma distancia enorme onde os insultos de antanho não mais lhe afetarão.Ao passear por um jardim e ser picado por um espinho de uma roseira, o erro é teu, nada adianta arranca-la ou pisoteá-la.Aja como um espírito que é o que você é. Ao receber uma ofensa, não se rebaixe para discutir como matéria.
Feche seu coração para o que é imperfeito, ao revidar uma ofensa ou agressão, discutindo, brigando, você abre seu coração interagindo com o imperfeito, e essas coisas vão sair e entrar nele, sintonizando-o com o agressor que a esse ponto já pode ser você mesmo. Se teu coração não é puro, não é assim, colocando essas impurezas pra fora que você vai se ver livre delas, isso alimentará teu ego apenas, o que sufocará ainda mais teu espírito.Teu coração potencializa tudo que há dentro dele, e o que você alimenta.Se ele não é puro, purifique-o acrescentando coisas boas (o que se consegue estudando e praticando espiritualismo) Como um copo cheio de água suja, se você abre uma torneira encima dele, aos poucos a água que há nele irá se tornando limpa e cristalina. O que tem em seu coração é como a água do copo, ele ficará limpo de acordo com a água (estudos e pratica espirituais) que entra, quanto maior o fluxo dessa água, melhor. E um dia você terá um coração tão puro e transparente como a água. Sendo transparente nada encobrirá a Luz que há nele permitindo que seus raios atinjam outros corações."
- Buda Sakya Muni (o sutra do diamante)
A harmonia é essencial para que um trabalho espiritual possa fluir normalmente, alguns médiuns tem a prática da meditação, outros de orações repetitivas, outros de concentração, mantras, banhos de errvas entre outras técnicas para se harmonizar, para poder ter um contato mais rápido e mais nítido com sua entidades, mas infelizmente outros médiuns, não respeitam essa lei ou técnicas, chegam estressados, e despreparados para entrar em contato com energias sublimes, nesses casos o médiuns não está compátivel com as energias que ciscundam o templo é há um choque energético, choque este que causa "faíscas", essa faíscas, são desentendimentos com outros méduns que naquele dia estão preparados para tal tarefa.
Vejam por exemplo, o médiuns está numa vibração positivam junto com o templo, pois este se preparou para estar ali, enquanto o médium despreparado está com seu pólo negativo ativo, ao chegar no teplo sente-se que aquele mádum não está se compatibilizando com as energias emanadaspor médiuns preparados.
A preparação mediúnica independe de tempo ou tarimba, dependesim da boa vontade do médium, saebe que no mundo que vivemos é díficil para o médium chegar antes no templo para fazer tais técnicas, mas apenas 5 minutos de concentração já ajudaria muito, mas na maioria dos casos o que acontece é falta de vontade do médium.
Alguns médiuns alegam que independe de sua conduta e conhecimento o trabalho da entidade mas digo que isso é Mentira, pois como pode-se celar um cavalo que não sabe cavalgar, isto é, a entidade merece que seu médium tenha conhecimento, pois fica mais fácil seu trabalho.
Bem segue abaixo um texto muito interessante sobre este assunto.
"Espíritos acomodados, assim como um animal acuado, tendem a atacar coisas que não lhes são familiares, porque isso ameaça sua comodidade. A situação ainda piora quando esse defende alguma filosofia, ideais ultrapassados ou obscuros, então o orgulho não lhes permite admitir o erro. Não tente lhes apontar este fato, porque não vão entender, e vão te atacar ainda mais. Não perca tempo com discussões. Procure analisar tudo isso de uma forma humoradaÉ bobeira acatar as ofensas, a pessoa deve ter a frieza de acolher a ofensa sem se deixar dominar por sentimentos baixos; raiva, ódio, vingança, para que não se contamine.A pessoa que se sente impelida a revidar a uma agressão, prova que ainda dá muita importância para opiniões alheias. Se você não tem aquele mal dentro de si, então pra que dar bola!Seja mais tolerante, aproveite essas situações para eliminar o ego, não seja infantil.Jesus ouviu muitos insultos, seu espírito não acatou nenhum. Se você sabe que não possui aquele mal dentro de si, porque então dar credito ao que foi dito. O ignorante fala sem pensar ou por impulso, discutir é acatar o que foi dito, é quando a ‘carapuça serve’. Então você descobre ai o que precisa ser trabalhado dentro de ti.Quando uma pessoa se empenha na busca espiritual, muito maus podem surgir para serem queimados, seja firme e quando olhar para traz, verá que percorreu uma distancia enorme onde os insultos de antanho não mais lhe afetarão.Ao passear por um jardim e ser picado por um espinho de uma roseira, o erro é teu, nada adianta arranca-la ou pisoteá-la.Aja como um espírito que é o que você é. Ao receber uma ofensa, não se rebaixe para discutir como matéria.
Feche seu coração para o que é imperfeito, ao revidar uma ofensa ou agressão, discutindo, brigando, você abre seu coração interagindo com o imperfeito, e essas coisas vão sair e entrar nele, sintonizando-o com o agressor que a esse ponto já pode ser você mesmo. Se teu coração não é puro, não é assim, colocando essas impurezas pra fora que você vai se ver livre delas, isso alimentará teu ego apenas, o que sufocará ainda mais teu espírito.Teu coração potencializa tudo que há dentro dele, e o que você alimenta.Se ele não é puro, purifique-o acrescentando coisas boas (o que se consegue estudando e praticando espiritualismo) Como um copo cheio de água suja, se você abre uma torneira encima dele, aos poucos a água que há nele irá se tornando limpa e cristalina. O que tem em seu coração é como a água do copo, ele ficará limpo de acordo com a água (estudos e pratica espirituais) que entra, quanto maior o fluxo dessa água, melhor. E um dia você terá um coração tão puro e transparente como a água. Sendo transparente nada encobrirá a Luz que há nele permitindo que seus raios atinjam outros corações."
- Buda Sakya Muni (o sutra do diamante)
sábado, 16 de março de 2013
Ogum Xoroquê
Ogum Xoroquê sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos tanto positivo como negativo.
Divindade masculina figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular.
Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Divindade masculina figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular.
Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Espiritualidade, Orgulho e Vaidade
Um assento ao fundo da Coluna do Norte
Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?
O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?
O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por
mim. Contudo, não tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria
aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro;
hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta.
É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo.
Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.
Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
- Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.
- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
- Templo Maçônico, vocês tem um?
- Sim , claro.
Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honras devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.
Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.
- Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.
Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.
Adentraram silenciosamente no Templo.
Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do
Templo se entreabriu e o Irmão M.:.C.: encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendasnão estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?
Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.
Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente.
Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer... Aguardava ordens .... e elas
vinham na voz firme do Venerável:
- S.:M..:?
Reconhecendo a necessidade do Telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:
- M..: I.:.C.:T.:M.:R.:
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.:.M.:. dirigindo-se aos presentes, perguntou?
- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :
- Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.
- Como não! Disse eu.
- Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?
- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser
Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?
Fui interrompido.
- Irmãos, vejamos então sua defesa.
Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:
- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa.
Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as
medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.
Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz Maçom.
No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.
....precisava lapidar minha Pedra Bruta
Blogger: www.filhosdoarquiteto.blogspot.com.br
É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo.
Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.
Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
- Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.
- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
- Templo Maçônico, vocês tem um?
- Sim , claro.
Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honras devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.
Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.
- Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.
Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.
Adentraram silenciosamente no Templo.
Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do
Templo se entreabriu e o Irmão M.:.C.: encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendasnão estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?
Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.
Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente.
Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer... Aguardava ordens .... e elas
vinham na voz firme do Venerável:
- S.:M..:?
Reconhecendo a necessidade do Telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:
- M..: I.:.C.:T.:M.:R.:
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.:.M.:. dirigindo-se aos presentes, perguntou?
- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :
- Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.
- Como não! Disse eu.
- Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?
- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser
Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?
Fui interrompido.
- Irmãos, vejamos então sua defesa.
Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:
- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa.
Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as
medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.
Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz Maçom.
No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.
....precisava lapidar minha Pedra Bruta
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 03/03)
O Onipotente
Esplendor do Pai ordenou: - “Que a evolução dure tanto quanto um Meu respirar” –
e no insondável seio dos abismos cósmicos, pela emanação de Sua Vontade,
criaram-se as condições necessárias à execução da Sua Ordem.
Partindo do
Infinito Centro Divino, em vibrações sempre mais vastas, que, irradiando de
todos os lados e regiões, se ampliavam para atingir o término da expiração
Paterna, o Movimento Criador estabeleceu as trajetórias que foram percorridas
pelas esferas luminosas. A luz que fora o ornamento precioso tornou-se energia,
encontrando-se em os núcleos que a massa gasosa envolvia.
Os invólucros
desses núcleos evoluíram por milênios, ao longo das trajetórias infinitas, na
preparação do que deveria ser o principio das futuras sedes das almas
culpadas.
Depois, cada
um, pela expressão da Potencia que não tem limites à Sua Fôrça, pelo equilíbrio
da criação, explodiu, formando o universo.
Na lei que os
movia, os compactos gasosos dos planetas e dos satélites começaram a evoluir em
torno do núcleo central da massa energética, futuro sol de cada universo,
uniformizando-se cada vez mais com a lei da transformação ... O alfa e o
Omega da vida se haviam iniciado ...
Milênios
transcorreram ...
Em cada centro
energético solar, as almas que haviam pecado ficavam à espera de iniciar o Karma
purificador.
As massas
aeroforme girando nas trajetórias, sem descanso, condensaram-se. Os gases
tornaram-se magma, esse solidificou-se, e sobre os planetas desceram, dos sóis,
as primeiras almas culpadas ansiosas de iniciar a prática purificadora que,
através das lutas e provas sem número, lhes daria a fôrça de remontar novamente
à pureza absoluta e de realizar a ascensão à Suprema Chama Criadora.
Daquela
roupagem, a princípio tão desejada e ora pungente de espinhos que as comprimia
como uma capa opressiva de dores, fixaram ansiosas o olhar na longínqua
infinidade do cosmos no constante desejo de desvelar o profundo mistério que os
envolvia, e a razão da vida.
Enquanto assim
se iniciava o Karma das almas culpadas, o príncipe da luz que deveria ser para
sempre o seu guia e farol de toda beleza e de todo esplendor, tornou-se, ao
contrário, exemplo de incitamento para o abismo. Pelo querer da Suprema Justiça
Onipotente foi relegado ao reino das trevas. Tornava-se assim Lúcifer, o anjo
decaído, o príncipe dos demônios, o eterno tentador, encaminhando às regiões
inferiores e, porque havia atraído outros a segui-lo, devia ainda persistir na
sua obra de tentador, fazendo mais árdua e dolorosa a volta ao Grande Fogo
Criador dos que o haviam acompanhado.
Essa é a sua
missão, a serviço do Querer Supremo e, para que pudesse desempenhá-la, foi-lhe
negado tomar para si próprio aquela carne que tão tenazmente procurara.
Preso à cadeia
da sua pena, na plena consciência do seu ser, ele vê a imensidade de seu erro e
deseja ardentemente a Deus, enquanto a consciência do futuro lhe atormenta sem
tréguas o espírito.
Milênios
transcorreram ...
Quando, no
ritmo aspirante do hálito imenso do Eterno, os universos voltaram a ser
absorvido em feliz curso concêntrico em giros evolutivos de trajetórias de
alegria, em direção ao almejado Centro Infinito, quando as ultimas almas tiverem
atingido a luminosa e ansiada meta e a terra for um desolado deserto, somente
então ele poderá finalmente iniciar a sua purificação, encarnando-se. A ultima
mulher o conceberá, deixando-lhe como herança uma vida atormentada sem o dom do
repouso que a morte concede a cada mortal.
Durante
milênios ele assistira, impotente, à perda de tudo e de todos, à destruição da
sua paixão, à desagregação, átomo por átomo, daquela matéria a princípio tão
ardentemente desejada.
Errará no mundo
vazio e desanimado, naquelas trevas tão almejadas, no silencioso albor espectral
daquela obscuridade que violara. Na noite sem fim lhe farão companhia unicamente
o eco de seu lamento atormentado por mil indizíveis torturas e o aguilhão
implacável de sua insatisfeita sede de luz.
Milênios
transcorrerão, e das chagas abertas da sua dor pelo exílio sem nome fluirá a
água que cancelará a sua culpa.
No esplendor
soberano de todos os esplendores, cujo fulgor inefável não pode ser concebido
pela mente humana, na flamejante e deslumbrante claridade daquela Luz que é
Sabedoria e Amor, Potência e Harmonia, Eterna Fonte de toda vida e de toda
perfeição, junto à Infinita Majestade da Onipotência do Pai, foi elevada, em
lugar do anjo decaído, a radiante fidelidade de Mickael que resplandece da Sua
potência.
Êle teve a seu
lado Gabriel, que se adorna do Seu amor, e Rafael que se ilumina da Sua
Sabedoria.
Essa Divina
Triade, conduzida pela majestosa força de Mickael, que, recebendo poderes da
infinita energia da Causa de todas as causas, representa e retoma o eterno signo
da vitória, pediu e obteve da Graça Suprema a permissão de proteger as almas
perdidas, guiando-as no exaustivo caminho da ascensão.
E a missão da
Divina Triade perdurará até que o infinito respirar do Pai haja terminado,
quando todas as centelhas que um dia foram emanadas sejam novamente reabsorvidas
na Sua Grande Luz.
Relegado
Lúcifer àquele abismo que tanto havia procurado e que fora razão de sua queda,
formara-se na Divina Triade um vácuo.
O equilíbrio
supremo fora violado, mas a Harmonia Eterna o restabelecera com um novo inefável
ato de amor.
O Paterno
Centro Criador quis que, ao lado da Sua Augusta Potência, se acendesse a
Eterna Luz do Infinito Amor do Filho para balancear a eterna Justiça
do Espírito.
Da
infinidade cósmica do Seu Querer emitiu outra centelha, e no vazio criado pela
queda do anjo renegado surge triunfante o Filho de Deus.
Ao conhecimento
que não bastara para salvaguardar a pureza da luz concedida às criaturas, mas
que contribuíra para ofuscá-las, sucedia o incorruptível esplendor do Filho,
Amor, novo farol aceso no caminho sem fim da eternidade. O primeiro havia, com o
estímulo do desejo, levado a luz a confundir-se com as trevas. Êle, com o
exemplo do sacrifício, reconduziria as criaturas das trevas à luz.
A suprema
harmonia da Lei foi assim restabelecia.
Ergos
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 02/03)
Luz lutava
ainda consigo mesmo, presa frequentemente da lancinante dor do remorso, frente à
amorosa efusão Paterna, vencido, muitas vezes, pelo desanimo, quando aflorando
do incomensurável oceano da treva interdita, comparava a sua luz À imaculada,
vitoriosamente esplendente e feliz nos sete graus da rosa angelical.
Mas a pungente
solicitação da vaidade convidava-o sempre mais insistente e longamente ao
proibido, que ocultava em si o veneno da orgulhosa revolta.
Milênios e
milênios decorreram ...
Agora a única felicidade de Luz
consistia em permanecer o mais possível nas trevas sem fim e aí considerar-se e
admirar-se como centro infinito, irradiando fulgores admiráveis que desapareciam
apenas quando voltava junto à Divina Chama.
Contudo –
orgulho lhe sugeria – não era ele, porventura, emanação da Luz Criadora ? Não
estava nele a própria potência criadora do Pai, que lhe havia confiado o governo
de todas as suas criaturas ? E, se lhe fora concedido tanto poder, por que devia
ser-lhe vedado o humilde e fugidio reino das trevas? A sombra que ora lhe fugia
teria, reconhecida pela sua atividade criadora, participado de sua emanação
luminosa.
Desejando que
suas formas mentais, naquele plasma informe se condensassem e concretizassem,
chamou a si a sombra.
Quis, e a sua
vontade consubstanciou-se. Pode amalgamar-se e dissolver-se, segundo o seu
desejo.
A ansiedade que
o havia possuído, depois de haver manifestado a sua vontade e a expectativa não
isenta de temor com que havia contemplado as primeiras realizações, cederam a
uma quase prudente timidez que ele manifestava no consubstancializar-se em novas
formas no plasma fugaz. Modelando os aspectos, que ficavam nas várias
transformações cada vez mais apurados e completos, adquiriu pouco a pouco maior
segurança de expressão e ele se quis sempre mais belo e admirável, em imagens a
mais e mais perfeitas e magníficas.
Uma alegria
louca o inebriava. Acreditava-se igual ao Único: também ele criava. A seu
talante consubstanciavam-se, no dócil plasma etéreo da sombra, figuras de graça
fascinante.
Pelo seu
querer, nasciam as inúmeras variedades dos aspectos e das formas, o mutável
mundo dos fenômenos: criaturas de beleza radiante; paisagens encantadas; flores
de fragrâncias mil e das mais variadas cores; todo o ilimitado e inimaginável
mundo da fantasia criadora.
Então surgiu o
pensamento da revolta: “ÊLE, da luz não criou senão a luz; eu da obscuridade
informe, criei o reino da beleza. Eu sou igual a ÊLE; eu sou mais do que
ÊLE”.
O pensamento da
revolta brotara, e Luz se condenara.
Atraídas pela
nova experiência, arrastadas ou envolvidas pelo mesmo desejo de
consubstancializar-se, muitas das centelhas divinas, partes da essência
resplandente da sétupla rosa que estavam sob a custódia de Luz,
imitaram-no.
Esquecidas de
que a infinita felicidade eterna consistia sòmente em aspirar à mais alta
perfeição e pureza do espírito, buscavam agora àquele plasma material que cada
vez mais as aprisionava na sua ânsia.
E elas não
adoravam mais a Suprema Causa Criadora, a Onipotência Paterna, Deus, mas
volveram a sua culposa atenção para adorar a si mesmas.
E esse foi o
início da queda ...
O olho de Deus,
o Onividente para quem a própria imensidade do espaço não tem mistérios, viu a
Sua Luz, difundida em Suas Criaturas, ofuscadas cada vez mais pelo véu opaco de
desejos sempre crescentes.
A Sua
Onisciência não podia escapar a causa; sabia que a Lei Suprema fora violada,
mas, havendo deixado a cada uma de Suas Criaturas o livre arbítrio, esperou que
a culpa não aumentasse.
Mas, também
então, a Graça Paterna não quis aniquilar aquêle que o seu Fogo Criador, num
ímpeto de amor, tinha gerado, e, na constante efusão amorosa com as Suas
criaturas, não permitiu que outras luzes se precipitassem nas trevas.
Ordenou, por
isso, às centelhas que haviam caído no erro que se afastassem da luz: “Que o
vosso desejo se torne a Minha ordem” – foi a suprema determinação, e na treva a
que tolamente se tinham dirigido fez residir o princípio material das centelhas
culpadas.
Impôs que,
desde então, a matéria não fosse a companheira voluptuosa de um capricho, mas o
fardo doloroso que sobre elas pesaria, em uma sucessão ininterruptamente
expiadoras de vidas, através das quais se conseguiriam purificar e
redimir.
Só
aprisionando-as no cárcere cego da carne, na limitação angustiosa das
imperfeições da matéria, de suas faltas e traições, poderiam iniciar a devida
expiação. Somente pelas aflições e angustias da instabilidade da jornada humana,
do amargo e doloroso pranto que dela emana, atingirão o batismo salutar que pode
permitir entrever, da prisão terrena, a primeira esperança de luz.
Por milênios e
milênios, através do mortificante filtro das paixões, na angustia desse continuo
morrer de cada instante, que é companheiro inseparável da criatura humana, no
perene retorno da vida, superando vitoriosamente obstáculos cada vez mais árduos
e difíceis, dominando a sedução corruptível existente na própria cadeia
mordente, conquistando nessa vitória o caráter real da sua origem, elas,
centelhas divinas que haviam pecado, deveriam reencontrar a força e a pureza
para remontar à Fonte puríssima e eterna de todo o bem.
E na adamantina
claridade, que já as havia feito brilhantes na inefável harmonia, tornariam a
resplender de felicidade imortal no seio do Criador.
É esta a Lei do
Karma da matéria, que naquele momento, teve o seu início. Por ela nasceram os
universos, os sóis, os planetas, as terras, os homens.
Continua
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 01/03)
Da vida nós criamos a fé.
ÊLE nos deu o céu e a terra, os
abismos insondáveis
dos mares, o ardor do Sol, o
sopro do eterno
existir, o oceano infinito das
sombras, o gérmen do
princípio na infinita
multiplicação de Si mesmo.
Fez-nos a dádiva da morte no
Todo imortal da
Sua Muda Vontade
Fomos chama, depois nos
tornamos forma para
ser espírito da divina
eternidade.
Das essências das trevas
surgimos na luz do
Absoluto, no hálito imortal da
eterna realidade,
ansiosos de alcançar o Fogo
Vivente de Deus.
Não existe o
primeiro pensamento porque o Pensamento de todos os pensamentos, a Mente
Suprema, sempre existiu. Não existe a primeira causa e não há a última porque a
Causa Suprema sempre foi e sempre será.
O nada não
existe porque o nada se transforma no todo e tem início no todo.
O todo não
existe, porque é materializado do nada e tem início no nada.
Não existe
matéria, não existe o nada, não existe o todo; existe apenas a Mente Criadora
Suprema, o Espírito Infinito, o Ser, o Ente, Deus.
Passado,
presente, futuro – distinções de uma medida humana; o tempo. Para o Eterno,
subsiste apenas o incomensurável, o infinito e eterno presente, a eternidade,
que os homens podem esforçar-se para conceber como uma perene sucessão de
passados e de futuros.
Passados que
vivem no eterno pensamento de Deus sempre presente; futuros que representam o
respirar da Infinita Lei, surgindo, instante por instante, no teu fugacíssimo
presente.
Quem pode,
realmente, conceber, detê-lo, mantê-lo, por um só instante, seja embora
fugitivo? Apenas o tens percebido, ele, já na sombra, é presa do passado; se o
esperares na passagem da tua mente, enquanto ele ficar envolto nas névoas
imperscrutáveis do incógnito amanhã é futuro; mas apenas o fluir do eterno
movimento erga o véu e os teus lábios, trêmulos de expectativa, estejam por
pronunciar a palavra do presente: é; ele não é mais; já
foi.
Assim, quem
pode conceber o infinito? Contudo, o finito não existe. Experimenta levantar uma
barreira que limite um espaço até a extremidade mais remota que a mente possa
perceber, até o último confim possível à tua imaginação. Ergue aquela barreira e
encerra todo o espaço concebível: além dele, sentirás palpitar ainda outro
espaço como um insondável e misterioso mar que se perderá na infinidade eterna
do Cosmos.
Existe apenas o
infinito, e no espaço infinito vibra o Centro Infinito de Vida.
No fulgor mais
intenso de Sua deslumbrante pureza resplendia o Fogo Incriado, Divino Criador. E
a Sua chama, em um ímpeto de amor, emitiu centelhas, estrelas substanciadas pela
Sua Luz, que envolveram de triunfante apoteose a Sua Glória.
O amor do Pai
era esplendor que se irradiava até a última de Suas criaturas, e essas, aspectos
luminosos do palpitar Daquela Luz, vibravam na Harmonia Infinita, elevando gemas
de incomparável pureza até ao Supremo Centro do Bem.
E tudo era
puro, no tempo dos tempos, até mesmo as trevas infinitas, que com seu aveludado
manto recobriam o mistério dos abismos siderais, porque também eram parte do
Infinito Corpo de Deus e nenhuma culpa havia tido princípio.
Iniciou-se,
assim, a adorante rota das refulgentes e translúcidas esferas dos
bem-aventurados.
Em cada uma,
inúmeras essências angélicas flamejavam de amor pela Graça Perfeita que as
tinham gerado, em uma pulsação a cujo confronto a mais ardente paixão humana é
apenas um imperceptível arrepio de frio.
A onipotência
do Pai fez surgir duas Fôrças, que acima das outras participavam de Seu
incomparável fulgor: LUZ e MICKAEL.
E o Pai, Luz e
Mickael refulgiam, irradiando bem-aventurança às centelhas que os
adoravam.
À Luz, entregou
o Pai o governo das esferas angélicas.
A Mickael
confiou a missão do Seu serviço direto, além da de Chefe dos Arcanjos e de
coadjutor da obra de Luz.
Sete, com
Mickael, eram os Arcanjos que se regozijavam na adoração ante o resplendente
trono de Deus: Gabriel, Rafael, Anael, Azaziel, Azaquiel, Uriel.
Na pureza
incontaminada de sua essência, partícipes da infinita luz, as legiões angélicas,
na celeste rosa, felizes de existirem, cantavam hosanas ao Criador, fitos na
contemplação do indizível esplendor da Mente Suprema.
Na sua missão,
Luz perpassando entre as refulgentes gemas da rosa angélica, recolhia as
humildes preces, o puro perfume das essências espirituais, trescalantes da
absoluta devoção, da alegria perfeita que emanava do seu adorante amor, e os
elevava aos pés do fulgurante trono do Pai.
Certa vez,
porém, no esplendor de seus voos, Luz retardou por um instante o seu rápido
perpassar de esfera em esfera, como se a sombra longínqua, apenas acenada e
fugaz, de um desejo, o atraísse repentinamente ao abismo que circundava o
luminoso Centro Infinito.
Puríssima
essência, emanada da Excelsa Chama Divina, participe daquela Infinita Potência
em ação, superior a toda expressão quando assumia os aspectos peculiares ao
Absoluto e ao Eterno, nada, fora do Imaculado Esplendor Criador, devia atraí-lo.
Todavia, imperceptível, quase inadvertidamente, o reverente temor que o
arrastava aos confins misteriosos do nada diminuía, superado por um desejo cada
vez mais premente e ansioso que maculava o esplendor original.
A escuridão
eterna daquele abismo, insondável mesmo à sua potência, atraia-o
irresistívelmente.
Milênios, como
anéis desenlaçando-se em uma cadeia sem fim, como pausas ritmadas de um eterno
fluir, sucederam-se a milênios, como o bater uniforme da onda que no eterno
movimento se afasta e retorna com a voz e essência imutáveis.
Por um tempo
longuíssimo lutou Luz contra a ânsia de mergulhar naquela treva abismal, onde
sentia vibrar o infinito mistério de Deus, até que o mórbido fascínio da
curiosidade o venceu, impelindo-o a transpor a zona resplendente e a profanar
aquele espaço que o Pai lhe havia proibido.
Esquecido da
alegria indizível da amorosa fusão na infinidade da Graça Geradora que, no Seu
ardor, acalma toda ânsia e sacia todo desejo, penetrou no cobiçado
mistério.
O sentimento de
apreensão que experimentou, transpondo o vedado limite insondável fê-lo
deter-se, apesar do aguilhão da curiosidade, ante a imensidade de sua
audácia.
Às suas costas,
o e4splendor amoroso da Chama Paterna e a felicidade, na harmonia de luzes e de
cores, dos bem-aventurados vibravam na distância. Êle estava só no tenebroso
silencio; só na escuridão profunda que à sua frente lhe fugia, quase temerosa de
ser violada pela sua luz.
Mas a
consciência de seu esplendor, que parecia crescer à medida que avançava,
tornava-o orgulhoso e o encorajava.
Naquelas trevas
ele resplandecia, como nunca, de inusitado clarão e as sombras fugidias que, ao
alcance de suas emanações resplandecentes, se retraiam quase inclinando-se
humildes e convidativas, ofereciam ao seu orgulho nascente maior incentivo para
desenvolver-se.
Esquivo e
convidativo, o infinito reino da sombra, desconhecido e proibido, estava à sua
frente quase na expectativa de um Fiat novo e maravilhoso; e ele
sentiu-se, na treva, como transmudado em um centro luminoso.
Assim, o
orgulho apossou-se dele e o inebriava como o eflúvio de um aroma proibido e
perturbador.
Sua luz
refulgia vitoriosa no reino da treva infinita: “ por que não poderia parar para
reinar e dominar” ? E ao orgulho se juntava, insidiosa, a soberba, incitando-o à
revolta contra a proibição de superar o limite interdito. Mas esse estimulo
doloroso tinha o poder de sacudi-lo, e ele ressurgia das trevas à pureza
incontaminada e feliz do Fulgor Paterno, angustiado e taciturno.
Milênios e
milênios decorreram ...
sábado, 12 de janeiro de 2013
As sete verdades do Bambú
Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
- Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
- Filho, o bambu permanece em pé por que teve a humildade de se curvar na hora da tempestade.
A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós ( e não de eus ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.
Essa é a sua meta.
LIVRO - BUSCANDO COISAS DO ALTO
- Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
- Filho, o bambu permanece em pé por que teve a humildade de se curvar na hora da tempestade.
A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós ( e não de eus ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.
Essa é a sua meta.
LIVRO - BUSCANDO COISAS DO ALTO
sábado, 22 de dezembro de 2012
O que é o Natal?
Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.
Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
Olá, menino!
Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
Meu aniversário.
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho.
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E Ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.
Não conheço você! eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...
Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e Ele.
E Ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um Feliz Natal!
E porque eu não queria vê-Lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.
Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Fábio Azamor.
Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
Olá, menino!
Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
Meu aniversário.
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho.
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E Ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.
Não conheço você! eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...
Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e Ele.
E Ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um Feliz Natal!
E porque eu não queria vê-Lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.
Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Fábio Azamor.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Natal de Jesus
Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda.
Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.
O que se sabe é que até o século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.
Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.
Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.
Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.
Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.
Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.
Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.
Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.
A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.
Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.
Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-Lo, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.
Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes Dele e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das idéias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.
Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no Mundo, arrebanhando as almas.
Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.
Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.
A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.
Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.
Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.
E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome Dele, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.
Não esqueçamos: é Natal.
Autor: Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.
O que se sabe é que até o século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.
Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.
Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.
Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.
Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.
Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.
Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.
Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.
A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.
Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.
Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-Lo, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.
Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes Dele e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das idéias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.
Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no Mundo, arrebanhando as almas.
Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.
Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.
A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.
Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.
Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.
E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome Dele, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.
Não esqueçamos: é Natal.
Autor: Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Exu Caveira, Tata Caveira e João Caveira
Exu Caveira é uma falange de espíritos que trabalham ligados ao elemento osso do corpo humano, o elemento osso simboliza o apego a carne, as dores, os vícios, as paixões, raivas ... Tudo o que nos faz sofrer no mundo material que fica apegado na matéria, no corpo. O espírito retornaa ao mundo espiritual, os sentimentos são desfeitos vagarosamente, os pensamentos são desfeitos, e no corpo apegado a matéria fica o lado negativo chamado pelos judeus de Cascão (cascarão - o sopro dos ossos - emi oku).
Esta é a missão do Exu Caveira de Umbanda, trabalhar o amor indiretamente, onde ninguém mais o vê.
Propriamente esta falange pertencente a Tribo dos caveiras, dizem ser vinte e um tipos de caveiras.
O Exu Caveira trabalha com a cura material e espiritual. Atua como médico curador. É ligado aos curandeiros xamãs das matas, aliás inúmeras vezes vi esta entidade fazer cura de feridas com a boca. Um grande lugar de atuação na maioria das vezes é nos hospitais.
Suas preferências normalmente são as cores preto e branco, suas roupas claras, fuma charuto, bebe aguardente ou bagaceira.
O seu nome kabalístico tem o valor equivalente ao número 320 = 5 Elemento Áse
As suas oferendas podem ter o número cinco, e serem feitas com mocotó, bifes de carré com osso passado no dendê. Normalmente é ligado a Ode, Osóniyn, Òxóòsì, Obaluwaiye e Sangó.
João Caveira
Exu que trabalha na parte do desapego da matéria, mas na maioria dos casos ligado ao cemitério, e desfazimento de feitiços. João Caveira é uma falange de Magos ligados a necromancia.
Normalmente suas cores são o branco, fuma charuto e cigarro, bebe conhaque, aguardente e bebidas a base de ervas.
O seu número correspondente na Kabalah de acordo com o seu nome é 343 = 10 Elementos Água e Terra
Ou seja as suas oferendas podem ter este número como base.
Para trabalhar com o elemento terra para atrair prosperidades utilizar os elementos sálvia, ouro, tanchagem, peregun, açafrão, frutas e mel.
Para trabalhar com o elemento água para o plano sentimental utilizar os elementos água, ferro, folha de fortuna, tubérculos (batata, mandioca, inhame).
Ligado aos òrìsà Obaluwaiyé e Òsàálá.
Tata Caveira
Trabalha na última parte do desenlace na matéria, a cabeça e os idosos. Atua na maioria das vezes em manicômios, hospícios e abrigos de idosos.
O número kabalístico correspondente ao seu nome é 340 = 7 Àse e Terra
Suas cores são o preto ou o branco (normalmente o branco), raramente quando incorpora fuma charutos e bebe aguardente.
Oferenda a qualquer espírito da falange de Exu Caveira para prosperidade
Cozinhar um mocotó com temperos como se fosse comer. Retirar o caldo do mocotó e fazer um pirão com farinha de mandioca e adicionar cebola roxa, alho, dendê e temperos, salsa, cheiro verde...
Ofertar nas raízes de uma árvore.
Esta é a missão do Exu Caveira de Umbanda, trabalhar o amor indiretamente, onde ninguém mais o vê.
Propriamente esta falange pertencente a Tribo dos caveiras, dizem ser vinte e um tipos de caveiras.
| Exu Caveira |
O Exu Caveira trabalha com a cura material e espiritual. Atua como médico curador. É ligado aos curandeiros xamãs das matas, aliás inúmeras vezes vi esta entidade fazer cura de feridas com a boca. Um grande lugar de atuação na maioria das vezes é nos hospitais.
Suas preferências normalmente são as cores preto e branco, suas roupas claras, fuma charuto, bebe aguardente ou bagaceira.
O seu nome kabalístico tem o valor equivalente ao número 320 = 5 Elemento Áse
As suas oferendas podem ter o número cinco, e serem feitas com mocotó, bifes de carré com osso passado no dendê. Normalmente é ligado a Ode, Osóniyn, Òxóòsì, Obaluwaiye e Sangó.
| Exu João Caveira |
João Caveira
Exu que trabalha na parte do desapego da matéria, mas na maioria dos casos ligado ao cemitério, e desfazimento de feitiços. João Caveira é uma falange de Magos ligados a necromancia.
Normalmente suas cores são o branco, fuma charuto e cigarro, bebe conhaque, aguardente e bebidas a base de ervas.
O seu número correspondente na Kabalah de acordo com o seu nome é 343 = 10 Elementos Água e Terra
Ou seja as suas oferendas podem ter este número como base.
Para trabalhar com o elemento terra para atrair prosperidades utilizar os elementos sálvia, ouro, tanchagem, peregun, açafrão, frutas e mel.
Para trabalhar com o elemento água para o plano sentimental utilizar os elementos água, ferro, folha de fortuna, tubérculos (batata, mandioca, inhame).
Ligado aos òrìsà Obaluwaiyé e Òsàálá.
| Exu Tata Caveira |
Tata Caveira
Trabalha na última parte do desenlace na matéria, a cabeça e os idosos. Atua na maioria das vezes em manicômios, hospícios e abrigos de idosos.
O número kabalístico correspondente ao seu nome é 340 = 7 Àse e Terra
Suas cores são o preto ou o branco (normalmente o branco), raramente quando incorpora fuma charutos e bebe aguardente.
Oferenda a qualquer espírito da falange de Exu Caveira para prosperidade
Cozinhar um mocotó com temperos como se fosse comer. Retirar o caldo do mocotó e fazer um pirão com farinha de mandioca e adicionar cebola roxa, alho, dendê e temperos, salsa, cheiro verde...
Ofertar nas raízes de uma árvore.
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