Ogum, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas
Que esta prece corra o mundo e o universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores.
Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de OGUM, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.
OGUM, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.
OGUM, Senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias.
Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa.
OGUM, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males.
OGUM, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de OGUM.
Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes.
Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.
Que em meus caminhos, possa eu seu filho ser merecedor das vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege. Meu Pai OGUM, não me deixe cair, não me deixe tombar! PATACURI OGUM! OGUM YÊ, MEU PAI
terça-feira, 23 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Quatro aspectos da mediunidade sem instrução
O estudo contínuo dos assuntos relacionados à mediunidade na Umbanda
remove dentre seus seguidores dezenas, quiçá centenas, de crendices, costumes e
hábitos que têm se mostrado nocivos à própria Religião. Muitos
umbandistas têm uma visão deturpada do que significa o dom mediúnico em suas
vidas e dentro dos terreiros. Centenas de adeptos desenvolvem uma mediunidade
repleta de entendimento errôneo, suposições equivocadas e vícios comuns a
pessoas que pouco, ou quase nenhum, acesso têm à informação. Muitos desses
equívocos são provocados justamente pelo desconhecimento. Os maus hábitos
acumulam-se ao longo do tempo e transformam-se em vícios que necessitam de
tratamento imediato. Os erros acontecem aos montes causando muito desconforto
aos Caboclos de Aruanda, que vez por outra precisam intervir para remediar a
situação.
A culpa de tais problemas poderia ser atribuída a muita gente: Chefes de
Terreiro despreparados, médiuns afoitos ou de pouca instrução, seguidores pouco
compromissados com a religião, dirigentes desinteressados e até mesmo Espíritos
desencarnados causadores de demandas. A realidade mostra, porém, que a maior
causa de todos os problemas que afetam a missão do umbandista é unicamente a
falta de estudo. Sem o mínimo conhecimento de tudo o que envolve o mecanismo da
mediunidade, assim como em muitos outros aspectos da vida comum, os erros
grosseiros e infantis acontecem em profusão. A mediunidade, a partir de uma
prática sem base teórica, tende a ser conduzida como um brinquedo nas mãos de
infantes.
A mediunidade não é superstição. Partindo da premissa de que deve ser
exercitado numa perfeita união entre a Fé e a Sabedoria, o dom mediúnico
transforma-se em valioso instrumento de propagação das verdades espirituais. De
outra forma, a mediunidade equivocada é conduzida do mesmo jeito como o
adivinho faz com as entranhas de um animal. Não há verdades. Tudo é subjetivo e
enganoso. Falta ciência e sabedoria.
A mediunidade supersticiosa transforma os Guias Espirituais
em oráculos domésticos, onde os mais ínfimos problemas de ordem inferior são
levados em conta. Assim, o Preto Velho passa a ser o informante da traição de
um marido ou do futuro econômico de um filho carnal. O Caboclo, por sua vez,
transforma-se em ajudante fiel dos negócios ou aquele que vai vencer um inimigo
de desafeto. Na mesma proporção, o Exu abandona a condição de Guardião e assume
o papel de vingador ferrenho, ou um escravo à disposição do médium. A Pomba
Gira, sob a mesma ótica, é tida como uma prostituta arrependida e por isso
mesmo obrigada a arranjar parceiros para pessoas de moral duvidosa.
A mediunidade não é show pirotécnico onde o que se vê são rápidos e
ilusórios lampejos de brilhos multicoloridos. O médium sem instrução transforma
o dom em ótimo artifício na exibição de espetaculares manobras que mais chamam
a atenção dos curiosos e dos seres trevosos do que dos Espíritos de Luz. Assim,
tudo é espantoso e deslumbrante. Todos os gestos do médium em transe são
inchados de exageros. Todas as receitas de oferendas são idênticas às listas de
um estranho guisado. Os pontos riscados transformam-se numa mandala confusa de
desenhos e rabiscos infantis sem fundamento. As brancas vestes sacerdotais
assumem a aparência de fantasias carnavalescas em que imperam o luxo, a vaidade
e o exibicionismo.
Na mediunidade pirotécnica, vale mais a grosseira presença
física do médium do que a suave e discreta participação dos Guias de Luz. O
Preto Velho se esconde, o Caboclo se afasta, o Exu ri do fanfarrão e o médium
se exibe. Neste tipo de condução da mediunidade há uma completa falta de força
espiritual, pois a carne assume todas as funções do medianeiro e o animismo, a
mistificação e a charlatanice estão em primeira linha.
Entre tantas formas de se exercitar a mediunidade há também a que leva
em conta a ascensão social do médium. É a mediunidade interesseira.
A mediunidade interesseira é aquela em que as reais
intenções do indivíduo são quase desconhecidas. Há muitos interesses em jogo, e
o principal é o de “subir” na vida. O médium intenciona ser aplaudido, então
usa a mediunidade para chamar a atenção da platéia. O médium quer obter
dinheiro de forma menos trabalhosa, então comercializa o dom. Se tem interesse
em reconhecimento público, então transforma a mediunidade em degrau para a
subida aos palanques políticos, aos palcos da mídia e aos púlpitos das câmaras
e agremiações. Tal como o médium pirotécnico, o médium interesseiro quer
aparecer, mas com o fim certo de obter algum rendimento financeiro.
Nesse tipo de mediunidade, o indivíduo não se envergonha ao “pedir” o
pagamento pelo serviço prestado. Seu rosto não enrubesce quando dita o valor
daquilo que vergonhosamente chama de caridade. Se precisar usar uma máscara,
certamente o fará. Mas, em seu tempo, lançará por terra a fantasia e mostrará
sua verdadeira e tenebrosa face. Como o lobo entre os cordeiros.
A mediunidade ignorante é exercida pelos que
verdadeiramente têm grande aversão ao estudo e à meditação. Nessa modalidade, o
médium conscientemente classifica o estudo contínuo como algo desnecessário.
Acredita que somente as instruções dos Caboclos já são suficientes para que ele
seja um grande instrumento da Comunidade Espiritual. A leitura, a pesquisa e o
conhecimento dos mecanismos mediúnicos são coisas sem importância na visão dos
ignorantes.
Neste caso, o médium não se importa em cometer diversos absurdos em nome
de Deus, pois não há o conhecimento do que realmente é a vontade divina. Fala,
mesmo usando conversações aparentemente profundas, do mesmo jeito como discursa
um simples camponês acerca do universo astronômico. Age sempre de forma
impensada, ainda que com a maior boa vontade. Suas ações são completamente sem
método, critério ou planejamento. Tem uma visão do mundo espiritual como seus
antepassados que outrora atribuíam ao relâmpago um castigo dos deuses ou aos
abalos sísmicos uma demonstração da ira divina. Na mediunidade ignorante quanto
menos se estuda, mais se erra.
Ser instrumento da Espiritualidade Maior é uma benção recebida por
muitos. Porém, como qualquer instrumento necessita de um aprimoramento e de
ajustes constantes, assim é o médium de Umbanda a serviço dos Caboclos e Pretos
Velhos.
Não basta ter mediunidade. Mas, é importante que esta seja útil aos
interesses do Criador, pois todo médium é um depositário da confiança de Deus.
Para ser útil, a mediunidade tem que estar firmada nas instruções que vêm do
Alto.
Bom seria se todos os médiuns aplicassem a sabedoria e o conhecimento no
aperfeiçoamento da mediunidade e se o estudo continuado fosse uma prerrogativa
para um perfeito ministério mediúnico.
domingo, 7 de abril de 2013
Fracasso do Médium
Esses são assuntos dos quais todos
se escusam de falar, ou de escrever, e quando o fazem, é por alto e
indiretamente.
Vamos abordar o assunto de maneira mais clara possível,
a fim de levar um alerta a todos os nossos irmãos umbandistas, principalmente
àqueles que estão predispostos a caírem nesses erros, visto termos esperanças
de que essa advertência venha trazer luz em cada espírito, e ainda possa chegar
a tempo de cada um recuar para a sua regeneração.
Não queremos, de maneira nenhuma, nos arvorarmos de
juízes das causas alheias, visto termos também nosso débitos com o astral
superior, mas sim, após anos de trabalho, termos observados médiuns fracassando
ou caindo, incorrendo em erros elementares e, para se reabilitarem, continuando
na prática de suas mazelas, culminando em suas quedas, muitas vezes sem
retorno.
Temos observado que a maioria desses médiuns vivem um
tormento interior, como labaredas de fogo a queimar-lhes a consciência, e eles
não têm forças para se reerguerem, visto estarem presos nas garras dos
marginais do baixo astral e dificilmente conseguem se libertar de suas mazelas
e, ainda por cima, sendo alertados pelos seus Guias Espirituais constantemente,
nada fazendo para se libertarem das garras desses magos negros, por estarem
atolados até o pescoço no pantanal da ignorância do astral inferior, pois
também estão contribuindo, e muito, não mantendo uma vida ilibada e com moral.
Isso acontece devido à lei de atração, onde semelhante
atrai semelhante.
Os quiumbas já se deram conta de que esses médiuns
estão praticando atos que são de comum acordo com a confusão que rege os reinos
inferiores, fazendo assim com que surja um casamento fluídico médium/quiumba,
pois os dois estão em sintonia vibratória.
É muito difícil se libertar de um quiumba, ainda mais
quando nós fomos a causa da aproximação desse quiumba por atração fluídica.
E quando esse casamento fluídico perdura por anos a
fio, o sistema neuro- psíquico-mediúnico torna-se denegrido, fazendo com que os
seus Guias Espirituais não tenham condição de aproximar-se, pelo fato de não
haver mais simbiose espiritual entre médium e Guia Espiritual.
O caso mais grave é quando os Guias Espirituais se
afastam devido às causas morais, e o médium, mesmo com os alertas, prefere
continuar em seus erros, ou seja, não existe renúncia e nem remorso por parte
do médium, preferindo esse continuar a sua caminhada, incorrendo nas mesmas
causas que o levaram para o astral inferior.
Só existe um meio de se libertar, e esse meio só o
médium pode realizar, pois não terá ajuda direta a não ser subsídios,
conselhos, orientações, para assim por si só se reerguer, fazendo com que o seu
sistema mediúnico-espiritual se eleve novamente e entre em contato com os
planos superiores.
Será necessária uma intensa reforma íntima, acrescida
de renúncia dos erros passados, muita oração e prática dos ensinamentos de
Nosso Senhor Jesus Cristo, principalmente na realização da caridade desmedida e
constante.
Para nos situarmos, vamos abordar três aspectos
principais, pelos quais o médium se precipita nos abismos da queda mediúnica.
Embora não podemos nos esquecer dos demais erros e
vícios tão divulgados pelos Guias Espirituais, os quais devemos estar em alerta
para não adquiri-los.
• A vaidade excessiva, que causa o entusiasmo, por nos
sentirmos especiais em tudo o que realizamos, abrindo os canais mediúnicos a
toda sorte de influência negativa.
• A ambição pelo dinheiro fácil, que vem através dos
agrados que recebemos devido a um bem efetuado a alguém, ou por algum trabalho
realizado, fazendo com que o médium veja a facilidade de adquirir bens
materiais em troca de favores espirituais.
Em decorrência disso, existe a possibilidade de crescer
no interior do médium a ambição, fazendo com que cada vez mais faça cobranças
em tudo e por tudo.
• A condição sexual incontida, que lhe tira a razão,
pelo fato de ser uma das energias mais poderosas existentes no plano terrestre,
e ser uma energia geradora, criativa, e recheada de desejo.
O que acontece é que começa a existir interesses
vários, onde o desejo e a sensualidade tomam a frente, quando o fascínio
existente pelo sacerdote toma um rumo diferente do que devia ser.
O mesmo acontece com o corpo mediúnico, ou fora do
Templo, onde começa a existir outros interesses que não seja a fraternidade, ou
o puro sentimento.
No caso da vaidade excessiva, tem seu início na prática
mediúnica. Quem tem o dom mediúnico o traz de berço, pois adquiriu através de
sucessivas encarnações o direito de externar, por herança, os dons de Deus.
Em certa altura da sua vida, a mediunidade começa a
aflorar, e eis que surge o Caboclo, o Preto-Velho, o Baiano, o Boiadeiro, e
assim por diante.
Com o desenvolver da mediunidade, começam a surgir os
fenômenos tais como curas, descarregos, aconselhamentos certeiros,
conhecimentos irrefutáveis; e são tantos os casos positivos trazidos pelos
Guias Espirituais, que se dá o início ao surgimento da vaidade no médium.
Esse se acha possuidor de todos esses conhecimentos e
não mais o Guia Espiritual.
Também existe o caso do médium achar que o seu Guia
Espiritual é o mais poderoso.
São tantos os casos positivos que acontecem em volta
desse médium, que em torno do mesmo forma-se uma corrente de admiração e,
muitas vezes, de fanatismo também.
As pessoas em torno desse médium, diante de tudo o que
vêem, começam a bajulá-lo, a agradá-lo com presentes e com isso vão
inconscientemente incentivando a sua vaidade.
Isso acontece com o médium, muitas vezes, pelo fato do
mesmo ser ignorante de conhecimento, e algumas vezes se recusa a estudar o
mediunismo, suas causas e conseqüências.
O Guia Espiritual do médium faz de tudo para alertá-lo
das conseqüências dos seus atos (respeitando o seu livre-arbítrio), através de
sinais, alertas, conselhos, intuições, etc.
Mas, como o médium está predisposto a vaidade, deixa de
escutar o seu Guia Espiritual, e chega ao ponto de se julgar o tal, um mestre,
um escolhido, um mago, um semi-deus, e que a força é dele, chegando a pensar
que é propriedade sua.
O médium vai crescendo em vaidade, devido às pessoas o
respeitar e acatá-lo em respeitoso silêncio, sem questionar, e aí vai crescendo
as exibições mediúnicas.
O que acontece nessa altura é que o médium já perdeu o
contato mediúnico de fato, exercendo tão somente o animismo.
O grave é quando o médium está mediunizado por um
quiumba; aí sim é a queda total dele e dos que estão a sua volta.
As portas da sua mediunidade estão abertas às
influências negativas e toda sorte de manifestações magísticas destrutivas.
Com o tempo, o médium vai se acostumando com os fluidos
dos quiumbas, e não quer perder o cartaz por nada nesse mundo.
Porém, os fenômenos antes efetuados por manifestações
mediúnicas positivas, não mais acontecem, e as pessoas ao seu redor já começam
a olhá-lo com certo desprezo e se afastam, fazendo todo o tipo de comentário
negativo, embora num passado tenham se beneficiado desse médium.
O médium que se entregou à vaidade excessiva se torna
um sofredor, pois começa a perceber que para incorporar já começa a ter que
representar e o tormento toma conta de sua cabeça.
Aí entra a descrença, que é o golpe fatal para a sua
pessoa.
No caso da ambição pelo dinheiro fácil, devemos
diferenciar o médium que cai pelo dinheiro fácil e os que podemos incluir aos
milhares, que são os espertalhões, que usam o nome da Umbanda e de suas
entidades a fim de explorarem a ingenuidade das pessoas de todas as maneiras.
Esses (espertalhões) são bem reconhecidos, pois seus
“terreiros” são vistosos, com roupas multicoloridas, uma grande profusão de
“guias” no pescoço e outros adornos que sabemos serem desnecessários em nossos
cultos.
Vivem e fazem de tudo um ganho, seja em dinheiro ou
facilidades na vida.
Costumam fazer festas por quaisquer motivos, todas
regadas a excentricidades no visual, muita bebida alcoólica e carnes, muitas
vezes, levando essas festas religiosas em ambientes profanos, a fim de
angariarem um grande número de admiradores e outros tantos que gostam de se
apresentarem e se mostrarem em público a fim de terem reconhecimento.
Tudo nesse ambiente é movimento, encenação, panorama e
desfile.
Por ali, tudo se paga.
Desde uma consulta, até os tais despachos e ebós.
Até a famosa camarinha, onde vêem mediunidade em todos;
e aja firmar “santo” na cabeça das pessoas.
São antros de exploração, que chafurdam o nome sagrado
da Umbanda, a pecha de grupo folclórico, a atenderem seus mais mesquinhos
interesses.
São verdadeiras arapucas, onde tudo é duvidoso.
Dentro da Umbanda, é sabido que a prática da magia
branca faz parte, como um recurso Divino, para atender a necessidade prementes
de seus filhos.
Para a feitura de algumas magias, há necessidade de
certos materiais, que corretamente devem ser adquiridos pela pessoa
beneficiada.
Muitas vezes, no caso de um consulente sem condições,
damos o que temos.
Quando realmente há necessidade dessa magia, os nossos
Guias Espirituais pedem o material necessário à pessoa, sem grandes desmandos,
satisfazendo a “Lei de Salva”.
Tudo o que é manipulado pelas nossas entidades espirituais
costumam sempre dar certo, pois tem o discernimento necessário para saberem o
que necessitamos.
Disso tudo surge um grave problema, pelo fato das
pessoas que perambulam pelos “terreiros” encontrarem uma grande facilidade,
achando que é só fazerem um trabalhinho para resolverem a sua vida.
Grande ignorância, quem assim pensa.
Temos que nos reformar interiormente, seguindo os
passos e os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Antigamente, devido à má informação e formação de
sacerdotes e médiuns conscientes da realidade espiritual, muitos faziam do
“despacho” ou de “tais trabalhinhos” uma panacéia para tudo.
Era só ter um probleminha ou problemão, seja ele qual
for que imediatamente tinha um despacho para resolver tal questão.
E haja despacho pra tudo.
Tudo era resolvido no despacho.
E hoje a coisa somente mudou de nome.
Trocou-se o nome despacho para magia.
Tem magia pra tudo.
É só ter um probleminha ou um problemão, seja ele qual
for que imediatamente acha- se uma magia para resolver tal questão. Pode?
Quero ver alguém encontrar um despacho ou magia para
despertar nossa fé, nosso amor, nossa devoção, magia para ser bondoso,
caridoso, humilde.
Magia para se efetuar reforma íntima, para perdão.
Magia para se espiritualizar, ter moral, ter vida
ilibada. Não vêem que essas tais magias é tão somente para coisas matérias?
Para facilitar a vida material?
Não vêem que muitas dessas magias são utilizadas em
momentos de revoltas, demandas, ódios, retorno.
E até (pasmem): “clonar” espíritos.
Infelizmente, é fato real, que na Umbanda estão
aparecendo muito mais “magos” e “mestres”, do que servidores agradecidos,
somente interessados em servir a espiritualidade, tudo fazendo para a honra e a
glória de Deus.
É muito cacique pra pouco índio.
No começo, o médium obedece tão somente o que suas
entidades espirituais pedem para a realização de uma magia.
Com o tempo, esse médium começa a observar e pensa
seriamente na facilidade do dinheiro.
Então, ele entra na “Lei de Salva”, tão conhecida pelos
magistas, e abusa dessa lei em benefício próprio.
Aí começou a imperar nesse médium a ambição pelo ganho
fácil, quando começa a exceder na “Lei de Salva” (dentro da magia), dando a
desculpa que necessita do dinheiro para o seu anjo da guarda, para o cambono,
ou para “pagar o chão”.
Concordamos que deva haver uma remuneração suficiente
para o médium adquirir materiais necessários que consta de certo número de
velas, elementos da Natureza, ou mesmo uma certa quantia de dinheiro suficiente
para que o médium que realizou o trabalho possa utilizar esse dinheiro para a
sua locomoção, ou mesmo comprar materiais necessários à manutenção da sua vida
espiritual, e nunca para sustentar seus vícios e luxos.
Geralmente, pedimos ao interessado o material
necessário à feitura da magia e juntamente uma pequena quantidade de velas ou
outros materiais necessários utilizados no Templo.
Quanto à locomoção, pedimos gentilmente ao interessado
que nos forneça uma condução.
Quando o interessado esta passando por dificuldades
financeiras que impedem a compra dos materiais para a feitura da magia, doamos
de bom grado o que temos.
Jamais aceitamos dinheiro como paga ou mesmo agrado; Se
houver interesse da pessoa em doar alguma coisa, que faça espontaneamente ao
Templo ou a alguma entidade assistencialista, e não ao médium.
As pessoas, pelo fato de quererem uma melhoria de vida
em todos os sentidos, pagam o que for para que seus problemas sejam resolvidos.
Aí está o perigo.
Em primeiro lugar, devemos esclarecer que magia só deve
ser usada quando a pessoa não tem competência momentânea para resolver seus
problemas.
Nesse momento, fazemos uso da magia para levantar essa
pessoa.
Depois do problema urgente resolvido, vamos para a
reeducação da pessoa, reforma íntima, com conselhos, e tudo ordenado dentro de
um conhecimento elevado, principalmente no Evangelho de Jesus.
Nesse momento, o médium, já começando a fazer trabalhos
por conta própria e tudo, geralmente direcionado com Exu e Pomba Gira, vai
utilizando materiais cada vez mais pesados (sangue, carnes, ossos, etc.),
chafurdando tanto ele como a pessoa beneficiada, incorrendo aí no risco de
criar ligações perigosas com o que de mais baixo existe no astral inferior.
Quando esses ditos trabalhinhos saem da linha justa da
magia, até Exu e Pomba Gira se afastam do médium.
O seu Guia Espiritual, como é de praxe, já o alertou
várias vezes e ele não deu ouvidos, pois o dinheiro está entrando que é uma
beleza.
Por ele estar cego e surdo, não ouve a ninguém e, aí, o
seu Guia respeita a sua escolha, pois é sabedor da lei do livre-arbítrio.
Quando numa necessidade verdadeira, esse médium clama
por seu Guia Espiritual, aí ele vê que não tem resposta, fica abalado.
Começa a perceber que o que está à volta dele são
verdadeiros e poderosos quiumbas.
Esse médium começa a fazer tudo o que pode e sabe para
o seu Guia voltar, e nada.
Mesmo assim, não larga do dinheiro fácil, pois está
afundado na ignorância espiritual, quando percebe que esse dinheiro é um dinheiro
maldito, pois as conseqüências são nefastas.
O fim de todos eles é muito triste.
Entram nos vícios, falta de emprego, perdem tudo o que
tinham na vida, pois os Sagrados Orixás os Guias Espirituais e os Guardiões não
acobertam erros de ninguém; esses médiuns se desiludem com a religião,
culpando-a dos seus problemas e, perdendo sua fé na Umbanda, vão a procura de
outras religiões, a fim de se refazerem da desgraça que adquiriram em suas
vidas.
Mas mesmo assim, devido à soberbia, não assumem seus
erros e culpam a um pretenso demônio, o qual desgraçou sua vida, pois estavam
na religião errada, sob a influência desse demônio que dirigia aquela religião.
Geralmente acabam virando ex-pais, ex-mães e ex-filhos
de encosto, o que não deixa de ser verdade, pois esses médiuns nunca serviram a
Deus, aos Orixás e nem aos Guias Espirituais e Guardiões verdadeiros, mas sim,
a encostos.
Deviam sim, observarem que Deus lhes deu uma
oportunidade bendita e redentora na prática da caridade desmedida através da
mediunidade redentora, e eles, por ignorância e muitas vezes maldade,
praticaram os atos mais absurdos, tudo em nome da Umbanda.
Não se esqueçam que somos espíritos endividados, que
estamos encarnados todos sob a pele do cordeiro (que é o nosso corpo).
Todos têm a mesma oportunidade para se erguerem, mas
não temos condições de observarmos quem é quem; aí que cada um semeie bem, pois
Jesus disse:
“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”, “e
cada um vai colher aquilo que plantou”.
“Quem semeia somos nós, mas quem colhe é Deus Pai Todo
Poderoso”.
O terceiro e último caso é o sexo fácil.
Esse é um dos aspectos mais críticos e perigosos, e um
dos mais difíceis de ser perdoado.
Temos visto, em nossa caminhada pela Umbanda, vários
médiuns caírem pelo sexo.
Inclusive atualmente, médiuns “famosos”, casados,
utilizando-se de sua influência e aproveitando a carência afetiva de algumas
irmãs iludidas por acharem que estão sendo “amadas” por alguém “iluminado” (os
famosos semi-deuses, mestre, magos ou orixás encarnados), forçam uma situação,
e aproveitam-se sentimentalmente e sexualmente, satisfazendo seus sórdidos
desejos.
Esses casos são difíceis de serem perdoados, porque a
moral do médium fica na lama em que ele mesmo se sujou.
Por mais que tente, nunca vai conseguir apagar a
lembrança dos atos cometidos e sempre vai ter alguém a lembrá-lo de sua queda,
pois iludiram, enganaram e usaram pessoas desequilibradas em seus sentimentos.
É uma mancha que, mesmo que nos reabilitemos, nunca
será apagada.
Devido aos envolvimentos existentes com bajulações e
fanatismo, ele constantemente é endeusado.
Daí, para receber elogios do sexo oposto (ou do mesmo
sexo) fica visado, e tem a propensão para se deixar fascinar, quando se vê numa
pessoa muito apessoada.
Quando trabalhamos na luz, constantemente somos
combatidos pelo baixo astral, que envia todas as formas existentes,
principalmente em nossas fraquezas, para que caiamos.
Lembre-se de Jesus: “Orai e vigiai, para não cairdes em
tentação”.
Logo, quando o baixo astral vê uma brecha, e essa
brecha é uma forte predisposição sexual, é aí que eles vêem a oportunidade de
atacá-lo.
Lançam mão de todos os recursos, até conseguirem seus
objetivos.
O médium que está desavisado, por ignorância
espiritual, ou mesmo por ter o espírito doente, cai nas malhas do baixo astral,
e se entrega ao sexo desmedido dentro do ambiente religioso.
Como temos dito, o médium é constantemente avisado
pelos seus Guias Espirituais sobre todos os aspectos que o cercam.
Estão sempre vigilantes, mas acontece que esse médium,
usando de seu livre- arbítrio, já dentro de uma incontida predisposição ao
sexo, cai e vira as costas à moral, repelindo automaticamente toda influência
benéfica que poderia tirá-lo de sua caída.
Tanto pela forte incontinência sexual, como por uma
sexualidade irrefreável com os médiuns do “terreiro”, não há desculpas.
A caída do médium, pelo fato de se relacionar sem moral
com os médiuns do “terreiro”, ocasiona seu fracasso, e nesse caso não há
desculpas.
Quando o médium começa a sofrer as conseqüências do seu
ato insano, vai à procura de Guias Espirituais de outros médiuns, a fim de
resolverem seus problemas.
O Guia Espiritual, como é sabedor da questão, diz que:
“em surra de Guia, eu não ponho a mão” ou “quando Caboclo bate, não reparte
pancada”.
E haja punição.
Após algumas disciplinas necessárias, alguns desses
médiuns se emendam, ficam com medo, e procuram não mais errar, e se voltam às
linhas justas dos trabalhos espirituais.
Porém, a maior parte desses médiuns, mesmo passando por
uma disciplina, não se emendam e continuam praticar os mesmos atos, como se
nada houvesse acontecido e infelizmente acabam denegrindo a imagem de suas
vitimas, geralmente dizendo que eles é que estavam sendo seduzidos por uma
pessoa inescrupulosa e que essa pessoa é uma servidora das trevas para
destruí-lo.
Então os Guias Espirituais vêem que não há mais jeito,
e se afastam do médium, deixando-o a mercê da sua própria sorte.
Uma coisa é verdade. Nenhum desses médiuns fracassados
ficou com o seu Guia Espiritual em sua guarda, pois erraram e persistiram no
erro.
O que acontece muito é que esses médiuns costumam dar a
desculpa que estão com uma demanda em cima deles, muito forte.
A força de pemba é tão grande em cima desses médiuns,
que rapidamente fazem com que percam sua fé na Umbanda, e o redirecionam a
outra religião, pois aqui não souberam sorver a Espiritualidade Superior
emanada de nossos Guias Espirituais.
Creio que todos tenham entendido bem tudo o que aqui
está escrito, e compreenderam bem, pois não é o erro em si, porque errar é
humano e todos podemos errar um dia.
A questão é cometer o mesmo erro, é persistir nos
mesmos erros.
Os nossos Guias Espirituais não são carrascos, mas não
podem acobertar nossos erros, e nem a repetição dos mesmos.
Outro fato, até corriqueiro no meio Umbandista é quando
temos pessoas ao nosso lado, dizendo serem nossas amigas, e quando, por
qualquer motivo se afastam de nós, acabam tornando-se “inimigas” e a partir
daí, tudo o que acontece de ruim na vida daquela pessoa é por força de demanda.
A mínima dor de cabeça, falta de dinheiro, mal estar,
sempre será culpa do outro médium ou do outro terreiro que esta demandando com
ele, querendo destruí-lo.
Inclusive, acontece também o fato de que outras pessoas
que também se afastaram daquele terreiro, achegando-se àquela pessoa, através
de comentários e fofocas, com suas mentes conturbadas acabam sendo alertadas
por aquele individuo que estão com uma demanda, também mandada por aquele
terreiro e assim a corrente da discórdia e das mentiras vai crescendo
assustadoramente.
O baixo astral, astuto e inteligente, apossa-se desses
médiuns incautos e através de persuasão mental acabam convencendo-os da
realidade das demandas, inclusive fazendo até “vários videntes” verem a demanda
sendo feita.
Com isso, o médium incauto acaba realizando magias
defensivas e ofensivas, cometendo injustiça e ai sim, caindo de vez nas malhas
do baixo astral que sai vitorioso.
O baixo astral é ardiloso e faz tudo para convencer as
pessoas, utilizando todos os meios a fim de convencê-la, para que acredite
estar sendo prejudicada por outros.
A coisa é grave, pois esses médiuns incautos ainda não
aprenderam o Evangelho, o amor, a bondade, o perdão e a fé.
Quem é sabedor da Lei da Causa e Efeito e da Lei do
Retorno, jamais deveria levantar sua mão contra ninguém, pois teria a certeza
de que a providência Divina estaria do seu lado.'
segunda-feira, 18 de março de 2013
Equilibrio Espiritual
Num templo de Umbanda, nada acontece por acaso, ou melhor na vida uma folha não cai sem que o pai conceda a licença, mas em lugares de reforma íntima como igrajas, templos, sinagogas e etc. è mais nítida sua percepção e o ensinamento que Deus nos quis mostrar com aquele acontecimento.
A harmonia é essencial para que um trabalho espiritual possa fluir normalmente, alguns médiuns tem a prática da meditação, outros de orações repetitivas, outros de concentração, mantras, banhos de errvas entre outras técnicas para se harmonizar, para poder ter um contato mais rápido e mais nítido com sua entidades, mas infelizmente outros médiuns, não respeitam essa lei ou técnicas, chegam estressados, e despreparados para entrar em contato com energias sublimes, nesses casos o médiuns não está compátivel com as energias que ciscundam o templo é há um choque energético, choque este que causa "faíscas", essa faíscas, são desentendimentos com outros méduns que naquele dia estão preparados para tal tarefa.
Vejam por exemplo, o médiuns está numa vibração positivam junto com o templo, pois este se preparou para estar ali, enquanto o médium despreparado está com seu pólo negativo ativo, ao chegar no teplo sente-se que aquele mádum não está se compatibilizando com as energias emanadaspor médiuns preparados.
A preparação mediúnica independe de tempo ou tarimba, dependesim da boa vontade do médium, saebe que no mundo que vivemos é díficil para o médium chegar antes no templo para fazer tais técnicas, mas apenas 5 minutos de concentração já ajudaria muito, mas na maioria dos casos o que acontece é falta de vontade do médium.
Alguns médiuns alegam que independe de sua conduta e conhecimento o trabalho da entidade mas digo que isso é Mentira, pois como pode-se celar um cavalo que não sabe cavalgar, isto é, a entidade merece que seu médium tenha conhecimento, pois fica mais fácil seu trabalho.
Bem segue abaixo um texto muito interessante sobre este assunto.
"Espíritos acomodados, assim como um animal acuado, tendem a atacar coisas que não lhes são familiares, porque isso ameaça sua comodidade. A situação ainda piora quando esse defende alguma filosofia, ideais ultrapassados ou obscuros, então o orgulho não lhes permite admitir o erro. Não tente lhes apontar este fato, porque não vão entender, e vão te atacar ainda mais. Não perca tempo com discussões. Procure analisar tudo isso de uma forma humoradaÉ bobeira acatar as ofensas, a pessoa deve ter a frieza de acolher a ofensa sem se deixar dominar por sentimentos baixos; raiva, ódio, vingança, para que não se contamine.A pessoa que se sente impelida a revidar a uma agressão, prova que ainda dá muita importância para opiniões alheias. Se você não tem aquele mal dentro de si, então pra que dar bola!Seja mais tolerante, aproveite essas situações para eliminar o ego, não seja infantil.Jesus ouviu muitos insultos, seu espírito não acatou nenhum. Se você sabe que não possui aquele mal dentro de si, porque então dar credito ao que foi dito. O ignorante fala sem pensar ou por impulso, discutir é acatar o que foi dito, é quando a ‘carapuça serve’. Então você descobre ai o que precisa ser trabalhado dentro de ti.Quando uma pessoa se empenha na busca espiritual, muito maus podem surgir para serem queimados, seja firme e quando olhar para traz, verá que percorreu uma distancia enorme onde os insultos de antanho não mais lhe afetarão.Ao passear por um jardim e ser picado por um espinho de uma roseira, o erro é teu, nada adianta arranca-la ou pisoteá-la.Aja como um espírito que é o que você é. Ao receber uma ofensa, não se rebaixe para discutir como matéria.
Feche seu coração para o que é imperfeito, ao revidar uma ofensa ou agressão, discutindo, brigando, você abre seu coração interagindo com o imperfeito, e essas coisas vão sair e entrar nele, sintonizando-o com o agressor que a esse ponto já pode ser você mesmo. Se teu coração não é puro, não é assim, colocando essas impurezas pra fora que você vai se ver livre delas, isso alimentará teu ego apenas, o que sufocará ainda mais teu espírito.Teu coração potencializa tudo que há dentro dele, e o que você alimenta.Se ele não é puro, purifique-o acrescentando coisas boas (o que se consegue estudando e praticando espiritualismo) Como um copo cheio de água suja, se você abre uma torneira encima dele, aos poucos a água que há nele irá se tornando limpa e cristalina. O que tem em seu coração é como a água do copo, ele ficará limpo de acordo com a água (estudos e pratica espirituais) que entra, quanto maior o fluxo dessa água, melhor. E um dia você terá um coração tão puro e transparente como a água. Sendo transparente nada encobrirá a Luz que há nele permitindo que seus raios atinjam outros corações."
- Buda Sakya Muni (o sutra do diamante)
A harmonia é essencial para que um trabalho espiritual possa fluir normalmente, alguns médiuns tem a prática da meditação, outros de orações repetitivas, outros de concentração, mantras, banhos de errvas entre outras técnicas para se harmonizar, para poder ter um contato mais rápido e mais nítido com sua entidades, mas infelizmente outros médiuns, não respeitam essa lei ou técnicas, chegam estressados, e despreparados para entrar em contato com energias sublimes, nesses casos o médiuns não está compátivel com as energias que ciscundam o templo é há um choque energético, choque este que causa "faíscas", essa faíscas, são desentendimentos com outros méduns que naquele dia estão preparados para tal tarefa.
Vejam por exemplo, o médiuns está numa vibração positivam junto com o templo, pois este se preparou para estar ali, enquanto o médium despreparado está com seu pólo negativo ativo, ao chegar no teplo sente-se que aquele mádum não está se compatibilizando com as energias emanadaspor médiuns preparados.
A preparação mediúnica independe de tempo ou tarimba, dependesim da boa vontade do médium, saebe que no mundo que vivemos é díficil para o médium chegar antes no templo para fazer tais técnicas, mas apenas 5 minutos de concentração já ajudaria muito, mas na maioria dos casos o que acontece é falta de vontade do médium.
Alguns médiuns alegam que independe de sua conduta e conhecimento o trabalho da entidade mas digo que isso é Mentira, pois como pode-se celar um cavalo que não sabe cavalgar, isto é, a entidade merece que seu médium tenha conhecimento, pois fica mais fácil seu trabalho.
Bem segue abaixo um texto muito interessante sobre este assunto.
"Espíritos acomodados, assim como um animal acuado, tendem a atacar coisas que não lhes são familiares, porque isso ameaça sua comodidade. A situação ainda piora quando esse defende alguma filosofia, ideais ultrapassados ou obscuros, então o orgulho não lhes permite admitir o erro. Não tente lhes apontar este fato, porque não vão entender, e vão te atacar ainda mais. Não perca tempo com discussões. Procure analisar tudo isso de uma forma humoradaÉ bobeira acatar as ofensas, a pessoa deve ter a frieza de acolher a ofensa sem se deixar dominar por sentimentos baixos; raiva, ódio, vingança, para que não se contamine.A pessoa que se sente impelida a revidar a uma agressão, prova que ainda dá muita importância para opiniões alheias. Se você não tem aquele mal dentro de si, então pra que dar bola!Seja mais tolerante, aproveite essas situações para eliminar o ego, não seja infantil.Jesus ouviu muitos insultos, seu espírito não acatou nenhum. Se você sabe que não possui aquele mal dentro de si, porque então dar credito ao que foi dito. O ignorante fala sem pensar ou por impulso, discutir é acatar o que foi dito, é quando a ‘carapuça serve’. Então você descobre ai o que precisa ser trabalhado dentro de ti.Quando uma pessoa se empenha na busca espiritual, muito maus podem surgir para serem queimados, seja firme e quando olhar para traz, verá que percorreu uma distancia enorme onde os insultos de antanho não mais lhe afetarão.Ao passear por um jardim e ser picado por um espinho de uma roseira, o erro é teu, nada adianta arranca-la ou pisoteá-la.Aja como um espírito que é o que você é. Ao receber uma ofensa, não se rebaixe para discutir como matéria.
Feche seu coração para o que é imperfeito, ao revidar uma ofensa ou agressão, discutindo, brigando, você abre seu coração interagindo com o imperfeito, e essas coisas vão sair e entrar nele, sintonizando-o com o agressor que a esse ponto já pode ser você mesmo. Se teu coração não é puro, não é assim, colocando essas impurezas pra fora que você vai se ver livre delas, isso alimentará teu ego apenas, o que sufocará ainda mais teu espírito.Teu coração potencializa tudo que há dentro dele, e o que você alimenta.Se ele não é puro, purifique-o acrescentando coisas boas (o que se consegue estudando e praticando espiritualismo) Como um copo cheio de água suja, se você abre uma torneira encima dele, aos poucos a água que há nele irá se tornando limpa e cristalina. O que tem em seu coração é como a água do copo, ele ficará limpo de acordo com a água (estudos e pratica espirituais) que entra, quanto maior o fluxo dessa água, melhor. E um dia você terá um coração tão puro e transparente como a água. Sendo transparente nada encobrirá a Luz que há nele permitindo que seus raios atinjam outros corações."
- Buda Sakya Muni (o sutra do diamante)
sábado, 16 de março de 2013
Ogum Xoroquê
Ogum Xoroquê sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos tanto positivo como negativo.
Divindade masculina figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular.
Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Divindade masculina figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular.
Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Espiritualidade, Orgulho e Vaidade
Um assento ao fundo da Coluna do Norte
Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?
O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui?
O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por
mim. Contudo, não tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria
aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro;
hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta.
É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo.
Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.
Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
- Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.
- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
- Templo Maçônico, vocês tem um?
- Sim , claro.
Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honras devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.
Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.
- Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.
Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.
Adentraram silenciosamente no Templo.
Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do
Templo se entreabriu e o Irmão M.:.C.: encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendasnão estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?
Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.
Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente.
Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer... Aguardava ordens .... e elas
vinham na voz firme do Venerável:
- S.:M..:?
Reconhecendo a necessidade do Telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:
- M..: I.:.C.:T.:M.:R.:
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.:.M.:. dirigindo-se aos presentes, perguntou?
- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :
- Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.
- Como não! Disse eu.
- Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?
- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser
Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?
Fui interrompido.
- Irmãos, vejamos então sua defesa.
Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:
- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa.
Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as
medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.
Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz Maçom.
No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.
....precisava lapidar minha Pedra Bruta
Blogger: www.filhosdoarquiteto.blogspot.com.br
É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo.
Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.
Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?
- Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.
Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes.
- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.
- Templo Maçônico, vocês tem um?
- Sim , claro.
Por que não?
Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honras devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.
Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.
O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante.
- Irmão Experto: Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde.
Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente. Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.
Adentraram silenciosamente no Templo.
Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada. O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do
Templo se entreabriu e o Irmão M.:.C.: encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendasnão estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?
Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.
Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente.
Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer... Aguardava ordens .... e elas
vinham na voz firme do Venerável:
- S.:M..:?
Reconhecendo a necessidade do Telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo:
- M..: I.:.C.:T.:M.:R.:
Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.:.M.:. dirigindo-se aos presentes, perguntou?
- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?
Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou :
- Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.
- Como não! Disse eu.
- Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?
- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser
Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.
- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas?
Fui interrompido.
- Irmãos, vejamos então sua defesa.
Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.
Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal. Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:
- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.
Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado. Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta. Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado?? Dirigi-me ao guarda-roupa.
Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as
medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa.
Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz Maçom.
No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.
....precisava lapidar minha Pedra Bruta
Blogger: www.filhosdoarquiteto.blogspot.com.br
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 03/03)
O Onipotente
Esplendor do Pai ordenou: - “Que a evolução dure tanto quanto um Meu respirar” –
e no insondável seio dos abismos cósmicos, pela emanação de Sua Vontade,
criaram-se as condições necessárias à execução da Sua Ordem.
Partindo do
Infinito Centro Divino, em vibrações sempre mais vastas, que, irradiando de
todos os lados e regiões, se ampliavam para atingir o término da expiração
Paterna, o Movimento Criador estabeleceu as trajetórias que foram percorridas
pelas esferas luminosas. A luz que fora o ornamento precioso tornou-se energia,
encontrando-se em os núcleos que a massa gasosa envolvia.
Os invólucros
desses núcleos evoluíram por milênios, ao longo das trajetórias infinitas, na
preparação do que deveria ser o principio das futuras sedes das almas
culpadas.
Depois, cada
um, pela expressão da Potencia que não tem limites à Sua Fôrça, pelo equilíbrio
da criação, explodiu, formando o universo.
Na lei que os
movia, os compactos gasosos dos planetas e dos satélites começaram a evoluir em
torno do núcleo central da massa energética, futuro sol de cada universo,
uniformizando-se cada vez mais com a lei da transformação ... O alfa e o
Omega da vida se haviam iniciado ...
Milênios
transcorreram ...
Em cada centro
energético solar, as almas que haviam pecado ficavam à espera de iniciar o Karma
purificador.
As massas
aeroforme girando nas trajetórias, sem descanso, condensaram-se. Os gases
tornaram-se magma, esse solidificou-se, e sobre os planetas desceram, dos sóis,
as primeiras almas culpadas ansiosas de iniciar a prática purificadora que,
através das lutas e provas sem número, lhes daria a fôrça de remontar novamente
à pureza absoluta e de realizar a ascensão à Suprema Chama Criadora.
Daquela
roupagem, a princípio tão desejada e ora pungente de espinhos que as comprimia
como uma capa opressiva de dores, fixaram ansiosas o olhar na longínqua
infinidade do cosmos no constante desejo de desvelar o profundo mistério que os
envolvia, e a razão da vida.
Enquanto assim
se iniciava o Karma das almas culpadas, o príncipe da luz que deveria ser para
sempre o seu guia e farol de toda beleza e de todo esplendor, tornou-se, ao
contrário, exemplo de incitamento para o abismo. Pelo querer da Suprema Justiça
Onipotente foi relegado ao reino das trevas. Tornava-se assim Lúcifer, o anjo
decaído, o príncipe dos demônios, o eterno tentador, encaminhando às regiões
inferiores e, porque havia atraído outros a segui-lo, devia ainda persistir na
sua obra de tentador, fazendo mais árdua e dolorosa a volta ao Grande Fogo
Criador dos que o haviam acompanhado.
Essa é a sua
missão, a serviço do Querer Supremo e, para que pudesse desempenhá-la, foi-lhe
negado tomar para si próprio aquela carne que tão tenazmente procurara.
Preso à cadeia
da sua pena, na plena consciência do seu ser, ele vê a imensidade de seu erro e
deseja ardentemente a Deus, enquanto a consciência do futuro lhe atormenta sem
tréguas o espírito.
Milênios
transcorreram ...
Quando, no
ritmo aspirante do hálito imenso do Eterno, os universos voltaram a ser
absorvido em feliz curso concêntrico em giros evolutivos de trajetórias de
alegria, em direção ao almejado Centro Infinito, quando as ultimas almas tiverem
atingido a luminosa e ansiada meta e a terra for um desolado deserto, somente
então ele poderá finalmente iniciar a sua purificação, encarnando-se. A ultima
mulher o conceberá, deixando-lhe como herança uma vida atormentada sem o dom do
repouso que a morte concede a cada mortal.
Durante
milênios ele assistira, impotente, à perda de tudo e de todos, à destruição da
sua paixão, à desagregação, átomo por átomo, daquela matéria a princípio tão
ardentemente desejada.
Errará no mundo
vazio e desanimado, naquelas trevas tão almejadas, no silencioso albor espectral
daquela obscuridade que violara. Na noite sem fim lhe farão companhia unicamente
o eco de seu lamento atormentado por mil indizíveis torturas e o aguilhão
implacável de sua insatisfeita sede de luz.
Milênios
transcorrerão, e das chagas abertas da sua dor pelo exílio sem nome fluirá a
água que cancelará a sua culpa.
No esplendor
soberano de todos os esplendores, cujo fulgor inefável não pode ser concebido
pela mente humana, na flamejante e deslumbrante claridade daquela Luz que é
Sabedoria e Amor, Potência e Harmonia, Eterna Fonte de toda vida e de toda
perfeição, junto à Infinita Majestade da Onipotência do Pai, foi elevada, em
lugar do anjo decaído, a radiante fidelidade de Mickael que resplandece da Sua
potência.
Êle teve a seu
lado Gabriel, que se adorna do Seu amor, e Rafael que se ilumina da Sua
Sabedoria.
Essa Divina
Triade, conduzida pela majestosa força de Mickael, que, recebendo poderes da
infinita energia da Causa de todas as causas, representa e retoma o eterno signo
da vitória, pediu e obteve da Graça Suprema a permissão de proteger as almas
perdidas, guiando-as no exaustivo caminho da ascensão.
E a missão da
Divina Triade perdurará até que o infinito respirar do Pai haja terminado,
quando todas as centelhas que um dia foram emanadas sejam novamente reabsorvidas
na Sua Grande Luz.
Relegado
Lúcifer àquele abismo que tanto havia procurado e que fora razão de sua queda,
formara-se na Divina Triade um vácuo.
O equilíbrio
supremo fora violado, mas a Harmonia Eterna o restabelecera com um novo inefável
ato de amor.
O Paterno
Centro Criador quis que, ao lado da Sua Augusta Potência, se acendesse a
Eterna Luz do Infinito Amor do Filho para balancear a eterna Justiça
do Espírito.
Da
infinidade cósmica do Seu Querer emitiu outra centelha, e no vazio criado pela
queda do anjo renegado surge triunfante o Filho de Deus.
Ao conhecimento
que não bastara para salvaguardar a pureza da luz concedida às criaturas, mas
que contribuíra para ofuscá-las, sucedia o incorruptível esplendor do Filho,
Amor, novo farol aceso no caminho sem fim da eternidade. O primeiro havia, com o
estímulo do desejo, levado a luz a confundir-se com as trevas. Êle, com o
exemplo do sacrifício, reconduziria as criaturas das trevas à luz.
A suprema
harmonia da Lei foi assim restabelecia.
Ergos
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 02/03)
Luz lutava
ainda consigo mesmo, presa frequentemente da lancinante dor do remorso, frente à
amorosa efusão Paterna, vencido, muitas vezes, pelo desanimo, quando aflorando
do incomensurável oceano da treva interdita, comparava a sua luz À imaculada,
vitoriosamente esplendente e feliz nos sete graus da rosa angelical.
Mas a pungente
solicitação da vaidade convidava-o sempre mais insistente e longamente ao
proibido, que ocultava em si o veneno da orgulhosa revolta.
Milênios e
milênios decorreram ...
Agora a única felicidade de Luz
consistia em permanecer o mais possível nas trevas sem fim e aí considerar-se e
admirar-se como centro infinito, irradiando fulgores admiráveis que desapareciam
apenas quando voltava junto à Divina Chama.
Contudo –
orgulho lhe sugeria – não era ele, porventura, emanação da Luz Criadora ? Não
estava nele a própria potência criadora do Pai, que lhe havia confiado o governo
de todas as suas criaturas ? E, se lhe fora concedido tanto poder, por que devia
ser-lhe vedado o humilde e fugidio reino das trevas? A sombra que ora lhe fugia
teria, reconhecida pela sua atividade criadora, participado de sua emanação
luminosa.
Desejando que
suas formas mentais, naquele plasma informe se condensassem e concretizassem,
chamou a si a sombra.
Quis, e a sua
vontade consubstanciou-se. Pode amalgamar-se e dissolver-se, segundo o seu
desejo.
A ansiedade que
o havia possuído, depois de haver manifestado a sua vontade e a expectativa não
isenta de temor com que havia contemplado as primeiras realizações, cederam a
uma quase prudente timidez que ele manifestava no consubstancializar-se em novas
formas no plasma fugaz. Modelando os aspectos, que ficavam nas várias
transformações cada vez mais apurados e completos, adquiriu pouco a pouco maior
segurança de expressão e ele se quis sempre mais belo e admirável, em imagens a
mais e mais perfeitas e magníficas.
Uma alegria
louca o inebriava. Acreditava-se igual ao Único: também ele criava. A seu
talante consubstanciavam-se, no dócil plasma etéreo da sombra, figuras de graça
fascinante.
Pelo seu
querer, nasciam as inúmeras variedades dos aspectos e das formas, o mutável
mundo dos fenômenos: criaturas de beleza radiante; paisagens encantadas; flores
de fragrâncias mil e das mais variadas cores; todo o ilimitado e inimaginável
mundo da fantasia criadora.
Então surgiu o
pensamento da revolta: “ÊLE, da luz não criou senão a luz; eu da obscuridade
informe, criei o reino da beleza. Eu sou igual a ÊLE; eu sou mais do que
ÊLE”.
O pensamento da
revolta brotara, e Luz se condenara.
Atraídas pela
nova experiência, arrastadas ou envolvidas pelo mesmo desejo de
consubstancializar-se, muitas das centelhas divinas, partes da essência
resplandente da sétupla rosa que estavam sob a custódia de Luz,
imitaram-no.
Esquecidas de
que a infinita felicidade eterna consistia sòmente em aspirar à mais alta
perfeição e pureza do espírito, buscavam agora àquele plasma material que cada
vez mais as aprisionava na sua ânsia.
E elas não
adoravam mais a Suprema Causa Criadora, a Onipotência Paterna, Deus, mas
volveram a sua culposa atenção para adorar a si mesmas.
E esse foi o
início da queda ...
O olho de Deus,
o Onividente para quem a própria imensidade do espaço não tem mistérios, viu a
Sua Luz, difundida em Suas Criaturas, ofuscadas cada vez mais pelo véu opaco de
desejos sempre crescentes.
A Sua
Onisciência não podia escapar a causa; sabia que a Lei Suprema fora violada,
mas, havendo deixado a cada uma de Suas Criaturas o livre arbítrio, esperou que
a culpa não aumentasse.
Mas, também
então, a Graça Paterna não quis aniquilar aquêle que o seu Fogo Criador, num
ímpeto de amor, tinha gerado, e, na constante efusão amorosa com as Suas
criaturas, não permitiu que outras luzes se precipitassem nas trevas.
Ordenou, por
isso, às centelhas que haviam caído no erro que se afastassem da luz: “Que o
vosso desejo se torne a Minha ordem” – foi a suprema determinação, e na treva a
que tolamente se tinham dirigido fez residir o princípio material das centelhas
culpadas.
Impôs que,
desde então, a matéria não fosse a companheira voluptuosa de um capricho, mas o
fardo doloroso que sobre elas pesaria, em uma sucessão ininterruptamente
expiadoras de vidas, através das quais se conseguiriam purificar e
redimir.
Só
aprisionando-as no cárcere cego da carne, na limitação angustiosa das
imperfeições da matéria, de suas faltas e traições, poderiam iniciar a devida
expiação. Somente pelas aflições e angustias da instabilidade da jornada humana,
do amargo e doloroso pranto que dela emana, atingirão o batismo salutar que pode
permitir entrever, da prisão terrena, a primeira esperança de luz.
Por milênios e
milênios, através do mortificante filtro das paixões, na angustia desse continuo
morrer de cada instante, que é companheiro inseparável da criatura humana, no
perene retorno da vida, superando vitoriosamente obstáculos cada vez mais árduos
e difíceis, dominando a sedução corruptível existente na própria cadeia
mordente, conquistando nessa vitória o caráter real da sua origem, elas,
centelhas divinas que haviam pecado, deveriam reencontrar a força e a pureza
para remontar à Fonte puríssima e eterna de todo o bem.
E na adamantina
claridade, que já as havia feito brilhantes na inefável harmonia, tornariam a
resplender de felicidade imortal no seio do Criador.
É esta a Lei do
Karma da matéria, que naquele momento, teve o seu início. Por ela nasceram os
universos, os sóis, os planetas, as terras, os homens.
Continua
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Luz e Mickael - A Genesis oculta (Parte 01/03)
Da vida nós criamos a fé.
ÊLE nos deu o céu e a terra, os
abismos insondáveis
dos mares, o ardor do Sol, o
sopro do eterno
existir, o oceano infinito das
sombras, o gérmen do
princípio na infinita
multiplicação de Si mesmo.
Fez-nos a dádiva da morte no
Todo imortal da
Sua Muda Vontade
Fomos chama, depois nos
tornamos forma para
ser espírito da divina
eternidade.
Das essências das trevas
surgimos na luz do
Absoluto, no hálito imortal da
eterna realidade,
ansiosos de alcançar o Fogo
Vivente de Deus.
Não existe o
primeiro pensamento porque o Pensamento de todos os pensamentos, a Mente
Suprema, sempre existiu. Não existe a primeira causa e não há a última porque a
Causa Suprema sempre foi e sempre será.
O nada não
existe porque o nada se transforma no todo e tem início no todo.
O todo não
existe, porque é materializado do nada e tem início no nada.
Não existe
matéria, não existe o nada, não existe o todo; existe apenas a Mente Criadora
Suprema, o Espírito Infinito, o Ser, o Ente, Deus.
Passado,
presente, futuro – distinções de uma medida humana; o tempo. Para o Eterno,
subsiste apenas o incomensurável, o infinito e eterno presente, a eternidade,
que os homens podem esforçar-se para conceber como uma perene sucessão de
passados e de futuros.
Passados que
vivem no eterno pensamento de Deus sempre presente; futuros que representam o
respirar da Infinita Lei, surgindo, instante por instante, no teu fugacíssimo
presente.
Quem pode,
realmente, conceber, detê-lo, mantê-lo, por um só instante, seja embora
fugitivo? Apenas o tens percebido, ele, já na sombra, é presa do passado; se o
esperares na passagem da tua mente, enquanto ele ficar envolto nas névoas
imperscrutáveis do incógnito amanhã é futuro; mas apenas o fluir do eterno
movimento erga o véu e os teus lábios, trêmulos de expectativa, estejam por
pronunciar a palavra do presente: é; ele não é mais; já
foi.
Assim, quem
pode conceber o infinito? Contudo, o finito não existe. Experimenta levantar uma
barreira que limite um espaço até a extremidade mais remota que a mente possa
perceber, até o último confim possível à tua imaginação. Ergue aquela barreira e
encerra todo o espaço concebível: além dele, sentirás palpitar ainda outro
espaço como um insondável e misterioso mar que se perderá na infinidade eterna
do Cosmos.
Existe apenas o
infinito, e no espaço infinito vibra o Centro Infinito de Vida.
No fulgor mais
intenso de Sua deslumbrante pureza resplendia o Fogo Incriado, Divino Criador. E
a Sua chama, em um ímpeto de amor, emitiu centelhas, estrelas substanciadas pela
Sua Luz, que envolveram de triunfante apoteose a Sua Glória.
O amor do Pai
era esplendor que se irradiava até a última de Suas criaturas, e essas, aspectos
luminosos do palpitar Daquela Luz, vibravam na Harmonia Infinita, elevando gemas
de incomparável pureza até ao Supremo Centro do Bem.
E tudo era
puro, no tempo dos tempos, até mesmo as trevas infinitas, que com seu aveludado
manto recobriam o mistério dos abismos siderais, porque também eram parte do
Infinito Corpo de Deus e nenhuma culpa havia tido princípio.
Iniciou-se,
assim, a adorante rota das refulgentes e translúcidas esferas dos
bem-aventurados.
Em cada uma,
inúmeras essências angélicas flamejavam de amor pela Graça Perfeita que as
tinham gerado, em uma pulsação a cujo confronto a mais ardente paixão humana é
apenas um imperceptível arrepio de frio.
A onipotência
do Pai fez surgir duas Fôrças, que acima das outras participavam de Seu
incomparável fulgor: LUZ e MICKAEL.
E o Pai, Luz e
Mickael refulgiam, irradiando bem-aventurança às centelhas que os
adoravam.
À Luz, entregou
o Pai o governo das esferas angélicas.
A Mickael
confiou a missão do Seu serviço direto, além da de Chefe dos Arcanjos e de
coadjutor da obra de Luz.
Sete, com
Mickael, eram os Arcanjos que se regozijavam na adoração ante o resplendente
trono de Deus: Gabriel, Rafael, Anael, Azaziel, Azaquiel, Uriel.
Na pureza
incontaminada de sua essência, partícipes da infinita luz, as legiões angélicas,
na celeste rosa, felizes de existirem, cantavam hosanas ao Criador, fitos na
contemplação do indizível esplendor da Mente Suprema.
Na sua missão,
Luz perpassando entre as refulgentes gemas da rosa angélica, recolhia as
humildes preces, o puro perfume das essências espirituais, trescalantes da
absoluta devoção, da alegria perfeita que emanava do seu adorante amor, e os
elevava aos pés do fulgurante trono do Pai.
Certa vez,
porém, no esplendor de seus voos, Luz retardou por um instante o seu rápido
perpassar de esfera em esfera, como se a sombra longínqua, apenas acenada e
fugaz, de um desejo, o atraísse repentinamente ao abismo que circundava o
luminoso Centro Infinito.
Puríssima
essência, emanada da Excelsa Chama Divina, participe daquela Infinita Potência
em ação, superior a toda expressão quando assumia os aspectos peculiares ao
Absoluto e ao Eterno, nada, fora do Imaculado Esplendor Criador, devia atraí-lo.
Todavia, imperceptível, quase inadvertidamente, o reverente temor que o
arrastava aos confins misteriosos do nada diminuía, superado por um desejo cada
vez mais premente e ansioso que maculava o esplendor original.
A escuridão
eterna daquele abismo, insondável mesmo à sua potência, atraia-o
irresistívelmente.
Milênios, como
anéis desenlaçando-se em uma cadeia sem fim, como pausas ritmadas de um eterno
fluir, sucederam-se a milênios, como o bater uniforme da onda que no eterno
movimento se afasta e retorna com a voz e essência imutáveis.
Por um tempo
longuíssimo lutou Luz contra a ânsia de mergulhar naquela treva abismal, onde
sentia vibrar o infinito mistério de Deus, até que o mórbido fascínio da
curiosidade o venceu, impelindo-o a transpor a zona resplendente e a profanar
aquele espaço que o Pai lhe havia proibido.
Esquecido da
alegria indizível da amorosa fusão na infinidade da Graça Geradora que, no Seu
ardor, acalma toda ânsia e sacia todo desejo, penetrou no cobiçado
mistério.
O sentimento de
apreensão que experimentou, transpondo o vedado limite insondável fê-lo
deter-se, apesar do aguilhão da curiosidade, ante a imensidade de sua
audácia.
Às suas costas,
o e4splendor amoroso da Chama Paterna e a felicidade, na harmonia de luzes e de
cores, dos bem-aventurados vibravam na distância. Êle estava só no tenebroso
silencio; só na escuridão profunda que à sua frente lhe fugia, quase temerosa de
ser violada pela sua luz.
Mas a
consciência de seu esplendor, que parecia crescer à medida que avançava,
tornava-o orgulhoso e o encorajava.
Naquelas trevas
ele resplandecia, como nunca, de inusitado clarão e as sombras fugidias que, ao
alcance de suas emanações resplandecentes, se retraiam quase inclinando-se
humildes e convidativas, ofereciam ao seu orgulho nascente maior incentivo para
desenvolver-se.
Esquivo e
convidativo, o infinito reino da sombra, desconhecido e proibido, estava à sua
frente quase na expectativa de um Fiat novo e maravilhoso; e ele
sentiu-se, na treva, como transmudado em um centro luminoso.
Assim, o
orgulho apossou-se dele e o inebriava como o eflúvio de um aroma proibido e
perturbador.
Sua luz
refulgia vitoriosa no reino da treva infinita: “ por que não poderia parar para
reinar e dominar” ? E ao orgulho se juntava, insidiosa, a soberba, incitando-o à
revolta contra a proibição de superar o limite interdito. Mas esse estimulo
doloroso tinha o poder de sacudi-lo, e ele ressurgia das trevas à pureza
incontaminada e feliz do Fulgor Paterno, angustiado e taciturno.
Milênios e
milênios decorreram ...
Assinar:
Comentários (Atom)

