O repertório de orações xamânicas é absolutamente enorme. Por esta razão Akaiê enumera aqui apenas as suas prediletas.
GRANDE ESPÍRITO
Oh! Grande Espírito, que criou tudo antes e que reside em cada objeto, em cada pessoa e em todos os lugares, nós acreditamos em Ti. Nós Te invocamos dos mais distantes lugares para nossa presente consciência.
Oh! Grande Espírito do Norte, que dá asas às águas do ar e rola a grossa tempestade de neve antes de Ti. Tu, que cobres a Terra com um brilhante tapete de cristal, principalmente onde a profunda tranquilidade de cada som é maravilhosa. Tempera-nos com a força para permanecermos como parte da nevasca; sim, faça-nos agradecidos pela beleza que flui e se aprofunda sobre a quente Terra em seu despertar.
Oh! Grande Espírito do Leste, a Terra do Sol Nascente. Tu que seguras em Tua mão direita os anos de nossas vidas e em Tua mão esquerda as oportunidades de cada dia. Sustenta-nos para que não esqueçamos nossas oportunidades, nem percamos em preguiça as esperanças de cada dia e as esperanças de todos os anos.
Oh! Grande Espírito do Sul, cujo quente hálito de compaixão derrete o gelo que circunda nossos corações, cuja fragrância fala de distantes dias de primaveras e verões, dissolve nossos medos, transmuta nossas aversões, acenda nosso amor em chamas de verdade e existentes realidades. Ensina-nos que aquele que é forte é também gentil; que aquele que é sábio tempera justiça com piedade; e aquele que é um verdadeiro guerreiro combina coragem com compaixão.
Oh! Grande Espírito do Oeste, a Terra do Sol poente, com Tuas elevadas e livres montanhas, profundas e extensas pradarias, abençoa-nos com a sabedoria da paz que segue a contenção e a liberdade de quem vive como túnica flutuante nas asas da vida bem - disciplinada. Ensina-nos que o fim é melhor que o começo e que o por do sol não glorifica nada em vão.
Oh! Grande Espírito dos Céus, em dias de infinito azul e misturado às infindáveis estrelas da noite de cada estação, lembra-nos o quanto és imenso e bonito e majestoso além de todo o nosso conhecimento ou saber, mas que também não estás tão longe de nós, quanto o mais alto de nossas cabeças ou o mais baixo de nosso olhos.
Oh! Grande Espírito da Mãe Terra sob nossos pés; Mestra dos metais; Germinadora das sementes e Celeiro de ocultos recursos da Terra, ajuda-nos a dar graças incessantemente pela Tua presente generosidade.
Oh! Grande Espírito de nossas almas, que ardes há tempos em nosso corações e em nossas profundas aspirações, fala-nos agora e sempre de tudo que precisamos saber sobre a grandeza e bondade de Teus presentes para a vida, para sermos orgulhosos do inestimável privilégio de viver.
1996 Noel Knockwood, B.A. Elder
A GRANDE INVOCAÇÃO
Que as Forças da Luz tragam a iluminação ao gênero humano.
Que o Espírito da Paz se espalhe em todos os lugares.
Possam os homens de Boa Vontade, em todos os lugares,
Unir-se num espírito de cooperação.
Possa o perdão, por parte de todos os homens,
Ser a tônica destes tempos.
Que o poder ouça os esforços dos Grandes Seres.
Que assim seja, e ajudai-nos a fazer a nossa parte.
Que venham os Senhores da Libertação.
Que tragam socorro aos filhos dos homens.
Que venha o cavaleiro do local secreto.
E, ao chegar, que salve.
Vinde, ó Ser Supremo.
Que as almas dos homens despertem para a luz
E que possam permanecer concentradas no objetivo.
Que a ordem do Grande Espírito se adiante; chegou o fim do infortúnio!
Vinde ó Ser Supremo.
Chegou a hora do serviço da Força da Salvação.
Que ela se alastre por todos os lugares, ó Ser Supremo.
Que a Luz, o Amor, o Poder e a Transformação
Preencham o propósito daquele que se aproxima.
A vontade de salvar está aqui.
O amor por levar o trabalho adiante está amplamente difundido.
A ajuda ativa de todos os que conhecem a Verdade, também está aqui.
Aproximai-vos ó Ser Supremo e harmonizai esses três.
Construí um grande muro de defesa.
O domínio do mal deve terminar agora.
Do ponto de luz na mente do Grande Espírito
Que flua a luz às mentes dos homens,
Que a luz desça à Mãe-Terra.
Do ponto de amor no coração do Grande Espírito
Que flua amor aos corações dos homens
Que o sentimento do amor retorne à Mãe-Terra.
Do centro onde a vontade do Grande Espírito é conhecida
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
O propósito que os Mestres conhecem e servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Que se cumpra o plano de amor e luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.
Que a luz, o amor, e o poder restabeleçam o plano do Grande Espírito sobre a Mãe-Terra.
Do centro da Vontade e do Poder
Que o propósito do Rei
Seja o propósito de todos os homens.
Do centro da Sabedoria e do Amor
Que a obra dos Grandes
Seja o serviço entre todos os homens.
Do centro da Inteligência e da luz
Que o Verbo do Amor seja ouvido e atendido.
E que o Espírito de Cooperação una a todos os homens.
A Era da Redenção chegou!
Que o cavaleiro soerga a espada!
Que o plano do Grande Espírito se realize!
PRECE À MÃE-TERRA
Grande Espírito, Grande Espírito, meu Avô...
Toda a Terra de todos os seres vivos é a mesma...
Olha todos esses rostos de centenas de crianças
carregando crianças em seus braços;
que eles possam enfrentar os ventos e... caminhar por uma
boa estrada no dia do silêncio...
Não há morte... somente uma mudança de mundos...
Somente uma mudança de mundos...
BÚFALO BRANCO
Eu ouço sua voz. Suas palavras são fortes
como um milhão de Búfalos galopando ao longe.
Suas palavras são: Paz, Amor e Vida.
Não mais discórdia e não mais brigas.
Ouça, meu povo: nós estamos ainda ligados
com a sagrada sabedoria que vive em nosso íntimo.
Como uma única nação nós viemos viver
para preencher os sonhos do que trazemos por dentro.
Por: Running Elk Woman - Shawnee/Lakota
SOBRE A SAGRADA MONTANHA
Sobre a sagrada montanha eu ouvi o grito do sagrado lobo,
vindo para nos ensinar a sabedoria dos antigos.
Ensinado-nos a ajudar as crianças de nossa Mãe-Terra e
dando-nos a compreensão de Wanka Tanka e a vida.
Eu vejo o veado na floresta tão perto enchendo nossos corações
com Amor e abolindo todos os nossos medos.
Eu sinto o vento sobre minha face trazendo
as mudanças de um lugar sagrado.
Eu vejo as estrelas no céu que iluminam o
caminho para onde um dia voaremos.
SAGRADA ÁRVORE DA VIDA
Sagrada árvore da vida ensina-nos a
Enraizar-nos e a caminhar em equilíbrio.
Ensina-nos a partilhar nosso abrigo, comida, nosso ar.
Ensina-nos a concordar e a ter compaixão
E amor por nossos irmãos e irmãs.
Ensina-nos a ser gratos por todos os presentes
que recebemos e, lembra-nos de orarmos.
Ensina-nos a permanecer fortes e
Ricos pelo Grande Pai Sol.
Ensina-nos a partilhar e a viver como um só.
Sagrada árvore da vida, obrigada por toda sua
Sabedoria e por toda vida que você nos oferece.
BUSCANDO A PAZ E VIVENDO LIVRE
Você pensa que quebrou nosso espírito
Mas agora você precisa saber.
As nuvens foram negras mas os
Ventos sagrados sempre soprarão.
Nós amamos e cuidamos de nossa
Mãe - Terra. Veja: você parece
esquece-la como a um grão de areia.
Enquanto as árvores brotam e
sabem quando crescer
escondidas na neve do inverno.
Nós ainda surgiremos e brilharemos
com estas sagradas coisas
que você nunca saberá.
Como os rios que nós mudamos
Através do tempo, devagar e sempre.
Você vê que nós mantivemos o sagrado fluxo.
As coisas que eu falo são coisas que eu vejo
Procurando paz e vivendo livre.
ORAÇÃO DA TRIBO SIOUX
Ó Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, cujo sopro anima o mundo, ouça-me.
Sou pequeno e fraco, preciso de sua força e sabedoria.
Permita que eu caminhe na Beleza, e faça que meus olhos contemplem para sempre o vermelho e a púrpura do sol poente.
Faça com que minhas mãos respeitem todas as coisas que o Senhor criou.
Faça meus ouvidos aguçados para que eu ouça a sua voz.
Faça-me sábio para que eu possa entender tudo aquilo que o Senhor ensinou ao seu povo.
Permita que eu apreenda os ensinamentos que o Senhor escondeu em cada folha, em cada pedra.
Busco força, não para ser maior do que meu amigo, mas para lutar contra meu maior inimigo – eu mesmo.
Permita que eu esteja sempre pronto para ir até o Senhor de mãos limpas e olhar firme.
Assim, quando a minha vida estiver no ocaso, como o sol poente, que meu Espírito possa ir à sua presença, sem nenhuma vergonha
quarta-feira, 6 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Rituais Xamânicos
Ritual é qualquer ação realizada com uma intenção e que torna possível o crescimento de nossa energia vital e conexão com um determinado objeto, podendo ser este objeto Deus, um santo ou qualquer outra coisa como cura, prosperidade, amor, compaixão, etc. A repetição dos rituais aumenta cada vez mais nossa conexão com o objeto do ritual.
Os rituais Xamânicos Ancestrais são realizados para celebrar nosso Calendario Sagrado ja postei aqui no grupo o mesmo , bem como para atender todos os interessados em curas xamânicas e no bem estar na alma!
Os rituais Xamânicos Ancestrais fornecem-nos um aumento gradativo de nossa percepção acerca de nós mesmos e do Universo em que estamos inseridos, assim como também proporciona a auto-cura de nossas consciências e padrões negativos de comportamentos que adquirimos no caminhar da vida.
Todos os rituais possuem um tempo inicial e final. Muitos de nossos rituais começam em sonhos e visões. E muitos de nossos rituais são dirigidos por espíritos mentores e guias espirituais.
Ritual "O Vôo Sagrado do Cóndor"
No "Vôo Sagrado do Cóndor", AKAIÊ SRAMANA vos convida a reconectar-se consigo mesmo, com seu espírito e com a Pachamama, nossa querida Mãe-Terra, para transmutar através da poderosa energia de cura do Cóndor, a Águia dos Andes, ou melhor, "O Deus das Alturas" segundo os Incas, todas suas limitações, amarras e tudo aquilo não possui mais valor em sua vida!
Este é um ritual de transmutação, energização, cura e de poder!
AKAIÊ SRAMANA teve a honra de receber este precioso ritual quando de sua penúltima visita a Machu Picchu, Perú, em 2006, através do xamã peruano "Cóndor Negro" e tem como missão transmitir a você o real sentido de sua vida, para despertar seu "Eu Alado", e assim, compreender como alcançar novos horizontes.
Através das práticas xamânicas ancestrais e de outras modalidades de cura xamânicas, você poderá desfrutar de sua verdadeira essência divina!
Não perca tempo para libertar-se do que não lhe serve mais... permita-se, dê um passo além, na sua própria direção, e então tudo poderá ser mudado e recriado por você mesmo!
"O auto-conhecimento é a cura da alma!" e "A Bebida Sagrada é a professora"!
Ritual de Shiva
Shiva é um Deus ("Deva") Hindu, o Destruidor ou o Transformador, integrante da Trimurti (trindade) juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador. Shiva representa o ciclo completo do processo de geração, destruição e regeneração. Existem mil e oito nomes nas escrituras védicas para se referir a Shiva, sendo as mais conhecidas: Mahesha, Mahadeva, Pashupati, Nataraja, Shambo, Shankara, Ardhanaríshvara, Rudra, Bhava, Sarva, Ishan, Bhima e Ugra.
No Xamanismo Ancestral, Shiva é a figura mais importante, não apenas por representar o Pai do Xamanismo Ancestral, mas por possuir essencialmente múltiplas formas e aspectos em um único poder divino.
Sua simbologia é altamente venerada. O aspecto Shankara é a forma shaman de Shiva, que o representa como sendo um grande índio Hindu e o maior devoto do Grande Espírito.
O Ritual de Shiva é celebrado a cada Lua Nova em todo o mundo, não apenas pelos shamans ancestrais, mas por todos os devotos de Shiva.
Este é um ritual de poder, pois a Lua Nova tem a capacidade de iniciar o ciclo de geração de tudo que acontece em nossas vidas.
Neste ritual Shiva Shankara promete mudanças significativas em sua vida através da Bebida Sagrada dos shamans.
Ritual da Chama Violeta
A cor violeta é a cor da Transmutação, de tudo aquilo que não nos serve mais e que não tem mais sentido em nossas vidas. Através do Mestre Saint Germain, nós humanos tivemos a oportunidade de obtermos os resultados transformadores da Chama Violeta, entregue para a humanidade por este querido Mestre Ascensionado.
Neste ritual de transmutação invocaremos a energia da Chama Violeta e de topa a hierarquia divina. São 108 invocações de poder que nos farão sentir na alma a energia de Luz emanada por esta transmutadora cor.
A Bebida Sagrada nos levará de encontro com os ensinamentos da Chama Violeta e do 7º RAIO para ativarmos sua influência em nossas vidas.
Durante o ritual você terá a honra de presenciar com seus próprios olhos a cor violeta tomando conta de todo o espaço físico do ritual e sentirá profundamente a PAZ de espírito que você tanto anseia.
O Grande Mestre Ascensionado Saint Germain é o Ser que dirige os dois mil anos da ERA DE AQUÁRIO. Sua gigantesca missão é LIBERTAR todos os viventes, como também a Mãe-Terra, e isto será realizado por meio da Chama Violeta.
Ritual de Cura Ancestral
Este ritual é dirigido pela Bebida Sagrada dos Shamans. Akaiê conduzirá os passes energéticos e servirá de intermédio entre o Astral e o plano físico para realizar a cura de qualquer doença ou desequilíbrio que está afetando a vida da pessoa.
Você sentirá de perto a energia de destruição de energias negativas do Pai do Xamanismo Ancestral, Shiva Shankara, neste ritual de poder!
Pajelança Ancestral
Neste ritual, Akaiê toma a Bebida Sagrada (Ayahuasca) e entra em contato com o espírito da Ayahuasca, recebendo a visão da doença que está na pessoa, ou que esteja rondando a vida da mesma. Com os sentidos superiores abertos, Akaiê poderá diagnosticar e curar a pessoa necessitada. Após o diagnóstico, Akaiê realiza a cura utilizando-se de uma série de técnicas xamânicas ancestrais.
Ritual da Lua Cheia
O objetivo deste ritual é dar a você condições de manifestar em sua vida tudo aquilo que você quer fazer amadurecer, colher, iluminar, brilhar, e finalizar com êxito!
Entre os shamans ancestrais, o Sol (Surya) e a Lua (Chandra) eram adorados como deuses, já que eram fontes supremas da energia que fluía para a Mãe-Terra. O período da Lua Nova era sagrado, pois o Deus Sol e a Deusa Lua eram um só. Envolvida pela luz do Sol, a Lua ficava carregada de seu poder vital. Na medida em que a Lua crescia, ela gradualmente refletia e distribuía a luz do Sol para a Mãe-Terra, marcando o período fértil e destinado ao crescimento.
Na sua fase Cheia, a Lua se tornava igual ao Sol, liberando para a terra a sua força total de transmissão do poder do "astro-rei". Então, como que exausto de tanta atividade, ela começava a minguar. Na terra, a vitalidade decaía, esperando a renovação da fertilidade quando os dois deuses estivessem unidos outra vez.
No Xamanismo Ancestral, a Lua Cheia é símbolo de fertilidade, poder, sensualidade, representando o sentimento feminino, mostrando como lidar com as emoções e ajudando a trazer lembranças sobre vidas passadas. É uma das energias preferidas para a realização de cultos mágicos e podem proporcionar sonhos muito importantes.
Festival de Solstício de Inverno
O Solstício de Inverno dá-se quando o sol está mais distante do hemisfério sul do planeta e quando entra no signo de Câncer, o signo mais sentimentalista do zodíaco. O Deus Sol, Surya, emana sua energia para a Mãe-Terra de maneira muito fraca, o tempo torna-se frio e a noite é mais longa.
Os povos indígenas sempre utilizaram a natureza como uma fonte de sabedoria para saber como viver, considerando o movimento do sol, as correntes do vento e a época das chuvas para determinar o momento propício para obter alimentos.
Desde tempos imemoriais ele se valeu da observação da natureza para determinar quando é tempo de semear e quando é tempo de colher.
É por isso que para o Xamanismo o festival do Solsticio de Inverno compreende uma série de simbolismos que corroboram a inter-relação que existe entre o indígena e a natureza.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este é o ciclo no qual os espíritos de nossos ancestrais estão mais próximos dos vivos, e o véu entre os dois mundos torna-se mais fino e transparente. Por essa razão os xamãs ancestrais celebram o festival de Solstício de Inverno convidando os espíritos ancestrais para se funtar à festa, com finalidade de ensinar os antigos segredos, tradições e sabedorias.
Para os xamãs ancestrais é no Inverno que aprendemos o conhecimento do Sagrado, como meditar e como reconhecer o poder do pensamento, através da oração. Assim, revelamos nossa eterna gratidão ao Grande Espírito.
Festival de Equinócio da Primavera
O Equinócio da Primavera marca a estação mais florida do ano, quando o Sol passa exatamente sobre a linha do equador e entra no signo de Libra, o signo mais equilibrado do zodíaco.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival marca o ciclo do renascimento e da fertilidade, o despertar da vida na terra e é dedicado à nossa primeira mãe, a Mãe-Terra, em especial as plantas e às florestas.
Para os xamãs ancestrais este é o ciclo que nos ensina a colocarmos o carro na frente dos bois e ver o que estamos tentando realizar antes de olhar as limitações. É um ato de criação, do tipo de futuro que queremos para nossa alma. É a preparação para a morte. Morrer para a matéria e renascer para o espírito.
Festival de Solstício de Verão
O Solstício de Verão dá-se quando o sol está mais distante do hemisfério norte do planeta e quando entra no signo de Capricórnio, o signo mais responsável do zodíaco. O Deus Sol, Surya, emana sua energia para a Mãe-Terra de maneira intensa, o tempo torna-se mais quente e o dia é mais longo.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival é tanto dedicado ao Deus Sol, Surya, como para a Mãe-Terra, pois é tanto um festival de fogo quanto um festival da água; o fogo sendo um aspecto do Deus Surya e a água um aspecto da Mãe-Terra. A Mãe-Terra e o Deus Surya estão no êxtase de sua união e vemos a Natureza cheia de frutos e flores belos. É o ápice do amor passional entre ambos; a Mãe-Terra reina como a Rainha do Verão e o Deus Surya aproveita seu auge, pois depois começará o seu declínio até o renascer do Inverno.
Para os xamãs ancestrais o Verão nos faz lembrar que a mudança é a essência da vida, pois tudo carrega dentro de si a semente do seu oposto. O Sol está com seu poder no auge, mas a partir daí começa a decair. Vida e morte fazem parte de todos os aspectos na Natureza e em nossas vidas. Por isso este é o ciclo ideal para nos livrarmos do passado, do mesmo modo que a serpente livra-se de sua pele. Para o xamã este é um ato de poder. Livramo-nos não só da dor, mas também da alegria que tivemos do passado. Ao livrarmo-nos do passado, reconheceremos e perdoaremos aqueles que nos prejudicaram e a quem nós prejudicamos.
Festival de Equinócio de Outono
O Equinócio de Outono dá-se quando o Sol passa novamente pela linha do Equador e entra no signo de Áries, o guerreiro do zodíaco. Na verdade, os dois equinócios são pontos de equilíbrio, onde dia e noite se igualam. No entanto, enquanto o Equinócio de Primavera é um período de equilíbrio para preparar-se para a ação, o Equinócio de Outono é um período de equilíbrio para preparar-se para o repouso, pois todo guerreiro precisa descansar para acumular energia para o ciclo que há de vir.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival marca um ciclo de recolhimento e agradecimentos por tudo o que tivemos. É o tempo de agradecer também aos nossos ancestrais pelo sangue que corre em nossas veias, pelas características genéticas que deles herdamos e pelas dádivas que eles nos deixaram e nos transformaram naquilo que somos hoje.
Para os xamãs ancestrais este é o tempo ideal para reflexão, refletir sobre as alegrias da vida, a liberdade e a importância de sermos seres-humanos e o tempo ideal para alimentar nossa criança interior.
Ritual do Cachimbo Sagrado
O ritual começa com o xamã invocando os guias e mentores espirituais e honrando o Espírito do Tabaco. As pessoas se sentam em círculo, geralmente com uma fogueira no centro, e o xamã tem o uso da palavra.
Cada pessoa da roda pega o cachimbo do irmão da esquerda, abastece de tabaco e ascende, passando o Cachimbo Sagrado aceso para o dono, dando início às preces, orações e intensões. Depois o xamã inicia a benzeção e pajelança no círculo, comandando os elementais silfos e sílfedes, do elemento ar, a potencializarem a fumaça que sobe para o Mundo dos Espíritos.
Em outro momento as pessoas se dividem, para compartilhar sua experiência, este é o período de muitos desbloqueios, pois jogando para fora seus problemas e ouvindo os problemas das pessoas, conseguimos assimilar e compreender mais perfeitamente nossos próprios problemas.
Todo o ritual é realizado na atmosfera do silêncio, outra característica muito profunda do Ritual do Cachimbo Sagrado, o silêncio dinamiza o ar, o que proporciona uma atmosfera ideal para se comunicar com o Mundo dos Espíritos.
O ritual é finalizado com o Momento da Gratidão, onde agradecemos a todas as energias e espíritos que vieram ao ritual para trazer seus aprendizados e ensinamentos.
Ritual de Cura da Mãe-Terra
Neste ritual apenas poderão participar aquelas pessoas que já foram iniciadas no R'XA (REIKI XAMÂNICO ANCESTRAL).
É realizado um trabalho muito profundo de cura para o planeta. A energia é canalizada e enviada para os pontos da Mãe-Terra que mais precisam de cura, como florestas desmatadas, rios e mares poluídos, regiões desérticas, geleiras, camada de ozônio, lenções d'água, placas tectônicas, entre outros.
A energia canalizada pelos rxanianos é uma energia de 5a dimensão, que visa destruir toda energia de ignorância causada inconsequentemente pelo homem.
Ritual do Rapé
O rapé é o tabaco moído, preparado para ser inalado em rituais de limpeza e energização indígena. Neste ritual o xamã invoca o Espírito do Tabaco e inala o rapé em todas as pessoas presentes no ritual, para entrarem em estado alterado de consciência, onde todo o trabalho de cura é realizado.
Após esse ritual de pajelança com o rapé você se sentirá mais disposto e forte energeticamente, notando claramente que foi efetuado uma grande limpeza nos corpos fisico, emocional, mental e espiritual.
Roda de Tambor
A Roda de Tambor é uma cerimônia de agradecimento ao Grande Espírito e à Mãe-Terra, onde os guardiães das 4 Sagradas Direções são homenageados e honrados, assim como os 4 elementos, os 4 clãs e a Roda de Medicina.
Nesta roda cantamos e dançamos ao som do sagrado tambor, como auto-expressão de nossos sentimentos, amor pelo dom da vida e pela eternidade!
Ao mesmo tempo o som nativo do tambor trará cura e compreensão, nos remeterá a experiências passadas e respeito por nossa ancestralidade!
Nesta Roda de Poder o espírito do tambor conversará com você, mas não através de palavras, mas através do coração.
Cerimônia de Iniciação
Após o aluno receber os ensinamentos de seu mestre xamã e ser aprovado pelo mestre, o mesmo está pronto para receber a shákti do mestre e de seus ancestrais.
Através de um Cerimônia de Iniciação em um local de poder secreto, o mestre e seus alunos passam dias, realizando os últimos testes antes do aluno ser iniciado.
Caso o aluno tenha passado pelos testes finais, o mesmo poderá ser iniciado e integrado assim, à egrégora espiritual do seu mestre xamã. São dias energeticamente intensos, de testes espirituais profundos, sob a bebida sagrada dos xamãs, Ayahuasca.
Os rituais Xamânicos Ancestrais são realizados para celebrar nosso Calendario Sagrado ja postei aqui no grupo o mesmo , bem como para atender todos os interessados em curas xamânicas e no bem estar na alma!
Os rituais Xamânicos Ancestrais fornecem-nos um aumento gradativo de nossa percepção acerca de nós mesmos e do Universo em que estamos inseridos, assim como também proporciona a auto-cura de nossas consciências e padrões negativos de comportamentos que adquirimos no caminhar da vida.
Todos os rituais possuem um tempo inicial e final. Muitos de nossos rituais começam em sonhos e visões. E muitos de nossos rituais são dirigidos por espíritos mentores e guias espirituais.
Ritual "O Vôo Sagrado do Cóndor"
No "Vôo Sagrado do Cóndor", AKAIÊ SRAMANA vos convida a reconectar-se consigo mesmo, com seu espírito e com a Pachamama, nossa querida Mãe-Terra, para transmutar através da poderosa energia de cura do Cóndor, a Águia dos Andes, ou melhor, "O Deus das Alturas" segundo os Incas, todas suas limitações, amarras e tudo aquilo não possui mais valor em sua vida!
Este é um ritual de transmutação, energização, cura e de poder!
AKAIÊ SRAMANA teve a honra de receber este precioso ritual quando de sua penúltima visita a Machu Picchu, Perú, em 2006, através do xamã peruano "Cóndor Negro" e tem como missão transmitir a você o real sentido de sua vida, para despertar seu "Eu Alado", e assim, compreender como alcançar novos horizontes.
Através das práticas xamânicas ancestrais e de outras modalidades de cura xamânicas, você poderá desfrutar de sua verdadeira essência divina!
Não perca tempo para libertar-se do que não lhe serve mais... permita-se, dê um passo além, na sua própria direção, e então tudo poderá ser mudado e recriado por você mesmo!
"O auto-conhecimento é a cura da alma!" e "A Bebida Sagrada é a professora"!
Ritual de Shiva
Shiva é um Deus ("Deva") Hindu, o Destruidor ou o Transformador, integrante da Trimurti (trindade) juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador. Shiva representa o ciclo completo do processo de geração, destruição e regeneração. Existem mil e oito nomes nas escrituras védicas para se referir a Shiva, sendo as mais conhecidas: Mahesha, Mahadeva, Pashupati, Nataraja, Shambo, Shankara, Ardhanaríshvara, Rudra, Bhava, Sarva, Ishan, Bhima e Ugra.
No Xamanismo Ancestral, Shiva é a figura mais importante, não apenas por representar o Pai do Xamanismo Ancestral, mas por possuir essencialmente múltiplas formas e aspectos em um único poder divino.
Sua simbologia é altamente venerada. O aspecto Shankara é a forma shaman de Shiva, que o representa como sendo um grande índio Hindu e o maior devoto do Grande Espírito.
O Ritual de Shiva é celebrado a cada Lua Nova em todo o mundo, não apenas pelos shamans ancestrais, mas por todos os devotos de Shiva.
Este é um ritual de poder, pois a Lua Nova tem a capacidade de iniciar o ciclo de geração de tudo que acontece em nossas vidas.
Neste ritual Shiva Shankara promete mudanças significativas em sua vida através da Bebida Sagrada dos shamans.
Ritual da Chama Violeta
A cor violeta é a cor da Transmutação, de tudo aquilo que não nos serve mais e que não tem mais sentido em nossas vidas. Através do Mestre Saint Germain, nós humanos tivemos a oportunidade de obtermos os resultados transformadores da Chama Violeta, entregue para a humanidade por este querido Mestre Ascensionado.
Neste ritual de transmutação invocaremos a energia da Chama Violeta e de topa a hierarquia divina. São 108 invocações de poder que nos farão sentir na alma a energia de Luz emanada por esta transmutadora cor.
A Bebida Sagrada nos levará de encontro com os ensinamentos da Chama Violeta e do 7º RAIO para ativarmos sua influência em nossas vidas.
Durante o ritual você terá a honra de presenciar com seus próprios olhos a cor violeta tomando conta de todo o espaço físico do ritual e sentirá profundamente a PAZ de espírito que você tanto anseia.
O Grande Mestre Ascensionado Saint Germain é o Ser que dirige os dois mil anos da ERA DE AQUÁRIO. Sua gigantesca missão é LIBERTAR todos os viventes, como também a Mãe-Terra, e isto será realizado por meio da Chama Violeta.
Ritual de Cura Ancestral
Este ritual é dirigido pela Bebida Sagrada dos Shamans. Akaiê conduzirá os passes energéticos e servirá de intermédio entre o Astral e o plano físico para realizar a cura de qualquer doença ou desequilíbrio que está afetando a vida da pessoa.
Você sentirá de perto a energia de destruição de energias negativas do Pai do Xamanismo Ancestral, Shiva Shankara, neste ritual de poder!
Pajelança Ancestral
Neste ritual, Akaiê toma a Bebida Sagrada (Ayahuasca) e entra em contato com o espírito da Ayahuasca, recebendo a visão da doença que está na pessoa, ou que esteja rondando a vida da mesma. Com os sentidos superiores abertos, Akaiê poderá diagnosticar e curar a pessoa necessitada. Após o diagnóstico, Akaiê realiza a cura utilizando-se de uma série de técnicas xamânicas ancestrais.
Ritual da Lua Cheia
O objetivo deste ritual é dar a você condições de manifestar em sua vida tudo aquilo que você quer fazer amadurecer, colher, iluminar, brilhar, e finalizar com êxito!
Entre os shamans ancestrais, o Sol (Surya) e a Lua (Chandra) eram adorados como deuses, já que eram fontes supremas da energia que fluía para a Mãe-Terra. O período da Lua Nova era sagrado, pois o Deus Sol e a Deusa Lua eram um só. Envolvida pela luz do Sol, a Lua ficava carregada de seu poder vital. Na medida em que a Lua crescia, ela gradualmente refletia e distribuía a luz do Sol para a Mãe-Terra, marcando o período fértil e destinado ao crescimento.
Na sua fase Cheia, a Lua se tornava igual ao Sol, liberando para a terra a sua força total de transmissão do poder do "astro-rei". Então, como que exausto de tanta atividade, ela começava a minguar. Na terra, a vitalidade decaía, esperando a renovação da fertilidade quando os dois deuses estivessem unidos outra vez.
No Xamanismo Ancestral, a Lua Cheia é símbolo de fertilidade, poder, sensualidade, representando o sentimento feminino, mostrando como lidar com as emoções e ajudando a trazer lembranças sobre vidas passadas. É uma das energias preferidas para a realização de cultos mágicos e podem proporcionar sonhos muito importantes.
Festival de Solstício de Inverno
O Solstício de Inverno dá-se quando o sol está mais distante do hemisfério sul do planeta e quando entra no signo de Câncer, o signo mais sentimentalista do zodíaco. O Deus Sol, Surya, emana sua energia para a Mãe-Terra de maneira muito fraca, o tempo torna-se frio e a noite é mais longa.
Os povos indígenas sempre utilizaram a natureza como uma fonte de sabedoria para saber como viver, considerando o movimento do sol, as correntes do vento e a época das chuvas para determinar o momento propício para obter alimentos.
Desde tempos imemoriais ele se valeu da observação da natureza para determinar quando é tempo de semear e quando é tempo de colher.
É por isso que para o Xamanismo o festival do Solsticio de Inverno compreende uma série de simbolismos que corroboram a inter-relação que existe entre o indígena e a natureza.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este é o ciclo no qual os espíritos de nossos ancestrais estão mais próximos dos vivos, e o véu entre os dois mundos torna-se mais fino e transparente. Por essa razão os xamãs ancestrais celebram o festival de Solstício de Inverno convidando os espíritos ancestrais para se funtar à festa, com finalidade de ensinar os antigos segredos, tradições e sabedorias.
Para os xamãs ancestrais é no Inverno que aprendemos o conhecimento do Sagrado, como meditar e como reconhecer o poder do pensamento, através da oração. Assim, revelamos nossa eterna gratidão ao Grande Espírito.
Festival de Equinócio da Primavera
O Equinócio da Primavera marca a estação mais florida do ano, quando o Sol passa exatamente sobre a linha do equador e entra no signo de Libra, o signo mais equilibrado do zodíaco.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival marca o ciclo do renascimento e da fertilidade, o despertar da vida na terra e é dedicado à nossa primeira mãe, a Mãe-Terra, em especial as plantas e às florestas.
Para os xamãs ancestrais este é o ciclo que nos ensina a colocarmos o carro na frente dos bois e ver o que estamos tentando realizar antes de olhar as limitações. É um ato de criação, do tipo de futuro que queremos para nossa alma. É a preparação para a morte. Morrer para a matéria e renascer para o espírito.
Festival de Solstício de Verão
O Solstício de Verão dá-se quando o sol está mais distante do hemisfério norte do planeta e quando entra no signo de Capricórnio, o signo mais responsável do zodíaco. O Deus Sol, Surya, emana sua energia para a Mãe-Terra de maneira intensa, o tempo torna-se mais quente e o dia é mais longo.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival é tanto dedicado ao Deus Sol, Surya, como para a Mãe-Terra, pois é tanto um festival de fogo quanto um festival da água; o fogo sendo um aspecto do Deus Surya e a água um aspecto da Mãe-Terra. A Mãe-Terra e o Deus Surya estão no êxtase de sua união e vemos a Natureza cheia de frutos e flores belos. É o ápice do amor passional entre ambos; a Mãe-Terra reina como a Rainha do Verão e o Deus Surya aproveita seu auge, pois depois começará o seu declínio até o renascer do Inverno.
Para os xamãs ancestrais o Verão nos faz lembrar que a mudança é a essência da vida, pois tudo carrega dentro de si a semente do seu oposto. O Sol está com seu poder no auge, mas a partir daí começa a decair. Vida e morte fazem parte de todos os aspectos na Natureza e em nossas vidas. Por isso este é o ciclo ideal para nos livrarmos do passado, do mesmo modo que a serpente livra-se de sua pele. Para o xamã este é um ato de poder. Livramo-nos não só da dor, mas também da alegria que tivemos do passado. Ao livrarmo-nos do passado, reconheceremos e perdoaremos aqueles que nos prejudicaram e a quem nós prejudicamos.
Festival de Equinócio de Outono
O Equinócio de Outono dá-se quando o Sol passa novamente pela linha do Equador e entra no signo de Áries, o guerreiro do zodíaco. Na verdade, os dois equinócios são pontos de equilíbrio, onde dia e noite se igualam. No entanto, enquanto o Equinócio de Primavera é um período de equilíbrio para preparar-se para a ação, o Equinócio de Outono é um período de equilíbrio para preparar-se para o repouso, pois todo guerreiro precisa descansar para acumular energia para o ciclo que há de vir.
Para a Sagrada Tradição Xamanismo Ancestral este festival marca um ciclo de recolhimento e agradecimentos por tudo o que tivemos. É o tempo de agradecer também aos nossos ancestrais pelo sangue que corre em nossas veias, pelas características genéticas que deles herdamos e pelas dádivas que eles nos deixaram e nos transformaram naquilo que somos hoje.
Para os xamãs ancestrais este é o tempo ideal para reflexão, refletir sobre as alegrias da vida, a liberdade e a importância de sermos seres-humanos e o tempo ideal para alimentar nossa criança interior.
Ritual do Cachimbo Sagrado
O ritual começa com o xamã invocando os guias e mentores espirituais e honrando o Espírito do Tabaco. As pessoas se sentam em círculo, geralmente com uma fogueira no centro, e o xamã tem o uso da palavra.
Cada pessoa da roda pega o cachimbo do irmão da esquerda, abastece de tabaco e ascende, passando o Cachimbo Sagrado aceso para o dono, dando início às preces, orações e intensões. Depois o xamã inicia a benzeção e pajelança no círculo, comandando os elementais silfos e sílfedes, do elemento ar, a potencializarem a fumaça que sobe para o Mundo dos Espíritos.
Em outro momento as pessoas se dividem, para compartilhar sua experiência, este é o período de muitos desbloqueios, pois jogando para fora seus problemas e ouvindo os problemas das pessoas, conseguimos assimilar e compreender mais perfeitamente nossos próprios problemas.
Todo o ritual é realizado na atmosfera do silêncio, outra característica muito profunda do Ritual do Cachimbo Sagrado, o silêncio dinamiza o ar, o que proporciona uma atmosfera ideal para se comunicar com o Mundo dos Espíritos.
O ritual é finalizado com o Momento da Gratidão, onde agradecemos a todas as energias e espíritos que vieram ao ritual para trazer seus aprendizados e ensinamentos.
Ritual de Cura da Mãe-Terra
Neste ritual apenas poderão participar aquelas pessoas que já foram iniciadas no R'XA (REIKI XAMÂNICO ANCESTRAL).
É realizado um trabalho muito profundo de cura para o planeta. A energia é canalizada e enviada para os pontos da Mãe-Terra que mais precisam de cura, como florestas desmatadas, rios e mares poluídos, regiões desérticas, geleiras, camada de ozônio, lenções d'água, placas tectônicas, entre outros.
A energia canalizada pelos rxanianos é uma energia de 5a dimensão, que visa destruir toda energia de ignorância causada inconsequentemente pelo homem.
Ritual do Rapé
O rapé é o tabaco moído, preparado para ser inalado em rituais de limpeza e energização indígena. Neste ritual o xamã invoca o Espírito do Tabaco e inala o rapé em todas as pessoas presentes no ritual, para entrarem em estado alterado de consciência, onde todo o trabalho de cura é realizado.
Após esse ritual de pajelança com o rapé você se sentirá mais disposto e forte energeticamente, notando claramente que foi efetuado uma grande limpeza nos corpos fisico, emocional, mental e espiritual.
Roda de Tambor
A Roda de Tambor é uma cerimônia de agradecimento ao Grande Espírito e à Mãe-Terra, onde os guardiães das 4 Sagradas Direções são homenageados e honrados, assim como os 4 elementos, os 4 clãs e a Roda de Medicina.
Nesta roda cantamos e dançamos ao som do sagrado tambor, como auto-expressão de nossos sentimentos, amor pelo dom da vida e pela eternidade!
Ao mesmo tempo o som nativo do tambor trará cura e compreensão, nos remeterá a experiências passadas e respeito por nossa ancestralidade!
Nesta Roda de Poder o espírito do tambor conversará com você, mas não através de palavras, mas através do coração.
Cerimônia de Iniciação
Após o aluno receber os ensinamentos de seu mestre xamã e ser aprovado pelo mestre, o mesmo está pronto para receber a shákti do mestre e de seus ancestrais.
Através de um Cerimônia de Iniciação em um local de poder secreto, o mestre e seus alunos passam dias, realizando os últimos testes antes do aluno ser iniciado.
Caso o aluno tenha passado pelos testes finais, o mesmo poderá ser iniciado e integrado assim, à egrégora espiritual do seu mestre xamã. São dias energeticamente intensos, de testes espirituais profundos, sob a bebida sagrada dos xamãs, Ayahuasca.
domingo, 3 de maio de 2009
Dona Rosa Caveira
Dona Rosa Caveira
Uma Pomba Gira nos Himalaias
Por Edmundo Pellizari
Dona Rosa Caveira é um mistério só.
Pomba gira pouco conhecida, tem reputação de maravilhosa curandeira e aspecto inquietante.
Nas imagens populares, ironicamente difíceis de encontrar no Brasil, ela exibe um corpo meio esquelético e meio humano coberto com capa e capucho.
Nos meios tradicionais é dito que ela é a "esposa" de Seu João Caveira, exu da "Velha Guarda" do cemitério e Chefe da Linha dos Caveiras, um grupo de servidores fiéis e muito prestativos.
Em conversa ao pé do congá, com alguns irmãos de fé que também circulam pelos caminhos de algumas religiões de origem bantu (Kimbanda, Cangerê, Cabula), ouvi que Dona Rosa Caveira é protagonista de inúmeras lendas. Uma delas conta que Rosa nasceu no Oriente.
Sétima filha de uma simples família do campo, desde cedo aprendeu com seus pais as artes da cura, pois eles eram afamados xamãs. Sua falecida avó foi sua primeira guia espiritual. Em sonhos, a querida alma da ancestral instruia e aconselhava a neta. Rosa era uma menina privilegiada. Aos dezenove anos ela conheceu um xamã muito mais velho. Eles se apaixonaram e casaram.
Ela então começou um período muito intenso de atendimento espiritual aos cidadãos de sua vila e arredores. Sua vida transcorreu cheia de méritos e bênçãos. Rosa morreria depois de seu marido, saboreando o prazer de uma
existência dedicada os mais necessitados.
Outra lenda nos conta o segredo de seu nome. Ao redor da casinha onde sua família morava existia um roseiral selvagem. No final da gravidez, sua mãe não teve tempo de pedir ajuda à parteira local e a menina nasceu ali mesmo. Daí o nome: Rosa.
Por que caveira?
Em certas regiões do Oriente, sobretudo na Índia, Tibet e Butão, alguns xamãs e yogues utiizam a caveira humana como um cálice ritual. A caveira, assim utilizada, não está relacionada com magia negra ou qualquer arte malévola.
No Budismo Tibetano os Lamas utilizam uma caveira como cálice. Também fazem um pequeno tambor com duas metades de caveira.
Na Índia ele é chamado de Damaru e a caveira de Kapala.
Quando conheci a lenda de Rosa Caveira, imediatamente percebi a conexão com as tradições yogues e tibetanas. Na minha imaginação eu "vi" a grande mestra sentada numa alta montanha, segurando uma caveira e em profundo estado de meditação.
Seria Rosa Caveira tibetana?
Pode ser que a lenda tenha se ocidentalizado e a planta original, que poderia ser o lótus, tenha se transformado em rosa. Neste caso seu nome seria Pema em tibetano. Em sânscrito, seu nome espiritual seria Kapalapadma (Lótus Caveira). Na tradição budista e mágica do Tibet, Mongólia e arredores, existem muitas histórias e lendas com as mesmas características das aqui mencionadas.
O fato é que como Pomba Gira brasileira, na gira do dia-a-dia dos terreiros, Rosa Caveira é um pouco diferente de suas irmãs. Ela não se firmou como "mulher da vida" ou errante marginal. Mas se perpetuou como curandeira poderosa e ponte entre os diversos reinos do astral.
Uma outra curiosidade circunda esta Pomba Gira. Rosa Caveira trabalha e vibra no cemitério. Em algumas tradições orientais, as mesmas mencionadas acima, certo grupo de adeptos utiliza o cemitério para trabalhos espirituais de cura e transformação. Eles são chamados de Kapalikas ou portadores da caveira! As mulheres do grupo, além da caveira transportam um tridente.
Certa vez eu estava caminhando com um amigo indiano pelas ruas do centro de São Paulo. De repente, diante de uma loja de artigos religiosos, ele literalmente ficou paralisado! Uma grande e vermelha estátua de Pomba Gira estava diante de nós. Nua, majestosa, segurando um tridente e com uma caveira nos pés. Shivaji, meu amigo indiano, se curvou aos pés da imagem e disse: "Trishula Kapala Ma! O que você faz aqui?"
Trishula Kapala Ma é a Mãe do Tridente e da Caveira, uma representação do feminino sagrado que pode rondar os lugares de cremação. Ela destrói os fantasmas malignos e os demônios, come as ilusões humanas e resgata as almas das mãos dos seres das trevas. Seu aspecto pode ser "terrível", mas a luz e a bondade emana de seu coração. Atrás do aspecto funesto de Rosa Caveira com certeza brilha a mesma luz. Nela se encontram o Oriente e o Ocidente, o vermelho e o branco, a vida e a morte. Espero ter a humildade de Shivaji e também sempre me curvar diante do sagrado feminino.
Terrível ou bondoso, que importa?
Uma Pomba Gira nos Himalaias
Por Edmundo Pellizari
Dona Rosa Caveira é um mistério só.
Pomba gira pouco conhecida, tem reputação de maravilhosa curandeira e aspecto inquietante.
Nas imagens populares, ironicamente difíceis de encontrar no Brasil, ela exibe um corpo meio esquelético e meio humano coberto com capa e capucho.
Nos meios tradicionais é dito que ela é a "esposa" de Seu João Caveira, exu da "Velha Guarda" do cemitério e Chefe da Linha dos Caveiras, um grupo de servidores fiéis e muito prestativos.
Em conversa ao pé do congá, com alguns irmãos de fé que também circulam pelos caminhos de algumas religiões de origem bantu (Kimbanda, Cangerê, Cabula), ouvi que Dona Rosa Caveira é protagonista de inúmeras lendas. Uma delas conta que Rosa nasceu no Oriente.
Sétima filha de uma simples família do campo, desde cedo aprendeu com seus pais as artes da cura, pois eles eram afamados xamãs. Sua falecida avó foi sua primeira guia espiritual. Em sonhos, a querida alma da ancestral instruia e aconselhava a neta. Rosa era uma menina privilegiada. Aos dezenove anos ela conheceu um xamã muito mais velho. Eles se apaixonaram e casaram.
Ela então começou um período muito intenso de atendimento espiritual aos cidadãos de sua vila e arredores. Sua vida transcorreu cheia de méritos e bênçãos. Rosa morreria depois de seu marido, saboreando o prazer de uma
existência dedicada os mais necessitados.
Outra lenda nos conta o segredo de seu nome. Ao redor da casinha onde sua família morava existia um roseiral selvagem. No final da gravidez, sua mãe não teve tempo de pedir ajuda à parteira local e a menina nasceu ali mesmo. Daí o nome: Rosa.
Por que caveira?
Em certas regiões do Oriente, sobretudo na Índia, Tibet e Butão, alguns xamãs e yogues utiizam a caveira humana como um cálice ritual. A caveira, assim utilizada, não está relacionada com magia negra ou qualquer arte malévola.
No Budismo Tibetano os Lamas utilizam uma caveira como cálice. Também fazem um pequeno tambor com duas metades de caveira.
Na Índia ele é chamado de Damaru e a caveira de Kapala.
Quando conheci a lenda de Rosa Caveira, imediatamente percebi a conexão com as tradições yogues e tibetanas. Na minha imaginação eu "vi" a grande mestra sentada numa alta montanha, segurando uma caveira e em profundo estado de meditação.
Seria Rosa Caveira tibetana?
Pode ser que a lenda tenha se ocidentalizado e a planta original, que poderia ser o lótus, tenha se transformado em rosa. Neste caso seu nome seria Pema em tibetano. Em sânscrito, seu nome espiritual seria Kapalapadma (Lótus Caveira). Na tradição budista e mágica do Tibet, Mongólia e arredores, existem muitas histórias e lendas com as mesmas características das aqui mencionadas.
O fato é que como Pomba Gira brasileira, na gira do dia-a-dia dos terreiros, Rosa Caveira é um pouco diferente de suas irmãs. Ela não se firmou como "mulher da vida" ou errante marginal. Mas se perpetuou como curandeira poderosa e ponte entre os diversos reinos do astral.
Uma outra curiosidade circunda esta Pomba Gira. Rosa Caveira trabalha e vibra no cemitério. Em algumas tradições orientais, as mesmas mencionadas acima, certo grupo de adeptos utiliza o cemitério para trabalhos espirituais de cura e transformação. Eles são chamados de Kapalikas ou portadores da caveira! As mulheres do grupo, além da caveira transportam um tridente.
Certa vez eu estava caminhando com um amigo indiano pelas ruas do centro de São Paulo. De repente, diante de uma loja de artigos religiosos, ele literalmente ficou paralisado! Uma grande e vermelha estátua de Pomba Gira estava diante de nós. Nua, majestosa, segurando um tridente e com uma caveira nos pés. Shivaji, meu amigo indiano, se curvou aos pés da imagem e disse: "Trishula Kapala Ma! O que você faz aqui?"
Trishula Kapala Ma é a Mãe do Tridente e da Caveira, uma representação do feminino sagrado que pode rondar os lugares de cremação. Ela destrói os fantasmas malignos e os demônios, come as ilusões humanas e resgata as almas das mãos dos seres das trevas. Seu aspecto pode ser "terrível", mas a luz e a bondade emana de seu coração. Atrás do aspecto funesto de Rosa Caveira com certeza brilha a mesma luz. Nela se encontram o Oriente e o Ocidente, o vermelho e o branco, a vida e a morte. Espero ter a humildade de Shivaji e também sempre me curvar diante do sagrado feminino.
Terrível ou bondoso, que importa?
sábado, 2 de maio de 2009
Mantras Xamânicos ancestrais
Em quase todos os rituais, cerimônias, jornadas, vivências, palestras e encontros xâmanicos o participante observará a presença da entoação de diversos cantos, cantigas e mantras.
A palavra MANTRA provém do Sânskrito, o idioma sagrado da Índia antiga, e seu significado etmológico deriva da raíz MAN e do sufixo TRA. MAN por sua vez deriva da palavra MANAS que significa mente. e TRA deriva da palavra TRANA, que significa controle. Assim, mantra é a combinação de sons que proporciona o controle da mente, nos sintoniza com a freqüência do amor, nos traz recolhimento e tranqüilidade. O mantra é uma oração cósmica ou vibração sonora cósmica.
O Sânskrito é considerado a língua mãe da humanidade. Sua gramática é elaboradíssima. Os mais antigos textos sagrados: os quatro Vedas, os Upanishades, os Puranas, os épicos Ramayana e Mahabharata, Bhagavad-gita e muitos outros, são escritos em Sânskrito. Uma característica única desse idioma é que uma vasta porção de seu vocabulário é constituído de palavras que expressam, com extrema precisão, os esotéricos e intrincados conceitos referentes à espiritualidade e Transcendência. Nenhuma outra língua no mundo tem tal afinidade com os assuntos espirituais.
Lemos no dicionário Novo Aurélio: "Mantra [Do Sânskrito mantra, "instrumento para conduzir pensamento"]. No tantrismo, fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada." Com referência a essa definição, queremos mostrar que o conceito de "mantra", ao invés de se fechar exclusivamente no tantrismo que, de acordo com o dicionário, é "caracterizado pela magia e ocultismo", pode abrir-se para diferentes enfoques e revelar caminhos de espiritualidade de extremo valor.
As escrituras sagradas da Índia apontam que os mantras surgiram a mais de dez mil anos atrás, a partir da revelação de um dos principais livros sagrados, o Rg Veda.
A palavra Rg provém de rich, que significar cantar, celebrar. Sendo assim, o Rg Veda é composto de cânticos dedicados a Agni, o Deus do Fogo.
O mantra é uma composição de palavras de natureza exclusivamente espiritual, sem nenhuma conotação secular. Essas palavras possuem a potência intrínseca de atuar diretamente na consciência da pessoa. Devido à sua natureza puramente espiritual, o mantra tem o poder de elevar a consciência da pessoa, do nível material ao espiritual. Na consciência espiritual, a consciência individual conecta-se com a Transcendência.
Podemos nos conectar com tais planos de consciência superiores basicamente de duas maneiras. Primeiramente, desenvolvendo-se uma potencialidade específica intrínseca da natureza humana, a intuição espiritual, ou como normalmente é designada, a fé. Quando a fé está consubstanciada num intelecto purificado e forte, as possibilidades de se captar insights da Transcendência são ilimitadas. A conexão da consciência individual com a Transcendência é feita a partir da meditação, da oração, da reflexão, da contemplação e, também, do doar-se.
Outra possibilidade de conexão com a Transcendência é através da prática de Mantra-Yoga. Essa prática pode ser sonora ou mental. A grande virtude do mantra é que o próprio som do mantra é investido de poder para desvendar e revelar realidades concernentes a planos de consciência superiores. É afirmado nas escrituras védicas que os nomes que designam a Divindade têm o poder, embutido na própria palavra, de revelar essa Divindade à consciência individual. Como é afirmado no texto sagrado Padma Purana: abhinnatvan nama-naminoh, "existe identidade (não-diferença: abhinnatva) entre o nome e aquilo que está sendo nomeado".
No plano de existência material-fenomenal, empírico e relativo em que vivemos, existe sempre uma dicotomia qualitativa entre a palavra e seu significado. A palavra "água" e a substância "água" são entidades diferentes. A conexão entre a palavra e a substância é meramente subjetiva. O pronunciar de "água" não aplaca a sede. Já, no plano absoluto espiritual, a palavra em si encerra a potência vibratória que representa. Mesmo não conhecendo o significado, a vibração sonora do mantra vai atuar na consciência de quem o emite, assim como de quem escuta. É como um remédio apropriado para determinada enfermidade, mesmo sem conhecermos sua fórmula somos beneficiados por sua ação curativa, obviamente se for usado de acordo com as prescrições médicas.
A repetição sistemática do mantra é, comprovadamente, um eficaz exercício para as funções mentais. Esse é o efeito mais tangível da prática de Mantra-Yoga. Com essa prática, a mente e o intelecto tornam-se mais "elásticos", "flexíveis", fortes, concentrados e controlados. Por outro lado, corrige-se a tendência à dispersão, falta de foco, preguiça mental, em suma, todos os tipos de limitações e travações mentais. Essa prática pode ser executada através da meditação silenciosa ou repetição sonora, como um murmúrio, denominado japa. Em ambas práticas, prescreve-se uma postura sentada ereta (ásana), mente livre de qualquer turbulência ou distração e total concentração no som do mantra.
O mantra também pode ser cantado em voz alta, agregando-se a ele uma melodia. Isso chama-se kírtana, ou sankírtana, quando o canto é feito em grupo. Esse canto pode também estar associado à dança. Essa prática, se executada com absorção, espontaneidade e arrebatamento, é considerada como uma meditação dinâmica. O importante nessa prática é a pura expressão da alma. Deve-se, portanto, coibir as expressões corpóreas sensuais, que prendem a consciência ao plano físico grosseiro. O contato sistemático com o som puro do mantra purifica a mente. A pessoa adquire maior capacidade para manter sob controle as chamadas "paixões irracionais", como, ira, cobiça, inveja, ciúme, luxúria, assim como muitas outras dinâmicas mentais perversas, como diferentes tipos de compulsão, medos injustificados, depressão, tendências à lamentação, auto-piedade, intriga, fofoca, etc.
O mantra abre os canais da consciência para percepções supra-sensoriais e sintoniza a consciência com níveis vibratórios superiores. Isso ocorre simultaneamente em duas vias: emissão e recepção. A emissão de vibração sonora mântrica, através de ação individual consciente e deliberada, faz com que a mente e a consciência, como um todo, vibre na mesma freqüência espiritual do mantra. Por sua vez, essa vibração espiritual emitida irá atrair uma vibração espiritual arquetípica, de mesma freqüência, presente no éter. Esse mesmo princípio rege o funcionamento de um aparelho receptor comum de radiodifusão, o rádio de cabeceira ou o radinho de pilha: ele emite determinada freqüência que, por sua vez, atrai as ondas da mesma freqüência presentes no éter, que estão carregadas com as mensagens sonoras que foram emitidas na estação transmissora. De forma similar, a consciência individual pode conectar-se com a Transcendência e receber energia espiritual pela prática de Mantra-Yoga. A consciência da pessoa fica sobrecarregada com energia espiritual.
Por fim, a prática do mantra causa uma revolução no coração. Os mais refinados sentimentos de amor a Deus (o Grande Espírito), que podem fazer "amolecer" os corações mais duros, são "efeitos colaterais" do mantra. Muitas pessoas, hoje em dia, geralmente com certa escolaridade, mas carentes de cultura espiritual, desenvolvem uma atitude fria, indiferente, crítica e, até, cínica, com respeito à espiritualidade. A tendência é desdenhar a consciência religiosa, considerando-a meramente sentimental e piegas. A idéia de Deus é tida como algo concebido pela mente humana. Considera-se que a fé é um mecanismo mental vicioso para compensar alguma carência psíquica. Com isso, a vida em nosso plano de existência perde todo o caráter sagrado. O próprio fenômeno da consciência e do milagre da vida são tratados com a mesma metodologia mecanicista e reducionista usada na manipulação dos fenômenos e elementos físicos grosseiros. Essa maravilhosa criação cósmica fica reduzida a um fluxo aleatório de forças exclusivamente materiais, sem nenhum vínculo com a Transcendência.
Dessa forma, pela prática do mantra pode-se reverter radicalmente esse quadro. É o que podemos chamar "mudança de paradigma". Uma nova visão de mundo passa a enfocar mais as maravilhas do fenômeno da vida, assim como a realidade de Deus e nossa dependência nEle. A vida passa a ter um significado, assume uma nova dimensão. O meio ambiente, por mais adverso que seja, deixa de implacavelmente influenciar a consciência. A consciência desperta, superando assim o perigo da alienação, ignorância e auto-destruição. Olha-se sempre para frente, do passado, só os ensinamentos derivados das experiências. A morte, que normalmente é tida como o terror da vida, passa ser o marco de uma renovação super-auspiciosa, fim de um ciclo e começo de um outro, melhor. Por fim, no coração acende-se a chama beatífica do amor ao Grande Espírito, a máxima conquista da existência terrena.
O mantra OM (AUM) é o som primordial que contém todos os outros sons e do qual toda a criação surgiu. Segundo as escrituras sagradas da Índia, os Vedas, é a sílaba mística, o corpo sonoro do Grande Espírito. É a essência interior de todos os mantras. É a palavra sagrada da qual emana todo o universo. OM é uma invocação, uma bênção, é a vibração da própria alma.
Escreve-se AUM, mas se pronuncia OM. É o símbolo da Divindade Suprema. As três letras representam os três aspectos do Grande Espírito:
Deus Criador, Deus Conservador, Deus Transformador. É a Trindade da Unidade.
Sendo o Xamanismo Ancestral o Xamanismo da Índia antiga, grande parte de suas canções, orações e invocações estão em Sânskrito.
TIPOS DE MANTRAS
Existem praticamente três tipos de mantras:
1. Bij mantra
2. Mantra
3. Mala mantra
O Bij mantra é conhecido como mantra-semente, são mantras que possuem de uma a dez letras. Na extensa gama de mantras-sementes consta o OM (AUM), o mantra mais conhecido de todos. Outros exemplos: LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, SHAM e etc.
O Mantra possui de dez a vinte letras, por exemplo: OM NAMO VISHAYA NAMAH. Usado para reverenciar o Senhor Shiva.
O Mala mantra é aquele que possui mais de vinte letras, por exemplo:
NAMO ARIHANTANAM
NAMO SIDDHANAM
NAMO AYARIYANAM
NAMO UVAJJHAYANAM
NAMO LOESAVVASAHUNAM
ESO PANCA NAMOKARO SAVVA PAVAPANASAYO
MANGALANAM CA SAVVESIMA
PADHAMA HAVAI MANGALAM
Sua tradução é: "Reverencio aqueles que já venceram todos os inimigos internos, ignorância, orgulho, ganância, raiva, etc. Reverencio aqueles que despertaram a consciência, os mestres, orientadores espirituais e os sábios."
Existem também os chamados hinos mântricos (richas), que são cânticos devocionais de alguma divindade específica. Os hinos mântricos são mais utilizados na prática de Bhakti-yoga, uma das setes linhas tradicionais do yoga.
Os mantras também podem ser divididos em outras categorias, quanto ao gênero, por exemplo:
Masculino, caso termine com VASHAT ou FAT;
Feminino, caso termine com VOUSHAT ou SWAHA;
Neutro, caso ele termine com NAMAH.
Podemos ainda classificar os mantras conforme o seu temperamento: quente, frio ou morno. Para sabermos qual é o temperamento exato de um mantra, devemos observar a recorrência de certas sílabas:
Quente, a, á, i, í, e, é, ka, cha, ta, pa, ya, sha, kha, tha, fa, ra, etc.
Frio, u, ú, ga, já, da, ba, la, ri, ó, dha, gha, bha, va, ma, etc.
Morno, iri, xa, ang, yan, na, ana, ma, sh, há, etc.
COMO EMITIR UM MANTRA
Um mantra pode ser emitido de diversas maneiras, tais como:
Através de Kirtans: vocalizações devocionais de forma extrovertida. É uma maneira celebrativa de entoação que envolve dança.
Através de Japa: repetição contínua e ininterrúpta de um mantra. Neste caso, sem melodia. Sua finalidade é induzir a parada do pensamento, de maneira introspectiva. Essa prática é feita com uma espécie de rosário de 108 contas, conhecido como Japa Mala.
Através de Manas: a mentalização de um mantra. Este meio é mais eficiente que a vocalização, por não ser audível.
MANIFESTAÇÃO DE UM MANTRA
O som (shabda), antes de se manifestar no mundo das formas, passa por uma série de estágios distintos. A Escola Tântrica procura elucidar esse processo dividindo esses estágios em quatro:
Para Vag: É o som ainda não manifesto, existindo apenas como potencialidade, sendo portanto, inaudível.
Pacyanti Vag: É o som manifestado como imagem ou ideação, num plano ainda muito sutil.
Madhyama Vag: É o som manifestado no plano mental, ou seja, em forma de pensamento.
Markhari Vag: É o som articulado, que já se tornou audível através da fala.
COMO MELHOR ENTOAR UM MANTRA
Um mantra tem o poder de produzir o seu efeito sob qualquer condição, porém, se entoarmos um mantra observando algumas regras, poderemos intensificar o seu poder de ação.
HORÁRIO:
O melhor horário para entoar um mantra é no horário de Brahma, entre às quatro e seis hora da madrugada. Nesse período do dia o ar está mais limpo e também mais carregado de prana (energia vital). Outro horário indicado a essa prática seria ao entardecer, momento em que o metabolismo do corpo favorece atividades dessa natureza.
AMBIENTE:
É fundamental a preparação de um ambiente propício a concentração, limpo, espaçoso e silencioso. É bastante aconselhável ascender um incenso para purificar tanto o corpo quanto o ambiente.
POSIÇÃO:
O praticante deve sentar-se em posição de lótus (vrajasana), sobre uma esteira de palha e, de preferência, voltado para a Direção Norte.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
Durante uma entoação, o praticante deve fechar os olhos e centrar a mente no chakra frontal (situado no meio testa).
Para iniciar e finalizar qualquer prática, entoe o pranava omkara, que consiste na repetição da sílaba universal OM por três vezes.
Aos iniciantes é recomendado a repetição de um mantra em voz alta, para que a atenção se fixe mais facilmente nos sons. Com a prática pode-se experimentar outras formas de entoação como, por exemplo, manas, que consiste apenas na mentalização do mantra.
A repetição constante de um determinado mantra tem o poder de acalmar todas as atividades mentais.
Durante a entoação de um mantra não se pode estar sob efeito de drogas, inclusive bebidas alcoólicas e cigarro. Aconselha-se também que, antes e depois de uma sessão, sejam evitados alimentos de origem animal.
MANTRAS DOS DEUSES SUPREMOS
BRAHMA MANTRA
Om Hrim Brahmaya Namah
VISHNU GAYATRI MANTRA
Om Narayana Vidmahe
Vasudevaya Dhi Mahi
Tanno Vishnu Pracodayata
SHIVA GAYATRI MANTRA
Mahesaya Vidmahe
Mahadevaya Dhi mahi
Tannaha Shivaha Pracodayata
MANTRAS NO XAMANISMO ANCESTRAL
Diversos mantras são entoados no dia a dia, nos rituais, pujas, celebrações e cerimônias, porém, apenas os principais serão aqui apresentados:
MAHA-MANTRA HARE KRISHNA
Este mantra é considerado o mais sagrado pelo Xamanismo Ancestral.
Dentre os muitos mantras da tradição védica, este em particular, tem uma importância especial. Trata-se do Maha-Mantra Hare Krishna. (Maha-mantra significa "grande mantra"). Esse mantra védico está enunciado no Kalisantarana Upanishad, verso seis do quinto capítulo. É formado por três palavras-Hare, Krishna e Rama-que se combinam de um jeito bem particular. Essa mesma escritura explica: "Essas dezesseis palavras do maha-mantra tem o poder de neutralizar os efeitos negativos da sofrida era de Kali (Kali-yuga) em que vivemos. Todas as escrituras confirmam que não existe processo mais potente de elevação espiritual que o canto ou meditação desse mantra."
Foi revelado por Chaitanya Mahaprabhu e deve ser entoado no mínimo 108 vezes ao dia. O Movimento Hare Krishna da ISKCON é o responsável pela disseminação do Maha-Mantra no Ocidente, através de sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.
Mantra:
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare.
Significado:
Hare: "Ó Hara, ó Radha, potência de prazer de Krishna (o Grande Espírito), me faça qualificado para servir a Krishna".
Krishna: "Ó Krishna, porfavor, atraia a minha mente e purifique-a".
Rama: "Ó Rama, me dê o gosto transcendental do serviço a Hari".
Hari significa capturar, cativar. Então, hari pode ser hari-e, que está no vocativo. "Ó Hari, captura a minha mente, me abrigue a seus pés de lótus", ou "Ó Hara, me ajude a alcançar Hari!"
SHIVA SHANKARA-MANTRA
Shiva Shankara é a personalidade, após o Grande Espírito (Sri Krishna), mais importante no Xamanismo Ancestral. Ele foi quem trouce de Shivaloka, sua morada eterna espiritual, todo o conhecimento xamânico à humanidade. Este mantra é entoado na abertura e no final de todos os rituais e cerimônias xamânicas ancestrais.
Mantra:
Om Namo Shivaya Shankara Namah
Significado:
Ó meu Senhor Shiva Shankara, Pai do Xamanismo Ancestral, ofereço-vos minhas respeitosas reverências.
SHIVA MAHIMNAH STOTRA
Stotra de adoração ao Senhor Shiva. Entoado nas cerimônias de celebração e pujas dedicados ao Senhor Shiva.
Stotra:
Bahula rajase vishvotpattau bhavaya namo namah
Prabala tamase tat samhare haraya namo namah
Jana sukha krite sattvo driktau mridaya namo namah
Pramahasi pade nistrai gunye Shivaya namo namah
Significado:
Repetidas saudações ao Senhor da existência (bhavaya), que deu nascimento ao Universo, na forma de Brahma como Criador, que é possuidor da qualidade de Rajoguna.
Repetidas saudações a Hara, epíteto de Shiva que emerge como Rudra, o que renova o Universo, e destrói o próprio ego, que abunda no aspecto de Tamoguna (tamase).
Repetidas saudações a Mrida, epíteto de Shiva como o misericordioso e compassivo que aparece como satvodrikti, que é rico em pureza ou sattva (bondade), a manifestação de Vishnu.
Repetidas saudações ao Senhor Shiva, o auspicioso, que possui todas as formas, sendo sem forma e resplandecente, que é desprovido dos três gunas (tamas, raja e sattva) ou qualquer definição de qualidade ou atributo.
SHIVA MANTRA
Outro poderoso mantra de reverência ao Senhor Shiva. Este mantra define que Shiva é a suprema realidade. Neste mantra Shiva torna-se nossa verdadeira identidade, nosso verdadeiro ego. Ao entoar, nos curvamos em reverência ao Senhor Shiva, e sua vibração contínua, alimenta nosso coração da consciência nociva que nosso ego possui, de tornar-se o desfrutador central de todas as coisas. Cantando este mantra de poder não será mais necessário a execução de austeridades, meditação ou práticas de yoga. Nem mesmo rituais ou cerimônias a Shiva serão mais necessários se entoarmos continuamente este poderoso mantra. Ele nos torna livres de todas as restrições. Ele pode ser entoado por qualquer pessoa e sua ação é totalmente purificatória.
Mantra:
Om Namah Shivaya
Significado:
Eu me curvo reverentemente ao Senhor Shiva.
VASUDEVAYA MANTRA
Este mantra afirma que Krishna (o Grande Espírito) é a Personalidade de Deus original, e que todas as outras são Suas porções plenárias diretas e indiretas, ou porções das porções. Muito entoado antes de qualquer ensinamento oriundo das sagradas escrituras védicas.
Mantra:
Om Namo Bhagavate Vasudevaya
Significado:
Eu me curvo reverentemente à Suprema Personalidade (o Grande Espírito).
SRI GANESHA STOTRA
Stotra de adoração ao Senhor Ganesha. Entoado na abertura de todas as cerimônias xamânicas ancestrais.
Mantra:
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Mata Shri Parvai, Pita Mahadeva
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Ek danta, dua danta, char bhuja dhari
Kapal bhari raato sindoor musa ko sawari
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Significado:
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
Sua mãe é a senhora Parvati, seu pai Mahadeva
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
Você que tem dois tipos de dentes e quatro braços fortes
Você que tem vermillion na testa
E cavalga em um rato
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
SRI GANESHA MANTRA
Mantra dedicado ao Senhor Ganesha, o removedor de obstáculos. Considerado o mantra do sucesso, vitória, prosperidade, conhecimento e iluminação. Este mantra é a personificação da Suprema Consciência, que remove todas as obstruções em favor de nossa purificação espiritual, progresso e perfeição. Bastante entoado também por todos aqueles que precisam de proteção em atividades que envolvam intervenção de pessoas invejosas.
Mantra:
Om Sri Ganeshaya Namah
Significado:
Eu me curvo reverentemente ao Senhor Ganesha, o removedor de obstáculos.
AMRITA MANTRA
Mantra de reverência à bebida sagrada "Amrita", bebida tão sagrada na Índia quanto à Ayahuasca para os Índios Sulamericanos. Conhecida como a bebida da imortalidade. Seu feitio é realizado nas noites de Lua Cheia e Nova.
Mantra:
Om namo Soma Amrita Namah
Significado:
Eu me curvo reverentemente a Ti ó Soma (Deus da Lua), produtor do Amrita, a bebida da imortalidade.
VISHNU-MANTRA
Quando entoado separadamente de qualquer outro mantra serve para garantir a real intensão e perfeição das práticas ritualísticas e espirituais. Entoado no final de todos os rituais e cerimônias.
Mantra:
Om Tat Sat
Significado:
Grande Espírito (Suprema Personalidade), não há separação entre Tú e eu.
MANTRAS PARA FINS ESPECÍFICOS
MRITYUNJAYA MANTRA
Usado para prolongar a vida e reforçar o processo de cura.
Mantra:
Om Jum Sah Vasata
AGNI PRAKAR MANTRA
Possui vibrações protetoras.
Mantra:
Om trailokya Raksharakshaum Phat Swaha
DIGBANDH MANTRA
Usado para evitar acidentes.
Mantra:
Om Aidrim Chakrena Badhnami Namaschakraya Swaha
DASAKSHAR MANTRA
Usado para curar enfermidades.
Mantra:
Hum Khe ca che Kshah Strim
Hum Kshe Hrim Phat
TRAYAKSHARI MANTRA
Tem o poder de amenizar sentimentos de culpa.
Mantra:
Strium Hum Phat
DWI AKSHARI MANTRA
Evita desavenças e inimizade.
Mantra:
Khe ca
TRIPURA MANTRA
Traz saúde e felicidade.
Mantra:
Kubjika Tripura Gauri
Chandrika Visaharini
MANTRAS USADOS NO RITUAL DE SHIVA
SHIVA ARATI MANTRA
Namah Shivaya Shantaya
Karanatraya Hetave
Nivedayami Chatmanam
Gatistvam Parameshwara
Jaya Shiva Omkara Hara Shiva Omkara (2x)
Brahma Vishnu Sadashiva (2x)
Ardhangi Dhara
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Ekanan Chaturanan Panchanan Raje (2x)
Hansasan Garudasan (2x)
Vrishvahan Saje
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Do Bhuja Char Chatura Bhuj Das Bhuj
Te Sohe (2x)
Tino Rup Nirakhta (2x)
Tribhuvana Jana Mohe
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Aksha Mala Vanamala Rund Mala Dhari (2x)
Chandan Mrig Mad Chanda Bhole (2x)
Shubha Kari
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Svetambar Pitambar Baghambar Ange (2x)
Sanakadik Brahma Dik (2x)
Bhuta Dik Sange
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Kar-me Shreshta Kamandalu Chakra
Trishul Dharta (2x)
Jag Karta Jag Harta (2x)
Jag Palan Karta
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Brahma Vishnu Sada Shiv Janat Aviveka (2x)
Pranavakshar Ke Madhye (2x)
Ye Tino Eka
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
CHANDRASHEKARAYA MANTRA
Chandrashekaraya Namah Om Gangadharaya Namah Om
Shiva Shiva Shivaya Namah Om Hara Hara Haraya Namah Om
Shiva Shiva Shivaya Namah Om Maheshwaraya Namah Om
DAM DAM DAM MANTRA
Dam Dam Dam Dam Damaru Bhaje
Dam Dam Dam Dam Dama Damaru Bhaje
Hara Bola Natha Shiva Shambo Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Dama Dama Dama Dama Damaru Bhaje
Dama Dam Dama Dam Damaru Bhaje
Hara Gauri Natha Shiva Shambo Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Ghana Ghana Ghana Ghana Ghanta Bhaje
Ghana Ghan Ghana Ghan Ghanta Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Hara Bola Natha Shiva Shambo Bhaje
SHAMBA SHIVO JAYA MANTRA
Shamba Shiva Jaya Shambha Shivo Jaya Shamba Shivo Jaya Shamba Shivo
Om Mata Om Mata Om Sri Mata Shambha Shivo Om Sri Mata Shambha Shivo
KAILASH PATI SHIVA MANTRA
Kailash Pati Shiva Shankar Ki Jaya Jaya
Ganga Ki Jaya Jaya Yamuna Ki Jaya Jaya
JAYA JAYA SHAMBO MANTRA
Jaya Jaya Jaya (Shiva) Shambo Hara Hara Hara Shambo
Mahadeva Shambo Mahadeva Shambo
HARA HARA HARA HARA MANTRA
Hara Hara Hara Hara Namami Shankara Bhajamana Hari Ram
Hara Hara Shiva Shiva Sadashiva Bhajamana Hari Ram
Shiva Shiva Hara Hara Sadashiva Bhajamana Hari Ram
(He) Bhajamana Hari Ram
SHAMBO GANGADHARA MANTRA
Shambo Gangadhara Gauri Manohara
Gauri Manohara Gangadhara
Shambo Mahadeva Gauri Manohara
Gangajata Dhara Chandrakala Dhara
Chandrakala Dhara Shambha Shiva (Hara)
Shambo Mahadeva Shambha Shiva
Gangajata Dhara Shambha Shiva
Gauri Manohara Shamba Shiva (Hara)
Shambha Shiva (Hara)
Shambha Shivo Jaya Shambha Shiva
GANGAJATA MANTRA
Gangajata Dhara Gauri Shankara
Girija Mana Ramana
Jaya Mrityunjaya Mahadeva Maheshwara
Mangala Shubha Charana
Nandi Vahana Naga Bhushana
Nirupama Guna Sadana (Hara)
Natana Manohara Nila Kantha Hara
Niraja Dala Nayana
OM SHIVA MANTRA
Om Shiva Om Shiva Paratpara Shiva
Omkara Shiva Tava Sharanam
Eka Natha Girijapati Shankara
Mahadeva Shiva Tava Sharanam
Uma-vi Shankara Praja-vi Shankara
Uma Maheshwara Tava Sharanam
Gauri Shankara Ganga Shankara
Samba Sadashiva Tava Sharanam
SHIVAYA PARAMESHWARAYA MANTRA
Shivaya Parameshwaraya
Chandrashekaraya Namah Om
Bhavaya Guna Sambhavaya
Shiva Tandavaya Namah Om
BOLO BOLO SABMILA BOLO MANTRA
Bolo Bolo Sabmila Bolo Om Namah Shivaya
Om Namah Shivaya Om Namah Shivaya
Jut Jata Me Gangadhari
Trishula Dhari Damaru Bajave
Dama Dama Dama Dama Damaru Baje
Dhun Chita-o Namah Shivaya
SHIVA SHAMBO MANTRA
Shiva Shambo Hara Hara Shambo
Bhavanasa Kailasa Vilasa
Parvati Pate Pashupati Pate
Ganga Dhara Shiva Gauri Pate
NATARAJA MANTRA
Nataraja Nataraja Nartana Sundara Nataraja
Shivaraja Shivaraja Shivakami Priya Shivaraja
Chidambaresha Nataraja
Parthi Purishwara Nataraja
HARA HARA MAHADEVA MANTRA
Hara Hara Mahadeva Shambo
Kashi Vishwanathi Gange
Kashi Vishwanathi Gange
Kashi Amarnatha Gange
Hara Hara Mahadeva Shambo
Kashi Vishwanathi Gange
SAMBA SADASHIVA MANTRA
Samba Sadashiva Samba Sadashiva
Samba Sadashiva Samba Sivom Hara
Om Mata Om Mata Om Sri Mata Jagadamba
Uma Parameshwari Sri Bhuvaneshwari
Adi Para Shakti Devi Maheshwari
SHAMBO MAHADEVA MANTRA
Shambo Mahadeva Chandra Chuda
Shankara Samba Sadashiva
Ganga Dhara Hara Kailasa Vasa
Pahimaam Parvati Ramana
SHIVA SHIVA MAHADEVA MANTRA
Shiva Shiva Mahadeva Namah Shivaya Sadashiva
Shiva Shiva Mahadeva Namah Shivaya Sadashiva
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Narayana Hari Narayana Hari Narayana Hari Om
Narayana Hari Narayana Hari Narayana Hari Om
Om Hari ... Om Krishna... Om Rama... Om Shiva
Bhagawan Sri Shivananda Bhagawan Sri Shivananda
Bhagavan Sri Shivananda Om
Bhagawan Sri Vishnu Swami Bhagawan Sri Vishnu Swami
Bhagawan Sri Vishnu Swami Om
Guru Maharaj Gurudevo Guru Maharaj Gurudevo
Guru Maharaj Gurudevo Sat Guru Shivananda Om
Autor: Akaiê Sramana
A palavra MANTRA provém do Sânskrito, o idioma sagrado da Índia antiga, e seu significado etmológico deriva da raíz MAN e do sufixo TRA. MAN por sua vez deriva da palavra MANAS que significa mente. e TRA deriva da palavra TRANA, que significa controle. Assim, mantra é a combinação de sons que proporciona o controle da mente, nos sintoniza com a freqüência do amor, nos traz recolhimento e tranqüilidade. O mantra é uma oração cósmica ou vibração sonora cósmica.
O Sânskrito é considerado a língua mãe da humanidade. Sua gramática é elaboradíssima. Os mais antigos textos sagrados: os quatro Vedas, os Upanishades, os Puranas, os épicos Ramayana e Mahabharata, Bhagavad-gita e muitos outros, são escritos em Sânskrito. Uma característica única desse idioma é que uma vasta porção de seu vocabulário é constituído de palavras que expressam, com extrema precisão, os esotéricos e intrincados conceitos referentes à espiritualidade e Transcendência. Nenhuma outra língua no mundo tem tal afinidade com os assuntos espirituais.
Lemos no dicionário Novo Aurélio: "Mantra [Do Sânskrito mantra, "instrumento para conduzir pensamento"]. No tantrismo, fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada." Com referência a essa definição, queremos mostrar que o conceito de "mantra", ao invés de se fechar exclusivamente no tantrismo que, de acordo com o dicionário, é "caracterizado pela magia e ocultismo", pode abrir-se para diferentes enfoques e revelar caminhos de espiritualidade de extremo valor.
As escrituras sagradas da Índia apontam que os mantras surgiram a mais de dez mil anos atrás, a partir da revelação de um dos principais livros sagrados, o Rg Veda.
A palavra Rg provém de rich, que significar cantar, celebrar. Sendo assim, o Rg Veda é composto de cânticos dedicados a Agni, o Deus do Fogo.
O mantra é uma composição de palavras de natureza exclusivamente espiritual, sem nenhuma conotação secular. Essas palavras possuem a potência intrínseca de atuar diretamente na consciência da pessoa. Devido à sua natureza puramente espiritual, o mantra tem o poder de elevar a consciência da pessoa, do nível material ao espiritual. Na consciência espiritual, a consciência individual conecta-se com a Transcendência.
Podemos nos conectar com tais planos de consciência superiores basicamente de duas maneiras. Primeiramente, desenvolvendo-se uma potencialidade específica intrínseca da natureza humana, a intuição espiritual, ou como normalmente é designada, a fé. Quando a fé está consubstanciada num intelecto purificado e forte, as possibilidades de se captar insights da Transcendência são ilimitadas. A conexão da consciência individual com a Transcendência é feita a partir da meditação, da oração, da reflexão, da contemplação e, também, do doar-se.
Outra possibilidade de conexão com a Transcendência é através da prática de Mantra-Yoga. Essa prática pode ser sonora ou mental. A grande virtude do mantra é que o próprio som do mantra é investido de poder para desvendar e revelar realidades concernentes a planos de consciência superiores. É afirmado nas escrituras védicas que os nomes que designam a Divindade têm o poder, embutido na própria palavra, de revelar essa Divindade à consciência individual. Como é afirmado no texto sagrado Padma Purana: abhinnatvan nama-naminoh, "existe identidade (não-diferença: abhinnatva) entre o nome e aquilo que está sendo nomeado".
No plano de existência material-fenomenal, empírico e relativo em que vivemos, existe sempre uma dicotomia qualitativa entre a palavra e seu significado. A palavra "água" e a substância "água" são entidades diferentes. A conexão entre a palavra e a substância é meramente subjetiva. O pronunciar de "água" não aplaca a sede. Já, no plano absoluto espiritual, a palavra em si encerra a potência vibratória que representa. Mesmo não conhecendo o significado, a vibração sonora do mantra vai atuar na consciência de quem o emite, assim como de quem escuta. É como um remédio apropriado para determinada enfermidade, mesmo sem conhecermos sua fórmula somos beneficiados por sua ação curativa, obviamente se for usado de acordo com as prescrições médicas.
A repetição sistemática do mantra é, comprovadamente, um eficaz exercício para as funções mentais. Esse é o efeito mais tangível da prática de Mantra-Yoga. Com essa prática, a mente e o intelecto tornam-se mais "elásticos", "flexíveis", fortes, concentrados e controlados. Por outro lado, corrige-se a tendência à dispersão, falta de foco, preguiça mental, em suma, todos os tipos de limitações e travações mentais. Essa prática pode ser executada através da meditação silenciosa ou repetição sonora, como um murmúrio, denominado japa. Em ambas práticas, prescreve-se uma postura sentada ereta (ásana), mente livre de qualquer turbulência ou distração e total concentração no som do mantra.
O mantra também pode ser cantado em voz alta, agregando-se a ele uma melodia. Isso chama-se kírtana, ou sankírtana, quando o canto é feito em grupo. Esse canto pode também estar associado à dança. Essa prática, se executada com absorção, espontaneidade e arrebatamento, é considerada como uma meditação dinâmica. O importante nessa prática é a pura expressão da alma. Deve-se, portanto, coibir as expressões corpóreas sensuais, que prendem a consciência ao plano físico grosseiro. O contato sistemático com o som puro do mantra purifica a mente. A pessoa adquire maior capacidade para manter sob controle as chamadas "paixões irracionais", como, ira, cobiça, inveja, ciúme, luxúria, assim como muitas outras dinâmicas mentais perversas, como diferentes tipos de compulsão, medos injustificados, depressão, tendências à lamentação, auto-piedade, intriga, fofoca, etc.
O mantra abre os canais da consciência para percepções supra-sensoriais e sintoniza a consciência com níveis vibratórios superiores. Isso ocorre simultaneamente em duas vias: emissão e recepção. A emissão de vibração sonora mântrica, através de ação individual consciente e deliberada, faz com que a mente e a consciência, como um todo, vibre na mesma freqüência espiritual do mantra. Por sua vez, essa vibração espiritual emitida irá atrair uma vibração espiritual arquetípica, de mesma freqüência, presente no éter. Esse mesmo princípio rege o funcionamento de um aparelho receptor comum de radiodifusão, o rádio de cabeceira ou o radinho de pilha: ele emite determinada freqüência que, por sua vez, atrai as ondas da mesma freqüência presentes no éter, que estão carregadas com as mensagens sonoras que foram emitidas na estação transmissora. De forma similar, a consciência individual pode conectar-se com a Transcendência e receber energia espiritual pela prática de Mantra-Yoga. A consciência da pessoa fica sobrecarregada com energia espiritual.
Por fim, a prática do mantra causa uma revolução no coração. Os mais refinados sentimentos de amor a Deus (o Grande Espírito), que podem fazer "amolecer" os corações mais duros, são "efeitos colaterais" do mantra. Muitas pessoas, hoje em dia, geralmente com certa escolaridade, mas carentes de cultura espiritual, desenvolvem uma atitude fria, indiferente, crítica e, até, cínica, com respeito à espiritualidade. A tendência é desdenhar a consciência religiosa, considerando-a meramente sentimental e piegas. A idéia de Deus é tida como algo concebido pela mente humana. Considera-se que a fé é um mecanismo mental vicioso para compensar alguma carência psíquica. Com isso, a vida em nosso plano de existência perde todo o caráter sagrado. O próprio fenômeno da consciência e do milagre da vida são tratados com a mesma metodologia mecanicista e reducionista usada na manipulação dos fenômenos e elementos físicos grosseiros. Essa maravilhosa criação cósmica fica reduzida a um fluxo aleatório de forças exclusivamente materiais, sem nenhum vínculo com a Transcendência.
Dessa forma, pela prática do mantra pode-se reverter radicalmente esse quadro. É o que podemos chamar "mudança de paradigma". Uma nova visão de mundo passa a enfocar mais as maravilhas do fenômeno da vida, assim como a realidade de Deus e nossa dependência nEle. A vida passa a ter um significado, assume uma nova dimensão. O meio ambiente, por mais adverso que seja, deixa de implacavelmente influenciar a consciência. A consciência desperta, superando assim o perigo da alienação, ignorância e auto-destruição. Olha-se sempre para frente, do passado, só os ensinamentos derivados das experiências. A morte, que normalmente é tida como o terror da vida, passa ser o marco de uma renovação super-auspiciosa, fim de um ciclo e começo de um outro, melhor. Por fim, no coração acende-se a chama beatífica do amor ao Grande Espírito, a máxima conquista da existência terrena.
O mantra OM (AUM) é o som primordial que contém todos os outros sons e do qual toda a criação surgiu. Segundo as escrituras sagradas da Índia, os Vedas, é a sílaba mística, o corpo sonoro do Grande Espírito. É a essência interior de todos os mantras. É a palavra sagrada da qual emana todo o universo. OM é uma invocação, uma bênção, é a vibração da própria alma.
Escreve-se AUM, mas se pronuncia OM. É o símbolo da Divindade Suprema. As três letras representam os três aspectos do Grande Espírito:
Deus Criador, Deus Conservador, Deus Transformador. É a Trindade da Unidade.
Sendo o Xamanismo Ancestral o Xamanismo da Índia antiga, grande parte de suas canções, orações e invocações estão em Sânskrito.
TIPOS DE MANTRAS
Existem praticamente três tipos de mantras:
1. Bij mantra
2. Mantra
3. Mala mantra
O Bij mantra é conhecido como mantra-semente, são mantras que possuem de uma a dez letras. Na extensa gama de mantras-sementes consta o OM (AUM), o mantra mais conhecido de todos. Outros exemplos: LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, SHAM e etc.
O Mantra possui de dez a vinte letras, por exemplo: OM NAMO VISHAYA NAMAH. Usado para reverenciar o Senhor Shiva.
O Mala mantra é aquele que possui mais de vinte letras, por exemplo:
NAMO ARIHANTANAM
NAMO SIDDHANAM
NAMO AYARIYANAM
NAMO UVAJJHAYANAM
NAMO LOESAVVASAHUNAM
ESO PANCA NAMOKARO SAVVA PAVAPANASAYO
MANGALANAM CA SAVVESIMA
PADHAMA HAVAI MANGALAM
Sua tradução é: "Reverencio aqueles que já venceram todos os inimigos internos, ignorância, orgulho, ganância, raiva, etc. Reverencio aqueles que despertaram a consciência, os mestres, orientadores espirituais e os sábios."
Existem também os chamados hinos mântricos (richas), que são cânticos devocionais de alguma divindade específica. Os hinos mântricos são mais utilizados na prática de Bhakti-yoga, uma das setes linhas tradicionais do yoga.
Os mantras também podem ser divididos em outras categorias, quanto ao gênero, por exemplo:
Masculino, caso termine com VASHAT ou FAT;
Feminino, caso termine com VOUSHAT ou SWAHA;
Neutro, caso ele termine com NAMAH.
Podemos ainda classificar os mantras conforme o seu temperamento: quente, frio ou morno. Para sabermos qual é o temperamento exato de um mantra, devemos observar a recorrência de certas sílabas:
Quente, a, á, i, í, e, é, ka, cha, ta, pa, ya, sha, kha, tha, fa, ra, etc.
Frio, u, ú, ga, já, da, ba, la, ri, ó, dha, gha, bha, va, ma, etc.
Morno, iri, xa, ang, yan, na, ana, ma, sh, há, etc.
COMO EMITIR UM MANTRA
Um mantra pode ser emitido de diversas maneiras, tais como:
Através de Kirtans: vocalizações devocionais de forma extrovertida. É uma maneira celebrativa de entoação que envolve dança.
Através de Japa: repetição contínua e ininterrúpta de um mantra. Neste caso, sem melodia. Sua finalidade é induzir a parada do pensamento, de maneira introspectiva. Essa prática é feita com uma espécie de rosário de 108 contas, conhecido como Japa Mala.
Através de Manas: a mentalização de um mantra. Este meio é mais eficiente que a vocalização, por não ser audível.
MANIFESTAÇÃO DE UM MANTRA
O som (shabda), antes de se manifestar no mundo das formas, passa por uma série de estágios distintos. A Escola Tântrica procura elucidar esse processo dividindo esses estágios em quatro:
Para Vag: É o som ainda não manifesto, existindo apenas como potencialidade, sendo portanto, inaudível.
Pacyanti Vag: É o som manifestado como imagem ou ideação, num plano ainda muito sutil.
Madhyama Vag: É o som manifestado no plano mental, ou seja, em forma de pensamento.
Markhari Vag: É o som articulado, que já se tornou audível através da fala.
COMO MELHOR ENTOAR UM MANTRA
Um mantra tem o poder de produzir o seu efeito sob qualquer condição, porém, se entoarmos um mantra observando algumas regras, poderemos intensificar o seu poder de ação.
HORÁRIO:
O melhor horário para entoar um mantra é no horário de Brahma, entre às quatro e seis hora da madrugada. Nesse período do dia o ar está mais limpo e também mais carregado de prana (energia vital). Outro horário indicado a essa prática seria ao entardecer, momento em que o metabolismo do corpo favorece atividades dessa natureza.
AMBIENTE:
É fundamental a preparação de um ambiente propício a concentração, limpo, espaçoso e silencioso. É bastante aconselhável ascender um incenso para purificar tanto o corpo quanto o ambiente.
POSIÇÃO:
O praticante deve sentar-se em posição de lótus (vrajasana), sobre uma esteira de palha e, de preferência, voltado para a Direção Norte.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
Durante uma entoação, o praticante deve fechar os olhos e centrar a mente no chakra frontal (situado no meio testa).
Para iniciar e finalizar qualquer prática, entoe o pranava omkara, que consiste na repetição da sílaba universal OM por três vezes.
Aos iniciantes é recomendado a repetição de um mantra em voz alta, para que a atenção se fixe mais facilmente nos sons. Com a prática pode-se experimentar outras formas de entoação como, por exemplo, manas, que consiste apenas na mentalização do mantra.
A repetição constante de um determinado mantra tem o poder de acalmar todas as atividades mentais.
Durante a entoação de um mantra não se pode estar sob efeito de drogas, inclusive bebidas alcoólicas e cigarro. Aconselha-se também que, antes e depois de uma sessão, sejam evitados alimentos de origem animal.
MANTRAS DOS DEUSES SUPREMOS
BRAHMA MANTRA
Om Hrim Brahmaya Namah
VISHNU GAYATRI MANTRA
Om Narayana Vidmahe
Vasudevaya Dhi Mahi
Tanno Vishnu Pracodayata
SHIVA GAYATRI MANTRA
Mahesaya Vidmahe
Mahadevaya Dhi mahi
Tannaha Shivaha Pracodayata
MANTRAS NO XAMANISMO ANCESTRAL
Diversos mantras são entoados no dia a dia, nos rituais, pujas, celebrações e cerimônias, porém, apenas os principais serão aqui apresentados:
MAHA-MANTRA HARE KRISHNA
Este mantra é considerado o mais sagrado pelo Xamanismo Ancestral.
Dentre os muitos mantras da tradição védica, este em particular, tem uma importância especial. Trata-se do Maha-Mantra Hare Krishna. (Maha-mantra significa "grande mantra"). Esse mantra védico está enunciado no Kalisantarana Upanishad, verso seis do quinto capítulo. É formado por três palavras-Hare, Krishna e Rama-que se combinam de um jeito bem particular. Essa mesma escritura explica: "Essas dezesseis palavras do maha-mantra tem o poder de neutralizar os efeitos negativos da sofrida era de Kali (Kali-yuga) em que vivemos. Todas as escrituras confirmam que não existe processo mais potente de elevação espiritual que o canto ou meditação desse mantra."
Foi revelado por Chaitanya Mahaprabhu e deve ser entoado no mínimo 108 vezes ao dia. O Movimento Hare Krishna da ISKCON é o responsável pela disseminação do Maha-Mantra no Ocidente, através de sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.
Mantra:
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare.
Significado:
Hare: "Ó Hara, ó Radha, potência de prazer de Krishna (o Grande Espírito), me faça qualificado para servir a Krishna".
Krishna: "Ó Krishna, porfavor, atraia a minha mente e purifique-a".
Rama: "Ó Rama, me dê o gosto transcendental do serviço a Hari".
Hari significa capturar, cativar. Então, hari pode ser hari-e, que está no vocativo. "Ó Hari, captura a minha mente, me abrigue a seus pés de lótus", ou "Ó Hara, me ajude a alcançar Hari!"
SHIVA SHANKARA-MANTRA
Shiva Shankara é a personalidade, após o Grande Espírito (Sri Krishna), mais importante no Xamanismo Ancestral. Ele foi quem trouce de Shivaloka, sua morada eterna espiritual, todo o conhecimento xamânico à humanidade. Este mantra é entoado na abertura e no final de todos os rituais e cerimônias xamânicas ancestrais.
Mantra:
Om Namo Shivaya Shankara Namah
Significado:
Ó meu Senhor Shiva Shankara, Pai do Xamanismo Ancestral, ofereço-vos minhas respeitosas reverências.
SHIVA MAHIMNAH STOTRA
Stotra de adoração ao Senhor Shiva. Entoado nas cerimônias de celebração e pujas dedicados ao Senhor Shiva.
Stotra:
Bahula rajase vishvotpattau bhavaya namo namah
Prabala tamase tat samhare haraya namo namah
Jana sukha krite sattvo driktau mridaya namo namah
Pramahasi pade nistrai gunye Shivaya namo namah
Significado:
Repetidas saudações ao Senhor da existência (bhavaya), que deu nascimento ao Universo, na forma de Brahma como Criador, que é possuidor da qualidade de Rajoguna.
Repetidas saudações a Hara, epíteto de Shiva que emerge como Rudra, o que renova o Universo, e destrói o próprio ego, que abunda no aspecto de Tamoguna (tamase).
Repetidas saudações a Mrida, epíteto de Shiva como o misericordioso e compassivo que aparece como satvodrikti, que é rico em pureza ou sattva (bondade), a manifestação de Vishnu.
Repetidas saudações ao Senhor Shiva, o auspicioso, que possui todas as formas, sendo sem forma e resplandecente, que é desprovido dos três gunas (tamas, raja e sattva) ou qualquer definição de qualidade ou atributo.
SHIVA MANTRA
Outro poderoso mantra de reverência ao Senhor Shiva. Este mantra define que Shiva é a suprema realidade. Neste mantra Shiva torna-se nossa verdadeira identidade, nosso verdadeiro ego. Ao entoar, nos curvamos em reverência ao Senhor Shiva, e sua vibração contínua, alimenta nosso coração da consciência nociva que nosso ego possui, de tornar-se o desfrutador central de todas as coisas. Cantando este mantra de poder não será mais necessário a execução de austeridades, meditação ou práticas de yoga. Nem mesmo rituais ou cerimônias a Shiva serão mais necessários se entoarmos continuamente este poderoso mantra. Ele nos torna livres de todas as restrições. Ele pode ser entoado por qualquer pessoa e sua ação é totalmente purificatória.
Mantra:
Om Namah Shivaya
Significado:
Eu me curvo reverentemente ao Senhor Shiva.
VASUDEVAYA MANTRA
Este mantra afirma que Krishna (o Grande Espírito) é a Personalidade de Deus original, e que todas as outras são Suas porções plenárias diretas e indiretas, ou porções das porções. Muito entoado antes de qualquer ensinamento oriundo das sagradas escrituras védicas.
Mantra:
Om Namo Bhagavate Vasudevaya
Significado:
Eu me curvo reverentemente à Suprema Personalidade (o Grande Espírito).
SRI GANESHA STOTRA
Stotra de adoração ao Senhor Ganesha. Entoado na abertura de todas as cerimônias xamânicas ancestrais.
Mantra:
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Mata Shri Parvai, Pita Mahadeva
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Ek danta, dua danta, char bhuja dhari
Kapal bhari raato sindoor musa ko sawari
Jai Ganesha, Jai Ganesha, Jai Ganesha Deva
Significado:
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
Sua mãe é a senhora Parvati, seu pai Mahadeva
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
Você que tem dois tipos de dentes e quatro braços fortes
Você que tem vermillion na testa
E cavalga em um rato
Oramos a ti Ganesha, Pai dos Deuses
SRI GANESHA MANTRA
Mantra dedicado ao Senhor Ganesha, o removedor de obstáculos. Considerado o mantra do sucesso, vitória, prosperidade, conhecimento e iluminação. Este mantra é a personificação da Suprema Consciência, que remove todas as obstruções em favor de nossa purificação espiritual, progresso e perfeição. Bastante entoado também por todos aqueles que precisam de proteção em atividades que envolvam intervenção de pessoas invejosas.
Mantra:
Om Sri Ganeshaya Namah
Significado:
Eu me curvo reverentemente ao Senhor Ganesha, o removedor de obstáculos.
AMRITA MANTRA
Mantra de reverência à bebida sagrada "Amrita", bebida tão sagrada na Índia quanto à Ayahuasca para os Índios Sulamericanos. Conhecida como a bebida da imortalidade. Seu feitio é realizado nas noites de Lua Cheia e Nova.
Mantra:
Om namo Soma Amrita Namah
Significado:
Eu me curvo reverentemente a Ti ó Soma (Deus da Lua), produtor do Amrita, a bebida da imortalidade.
VISHNU-MANTRA
Quando entoado separadamente de qualquer outro mantra serve para garantir a real intensão e perfeição das práticas ritualísticas e espirituais. Entoado no final de todos os rituais e cerimônias.
Mantra:
Om Tat Sat
Significado:
Grande Espírito (Suprema Personalidade), não há separação entre Tú e eu.
MANTRAS PARA FINS ESPECÍFICOS
MRITYUNJAYA MANTRA
Usado para prolongar a vida e reforçar o processo de cura.
Mantra:
Om Jum Sah Vasata
AGNI PRAKAR MANTRA
Possui vibrações protetoras.
Mantra:
Om trailokya Raksharakshaum Phat Swaha
DIGBANDH MANTRA
Usado para evitar acidentes.
Mantra:
Om Aidrim Chakrena Badhnami Namaschakraya Swaha
DASAKSHAR MANTRA
Usado para curar enfermidades.
Mantra:
Hum Khe ca che Kshah Strim
Hum Kshe Hrim Phat
TRAYAKSHARI MANTRA
Tem o poder de amenizar sentimentos de culpa.
Mantra:
Strium Hum Phat
DWI AKSHARI MANTRA
Evita desavenças e inimizade.
Mantra:
Khe ca
TRIPURA MANTRA
Traz saúde e felicidade.
Mantra:
Kubjika Tripura Gauri
Chandrika Visaharini
MANTRAS USADOS NO RITUAL DE SHIVA
SHIVA ARATI MANTRA
Namah Shivaya Shantaya
Karanatraya Hetave
Nivedayami Chatmanam
Gatistvam Parameshwara
Jaya Shiva Omkara Hara Shiva Omkara (2x)
Brahma Vishnu Sadashiva (2x)
Ardhangi Dhara
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Ekanan Chaturanan Panchanan Raje (2x)
Hansasan Garudasan (2x)
Vrishvahan Saje
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Do Bhuja Char Chatura Bhuj Das Bhuj
Te Sohe (2x)
Tino Rup Nirakhta (2x)
Tribhuvana Jana Mohe
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Aksha Mala Vanamala Rund Mala Dhari (2x)
Chandan Mrig Mad Chanda Bhole (2x)
Shubha Kari
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Svetambar Pitambar Baghambar Ange (2x)
Sanakadik Brahma Dik (2x)
Bhuta Dik Sange
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Kar-me Shreshta Kamandalu Chakra
Trishul Dharta (2x)
Jag Karta Jag Harta (2x)
Jag Palan Karta
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
Brahma Vishnu Sada Shiv Janat Aviveka (2x)
Pranavakshar Ke Madhye (2x)
Ye Tino Eka
Om Hara Hara Hara Mahadev (2x)
CHANDRASHEKARAYA MANTRA
Chandrashekaraya Namah Om Gangadharaya Namah Om
Shiva Shiva Shivaya Namah Om Hara Hara Haraya Namah Om
Shiva Shiva Shivaya Namah Om Maheshwaraya Namah Om
DAM DAM DAM MANTRA
Dam Dam Dam Dam Damaru Bhaje
Dam Dam Dam Dam Dama Damaru Bhaje
Hara Bola Natha Shiva Shambo Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Dama Dama Dama Dama Damaru Bhaje
Dama Dam Dama Dam Damaru Bhaje
Hara Gauri Natha Shiva Shambo Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Ghana Ghana Ghana Ghana Ghanta Bhaje
Ghana Ghan Ghana Ghan Ghanta Bhaje
Kashi Vishwanatha Shiva Shambo Bhaje
Hara Bola Natha Shiva Shambo Bhaje
SHAMBA SHIVO JAYA MANTRA
Shamba Shiva Jaya Shambha Shivo Jaya Shamba Shivo Jaya Shamba Shivo
Om Mata Om Mata Om Sri Mata Shambha Shivo Om Sri Mata Shambha Shivo
KAILASH PATI SHIVA MANTRA
Kailash Pati Shiva Shankar Ki Jaya Jaya
Ganga Ki Jaya Jaya Yamuna Ki Jaya Jaya
JAYA JAYA SHAMBO MANTRA
Jaya Jaya Jaya (Shiva) Shambo Hara Hara Hara Shambo
Mahadeva Shambo Mahadeva Shambo
HARA HARA HARA HARA MANTRA
Hara Hara Hara Hara Namami Shankara Bhajamana Hari Ram
Hara Hara Shiva Shiva Sadashiva Bhajamana Hari Ram
Shiva Shiva Hara Hara Sadashiva Bhajamana Hari Ram
(He) Bhajamana Hari Ram
SHAMBO GANGADHARA MANTRA
Shambo Gangadhara Gauri Manohara
Gauri Manohara Gangadhara
Shambo Mahadeva Gauri Manohara
Gangajata Dhara Chandrakala Dhara
Chandrakala Dhara Shambha Shiva (Hara)
Shambo Mahadeva Shambha Shiva
Gangajata Dhara Shambha Shiva
Gauri Manohara Shamba Shiva (Hara)
Shambha Shiva (Hara)
Shambha Shivo Jaya Shambha Shiva
GANGAJATA MANTRA
Gangajata Dhara Gauri Shankara
Girija Mana Ramana
Jaya Mrityunjaya Mahadeva Maheshwara
Mangala Shubha Charana
Nandi Vahana Naga Bhushana
Nirupama Guna Sadana (Hara)
Natana Manohara Nila Kantha Hara
Niraja Dala Nayana
OM SHIVA MANTRA
Om Shiva Om Shiva Paratpara Shiva
Omkara Shiva Tava Sharanam
Eka Natha Girijapati Shankara
Mahadeva Shiva Tava Sharanam
Uma-vi Shankara Praja-vi Shankara
Uma Maheshwara Tava Sharanam
Gauri Shankara Ganga Shankara
Samba Sadashiva Tava Sharanam
SHIVAYA PARAMESHWARAYA MANTRA
Shivaya Parameshwaraya
Chandrashekaraya Namah Om
Bhavaya Guna Sambhavaya
Shiva Tandavaya Namah Om
BOLO BOLO SABMILA BOLO MANTRA
Bolo Bolo Sabmila Bolo Om Namah Shivaya
Om Namah Shivaya Om Namah Shivaya
Jut Jata Me Gangadhari
Trishula Dhari Damaru Bajave
Dama Dama Dama Dama Damaru Baje
Dhun Chita-o Namah Shivaya
SHIVA SHAMBO MANTRA
Shiva Shambo Hara Hara Shambo
Bhavanasa Kailasa Vilasa
Parvati Pate Pashupati Pate
Ganga Dhara Shiva Gauri Pate
NATARAJA MANTRA
Nataraja Nataraja Nartana Sundara Nataraja
Shivaraja Shivaraja Shivakami Priya Shivaraja
Chidambaresha Nataraja
Parthi Purishwara Nataraja
HARA HARA MAHADEVA MANTRA
Hara Hara Mahadeva Shambo
Kashi Vishwanathi Gange
Kashi Vishwanathi Gange
Kashi Amarnatha Gange
Hara Hara Mahadeva Shambo
Kashi Vishwanathi Gange
SAMBA SADASHIVA MANTRA
Samba Sadashiva Samba Sadashiva
Samba Sadashiva Samba Sivom Hara
Om Mata Om Mata Om Sri Mata Jagadamba
Uma Parameshwari Sri Bhuvaneshwari
Adi Para Shakti Devi Maheshwari
SHAMBO MAHADEVA MANTRA
Shambo Mahadeva Chandra Chuda
Shankara Samba Sadashiva
Ganga Dhara Hara Kailasa Vasa
Pahimaam Parvati Ramana
SHIVA SHIVA MAHADEVA MANTRA
Shiva Shiva Mahadeva Namah Shivaya Sadashiva
Shiva Shiva Mahadeva Namah Shivaya Sadashiva
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Narayana Hari Narayana Hari Narayana Hari Om
Narayana Hari Narayana Hari Narayana Hari Om
Om Hari ... Om Krishna... Om Rama... Om Shiva
Bhagawan Sri Shivananda Bhagawan Sri Shivananda
Bhagavan Sri Shivananda Om
Bhagawan Sri Vishnu Swami Bhagawan Sri Vishnu Swami
Bhagawan Sri Vishnu Swami Om
Guru Maharaj Gurudevo Guru Maharaj Gurudevo
Guru Maharaj Gurudevo Sat Guru Shivananda Om
Autor: Akaiê Sramana
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Entrada no silêncio
Em uma verdadeira ENTRADA NO SILÊNCIO, não deverá haver desvio ou chamamento da atenção externa. A consciência deverá permanecer positiva, ativada. Os corpos do sentimento e do pensamento, bem como o etérico e o físico, deverão ser disciplinados para guiarem sua energia à fonte, a Presença "EU SOU".
Nunca será permitido, durante este período, deixar-se levar por múltiplos pensamentos, sentimentos, recordações ou por algum cansaço físico, os quais, muitas vezes, se apresentam reduzindo a tensão corporal.
Geralmente, é mais prazeiroso ao discípulo iniciante fazer os apelos, mantrans, afirmações e visualizações, ocupando a energia dos seus corpos com este trabalho, uma vez que é, consideravelmente, mais difícil fazer os exercícios espirituais NO SILENCIO e conservar os corpos inferiores NO MAIS COMPLETO ESTADO DE QUIETUDE, para que as bênçãos possam ser RECEBIDAS.
Muitas vezes, o discípulo entrega-se a uma agradável sonolência ou brinca com os seus variados pensamentos e sentimentos sem nexo; desta maneira, não poderá participar da benção de uma Contemplação.
.
TODO BEM seja suprimento, saúde, fé, força, amor ou purificação VEM DE DEUS, a Fonte de toda Vida. Estas dádivas são distribuídas pelos Seres elevados, através dos Mensageiros Divinos. Mas o discípulo não poderá receber a abundância destes bens e virtudes, enquanto não houver aprendido sua lição e instruído seus corpos inferiores, para ser-lhe permitido, por meio dos apelos, a entrada da misericórdia divina nesses mesmos corpos. Falai a eles: "PAZ, sede silenciosos!" Exercitai esta comunhão espiritual com vosso Deus - "EU SOU", a Presença Divina, até que participeis de Sua Bênção!
Um dos mais surpreendentes fatores negativos da personalidade humana é a incapacidade que ela tem para pôr-se no estado de calma. Não aquela letargia de sono, porém um estado de alerta e expectante quietude de mente e sentimento, no qual a intuição da individualidade divina pode iluminar a consciência externa. Esta quietude é o primeiro requisito para a união com o Cristo - a "Presença Mestra" - como também é chamado. Quanto mais perfeita for a atitude de receptividade que um discípulo possa desenvolver, maior será a quantidade de ação vibratória superior do Cristo Interno pronta a ancorar-se na consciência externa e expressar sua manifestação.
Maha Chohan
Texto retirado do Livro Eu Sou o Eu Sou – Ponte Para a Liberdade
Nunca será permitido, durante este período, deixar-se levar por múltiplos pensamentos, sentimentos, recordações ou por algum cansaço físico, os quais, muitas vezes, se apresentam reduzindo a tensão corporal.
Geralmente, é mais prazeiroso ao discípulo iniciante fazer os apelos, mantrans, afirmações e visualizações, ocupando a energia dos seus corpos com este trabalho, uma vez que é, consideravelmente, mais difícil fazer os exercícios espirituais NO SILENCIO e conservar os corpos inferiores NO MAIS COMPLETO ESTADO DE QUIETUDE, para que as bênçãos possam ser RECEBIDAS.
Muitas vezes, o discípulo entrega-se a uma agradável sonolência ou brinca com os seus variados pensamentos e sentimentos sem nexo; desta maneira, não poderá participar da benção de uma Contemplação.
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TODO BEM seja suprimento, saúde, fé, força, amor ou purificação VEM DE DEUS, a Fonte de toda Vida. Estas dádivas são distribuídas pelos Seres elevados, através dos Mensageiros Divinos. Mas o discípulo não poderá receber a abundância destes bens e virtudes, enquanto não houver aprendido sua lição e instruído seus corpos inferiores, para ser-lhe permitido, por meio dos apelos, a entrada da misericórdia divina nesses mesmos corpos. Falai a eles: "PAZ, sede silenciosos!" Exercitai esta comunhão espiritual com vosso Deus - "EU SOU", a Presença Divina, até que participeis de Sua Bênção!
Um dos mais surpreendentes fatores negativos da personalidade humana é a incapacidade que ela tem para pôr-se no estado de calma. Não aquela letargia de sono, porém um estado de alerta e expectante quietude de mente e sentimento, no qual a intuição da individualidade divina pode iluminar a consciência externa. Esta quietude é o primeiro requisito para a união com o Cristo - a "Presença Mestra" - como também é chamado. Quanto mais perfeita for a atitude de receptividade que um discípulo possa desenvolver, maior será a quantidade de ação vibratória superior do Cristo Interno pronta a ancorar-se na consciência externa e expressar sua manifestação.
Maha Chohan
Texto retirado do Livro Eu Sou o Eu Sou – Ponte Para a Liberdade
quinta-feira, 30 de abril de 2009
As quatro direções do Xamanismo Ancestral
No Xamanismo Ancestral, as Quatro Direções é compreendida como sendo os atributos de Brahma, a manifestação da criação como o ativo Criador do Universo. Personificado como um dos três principais Deuses da Trindade Hindu (Trimurti). Os outros dois são Vishnu, o qual representa o princípio de sustentação, e Shiva que representa o princípio de renovação do Universo que alguns entendem como o Destruidor. Shiva é responsável pela renovação e mudanças, por isso tem sua posição no Cosmos. Na verdade Brahma, é a "manifestação da criação" do Senhor Shiva, o Pai-Céu do Xamanismo Ancestral.
Desde Krishnaloka (a morada do Grande Espírito), a energia que emana do Grande Espírito, chama-se Shiva, ou seja, toda a energia contida nos Universos manifestos e imanifestos é o próprio Shiva. Quando essa energia, que se expande de Krishnaloka, atinge seu estado mais denso, manifesta-se então os Universos materiais, e quando o Grande Espírito lança um Vishnu em cada Universo, Ele está lançando nada menos que Sua própria animação (Atma). Estando Shiva já presente, em forma de energia, Vishnu concebe Brahma, que nasce de seu umbigo e cresce através do caule de uma Flor de Lótus. Sendo toda a energia existente, Shiva, através dele, Brahma cria então todas as formas materiais.
Brahma foi concebido possuindo a forma original de quatro cabeças, cada qual voltada para um dos pontos cardeais, Sul, Oeste, Norte e Leste.
Cada uma destas cabeças recita um dos quatro Vedas, respectivamente: Rg Veda, Atharva Veda, Sama Veda e Yajur Veda, que são mantras sagrados (versos cantados) cujo significado contêm toda a sabedoria do Universo.
As Quatro Direções é um dos principais arquétipos do Xamanismo. Sua simbologia é muito profunda. Da representação das Quatro Cabeças de Brahma derivam as Quatro Direções, os Quatro Espíritos Elementais, os Quatro Guardiães dos Portais, os Quatro Clãs Elementais e os Quatro Caminhos.
É importante salientar que as Quatro Direções assumem significados opostos quando estudadas e aplicadas nos dois Hemisférios, Norte e Sul, da nossa Sagrada Mãe-Terra.
Aqui, a abordagem e significados aplicado às Quatro Direções dar-se-á pelo Hemisfério Sul.
Simbologia aplicada:
No Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral o xamã percorre as Quatro Direções, e após concluir sua caminhada em cada direção, o xamã recebe, como mérito, a energia do Animal Guardião da respectiva direção alcançada, incorporando essa energia animal em seu ser interior. Isso representa o nível de consciência adquirida pelo xamã, o que possibilita, a formação do seu Totem de Poder. O Totem de Poder apenas é formado quando da incorporação dos Quatro Animais Guardiães no interior do xamã, ou seja, após o xamã ter passado pelas experiências de vida e ensinamentos de cada Direção, iniciando pela Direção Sul, passando pelo Oeste, Norte e finalizando com os ensinamentos da Direção Leste.
É de muita importância salientar que o caminhar das Quatro Direções não trata-se de um percurso linear. Trata-se de uma "Roda Viva" que contêm diversas chaves para adentrarmos e sairmos, a todo e a qualquer momento. O caminhar das Quatro Direções também não é como andar em círculos, dando voltas e mais voltas, e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Na verdade as Quatro Direções possui uma representação cíclica e dinâmica, para trilharmos precisaremos pensar dessa maneira. O significado das "Rodas" para o Xamanismo nos remete a compreender o verdadeiro tempo multidirecional, que está muito longe de ser linear.
O caminhar pelas Quatro Direções, no Xamanismo Ancestral, é o segredo do desenvolvimento e crescimento espiritual do xamã. Nesse processo, o xamã assimilará as qualidades e experiências adquiridas. Para só então, poder compreender a "verdade" do Grande Espírito. Para compreender a Verdade Absoluta, o xamã precisa estar envolvido neste processo, passando pelos quatro aspectos de sua própria natureza.
Ao mover-se através destes portais interdimensionais, as Quatro Direções, o xamã precisará, então, ter um objetivo claro para avançar para o próximo portal, e o modo de alcançar este objetivo é possuir aliados para isso. Dessa forma, os Animais Sagrados ganham funções importantíssimas no Caminho do Xamã.
Os atributos das Quatro Direções, possuem a rigor, o mesmo significado em todas as tradições xamânicas, tribos e clãs do mundo inteiro. Desde a Sibéria ao Norte das Américas e desde a Austrália à América do Sul.
Mesmo possuindo as Quatro Direções os mesmos atributos perante todas as tradições xamânicas, algumas particularidades ainda se fazem presentes, significando que, devido as diferenças geográficas, cultural, impacto religioso, crenças, costumes, língua, fauna, flora, entre outros, ainda assim, encontraremos algumas divergências entre as tradições xamânicas, porém, nada disso impede que o verdadeiro significado das Quatro Direções seja alterada pelas tradições. Esta integração de consciência é que permite que o Xamanismo seja uma filosofia de vida universal, que se mantêm coesa e sem alteração em seu processo de desenvolvimento e crescimento espiritual na vida de cada xamã.
Direção Sul:
O Sul, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pela Serpente, associada ao Caminho do Curador. O trabalho a ser desenvolvido nesta Direção é livrar-se do passado. Livrando-se do passado do mesmo modo que a serpente livrou-se de sua pele. Para o xamã este é um ato de poder. Livramo-nos não só da dor, mas também da alegria que tivemos do passado. Ao livrarmo-nos do passado, reconheceremos e perdoaremos aqueles que nos prejudicaram e a quem nós prejudicamos. A Psicologia tenta nos livrar do passado dissecando as experiências traumáticas de nossa vida. No Xamanismo Ancestral procuramos nos livrar de tudo que nos assombra do nosso passado, encarando-o mano-a-mano. Estes fantasmas não são necessariamente as pessoas que morreram. Eles podem ser as pessoas que estão vivas e que estão na nossa psique, e que continuam assombrando nosso presente.
Os rituais, vivências, jornadas, meditações e experiências adquiridas nesta Direção, proporcionará o desenvolvimento da fé necessária para trazermos a alegria e a brincadeira para o nosso dia a dia. Tais experiências adquiridas, despertará, literalmente, nossa criança interior, e nos ensinará a superar todos os obstáculos, inocência e insegurança. Nesta Direção aprendemos a reverenciar o Sagrado, de uma maneira suave, sem desrespeito, temor, desconfiança, mas sim, com gratidão e amor. A força desta Direção nos proporciona conectar-se com a energia da criança, que com pureza e beleza nos permite enxergar o mundo de forma mais simples e encantadora.
Nesta Direção estão presentes ainda as energias de fé, purificação, entrega, serviço, humildade, troca, intercâmbio, mudança, proteção, auto-confiança, veracidade e renascimento.
Quando crescemos e chegamos na fase adulta, muitos acabam matando sua criança interior, esquecendo de alimentá-la, e o que não alimentamos, definha, morre. E quando essa criança interior morre, nasce em paralelo as energias negativas, como o sofrimento, medo, inveja, temor, ressentimento, raiva, ódio, quebrando assim, nossa conexão com o Todo, com o Grande Espírito. Todas essas energias negativas impedem que avancemos na vida, eliminam nossa imaginação, criatividade, pureza de caráter e simplicidade, desviando nossa atenção para objetos sem valor concreto, inanimados, supérfluos e desejos mortos, e não para a verdadeira razão e alegria de viver.
Atributos da Direção Sul:
O ensinamento da Direção Sul é prestarmos atenção ao que tem coração e significado. Prestar atenção abre-nos para os recursos humanos do amor, gratidão, respeito e valorização.
Divindade: Varuna (Deus do Oceano)
Escritura: Atharva Veda
Elemento: Água
Cor: Vermelha
Simbolismo: Emoções e afeto
Recurso humano: Amor para todas as criaturas vivas e inanimadas
Tipo de meditação: Posição deitada
Estilo de vida: Correta comunicação
Caminho quádruplo: Estar atento
Bálsamo de cura: Contar histórias
Erva: Alfazema
Instrumento: Tambor
Pedra/Mineral: Esmeralda
Estação: Verão
Aspecto: Líquido
Estado: Húmido
Direção Oeste:
O Oeste, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pelo Tigre, associado ao caminho do Guerreiro. Simboliza a cautela e a habilidade para golpear instantaneamente nossos próprios sentimentos e medos mais profundos. Depois que percorremos toda a Direção Sul, e nos conectamos com nossa criança interior, resgatando a força para superar todo e qualquer obstáculo, é no Oeste que encontramos a coragem para ir ao encontro da morte, dando um passo além do medo.
Ao nos defrontarmos com a morte e experimentarmos o vôo do espírito, identificamo-nos com o Eu imortal e transcendente, libertamo-nos das garras do medo e requisitamos uma vida de plenitude, porque a morte já não nos pode requisitar. Este é o ponto de morte e transformação. Aqui, exercitaremos a entrega e o desapego. O xamã que trilha esta Direção não apenas se liberta para viver integralmente o presente, mas sabe também que caminho tomar, quando a morte vier, e ela também o reconhecerá. É no Oeste que o corpo e o espírito, se separam. Isso significa morrer com consciência, de olhos abertos. Quando morremos com consciência, deixamos para trás o invólucro e nos identificamos com seu conteúdo. Esta Direção é a "Morada dos Sonhos e do Silêncio". É neste território, que aprendemos a estar abertos e a não nos prendermos aos resultados. Isso é, desapego, e desapego é sabedoria. É neste caminho que colocamos em prática o aprendizado da confiança, adquirida ao trilhar a Direção Sul.
Enfrentamos o desconhecido, que tememos acima de tudo. Medo. Assim, os xamãs nascem duas vezes, uma da mulher, outra do sagrado útero da Mãe-Terra. Transcendemos o jogo das sombras, ao qual denominamos de realidade biológica, e nos identificamos com a força divina, descobrimos que somos "seres de luz", de que poderemos morrer com consciência, morrer para carne e renascer no espírito, no espírito que reivindicamos e com o qual já tivemos contato. É na experiência da vida através da morte que nos tornamos guerreiros espirituais e nos identificamos com a força da vida.
A Direção Oeste nos proporciona sabedoria, e esta será apenas alcançada quando o xamã aprender a sentir-se à vontade diante de situações desconhecidas.
A introspecção e a interiorização são os processos de aprendizado utilizados ao trilhar esta Direção.
O elemento vivenciado aqui é a água, que representa nossas emoções mais latentes. O Outono é a Estação que nos prepara para o Inverno, para as noites frias que hão de vir. Aqui o instrumento são as varetas e os ossos, para que possamos desenhar no chão da caverna escura nossos reais sentimentos. Com paciência, calma e solidão. A cor preta simboliza a escuridão vivenciada pelo nosso ser interior. Pois só olhando para dentro, o lugar onde estão todas as respostas, encontraremos a energia de poder que sustenta todas as nossas forças de manutenção, de vida e de morte.
Ao percorrer esta direção o xamã desenvolverá o dom da visão, compreenderá seus sonhos e emoções. Assim como a auto-compaixão, renovação espiritual interior e imaginação serão também desenvolvidas. Trilhar a Direção Oeste é sentar-se para compreender o conhecimento das suas "verdades" pessoais e para acessar as respostas internas apresentadas pelas questões do mundo exterior, às quais, somente através do silêncio poderemos ouvir.
É apenas aqui, na Direção Oeste, que permitiremos abrir mão do controle imposto pelo nosso falso ego. Aqui nos entregamos confiantemente às mudanças que advêm dos ciclos naturais da vida e da morte.
A Direção Oeste do Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral nos oferece desenvolver o dom da coragem como o melhor meio para superar o medo, que é na verdade, o maior impedimento para se viver uma vida plena de amor e gratidão pela Eternidade.
Atributos da Direção Oeste:
O ensinamento da Direção Oeste é mostrar-se ou optar pela simples razão de estar presente. O estar presente nos permite ter acesso aos recursos humanos do poder, presença e comunicação.
Divindade: Pritivi (Deusa da Natureza)
Escritura: Rg Veda
Elemento: Terra
Cor: Preta
Simbolismo: Morte, transformação e germinação
Recurso humano: Sabedoria
Tipo de meditação: Sentada
Estilo de vida: Ritmo adequado
Caminho quádruplo: Aberto aos resultados
Bálsamo de cura: Silêncio
Erva: Artemísia
Instrumento: Varetas e ossos
Pedra/Mineral: Hematita
Estação: Outono
Aspecto: Sólido
Estado: Sêco
Direção Norte:
O Norte, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pelo Elefante Branco, associado ao caminho do Mestre. No Norte o xamã entende o funcionamento do Céu e da Terra. Depois que vencemos a morte percorrendo a Direção Oeste, alcançamos a Direção Norte, o lugar do Mestre, onde reside toda a sabedoria dos nossos ancestrais. Aqui aprenderemos o conhecimento do Sagrado, como meditar e como reconhecer o poder do pensamento, através da oração. Assim, revelaremos nossa gratidão ao Cosmos. Esta Direção nos ensina a abundância de espírito, e nos mostra a necessidade de praticarmos sempre a ação correta. Para alcançar a abundância de espírito, precisaremos estar atentos à revelação do conhecimento divino, pois tal conhecimento nos remeterá às experiências do equilíbrio, da alta intuição e da cordialidade.
Trilhando esta direção o xamã aprenderá a dar valor demasiado às palavras, sabendo o momento correto de pronunciá-las, pois agora ele aprendeu seu verdadeiro poder e compreende então que todo remédio é adquirido pelo simples fato de ouvir. Reverenciar este conhecimento adquirido é adentrar na alquimia interna inerente a cada um de nós, e encontrar o equilíbrio para manter relações com todos os nossões irmãos e com a Divina Natureza da Mãe-Terra. Neste ponto das Quatro Direções o elemento vivenciado é o Ar, que movimenta o corpo mental de todo homem e que protege os Animais Alados.
O chocalho é o instrumento desta Direção, o mais antigo instrumento ancestral, utilizado pelos curadores para ampliação da consciência e utilizado como um instrumento de limpeza e purificação espiritual.
A cor trabalhada nesta Direção é a cor branca, que cobre com nuvens o céu do Hemisfério Norte e com chuvas e frio no Hemisfério Sul quando o Inverno aponta. A Direção Norte está relacionada com o Inverno, Estação esta onde a Mãe-Terra se purifica e restaura suas energias para a beleza da Primavera.
Os ensinamentos do Elefante Branco são aqui postos em prática. Com seus ensinamentos adquirimos paciência, o poder da clareza de pensamento, persistência, serenidade e coragem para enfrentar o frio do Inverno. Aliado à Direção Norte os ensinamentos do Elefante Branco nos ensina a trilhar o caminho das mudanças, dos fins e dos recomeços.
A sálvia é a Sagrada Erva utilizada nesta Direção, ela não apenas representa como também possui o poder para nos trazer a verdade, força interior, cura, honestidade, lealdade, e purificação do corpo físico, limpando-o e harmonizando-o com todas as energias presente na Mãe-Terra.
Todos os animais brancos, assim como o Elefante Branco, Búfalo Branco, o Leopardo da Neve, o Urso e o Lobo Branco, também trazem implícitas qualidades da Direção Norte.
Os ensinamentos que recebemos dos nossos ancestrais nos dão o poder para interagir com as forças da natureza e a habilidade para influenciar o curso de nossos destinos coletivos. O aprendizado adquirido aqui é o ouvir. Pois é ouvindo que nos conectamos com a Sabedoria dos Ancestrais.
Atributos da Direção Norte:
O ensinamento da Direção Norte é estarmos abertos aos resultados, não preso aos resultados. A abertura e o desapego nos ajudam a recobrar os recursos humanos da sabedoria e da objetividade.
Divindade: Vayu (Deus do Vento)
Escritura: Sama Veda
Elemento: Ar
Cor: Branca
Simbolismo: Recolhimento e espera
Recurso humano: Poder
Tipo de meditação: Em pé
Estilo de vida: Ação correta
Caminho quádruplo: Mostrar-se
Bálsamo de cura: Dança
Erva: Sálvia
Instrumento: Chocalho
Pedra/Mineral: Ametista
Estação: Inverno
Aspecto: Gasoso
Estado: Frio
Direção Leste:
O Leste, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pela Águia, associada ao Caminho do Visionário. Após o xamã percorrer todas as três primeiras Direções ele finalmente chega ao Leste. Seu animal é a Águia, e ensina para o xamã o uso da visão e do desapego. Nos ensina a colocarmos o carro na frente dos bois e ver o que estamos tentando realizar antes de olhar as limitações. É um ato de criação, do tipo de futuro que queremos para nossa alma. É a preparação para a morte. Morrer para a matéria e renascer para o espírito. Nesta última direção, o andante identifica sua verdadeira origem, reconhece Quem Realmente É, e compreende que agora precisa retornar ao Sol, sua morada eterna. Pois aqui, onde o Sol aponta no horizonte para trazer a poderosa força da vida, é a linha imaginária que a Águia abre suas asas para alçar vôo rumo ao Grande Espírito, para trazer-lhe a energia da iluminação, da espiritualidade, nascimento, cura, poder, criatividade, iniciativa, impulso e força de vontade.
O elemento desta Direção é a Sagrada Substância do Deus Agni, o Fogo, que guarda o Caminho do Visionário. Reverenciar a Direção Leste é conectar-se com a energia que nos impulsiona para a grandeza de espírito e para a Transcendência.
A Estação do ano é a Primavera, a estação do desabrochar da vida, a Estação que simboliza o despertar. O despertar da Consciência Cósmica. O instrumento é o sino, pois com ele o xamã aprende a sintonizar seu espírito ao Sagrado Som do despertar. AUM.
A cerimônia presente nesta Direção é a Consagração do Cachimbo, que representa o Poder da Paz, assim como, a conexão com os nossos ancestrais. No término do percurso da Direção Leste, uma chave estará à nossa espera. A chave que abrirá o Portal Interdimensional da Transcendência Cósmica, que sela nossa passagem para outros níveis de consciência e percepção. Atravessando este Portal conosco estarão todos os nossos guias e mentores espirituais. Pois todos eles, assim como nós, querem tocar os pés de lótus do Grande Espírito.
Muitos são os caminhos que nos levam à Transcendência, ao Nirvana ou à Iluminação. Porém, todos exigem do Buscador dedicação e o desejo sincero de adentrar Krishnaloka, a Morada Eterna Transcendental do Grande Espírito. Muitos serão os eleitos, mas poucos serão os convidados à adentrar esta Morada Eterna Transcendental. Para adentrá-la o andante precisará percorrer todas as Quatro Direções do Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral, primeiramente, desligar-se do passado e do falso ego, abster-se do auto grau de importância, do apego material ilusório e se entregar ao servir. Servindo, aprenderemos o dom da gratidão. E sendo gratos, compreenderemos que Todos Somos Um com o Todo. Reconhecendo que Somos Apenas Um, compreenderemos "a verdade" do Grande Espírito, e uma vez compreendida esta "verdade" e pôsta em prática, nada mas nos resta nesta existência material a não ser retornarmos para a Morada Eterna Transcendental.
Esta é a Sagrada Direção que o Xamanismo Ancestral vem explorando durante toda a existência, concentrando todos os seus esforços, ensinamentos e devoção ao Grande Espírito, para iluminar os corações dos Buscadores sinceros e para o bem estar de toda a Humanidade.
Atributos da Direção Leste:
O ensinamento da Direção Leste é dizer a verdade, sem culpar nem julgar. A verdade que não julga mantém nossa autenticidade e desenvolve nossa visão e intuição interiores.
Divindade: Surya (Deus Sol)
Escritura: Yajur Veda
Elemento: Fogo
Cor: Amarela
Simbolismo: Vida, nascimento, fertilidade e energia
Recurso humano: Visões e certeza
Tipo de meditação: Caminhando
Estilo de vida: Correto posicionamento
Caminho quádruplo: Dizer a verdade
Bálsamo de cura: Canto
Erva: Alecrim
Instrumento: Sino
Pedra/Mineral: Rubi
Estação: Primavera
Aspecto: Radiante (Plasma)
Estado: Quente
Autor: Akaiê Sramana
Desde Krishnaloka (a morada do Grande Espírito), a energia que emana do Grande Espírito, chama-se Shiva, ou seja, toda a energia contida nos Universos manifestos e imanifestos é o próprio Shiva. Quando essa energia, que se expande de Krishnaloka, atinge seu estado mais denso, manifesta-se então os Universos materiais, e quando o Grande Espírito lança um Vishnu em cada Universo, Ele está lançando nada menos que Sua própria animação (Atma). Estando Shiva já presente, em forma de energia, Vishnu concebe Brahma, que nasce de seu umbigo e cresce através do caule de uma Flor de Lótus. Sendo toda a energia existente, Shiva, através dele, Brahma cria então todas as formas materiais.
Brahma foi concebido possuindo a forma original de quatro cabeças, cada qual voltada para um dos pontos cardeais, Sul, Oeste, Norte e Leste.
Cada uma destas cabeças recita um dos quatro Vedas, respectivamente: Rg Veda, Atharva Veda, Sama Veda e Yajur Veda, que são mantras sagrados (versos cantados) cujo significado contêm toda a sabedoria do Universo.
As Quatro Direções é um dos principais arquétipos do Xamanismo. Sua simbologia é muito profunda. Da representação das Quatro Cabeças de Brahma derivam as Quatro Direções, os Quatro Espíritos Elementais, os Quatro Guardiães dos Portais, os Quatro Clãs Elementais e os Quatro Caminhos.
É importante salientar que as Quatro Direções assumem significados opostos quando estudadas e aplicadas nos dois Hemisférios, Norte e Sul, da nossa Sagrada Mãe-Terra.
Aqui, a abordagem e significados aplicado às Quatro Direções dar-se-á pelo Hemisfério Sul.
Simbologia aplicada:
No Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral o xamã percorre as Quatro Direções, e após concluir sua caminhada em cada direção, o xamã recebe, como mérito, a energia do Animal Guardião da respectiva direção alcançada, incorporando essa energia animal em seu ser interior. Isso representa o nível de consciência adquirida pelo xamã, o que possibilita, a formação do seu Totem de Poder. O Totem de Poder apenas é formado quando da incorporação dos Quatro Animais Guardiães no interior do xamã, ou seja, após o xamã ter passado pelas experiências de vida e ensinamentos de cada Direção, iniciando pela Direção Sul, passando pelo Oeste, Norte e finalizando com os ensinamentos da Direção Leste.
É de muita importância salientar que o caminhar das Quatro Direções não trata-se de um percurso linear. Trata-se de uma "Roda Viva" que contêm diversas chaves para adentrarmos e sairmos, a todo e a qualquer momento. O caminhar das Quatro Direções também não é como andar em círculos, dando voltas e mais voltas, e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Na verdade as Quatro Direções possui uma representação cíclica e dinâmica, para trilharmos precisaremos pensar dessa maneira. O significado das "Rodas" para o Xamanismo nos remete a compreender o verdadeiro tempo multidirecional, que está muito longe de ser linear.
O caminhar pelas Quatro Direções, no Xamanismo Ancestral, é o segredo do desenvolvimento e crescimento espiritual do xamã. Nesse processo, o xamã assimilará as qualidades e experiências adquiridas. Para só então, poder compreender a "verdade" do Grande Espírito. Para compreender a Verdade Absoluta, o xamã precisa estar envolvido neste processo, passando pelos quatro aspectos de sua própria natureza.
Ao mover-se através destes portais interdimensionais, as Quatro Direções, o xamã precisará, então, ter um objetivo claro para avançar para o próximo portal, e o modo de alcançar este objetivo é possuir aliados para isso. Dessa forma, os Animais Sagrados ganham funções importantíssimas no Caminho do Xamã.
Os atributos das Quatro Direções, possuem a rigor, o mesmo significado em todas as tradições xamânicas, tribos e clãs do mundo inteiro. Desde a Sibéria ao Norte das Américas e desde a Austrália à América do Sul.
Mesmo possuindo as Quatro Direções os mesmos atributos perante todas as tradições xamânicas, algumas particularidades ainda se fazem presentes, significando que, devido as diferenças geográficas, cultural, impacto religioso, crenças, costumes, língua, fauna, flora, entre outros, ainda assim, encontraremos algumas divergências entre as tradições xamânicas, porém, nada disso impede que o verdadeiro significado das Quatro Direções seja alterada pelas tradições. Esta integração de consciência é que permite que o Xamanismo seja uma filosofia de vida universal, que se mantêm coesa e sem alteração em seu processo de desenvolvimento e crescimento espiritual na vida de cada xamã.
Direção Sul:
O Sul, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pela Serpente, associada ao Caminho do Curador. O trabalho a ser desenvolvido nesta Direção é livrar-se do passado. Livrando-se do passado do mesmo modo que a serpente livrou-se de sua pele. Para o xamã este é um ato de poder. Livramo-nos não só da dor, mas também da alegria que tivemos do passado. Ao livrarmo-nos do passado, reconheceremos e perdoaremos aqueles que nos prejudicaram e a quem nós prejudicamos. A Psicologia tenta nos livrar do passado dissecando as experiências traumáticas de nossa vida. No Xamanismo Ancestral procuramos nos livrar de tudo que nos assombra do nosso passado, encarando-o mano-a-mano. Estes fantasmas não são necessariamente as pessoas que morreram. Eles podem ser as pessoas que estão vivas e que estão na nossa psique, e que continuam assombrando nosso presente.
Os rituais, vivências, jornadas, meditações e experiências adquiridas nesta Direção, proporcionará o desenvolvimento da fé necessária para trazermos a alegria e a brincadeira para o nosso dia a dia. Tais experiências adquiridas, despertará, literalmente, nossa criança interior, e nos ensinará a superar todos os obstáculos, inocência e insegurança. Nesta Direção aprendemos a reverenciar o Sagrado, de uma maneira suave, sem desrespeito, temor, desconfiança, mas sim, com gratidão e amor. A força desta Direção nos proporciona conectar-se com a energia da criança, que com pureza e beleza nos permite enxergar o mundo de forma mais simples e encantadora.
Nesta Direção estão presentes ainda as energias de fé, purificação, entrega, serviço, humildade, troca, intercâmbio, mudança, proteção, auto-confiança, veracidade e renascimento.
Quando crescemos e chegamos na fase adulta, muitos acabam matando sua criança interior, esquecendo de alimentá-la, e o que não alimentamos, definha, morre. E quando essa criança interior morre, nasce em paralelo as energias negativas, como o sofrimento, medo, inveja, temor, ressentimento, raiva, ódio, quebrando assim, nossa conexão com o Todo, com o Grande Espírito. Todas essas energias negativas impedem que avancemos na vida, eliminam nossa imaginação, criatividade, pureza de caráter e simplicidade, desviando nossa atenção para objetos sem valor concreto, inanimados, supérfluos e desejos mortos, e não para a verdadeira razão e alegria de viver.
Atributos da Direção Sul:
O ensinamento da Direção Sul é prestarmos atenção ao que tem coração e significado. Prestar atenção abre-nos para os recursos humanos do amor, gratidão, respeito e valorização.
Divindade: Varuna (Deus do Oceano)
Escritura: Atharva Veda
Elemento: Água
Cor: Vermelha
Simbolismo: Emoções e afeto
Recurso humano: Amor para todas as criaturas vivas e inanimadas
Tipo de meditação: Posição deitada
Estilo de vida: Correta comunicação
Caminho quádruplo: Estar atento
Bálsamo de cura: Contar histórias
Erva: Alfazema
Instrumento: Tambor
Pedra/Mineral: Esmeralda
Estação: Verão
Aspecto: Líquido
Estado: Húmido
Direção Oeste:
O Oeste, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pelo Tigre, associado ao caminho do Guerreiro. Simboliza a cautela e a habilidade para golpear instantaneamente nossos próprios sentimentos e medos mais profundos. Depois que percorremos toda a Direção Sul, e nos conectamos com nossa criança interior, resgatando a força para superar todo e qualquer obstáculo, é no Oeste que encontramos a coragem para ir ao encontro da morte, dando um passo além do medo.
Ao nos defrontarmos com a morte e experimentarmos o vôo do espírito, identificamo-nos com o Eu imortal e transcendente, libertamo-nos das garras do medo e requisitamos uma vida de plenitude, porque a morte já não nos pode requisitar. Este é o ponto de morte e transformação. Aqui, exercitaremos a entrega e o desapego. O xamã que trilha esta Direção não apenas se liberta para viver integralmente o presente, mas sabe também que caminho tomar, quando a morte vier, e ela também o reconhecerá. É no Oeste que o corpo e o espírito, se separam. Isso significa morrer com consciência, de olhos abertos. Quando morremos com consciência, deixamos para trás o invólucro e nos identificamos com seu conteúdo. Esta Direção é a "Morada dos Sonhos e do Silêncio". É neste território, que aprendemos a estar abertos e a não nos prendermos aos resultados. Isso é, desapego, e desapego é sabedoria. É neste caminho que colocamos em prática o aprendizado da confiança, adquirida ao trilhar a Direção Sul.
Enfrentamos o desconhecido, que tememos acima de tudo. Medo. Assim, os xamãs nascem duas vezes, uma da mulher, outra do sagrado útero da Mãe-Terra. Transcendemos o jogo das sombras, ao qual denominamos de realidade biológica, e nos identificamos com a força divina, descobrimos que somos "seres de luz", de que poderemos morrer com consciência, morrer para carne e renascer no espírito, no espírito que reivindicamos e com o qual já tivemos contato. É na experiência da vida através da morte que nos tornamos guerreiros espirituais e nos identificamos com a força da vida.
A Direção Oeste nos proporciona sabedoria, e esta será apenas alcançada quando o xamã aprender a sentir-se à vontade diante de situações desconhecidas.
A introspecção e a interiorização são os processos de aprendizado utilizados ao trilhar esta Direção.
O elemento vivenciado aqui é a água, que representa nossas emoções mais latentes. O Outono é a Estação que nos prepara para o Inverno, para as noites frias que hão de vir. Aqui o instrumento são as varetas e os ossos, para que possamos desenhar no chão da caverna escura nossos reais sentimentos. Com paciência, calma e solidão. A cor preta simboliza a escuridão vivenciada pelo nosso ser interior. Pois só olhando para dentro, o lugar onde estão todas as respostas, encontraremos a energia de poder que sustenta todas as nossas forças de manutenção, de vida e de morte.
Ao percorrer esta direção o xamã desenvolverá o dom da visão, compreenderá seus sonhos e emoções. Assim como a auto-compaixão, renovação espiritual interior e imaginação serão também desenvolvidas. Trilhar a Direção Oeste é sentar-se para compreender o conhecimento das suas "verdades" pessoais e para acessar as respostas internas apresentadas pelas questões do mundo exterior, às quais, somente através do silêncio poderemos ouvir.
É apenas aqui, na Direção Oeste, que permitiremos abrir mão do controle imposto pelo nosso falso ego. Aqui nos entregamos confiantemente às mudanças que advêm dos ciclos naturais da vida e da morte.
A Direção Oeste do Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral nos oferece desenvolver o dom da coragem como o melhor meio para superar o medo, que é na verdade, o maior impedimento para se viver uma vida plena de amor e gratidão pela Eternidade.
Atributos da Direção Oeste:
O ensinamento da Direção Oeste é mostrar-se ou optar pela simples razão de estar presente. O estar presente nos permite ter acesso aos recursos humanos do poder, presença e comunicação.
Divindade: Pritivi (Deusa da Natureza)
Escritura: Rg Veda
Elemento: Terra
Cor: Preta
Simbolismo: Morte, transformação e germinação
Recurso humano: Sabedoria
Tipo de meditação: Sentada
Estilo de vida: Ritmo adequado
Caminho quádruplo: Aberto aos resultados
Bálsamo de cura: Silêncio
Erva: Artemísia
Instrumento: Varetas e ossos
Pedra/Mineral: Hematita
Estação: Outono
Aspecto: Sólido
Estado: Sêco
Direção Norte:
O Norte, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pelo Elefante Branco, associado ao caminho do Mestre. No Norte o xamã entende o funcionamento do Céu e da Terra. Depois que vencemos a morte percorrendo a Direção Oeste, alcançamos a Direção Norte, o lugar do Mestre, onde reside toda a sabedoria dos nossos ancestrais. Aqui aprenderemos o conhecimento do Sagrado, como meditar e como reconhecer o poder do pensamento, através da oração. Assim, revelaremos nossa gratidão ao Cosmos. Esta Direção nos ensina a abundância de espírito, e nos mostra a necessidade de praticarmos sempre a ação correta. Para alcançar a abundância de espírito, precisaremos estar atentos à revelação do conhecimento divino, pois tal conhecimento nos remeterá às experiências do equilíbrio, da alta intuição e da cordialidade.
Trilhando esta direção o xamã aprenderá a dar valor demasiado às palavras, sabendo o momento correto de pronunciá-las, pois agora ele aprendeu seu verdadeiro poder e compreende então que todo remédio é adquirido pelo simples fato de ouvir. Reverenciar este conhecimento adquirido é adentrar na alquimia interna inerente a cada um de nós, e encontrar o equilíbrio para manter relações com todos os nossões irmãos e com a Divina Natureza da Mãe-Terra. Neste ponto das Quatro Direções o elemento vivenciado é o Ar, que movimenta o corpo mental de todo homem e que protege os Animais Alados.
O chocalho é o instrumento desta Direção, o mais antigo instrumento ancestral, utilizado pelos curadores para ampliação da consciência e utilizado como um instrumento de limpeza e purificação espiritual.
A cor trabalhada nesta Direção é a cor branca, que cobre com nuvens o céu do Hemisfério Norte e com chuvas e frio no Hemisfério Sul quando o Inverno aponta. A Direção Norte está relacionada com o Inverno, Estação esta onde a Mãe-Terra se purifica e restaura suas energias para a beleza da Primavera.
Os ensinamentos do Elefante Branco são aqui postos em prática. Com seus ensinamentos adquirimos paciência, o poder da clareza de pensamento, persistência, serenidade e coragem para enfrentar o frio do Inverno. Aliado à Direção Norte os ensinamentos do Elefante Branco nos ensina a trilhar o caminho das mudanças, dos fins e dos recomeços.
A sálvia é a Sagrada Erva utilizada nesta Direção, ela não apenas representa como também possui o poder para nos trazer a verdade, força interior, cura, honestidade, lealdade, e purificação do corpo físico, limpando-o e harmonizando-o com todas as energias presente na Mãe-Terra.
Todos os animais brancos, assim como o Elefante Branco, Búfalo Branco, o Leopardo da Neve, o Urso e o Lobo Branco, também trazem implícitas qualidades da Direção Norte.
Os ensinamentos que recebemos dos nossos ancestrais nos dão o poder para interagir com as forças da natureza e a habilidade para influenciar o curso de nossos destinos coletivos. O aprendizado adquirido aqui é o ouvir. Pois é ouvindo que nos conectamos com a Sabedoria dos Ancestrais.
Atributos da Direção Norte:
O ensinamento da Direção Norte é estarmos abertos aos resultados, não preso aos resultados. A abertura e o desapego nos ajudam a recobrar os recursos humanos da sabedoria e da objetividade.
Divindade: Vayu (Deus do Vento)
Escritura: Sama Veda
Elemento: Ar
Cor: Branca
Simbolismo: Recolhimento e espera
Recurso humano: Poder
Tipo de meditação: Em pé
Estilo de vida: Ação correta
Caminho quádruplo: Mostrar-se
Bálsamo de cura: Dança
Erva: Sálvia
Instrumento: Chocalho
Pedra/Mineral: Ametista
Estação: Inverno
Aspecto: Gasoso
Estado: Frio
Direção Leste:
O Leste, no Xamanismo Ancestral, é a Direção regida pela Águia, associada ao Caminho do Visionário. Após o xamã percorrer todas as três primeiras Direções ele finalmente chega ao Leste. Seu animal é a Águia, e ensina para o xamã o uso da visão e do desapego. Nos ensina a colocarmos o carro na frente dos bois e ver o que estamos tentando realizar antes de olhar as limitações. É um ato de criação, do tipo de futuro que queremos para nossa alma. É a preparação para a morte. Morrer para a matéria e renascer para o espírito. Nesta última direção, o andante identifica sua verdadeira origem, reconhece Quem Realmente É, e compreende que agora precisa retornar ao Sol, sua morada eterna. Pois aqui, onde o Sol aponta no horizonte para trazer a poderosa força da vida, é a linha imaginária que a Águia abre suas asas para alçar vôo rumo ao Grande Espírito, para trazer-lhe a energia da iluminação, da espiritualidade, nascimento, cura, poder, criatividade, iniciativa, impulso e força de vontade.
O elemento desta Direção é a Sagrada Substância do Deus Agni, o Fogo, que guarda o Caminho do Visionário. Reverenciar a Direção Leste é conectar-se com a energia que nos impulsiona para a grandeza de espírito e para a Transcendência.
A Estação do ano é a Primavera, a estação do desabrochar da vida, a Estação que simboliza o despertar. O despertar da Consciência Cósmica. O instrumento é o sino, pois com ele o xamã aprende a sintonizar seu espírito ao Sagrado Som do despertar. AUM.
A cerimônia presente nesta Direção é a Consagração do Cachimbo, que representa o Poder da Paz, assim como, a conexão com os nossos ancestrais. No término do percurso da Direção Leste, uma chave estará à nossa espera. A chave que abrirá o Portal Interdimensional da Transcendência Cósmica, que sela nossa passagem para outros níveis de consciência e percepção. Atravessando este Portal conosco estarão todos os nossos guias e mentores espirituais. Pois todos eles, assim como nós, querem tocar os pés de lótus do Grande Espírito.
Muitos são os caminhos que nos levam à Transcendência, ao Nirvana ou à Iluminação. Porém, todos exigem do Buscador dedicação e o desejo sincero de adentrar Krishnaloka, a Morada Eterna Transcendental do Grande Espírito. Muitos serão os eleitos, mas poucos serão os convidados à adentrar esta Morada Eterna Transcendental. Para adentrá-la o andante precisará percorrer todas as Quatro Direções do Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral, primeiramente, desligar-se do passado e do falso ego, abster-se do auto grau de importância, do apego material ilusório e se entregar ao servir. Servindo, aprenderemos o dom da gratidão. E sendo gratos, compreenderemos que Todos Somos Um com o Todo. Reconhecendo que Somos Apenas Um, compreenderemos "a verdade" do Grande Espírito, e uma vez compreendida esta "verdade" e pôsta em prática, nada mas nos resta nesta existência material a não ser retornarmos para a Morada Eterna Transcendental.
Esta é a Sagrada Direção que o Xamanismo Ancestral vem explorando durante toda a existência, concentrando todos os seus esforços, ensinamentos e devoção ao Grande Espírito, para iluminar os corações dos Buscadores sinceros e para o bem estar de toda a Humanidade.
Atributos da Direção Leste:
O ensinamento da Direção Leste é dizer a verdade, sem culpar nem julgar. A verdade que não julga mantém nossa autenticidade e desenvolve nossa visão e intuição interiores.
Divindade: Surya (Deus Sol)
Escritura: Yajur Veda
Elemento: Fogo
Cor: Amarela
Simbolismo: Vida, nascimento, fertilidade e energia
Recurso humano: Visões e certeza
Tipo de meditação: Caminhando
Estilo de vida: Correto posicionamento
Caminho quádruplo: Dizer a verdade
Bálsamo de cura: Canto
Erva: Alecrim
Instrumento: Sino
Pedra/Mineral: Rubi
Estação: Primavera
Aspecto: Radiante (Plasma)
Estado: Quente
Autor: Akaiê Sramana
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Allan Kardec
Nascido em Lion, a 3 de outubro de 1804, de uma família antiga que se distinguiu na magistratura e na advocacia, Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu essas carreiras. Desde a primeira juventude, sentiu-se inclinado ao estudo das ciências e da filosofia.
Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais eminentes discípulos desse célebre professor e um dos zelosos propagandistas do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino na França e na Alemanha.
Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino, pelo seu caráter e pelas suas aptidões especiais, já aos catorze anos ensinava o que sabia àqueles dos seus condiscípulos que haviam aprendido menos do que ele. Foi nessa escola que lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o colocariam na classe dos homens progressistas e dos livre-pensadores.
Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os atos de intolerância que por isso teve de suportar, no tocante a essa circunstância, cedo o levaram a conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos com o intuito de alcançar a unificação das crenças. Faltava-lhe, porém, o elemento indispensável à solução desse grande problema.
O Espiritismo veio, a seu tempo, imprimir-lhe especial direção aos trabalhos.
Concluídos seus estudos, voltou para a França. Conhecendo a fundo a língua alemã, traduzia para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral e, o que é muito característico, as obras de Fénelon, que o tinham seduzido de modo particular.
Era membro de várias sociedades sábias, entre outras, da Academia Real de Arras, que, em o concurso de 1831, lhe premiou uma notável memória sobre a seguinte questão: Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?
De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia, etc., empresa digna de encômios em todos os tempos, mas, sobretudo, numa época em que só um número muito reduzido de inteligências ousava enveredar por esse caminho.
Preocupado sempre com o tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, tendo por objetivo fixar na memória as datas dos acontecimentos de maior relevo e as descobertas que iluminaram cada reinado.
Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes: Plano proposto para melhoramento da Instrução pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e das mães de família (1824); Gramática francesa clássica (1831); Manual dos exames para os títulos de capacidade; Soluções racionais das questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que ele professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona, seguidos de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito apreciada na época do seu aparecimento e da qual ainda recentemente eram tiradas novas edições.
Antes que o Espiritismo lhe popularizasse o pseudônimo de Allan Kardec, já ele se ilustrara, como se vê, por meio de trabalhos de natureza muito diferente, porém tendo todos, como objetivo, esclarecer as massas e prendê-las melhor às respectivas famílias e países.
Pelo ano de 1855, posta em foco a questão das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec se entregou a observações perseverantes sobre esse fenômeno, cogitando principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas. Entreviu, desde logo, o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. Reconheceu, na ação deste último, uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luz sobre uma imensidade de problemas tidos por insolúveis, e lhe compreendeu o alcance, do ponto de vista religioso.
Suas obras principais sobre esta matéria são: O Livro dos Espíritos, referente à parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, relativo à parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho segundo o Espiritismo, concernente à parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal começado a 1º de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim exclusivo era o estudo de quanto possa contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu, com inteiro fundamento, de coisa alguma haver escrito debaixo da influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e calmo, observou os fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem. Foi o primeiro a apresentar a teoria relativa a tais fatos e a formar com eles um corpo de doutrina, metódico e regular.
Demonstrando que os fatos erroneamente qualificados de sobrenaturais se acham submetidos a leis, ele os incluiu na ordem dos fenômenos da Natureza, destruindo assim o último refúgio do maravilhoso e um dos elementos da superstição.
Durante os primeiros anos em que se tratou de fenômenos espíritas, estes constituíram antes objeto de curiosidade, do que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos dez que o assunto fosse considerado sob aspecto muito diverso. Abandonaram-se as mesas girantes, que tinham sido apenas um prelúdio, e começou-se a atentar na doutrina, que abrange todas as questões de interesse para a Humanidade.
Data do aparecimento de O Livro dos Espíritos a fundação de Espiritismo que, até então, só contara com elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance nem toda gente pudera apreender. A partir daquele momento, a doutrina prendeu a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos, aquelas idéias conquistaram numerosos aderentes em todas as camadas sociais e em todos os países. Esse êxito sem precedentes decorreu sem dúvida da simpatia que tais idéias despertaram, mas também é devido, em grande parte, à clareza com que foram expostas e que é um dos característicos dos escritos de Allan Kardec.
Evitando as fórmulas abstratas da Metafísica, ele soube fazer que todos o lessem sem fadiga, condição essencial à vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controversos, sua argumentação, de cerrada lógica, poucas ensanchas oferece à refutação e predispõe à convicção. As provas materiais que o Espiritismo apresenta da existência da alma e da vida futura tendem a destruir as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina e que deriva do precedente é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por João Reynaud, Carlos Fourier, Eugênio Sue e outros. Conservara-se, todavia, em estado de hipótese e de sistema, enquanto o Espiritismo lhe demonstrara a realidade e prova que nesse princípio reside um dos atributos essenciais da Humanidade. Dele promana a explicação de todas as aparentes anomalias da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais, facultando ao homem saber donde vem, para onde vai, para que fim se acha na Terra e por que aí sofre.
As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pela ação dos homens dos tempos idos e que revivem, depois de terem progredido; as simpatias e antipatias, pela natureza das relações anteriores. Essas relações, que religam a grande família humana de todas as épocas, dão por base, aos grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal, as próprias leis da Natureza e não mais uma simples teoria.
Em vez do postulado: Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a animosidade entre as diferentes seitas religiosas e que há feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem como divisa: Fora da Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade. A fé, uma base se faz necessária e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É precisamente ao dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a tomar da obra e o último a deixá-la, Allan Kardec sucumbiu, a 31 de março de 1869, quando se preparava para uma mudança de local, imposta pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Diversas obras que ele estava quase a terminar, ou que aguardavam oportunidade para vir a lume, demonstrarão um dia, ainda mais, a extensão e o poder das suas concepções.
Morreu conforme viveu: trabalhando. Sofria, desde longos anos, de uma enfermidade do coração, que só podia ser combatida por meio do repouso intelectual e pequena atividade material. Consagrado, porém, todo inteiro à sua obra, recusava-se a tudo o que pudesse absorver um só que fosse de seus instantes, à custa das suas ocupações prediletas. Deu-se com ele o que se dá com todas as almas de forte têmpera: a lâmina gastou a bainha.
O corpo se lhe entorpecia e se recusava aos serviços que o Espírito lhe reclamava, enquanto este último, cada vez mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, ia sempre alargando o círculo de sua atividade.
Nessa luta desigual não podia a matéria resistir eternamente. Acabou sendo vencida: rompeu-se o aneurisma e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem houve de menos na Terra; mas, um grande nome tomava lugar entre os que ilustraram este século; um grande Espírito fora retemperar-se no Infinito, onde todos os que ele consolara e esclarecera lhe aguardavam impacientemente a volta!
A morte, dizia, faz pouco tempo, redobra os seus golpes nas fileiras ilustres!... A quem virá ela agora libertar?
Ele foi, como tantos outros, recobrar-se no Espaço, procurar elementos novos para restaurar o seu organismo gasto por um vida de incessantes labores. Partiu com os que serão os fanais da nova geração, para voltar em breve com eles a continuar e acabar a obra deixada em dedicadas mãos.
O homem já aqui não está; a alma, porém, permanecerá entre nós. Será um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador incansável que as falanges do Espaço conquistaram. Como na Terra, sem ferir a quem quer que seja, ele fará que cada um lhe ouça os conselhos oportunos; abrandará o zelo prematuro dos ardorosos, amparará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Vê agora e sabe tudo o que ainda há pouco previa! Já não está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos e nos fará partilhar da sua convicção, fazendo-nos tocar com o dedo a meta, apontando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o tornou aureolado nos anais literários.
Já não existe o homem, repetimo-lo. Entretanto, Allan Kardec é imortal e a sua memória, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que empunharem forte e vigorosamente o estandarte que ele soube sempre fazer respeitado.
Uma individualidade pujante constituiu a obra. Era o guia e o fanal de todos. Na Terra, a obra subsistirá o obreiro. Os crentes não se congregarão em torno de Allan Kardec; congregar-se-ão em torno do Espiritismo, tal como ele o estruturou e, com os seus conselhos, sua influência, avançaremos, a passos firmes, para as fases ditosas prometidas à Humanidade regenerada.
Fonte: http://www.feparana.com.br/
Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais eminentes discípulos desse célebre professor e um dos zelosos propagandistas do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino na França e na Alemanha.
Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino, pelo seu caráter e pelas suas aptidões especiais, já aos catorze anos ensinava o que sabia àqueles dos seus condiscípulos que haviam aprendido menos do que ele. Foi nessa escola que lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o colocariam na classe dos homens progressistas e dos livre-pensadores.
Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os atos de intolerância que por isso teve de suportar, no tocante a essa circunstância, cedo o levaram a conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos com o intuito de alcançar a unificação das crenças. Faltava-lhe, porém, o elemento indispensável à solução desse grande problema.
O Espiritismo veio, a seu tempo, imprimir-lhe especial direção aos trabalhos.
Concluídos seus estudos, voltou para a França. Conhecendo a fundo a língua alemã, traduzia para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral e, o que é muito característico, as obras de Fénelon, que o tinham seduzido de modo particular.
Era membro de várias sociedades sábias, entre outras, da Academia Real de Arras, que, em o concurso de 1831, lhe premiou uma notável memória sobre a seguinte questão: Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?
De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia, etc., empresa digna de encômios em todos os tempos, mas, sobretudo, numa época em que só um número muito reduzido de inteligências ousava enveredar por esse caminho.
Preocupado sempre com o tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, tendo por objetivo fixar na memória as datas dos acontecimentos de maior relevo e as descobertas que iluminaram cada reinado.
Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes: Plano proposto para melhoramento da Instrução pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e das mães de família (1824); Gramática francesa clássica (1831); Manual dos exames para os títulos de capacidade; Soluções racionais das questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que ele professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona, seguidos de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito apreciada na época do seu aparecimento e da qual ainda recentemente eram tiradas novas edições.
Antes que o Espiritismo lhe popularizasse o pseudônimo de Allan Kardec, já ele se ilustrara, como se vê, por meio de trabalhos de natureza muito diferente, porém tendo todos, como objetivo, esclarecer as massas e prendê-las melhor às respectivas famílias e países.
Pelo ano de 1855, posta em foco a questão das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec se entregou a observações perseverantes sobre esse fenômeno, cogitando principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas. Entreviu, desde logo, o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. Reconheceu, na ação deste último, uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luz sobre uma imensidade de problemas tidos por insolúveis, e lhe compreendeu o alcance, do ponto de vista religioso.
Suas obras principais sobre esta matéria são: O Livro dos Espíritos, referente à parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, relativo à parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho segundo o Espiritismo, concernente à parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal começado a 1º de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim exclusivo era o estudo de quanto possa contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu, com inteiro fundamento, de coisa alguma haver escrito debaixo da influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e calmo, observou os fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem. Foi o primeiro a apresentar a teoria relativa a tais fatos e a formar com eles um corpo de doutrina, metódico e regular.
Demonstrando que os fatos erroneamente qualificados de sobrenaturais se acham submetidos a leis, ele os incluiu na ordem dos fenômenos da Natureza, destruindo assim o último refúgio do maravilhoso e um dos elementos da superstição.
Durante os primeiros anos em que se tratou de fenômenos espíritas, estes constituíram antes objeto de curiosidade, do que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos dez que o assunto fosse considerado sob aspecto muito diverso. Abandonaram-se as mesas girantes, que tinham sido apenas um prelúdio, e começou-se a atentar na doutrina, que abrange todas as questões de interesse para a Humanidade.
Data do aparecimento de O Livro dos Espíritos a fundação de Espiritismo que, até então, só contara com elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance nem toda gente pudera apreender. A partir daquele momento, a doutrina prendeu a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos, aquelas idéias conquistaram numerosos aderentes em todas as camadas sociais e em todos os países. Esse êxito sem precedentes decorreu sem dúvida da simpatia que tais idéias despertaram, mas também é devido, em grande parte, à clareza com que foram expostas e que é um dos característicos dos escritos de Allan Kardec.
Evitando as fórmulas abstratas da Metafísica, ele soube fazer que todos o lessem sem fadiga, condição essencial à vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controversos, sua argumentação, de cerrada lógica, poucas ensanchas oferece à refutação e predispõe à convicção. As provas materiais que o Espiritismo apresenta da existência da alma e da vida futura tendem a destruir as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina e que deriva do precedente é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por João Reynaud, Carlos Fourier, Eugênio Sue e outros. Conservara-se, todavia, em estado de hipótese e de sistema, enquanto o Espiritismo lhe demonstrara a realidade e prova que nesse princípio reside um dos atributos essenciais da Humanidade. Dele promana a explicação de todas as aparentes anomalias da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais, facultando ao homem saber donde vem, para onde vai, para que fim se acha na Terra e por que aí sofre.
As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pela ação dos homens dos tempos idos e que revivem, depois de terem progredido; as simpatias e antipatias, pela natureza das relações anteriores. Essas relações, que religam a grande família humana de todas as épocas, dão por base, aos grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal, as próprias leis da Natureza e não mais uma simples teoria.
Em vez do postulado: Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a animosidade entre as diferentes seitas religiosas e que há feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem como divisa: Fora da Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.
Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade. A fé, uma base se faz necessária e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É precisamente ao dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a tomar da obra e o último a deixá-la, Allan Kardec sucumbiu, a 31 de março de 1869, quando se preparava para uma mudança de local, imposta pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Diversas obras que ele estava quase a terminar, ou que aguardavam oportunidade para vir a lume, demonstrarão um dia, ainda mais, a extensão e o poder das suas concepções.
Morreu conforme viveu: trabalhando. Sofria, desde longos anos, de uma enfermidade do coração, que só podia ser combatida por meio do repouso intelectual e pequena atividade material. Consagrado, porém, todo inteiro à sua obra, recusava-se a tudo o que pudesse absorver um só que fosse de seus instantes, à custa das suas ocupações prediletas. Deu-se com ele o que se dá com todas as almas de forte têmpera: a lâmina gastou a bainha.
O corpo se lhe entorpecia e se recusava aos serviços que o Espírito lhe reclamava, enquanto este último, cada vez mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, ia sempre alargando o círculo de sua atividade.
Nessa luta desigual não podia a matéria resistir eternamente. Acabou sendo vencida: rompeu-se o aneurisma e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem houve de menos na Terra; mas, um grande nome tomava lugar entre os que ilustraram este século; um grande Espírito fora retemperar-se no Infinito, onde todos os que ele consolara e esclarecera lhe aguardavam impacientemente a volta!
A morte, dizia, faz pouco tempo, redobra os seus golpes nas fileiras ilustres!... A quem virá ela agora libertar?
Ele foi, como tantos outros, recobrar-se no Espaço, procurar elementos novos para restaurar o seu organismo gasto por um vida de incessantes labores. Partiu com os que serão os fanais da nova geração, para voltar em breve com eles a continuar e acabar a obra deixada em dedicadas mãos.
O homem já aqui não está; a alma, porém, permanecerá entre nós. Será um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador incansável que as falanges do Espaço conquistaram. Como na Terra, sem ferir a quem quer que seja, ele fará que cada um lhe ouça os conselhos oportunos; abrandará o zelo prematuro dos ardorosos, amparará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Vê agora e sabe tudo o que ainda há pouco previa! Já não está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos e nos fará partilhar da sua convicção, fazendo-nos tocar com o dedo a meta, apontando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o tornou aureolado nos anais literários.
Já não existe o homem, repetimo-lo. Entretanto, Allan Kardec é imortal e a sua memória, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que empunharem forte e vigorosamente o estandarte que ele soube sempre fazer respeitado.
Uma individualidade pujante constituiu a obra. Era o guia e o fanal de todos. Na Terra, a obra subsistirá o obreiro. Os crentes não se congregarão em torno de Allan Kardec; congregar-se-ão em torno do Espiritismo, tal como ele o estruturou e, com os seus conselhos, sua influência, avançaremos, a passos firmes, para as fases ditosas prometidas à Humanidade regenerada.
Fonte: http://www.feparana.com.br/
terça-feira, 28 de abril de 2009
Xamanismo ancestral
"Oh! Não deixeis apagar a chama!Mantida de século em século
nesta escura caverna, neste templo sagrado!
Sustentada por puros ministros do amor!
Não deixeis apagar esta divina chama!"
[O Caibalion]
Muitos autores ainda apontam que a palavra Xamanismo é de origem Siberiana. Mais alegamos aqui que o termo Xamanismo surgiu muito antes de ser a antiga religião dos mongóis e das nações circunvizinhas à Sibéria. De fato, o Xamanismo teve muita influência do povo molgol, porém, surgiu muito antes. O termo Xamanismo surgiu antes mesmo da era védica. Antecedendo inclusive os Dravidas, a primeira grande civilização indiana.O Xamanismo surgiu no mais antigo grupo social da Índia, os proto-australóides, os primeiros aborígenes indianos, os quais tinham sua cultura estruturada no totemismo, sendo a Serpente o principal símbolo de reverência desta primeira tradição xamânica, conhecidos como Nagas, adoradores da Serpente e dos Yaksas (espíritos da natureza – pedras, animais, árvores, rios, montanhas, estrelas e etc). A Serpente sempre representou o símbolo da virilidade, do conhecimento e da magia, aliada aos espíritos da natureza, formando assim, o panteão mítico que, em seu início, influenciou os primeiros rituais xamânicos, e o desenvolvimento das crenças do Hinduísmo e da Filosofia Védica. Posteriormente, na era védica (período de formação dos quatro Vedas), encontramos resquícios culturais dessa primeira tradição, expressado pelos hinos, mantras e encantamentos do Atharva Veda, a última das quatro primeiras escrituras sagradas da Índia.
O valor dos Nagas (Serpentes) pode ser encontrado no Satapatha Brahmana do Rg Veda, onde os antigos xamãs reconhecem que o verdadeiro conhecimento, Veda, é o saber dos Nagas e que estes seres preservam as ciências antigas e os segredos dos poderes mágicos da cura. Determinadas famílias e antigas dinastias reais citam os Nagas como seus primeiros ancestrais. Os primeiros deuses, os doze filhos de Aditi, eram originalmente Serpentes.
Os primeiros aborígenes da Índia, falavam dialetos de características Munda e Kolária, similares ao grupo linguístico da indo-china, Mon-Khmer. Possuiam pele clara, cabelos ondulados e traços físicos e facias parecidos com os povos da antiga Birmânia, Malásia, Sri Lanka, Sumatra, Ilhas Célibes e Austrália.
Só após o crescimento da Civilização Dravida do Vale do Indo, que grande parte das comunidades aborígenes foram estruturadas, enquanto outra parte migrava para regiões mais afastadas, como China, Mongólia, Sibéria, Tailândia e toda a Oceania, dando continuidade às suas tradições.
Em seguida, o Xamanismo sofreu muita influência do Budismo, que se espalhou da Índia para toda a Ásia. Na China também o Xamanismo foi influenciado pela filosofia de Lao Tse. Até o Zoroastrismo que adota o culto à Natureza influenciou o Xamanismo.
O ponto de maior fragilidade do Xamanismo foi quando passou a ser influenciado pelo Cristianismo.
Nota-se então, que o Xamanismo foi a primeira prática espiritual que a humanidade adotou e que sofreu influências de diversas religiões e correntes filosóficas e espiritualísticas.
O Xamanismo Ancestral é a prática de Xamanismo mais antiga da humanidade. Evidenciada atualmente pelas remanescentes tradições xamânicas da Índia, os Shantals, Gonds, Bhils, Khasis, grupos aborígenes da Índia Central, das Ilhas Nicobar no Golfo da Bengala, Sri Lanka, grupos aborígenes do Nepal, como os Tamangs, Boudhas e do Tibet.
Os proto-astralóides, influenciaram todo o modo de vida dos indianos, assim como o desenvolvimento de sua cultura. Existem diversas constatações que esses primeiros aborígenes foi quem influenciaram muito profundamente a formação de todo o indianismo e Hinduísmo, étnica e lingüísticamente. Mesmo ainda sendo nomeados como "povos da idade das pedras", a cultura que desenvolveram serviram como base para muitas civilizações modernas, e seu primitivismo, de certa maneira, transforma as concepções mais atuais em imaturas, pois esta primeira tradição tinha alto grau de refinamento e uma profunda sensibilidade das realidades vísiveis e invisíveis. Mesmo vivendo um estilo de vida voltado à natureza, eles não eram selvagens, e ainda por cima, desenvolveram a tal ponto suas concepções artísticas, filosóficas e sociais.
O Xamanismo Ancestral foi quem primeiro divinizou o Sagrado Feminino em toda a história da humanidade, dando assim o surgimento de uma série de religiões pagãs que praticavam o culto sagrado à Grande Deusa. Por isso todas as tradições xamânicas do mundo reverenciam e reconhecem o Sagrado Feminino sempre representado por uma figura feminina, associada à cultura ou região do planeta onde se pratica determinadas tradições xamânicas. A Índia é o berço de toda a nossa história. A mais de 40 mil anos os xamãs ancestrais mantêm acesa a chama desse conhecimento multimilenar. E como o Xamanismo Ancestral se desenvolveu demasiadamente na era védica, nosso Sagrado Feminino, a mãe-Terra, é então simbolizada pela figura de Parvati, a consorte eterna do Senhor Shiva em seu aspecto Shankara, o grande Deus Índio, e tendo Narada Muni como o arquétipo do verdadeiro xamã, o eterno cosmonauta.
Shiva e Parvati - O Casal Cósmico
Infelizmente, este conhecimento manteve-se secreto e disponível apenas aos iniciados no Xamanismo Ancestral e em religiões pagãs, devido a repressão religiosa da Idade Média.
No Xamanismo Ancestral, Shiva e Parvati, exteriorizam o arquétipo do Pai-Céu e da Mãe-Terra. Da união deste casal cósmico nasce então Ganesha, o fruto da consciência xamânica, o primeiro xamã. O filho que trás para a mundo o despertar da consciência cósmica, o libertador dos obstáculos impostos pela mente humana. Aquele que desce ao inferno de sua própria consciência e depois retorna ao estado de consciência transcendental, como o acordar de um aterrorizante sonho.
Para o Xamansimo Ancestral o Senhor Shiva e sua consorte Parvati representam expansões plenárias da energia interna do Grande Espírito em Seu estado mais sutil.
O Grande Espírito é o Senhor Krishna, A Suprema Personalidade que reside no Universo Vaikuntas (a morada eterna transcendental) e que também possui sua contraparte feminina, Radharani, que não vive separada de Krishna. Ambos não são diferentes, são faces da mesma energia. Tudo que existe e inexiste na existência manifesta e não manifesta se expande e se retrai. A força de expansão é energia masculina e em contraparte tudo que se retrai é energia feminina. Este simbolismo está em tudo na natureza, no Yin e o Yang, no homem e a mulher, dentro e fora, acima e abaixo.
Compreender o simbolismo do casal Shiva e Parvati é como colocar a chave do portal da Quarta Direção do Sagrado Caminho do Xamanismo Ancestral em sua fechadura, para liberar-se (moksha) desta existência e assim assegurar o vôo rumo ao Grande Espírito.
O poder da mulher e sua capacidade de gerar vida já foi muito sagrado na antiguidade, mas como passou a ameaçar a ascenção da igreja predominantemente masculina na Idade Média, passou-se então a demonizar o Sagrado Feminino e identicá-la como impuro. O conceito de "pecado original" foi criado pelo homem e não pelo Grande Espírito, mediante o qual Eva provou a maçã e causou a queda da raça humana. Assim, a mulher que antes era sagrada, porque dava a vida, agora era o inimigo.
O nascimento de uma criança sempre foi um evento místico e poderoso. Lamentavelmente, a filosofia impositiva da Idade Média decidiu fraudar o poder criador da mulher, ignorando a verdade biológica e tornando o homem Criador. O Gênesis bíblico foi o início do fim para a Grande Deusa.
Porém, quando o Cristianismo surgiu, o Xamanismo e as velhas religiões pagãs não morreram com facilidade, só agora, na transição da era de Peixes para a de Aquário estamos nos libertando de toda imposição e egocentrismo masculino imposto na Idade Média, e resurgindo.
O peixe também é o símbolo de Jesus, por isso o ideal pisciano era que poderes mais altos disessem ao homem o que fazer, pois ele era incapaz de pensar por si mesmo. Daí a era de Peixes ter sido uma época em que a religião cristã era tão fervorosa. Já os ideais aquarianos prezam pelo despertar da Verdade Absoluta e levará o homem a pensar por si mesmo. A mudança ideológica é tamanha e já está ocorrendo neste momento. Não entramos ainda na era de Aquário, entraremos aproximadamente no ano de 2.160 DC, porém, por já estarmos na transição as vibrações aquarianas já se tornam evidentes.
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