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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia de finados

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.

No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.

O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.



O NASCER PARA O ALÉM...

Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...

E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!



CRENDICES E SUPERSTIÇÕES COM A MORTE

• Quando morre uma pessoa, deve-se abrir todas as portas para a alma sair. Fecham-se porém os fundos da casa. A alma deve sair pela frente. A casa não deve ser fechada antes de sete dias pois o fel (as vísceras) do defunto só se arrebentará nesse prazo. Então a alma vai para o seu lugar. A novena de defunto é para a alma ir para onde foi destinada.

• Não se deve chorar a morte de um anjinho, pois as lágrimas molharão as suas asas e ele não alcançará o céu.

• Quando numa procissão, o pálio para defronte de alguma porta de uma casa, é isso presságio de morte de alguma pessoa dessa casa, porque o pálio para sempre defronte às janelas.

• Homem velho que muda de casa, morre logo.

• Quando a pessoa tem um tremor, é porque a morte passou por perto dela. Deve-se bater na pessoa que está próxima e dizer: Sai morte, que estou bem forte.

• Acender os cigarros de três pessoas com um fósforo só, provoca a morte da terceira pessoa. Outra versão: morrerá a mais moça dos três fumantes.

• Derrubar tinta é prenúncio de morte.

• Quando várias pessoas estão conversando e param repentinamente, é que algum padre morreu.

• Perder pedra de anel é prenúncio de morte de pessoa da família.

• Quando uma pessoa vai para a mesa de operação, não deve levar nenhum objeto de ouro, pois se tal acontecer, morre na certa.

• Não presta tirar fotografia, sendo três pessoas, pois morre a que está no centro.

• Doente que troca de cama, morrerá na certa. Outra versão: não morrerá.

• Não se deve deitar no chão limpo, pois isso chama a morte para uma pessoa da família.

• Quando pessoas vão caçar ou pescar, nunca devem ir em número de três, pois uma será picada por cobra e morrerá na certa.

• Quem come o último bocado morre solteiro.

• Se acontece de se ouvir barulho à noite, em casa, é que a morte está se aproximando.

• Quando morre uma pessoa idosa, morre logo um anjo seu parente (criança) para levar aquela para o céu.

• Defunto que está com braços duros, amolece-os se pedir que assim faça.

• Defunto que fica com o corpo mole é indício de que um seu parente o segue na morte.

• Quando o defunto fica com os olhos abertos é porque logo outro da família o seguirá.

• Não se deve beijar os pés de defunto, pois logo se irá atrás dele, morrendo também.

• Na hora da morte, fazer o agonizante segurar uma vela para alumiar o caminho que vai seguir.

• Em mortalha, a linha não deve ter nó.

• Água benta ou alcânfora temperada na pinga joga-se com um galho de alecrim, sobre o defunto.

• Quando uma pessoa jogar terra sobre o defunto na cova, deve pedir ao mesmo que lhe arranje um bom lugar no além. Se ele for para um bom lugar, arranjará; se para um mau quem pede está azarado. Bom é pedir lugar para o cadáver de um anjinho, pois este sempre vai para um bom lugar.

• Não se deve trazer terra do cemitério quando se volta de um enterro, pois ela traz a morte para a casa.

• A pessoa que apaga as velas após a saída do enterro morrerá logo. É bom colocar perto do caixão do defunto um copo d’água benta.

• Não presta ver muitos enterros, pois com isso se chama a morte para si.

• Quando passa um enterro, não se deve atravessar o acompanhamento, pois isso traz a morte para pessoas da família. Bom é acompanhar o enterro.

• Não presta acender só três velas para defunto; deve-se acender quatro.


A HISTÓRIA DAS VELAS

No início desta história as velas não existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido. Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.

Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.

Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas. Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.

Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.

Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo. O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado.

No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.

As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos.

A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado.

Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.

O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres. Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável.

Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.

Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.

No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.

A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos.

Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas. Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.

Cuidados a tomar antes de acender uma vela:
Os espíritos do astral SUPERIOR, estão em cima, os do INFERIOR, embaixo. Antes de acender uma vela plasme seu desejo, faça sua vontade, diga-lhe a que intenção deve obedecer.

As velas para os astral superior, deverão ser acendidas a MAIS de 60 cm do piso, para evitar uma ancoragem equivocada. Lembre-se que mesmo no mundo dos espíritos existem certas regras, portanto envie o sinal adequado.

Nunca acenda velas para alma de mortos dentro de casa. Lembre-se que o vínculo entre pessoas de energia similar ou laços de sangue e afeto são muito fortes, que resistem ao tempo e espaço. Entretanto, nem sempre o espírito daquele que está no mundo dos espíritos entende muito bem que já não faz parte do mundo físico e que suas manifestações poderão ser perturbadoras e até mesmo negativas para a energia dos vivos.

Ore, deseje paz e luz para aqueles se estão em outros planos quando desconfiar que existem presenças que interferem de forma negativa.

Coloque uma taça com água pura antes de acender uma vela. Se aparecerem borbulhas aderidas às paredes da taça é sinal de "carga negativa". Os vivos também poderão ser emissores e canais de negatividade. Este procedimento pode ser aplicado à distância, ou seja, se você está falando ao telefone com alguém e começa a sentir sono ou transpirar, coloque um copo com água e diga "esta água é para Fulano...

Se você tem um gato, saiba que é seu melhor limpador de ambientes, portanto passe a mão pelo lombo do bichano. Não tema, eles não se contaminam, pelo contrário buscam os lugares de energia negativa para dormir e mantém a casa purificada.

Isso não significa que deve comunicar-se com planos superiores tendo um gato ou algum animal ao seu lado, pois são energias incompatíveis, de 3º nível.

Se desconfia de presenças negativas limpe a casa queimando sal marinho sobre brasas.

O café em grão, que deverá ser triturado e polvilhado sobre brasas de carvão vegetal também afasta os miasmas espirituais, assim como o cravo da índia, que limpa os pensamentos e corta os vínculos de astral.

Existem cuidados básicos a tomar antes de acender velas que invoquem forças espirituais poderosas como os anjos, por exemplo.

O anjo que está ao lado de cada pessoa é sua consciência cósmica, que sintoniza com sua forma de agir (positiva ou negativa), portanto uma casa espiritualmente desordenada, com pessoas que praticam ações perversas ou consomem drogas necessita uma limpeza energética antes de qualquer ritual mágico. Uma casa que sofreu luto, ou onde aconteceu algum tipo de agressão física, ou abrigou um morador com doença terminal, também necessita de uma boa limpeza energética prévia ao acendimento de velas.

A presença de espíritos de luz superior pode ser notada quando aparecem perfume de flores ou essências em certos lugares.

Também estão presentes quando as flores e frutas ao invés de apodrecerem com o passar do tempo duram meses e depois vão secando. Já observei maçãs que duraram quase um ano sem deteriorar-se. Também já vi uma maçã que estava perfeitamente conservada por meses e no momento que foi colocadas na presença de uma pessoa "negativa", que reclamava da vida, sentia-se infeliz, falava mal de outros... apodreceu no dia seguinte.

Nada impede que acenda velas decorativas ou apenas para distender-se, obedecendo a altura de no mínimo 60 cm do piso, mas tratando-se de magia com velas ou pedidos a entidades ou espíritos superiores é aconselhável "despoluir" a comunicação antes para obter uma sintonia de qualidade.

A luz de uma vela carrega em si todas as forças do Universo, tanto que sempre cumpre a missão de agregar luz e força a qualquer situação.

Uma vela serve como ponto de ancoragem, que tanto poderá ser de espíritos de luz como de escuridão.

A alma busca a luz das velas! TODAS as almas, tanto aquelas que são puras ou estão em um nível superior de evolução, como aquelas que são do baixo astral, ou os espíritos errantes que ainda não encontraram a luz por alguma razão.

O que são espíritos errantes?
- São aquelas pessoas que morreram sem desejar ir-se ao plano superior ou estar preparadas para a morte e a natural desvinculação com o mundo físico ou material.
- Também pode acontecer que no momento da morte a pessoa sinta que ainda tem muito a realizar por si mesma ou por aqueles que ficam.
- Outra causa menos nobre seria o desejo de vingança, ódio ou incapacidade de perdoar determinados tipos de agressões sofridas em vida, como um estupro seguido de morte, um assalto seguido de morte ou separação de quem ama.
- Noivas (os) apaixonados, esposos, irmãos, etc.
- Pessoas com doenças terminais.
- Torturados.
- Quem comprou um imóvel com muito sacrifício e depois não desfrutou, ou porque teve que vendê-lo ou porque morreu em seguida.
- Pais que morrem e sentem-se responsáveis para cuidar dos filhos que ficam desamparados ou com pessoas indesejáveis.
- Escravos ou pessoas exploradas.
- Pecadores que nunca fizeram "mea culpa".

A presenças de tais espíritos não significa SEMPRE que são agressores, malvados ou destrutivos, mas SIM que poderão ser PERTURBADORES, quando interferem com manifestações de sua presença.

Alguns sinais de que existem espíritos do baixo astral interferindo na energia de sua casa podem ser bastante sutis, como por exemplo, vento frio em determinado lugar ou ponto, umidade, cheiro de queimado, cheiro de algo podre, entre outros. Tais sinais surgem de repente e da mesma forma desaparecem, sem que exista uma causa física para tal.

Uma confirmação é que surgem quase sempre no mesmo lugar, como por exemplo perto da cadeira onde o defunto sentava-se ou lugar onde permanecia mais tempo enquanto vivia.

As consequências nos vivos: Baixo rendimento, depressão e tristeza sem razão aparente, sono excessivo, falta de perspectiva, acomodação, isolamento, brigas ou discussões por banalidades, ENTRE OUTROS.

Quanto aos espíritos com manifestações físicas, já é um caso que exige ajuda de profissionais, pois interferem diretamente na ordem da casa e comportamento daqueles a quem se manifesta. São situações bastante raras, mas todos já escutamos estórias de pessoas que escutam gemidos, passos, pranto, gritos, gargalhadas e até viram ou fotografaram tais manifestações fantasmagóricas. Em certos casos poderão inclusive agredir de forma física as pessoas que vivem na casa.

Lembre-se: Os espíritos de "baixo astral" ou "errantes" não serão todos MAUS (no sentido que entendemos), tanto que algumas religiões se utilizam justamente desta conexão para aceder ao mundo espiritual e buscar respostas para suas inquietudes ou para pedir favores, sempre em troca de algo, que geralmente é o que este tipo de espírito necessita, que pode ser cachaça, animais mortos, flores ou velas, que serão acendidas no chão, em encruzilhadas. Não entendo muito destes tipos de rituais, mas o fato de colocar a oferenda em um lugar que o espírito não sabe que direção seguir e que a vela ilumina o baixo astral por estar no chão, o manterá cativo e disponível para futuras consultas.

Nestes casos tais espíritos utilizam o corpo=energia de um "canal" vivo, que sempre sairá de uma sessão destas muito cansado e sonolento. Muitas vezes a pessoa que incorpora o espírito de baixo astral sente uma espécie de torpor, como depois de um choque elétrico. Quem se utiliza deste tipo de canal espiritual corre o risco de prejudicar sua própria aura, pois entra em uma sintonia inferior, tanto que se nota perfeitamente a diferença em uma fotografia kirlian, entre aqueles que se conectam com o astral inferior, e quem se conecta com astral superior.

domingo, 7 de junho de 2009

Crenças

Crenças
Por João Coutinho

Crenças não significam simplesmente religião, envolve tudo em que se acredita dentro da política, da religião, e da filosofia. Aquilo em que se acredita será o produto das escolhas, dos caminhos a serem seguidos e das verdades que aceitará.
As funções mentais que permitem pensar e perceber, amar e odiar, aprender e lembrar, resolver problemas, comunicar-se através da fala e da escrita, criar e destruir civilizações, é que se expressam às crenças adquiridas deste o nascimento, desenvolvido graças ao meio ambiente em que se vive. Estas expressões estão estreitamente relacionadas ao funcionamento cerebral, e essas crenças se manifestarão em nosso estado comportamental, emocional e social definindo uma postura que se expressa sobre a personalidade.
Mesmo uma criança, deste seu nascimento até atingir a idade escolar, chega à escola com mais de 5000 informações diferentes que poderão ajudar em sua aprendizagem ou dificulta-la. Estas informações dependerão do meio ambiente, dos pais e principalmente das crenças que as pessoas ao redor influenciam sobre a personalidade da criança.
O cérebro funciona como um computador, todas as informações adquiridas chegam até ele, inclusive as que limitam e as que determinam as conquistas, derrotas e sofrimentos. Às vezes as interpretações que fazemos das coisas, conforme acreditamos, acaba levando o homem ao sofrimento e a limitações. Dentro deste prisma o Karma pode ser interpretado como uma bela desculpa, algo inventado para culparmos por nossos erros, sofrimentos e derrotas.
É claro que a Lei do Karma é presente, porém existem vários fatores determinantes, não apenas um fator que determina tudo, e é na complementaridade desses fatores que irão definir este tudo. Desta forma, a crença pode ser interpretada como causa e não como efeito da escolha.
As crenças podem ser conscientes e inconscientes, se disser eu não consigo, e acreditar que não consegue, seu cérebro interpretará que realmente você não consegue, então se tornará um fracassado. Muitas vezes é impossível mudar algo que você não conhece, então é necessário reconhecer o que está limitando ou qual é a crença que esta fazendo isso ou quais são. Alguns exemplos de crenças que limitam são: Porque acontecem coisas apenas comigo? Que mal eu fiz a Deus? O que eu fiz na vida passada de tão ruim que tenho que pagar nesta vida? Porque os outros vencem, e eu não?
Algumas crenças se comportam como produtos de inveja como: O que é que aquela pessoa tem que eu não tenho? Será que Deus privilegiou somente eles e acabou se esquecendo de mim? Meu Deus o que será de mim, porque isso tem acontecer justamente comigo? Quando penso que está tudo bem, algo acontece. Será que mereço tanto?
Percebe-se que sobre a cortina da crença envolve todos tipos de emoções, e faz com que as orações não sejam atendidas de forma divina, e sim no que foi transmitido para mente. A palavra tem força, se disser eu quero dinheiro, aparecerá dinheiro, como não definiu, aparecerá uma moeda de 10 centavos. Ora você não queria dinheiro? E se você definiu, mas faz parte apenas de um desejo profano e não de sua vontade, poderá ganhar, porém com tudo aquilo em que acredita de bom e ruim virá também.
Quando diz, perdi peso, o cérebro entenderá que perdeu algo que deve recuperar, e se disser que eliminou, ele entenderá que eliminou algo que não deve mais recuperar. A neurolínguistica se preocupa com que se fala, pois ela transmite aquilo que se acredita, e os neurotransmissores do cérebro serão produzidos ou não devido à interpretação do que está ao redor, do que pensa e de que acredita.
Isto são chamados de escolhas, pode-se ter escolhido ser um perdedor, fracassado e sofredor através das crenças mentais. Não é a faca que mata, é sim quem está por trás dela, assim como não é somente Deus que salva o homem de todas desgraças, e sim, ele próprio pode-se salvar, quem sabe, até de suas próprias crenças.
Qualquer pessoa seria capaz de escrever uma longa lista dos valores que gostaria de conquistar por suas ações daquilo em que acredita como: Vida, saúde, paz, liberdade, verdade, justiça, conhecimento, experiência, desenvolvimento pessoal, amizade, companheirismo, uma relação amorosa, vida familiar, prazer sensual, prazer estético e reencarnação.
A lista pode se prolongar, mas a questão é saber realmente o que quer. Quer ser feliz, ou quer ser feliz porque é moda dizer que é feliz e isso o faz acreditar que é bom? Realmente quer se espiritualizar ou é moda sair dizendo por ai que é bruxa, mago, e outros. Intelectualizar não é espiritualizar-se.
Você é seu comportamento ou o seu eu mais interno? O que determina sua personalidade, aquilo em que acredita que é, ou aquilo que realmente é. No entanto, é costume dizer: Eu sou assim, se tiver que gostar de mim tem que ser do jeito que sou? Está dizendo realmente quem é ou como se comporta? As crenças agem sobre a postura comportamental, emocional e social.
Dizer: “Isto aqui sou eu”, baseado naquilo em que acredita ser, é uma completa ilusão, é lógico que é necessário conhecer este eu inferior, mas para deste conhecer o verdadeiro eu. A crença, os desejos e anseios são produtos da satisfação do seu eu inferior, que de maneira incontrolada retrata o que o seu corpo quer e não o que seu espírito quer.
Existem dois tipos de satisfação uma interna outra externa e ambas dependem exclusivamente daquilo em que acredita do que vai ser bom ou ruim. E é nelas que as escolhas conscientes se tornam necessárias.
A consciência é a capacidade que temos de reagir ao certo e ao errado. Podemos dizer que a consciência é um cão de guarda normativo. Se infringirmos uma de nossas normas, a consciência começa a rosnar. Em casos mais flagrantes, seu peso pode nos derrubar; ou ela pode nos forçar a recuar, modificar nossas ações, pedir desculpas, às vezes é inútil negociar com ela. Podemos esconder de todo mundo, da policia, da lei, da censura moral, e até de Deus em nossas orações, mas nunca podemos esconder da consciência.
É nesse ínterim que não podemos acreditar em coisas que não aprendemos, ouvimos, vivemos ou experimentamos. Dentro deste conceito a vontade verdadeira se torna o gradiente de concentração que move os nossos pensamentos. Ela passa ser a força que guia toda crença a um comportamento ético, a um emocional equilibrado e a uma vida social de realizações.

terça-feira, 3 de março de 2009

Creio

( M. Gandhi)

Creio em mim mesmo;
creio nos que trabalham comigo;
creio nos meus amigos;
creio na minha família;

Creio que Deus me emprestará tudo que
necessito para triunfar, contanto que eu me
esforce para alcançar com meios lícitos e honestos;

Creio nas orações e nunca fecharei os meus olhos
para dormir, sem pedir antes a devida orientação
a fim de ser paciente com os outros e tolerante com
os que não acreditam como eu acredito;

Creio que o triunfo é resultado de esforço
inteligente, que não depende de sorte, de
magia, de amigos, companheiros duvidosos
ou de meu chefe;

Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. E, assim sendo, serei cauteloso quando
tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.

Não caluniarei aqueles que não gosto; não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem; prestarei o melhor serviço de que sou capaz,
porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz.

Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O que é o Hinduísmo?

O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo. Não há um fundador desta religião, ao contrário de tantas outras - no Islamismo, por exemplo, temos Maomé, e no Budismo, o próprio Buda. O Hinduísmo, na verdade, se compõe de toda uma intersecção de valores, filosofias e crenças, derivadas de diferentes povos e culturas.

Para compreender o Hinduísmo, é fundamental situá-lo historicamente. Por volta de 3000 a.C., a Índia era habitada por povos que cultuavam o Pai do Universo, numa espécie de fé monoteísta. Pouco depois, em 2500 a.C., floresceu a civilização dravídica, no vale do rio Indo, região que hoje corresponde ao Paquistão e parte da Índia. Os drávidas eram adeptos de uma filosofia de louvor à natureza, de orientação matriarcal e baseada no princípio da não-violência. Porém, em 1500 a.C., os arianos invadiram e dominaram aquela região, reduzindo os antigos drávidas à condição de "párias" - espécie de sub-classe social, que até hoje permanece sendo a casta mais baixa da pirâmide social indiana.

O hinduísmo tem sua base descritas nos seguintes textos:

VEDAS: Primeiros livros do Hinduísmo, surgidos aproximadamente no ano de 1000 a.C., que aglutinam quatro coletâneas de textos. Dentre eles, destaca-se o Mahabharata, que contém o poema épico Bhagavad Gita (A Canção do Senhor). O conteúdo dos Vedas oscila entre o Monoteísmo (culto a um deus único) e o Politeísmo (culto a diversos deuses).

UPANISHADS: Essas escrituras, que podem ser traduzidas como Doutrinas Arcanas, foram redigidas por místicos que representam o expoente máximo do Bramanismo (uma das vertentes do Hinduísmo). Sua estrutura é a de uma série de diálogos entre mestres e discípulos, cujo ensinamento fundamental é o seguinte: o mundo em que vivemos é feito de maya (ilusão), e embora possamos ter a impressão de que o mundo é real, a única verdade é Brahma, a divindade suprema.



Fundamentos Importantes

* Para o Hinduísmo, as pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. A trajetória desse espírito depende das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma.

* Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

* Os rituais se compõem de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação / contemplação da divindade, e o Puja (oferenda).

* A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se poderia ofertar algo que fosse "sujo".

* As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito, língua "morta" que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Essas preces recebem o nome de mantras. Os mantras são dirigidos a diversas divindades, ou estimulam qualidades pessoais. Em geral, são entoados 108 vezes, e para sua contagem utiliza-se o japa-mala (colar de contas), uma espécie de "rosário", confeccionado em sândalo ou com sementes de rudraksha (árvores consideradas altamente auspiciosas pela tradição indiana).

* O mantra mais importante é o OM, "sílaba sagrada" que representa o próprio nome de Deus. OM é a semente de todos os mantras e princípio da criação. Foi dele que derivou toda a matéria - neste aspecto, podemos até traçar um paralelo com o gênesis da Bíblia: "E o som se fez carne".

* O hindu costuma manter em casa um altar de devoção a seu deus, no qual queima incenso, coloca flores, velas e oferendas. Também freqüenta os templos que estão entre os de arquitetura mais exuberante do mundo. Cada altar possui sempre a estátua de seu deus, e nos templos as imagens são diariamente despertadas pela manhã, lavadas, vestidas e enfeitadas com flores pelos sacerdotes. Diante do altar, os hindus recitam mantras, fórmulas sagradas escritas nos Vedas que podem aproximá-los dos deuses. Peregrinar para visitar os templos e lugares sagrados são práticas habituais. Algumas das celebrações hindus são o Festival das Luzes, comemorado em todo o país no outono com o acender de velas, o Festival das Nove Noites para a deusa Durga, em setembro ou outubro, o Festival da deusa Shiva, em março, e o Festival de Krishna, em agosto.



Fases do Hinduísmo


O Hinduísmo teve três fases distintas:

Na primeira fase do Hinduísmo, que recebe o nome de Hinduísmo Védico, temos o culto aos deuses tribais. Dyaus, ou Dyaus-Pitar ("Deus do Céu", em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. Doador da chuva e da fertilidade, ele gerou todos os outros deuses. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) eram os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo. A partir da influência ariana, o simbolismo de Dyeus passou por uma transformação e tornou-se Indra, jovem divindade que rege a guerra, a fertilidade e o firmamento. Indra representa os aspectos benevolentes da tempestade, em contraposição a Rudra, provável precursor do deus Shiva, o destruidor. Também nesse período surgiram diversas outras divindades, inclusive Asura, representante das forças maléficas.

Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do Hinduísmo. Ele representa a força criadora. Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal da tradição hindu. Os rituais ganham uma série de componentes mágicos e elaboram-se idéias mais complexas acerca do Universo e da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação e o de transmigração de almas.

Mais História - A terceira fase

No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa nascida na Índia, mas a partir do século 13 este termo ganhou uma conotação religiosa, tornando-se sinônimo de "nativo não-convertido ao Islamismo".

A influência muçulmana se faz sentir dentro da ritualística hindu, pois uma das características marcantes do Hinduísmo é sua capacidade de absorver novos elementos e agregá-los ao seu sistema de crenças. Isso também ocorre quando, no século 18, o Cristianismo se insere no universo indiano, pela influência predominante dos colonizadores franceses.

Este Hinduísmo híbrido também se divide em várias correntes, cujos expoentes são gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda (1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas correntes têm em comum é a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.

Por força dessa nova fase, a própria organização social da Índia - em sistema de castas -, começa a perder o sentido, pois existe um clamor ético por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido no Ocidente como chefe político, mas venerado na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto da Ahimsa (o princípio da não-violência), apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo.

Hoje, o Hinduísmo é a crença predominante na Índia. Mais do que uma religião, ele se caracteriza como uma tradição cultural, que engloba modo de viver, ordem social, princípios éticos e filosóficos.

(material extraído do site http://www.guruweb.com.br)