HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.
No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.
O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!
CRENDICES E SUPERSTIÇÕES COM A MORTE
• Quando morre uma pessoa, deve-se abrir todas as portas para a alma sair. Fecham-se porém os fundos da casa. A alma deve sair pela frente. A casa não deve ser fechada antes de sete dias pois o fel (as vísceras) do defunto só se arrebentará nesse prazo. Então a alma vai para o seu lugar. A novena de defunto é para a alma ir para onde foi destinada.
• Não se deve chorar a morte de um anjinho, pois as lágrimas molharão as suas asas e ele não alcançará o céu.
• Quando numa procissão, o pálio para defronte de alguma porta de uma casa, é isso presságio de morte de alguma pessoa dessa casa, porque o pálio para sempre defronte às janelas.
• Homem velho que muda de casa, morre logo.
• Quando a pessoa tem um tremor, é porque a morte passou por perto dela. Deve-se bater na pessoa que está próxima e dizer: Sai morte, que estou bem forte.
• Acender os cigarros de três pessoas com um fósforo só, provoca a morte da terceira pessoa. Outra versão: morrerá a mais moça dos três fumantes.
• Derrubar tinta é prenúncio de morte.
• Quando várias pessoas estão conversando e param repentinamente, é que algum padre morreu.
• Perder pedra de anel é prenúncio de morte de pessoa da família.
• Quando uma pessoa vai para a mesa de operação, não deve levar nenhum objeto de ouro, pois se tal acontecer, morre na certa.
• Não presta tirar fotografia, sendo três pessoas, pois morre a que está no centro.
• Doente que troca de cama, morrerá na certa. Outra versão: não morrerá.
• Não se deve deitar no chão limpo, pois isso chama a morte para uma pessoa da família.
• Quando pessoas vão caçar ou pescar, nunca devem ir em número de três, pois uma será picada por cobra e morrerá na certa.
• Quem come o último bocado morre solteiro.
• Se acontece de se ouvir barulho à noite, em casa, é que a morte está se aproximando.
• Quando morre uma pessoa idosa, morre logo um anjo seu parente (criança) para levar aquela para o céu.
• Defunto que está com braços duros, amolece-os se pedir que assim faça.
• Defunto que fica com o corpo mole é indício de que um seu parente o segue na morte.
• Quando o defunto fica com os olhos abertos é porque logo outro da família o seguirá.
• Não se deve beijar os pés de defunto, pois logo se irá atrás dele, morrendo também.
• Na hora da morte, fazer o agonizante segurar uma vela para alumiar o caminho que vai seguir.
• Em mortalha, a linha não deve ter nó.
• Água benta ou alcânfora temperada na pinga joga-se com um galho de alecrim, sobre o defunto.
• Quando uma pessoa jogar terra sobre o defunto na cova, deve pedir ao mesmo que lhe arranje um bom lugar no além. Se ele for para um bom lugar, arranjará; se para um mau quem pede está azarado. Bom é pedir lugar para o cadáver de um anjinho, pois este sempre vai para um bom lugar.
• Não se deve trazer terra do cemitério quando se volta de um enterro, pois ela traz a morte para a casa.
• A pessoa que apaga as velas após a saída do enterro morrerá logo. É bom colocar perto do caixão do defunto um copo d’água benta.
• Não presta ver muitos enterros, pois com isso se chama a morte para si.
• Quando passa um enterro, não se deve atravessar o acompanhamento, pois isso traz a morte para pessoas da família. Bom é acompanhar o enterro.
• Não presta acender só três velas para defunto; deve-se acender quatro.
A HISTÓRIA DAS VELAS
No início desta história as velas não existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido. Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.
Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.
Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas. Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.
Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.
Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo. O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado.
No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.
As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos.
A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado.
Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.
O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres. Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável.
Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.
Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.
No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.
A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos.
Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas. Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.
Cuidados a tomar antes de acender uma vela:
Os espíritos do astral SUPERIOR, estão em cima, os do INFERIOR, embaixo. Antes de acender uma vela plasme seu desejo, faça sua vontade, diga-lhe a que intenção deve obedecer.
As velas para os astral superior, deverão ser acendidas a MAIS de 60 cm do piso, para evitar uma ancoragem equivocada. Lembre-se que mesmo no mundo dos espíritos existem certas regras, portanto envie o sinal adequado.
Nunca acenda velas para alma de mortos dentro de casa. Lembre-se que o vínculo entre pessoas de energia similar ou laços de sangue e afeto são muito fortes, que resistem ao tempo e espaço. Entretanto, nem sempre o espírito daquele que está no mundo dos espíritos entende muito bem que já não faz parte do mundo físico e que suas manifestações poderão ser perturbadoras e até mesmo negativas para a energia dos vivos.
Ore, deseje paz e luz para aqueles se estão em outros planos quando desconfiar que existem presenças que interferem de forma negativa.
Coloque uma taça com água pura antes de acender uma vela. Se aparecerem borbulhas aderidas às paredes da taça é sinal de "carga negativa". Os vivos também poderão ser emissores e canais de negatividade. Este procedimento pode ser aplicado à distância, ou seja, se você está falando ao telefone com alguém e começa a sentir sono ou transpirar, coloque um copo com água e diga "esta água é para Fulano...
Se você tem um gato, saiba que é seu melhor limpador de ambientes, portanto passe a mão pelo lombo do bichano. Não tema, eles não se contaminam, pelo contrário buscam os lugares de energia negativa para dormir e mantém a casa purificada.
Isso não significa que deve comunicar-se com planos superiores tendo um gato ou algum animal ao seu lado, pois são energias incompatíveis, de 3º nível.
Se desconfia de presenças negativas limpe a casa queimando sal marinho sobre brasas.
O café em grão, que deverá ser triturado e polvilhado sobre brasas de carvão vegetal também afasta os miasmas espirituais, assim como o cravo da índia, que limpa os pensamentos e corta os vínculos de astral.
Existem cuidados básicos a tomar antes de acender velas que invoquem forças espirituais poderosas como os anjos, por exemplo.
O anjo que está ao lado de cada pessoa é sua consciência cósmica, que sintoniza com sua forma de agir (positiva ou negativa), portanto uma casa espiritualmente desordenada, com pessoas que praticam ações perversas ou consomem drogas necessita uma limpeza energética antes de qualquer ritual mágico. Uma casa que sofreu luto, ou onde aconteceu algum tipo de agressão física, ou abrigou um morador com doença terminal, também necessita de uma boa limpeza energética prévia ao acendimento de velas.
A presença de espíritos de luz superior pode ser notada quando aparecem perfume de flores ou essências em certos lugares.
Também estão presentes quando as flores e frutas ao invés de apodrecerem com o passar do tempo duram meses e depois vão secando. Já observei maçãs que duraram quase um ano sem deteriorar-se. Também já vi uma maçã que estava perfeitamente conservada por meses e no momento que foi colocadas na presença de uma pessoa "negativa", que reclamava da vida, sentia-se infeliz, falava mal de outros... apodreceu no dia seguinte.
Nada impede que acenda velas decorativas ou apenas para distender-se, obedecendo a altura de no mínimo 60 cm do piso, mas tratando-se de magia com velas ou pedidos a entidades ou espíritos superiores é aconselhável "despoluir" a comunicação antes para obter uma sintonia de qualidade.
A luz de uma vela carrega em si todas as forças do Universo, tanto que sempre cumpre a missão de agregar luz e força a qualquer situação.
Uma vela serve como ponto de ancoragem, que tanto poderá ser de espíritos de luz como de escuridão.
A alma busca a luz das velas! TODAS as almas, tanto aquelas que são puras ou estão em um nível superior de evolução, como aquelas que são do baixo astral, ou os espíritos errantes que ainda não encontraram a luz por alguma razão.
O que são espíritos errantes?
- São aquelas pessoas que morreram sem desejar ir-se ao plano superior ou estar preparadas para a morte e a natural desvinculação com o mundo físico ou material.
- Também pode acontecer que no momento da morte a pessoa sinta que ainda tem muito a realizar por si mesma ou por aqueles que ficam.
- Outra causa menos nobre seria o desejo de vingança, ódio ou incapacidade de perdoar determinados tipos de agressões sofridas em vida, como um estupro seguido de morte, um assalto seguido de morte ou separação de quem ama.
- Noivas (os) apaixonados, esposos, irmãos, etc.
- Pessoas com doenças terminais.
- Torturados.
- Quem comprou um imóvel com muito sacrifício e depois não desfrutou, ou porque teve que vendê-lo ou porque morreu em seguida.
- Pais que morrem e sentem-se responsáveis para cuidar dos filhos que ficam desamparados ou com pessoas indesejáveis.
- Escravos ou pessoas exploradas.
- Pecadores que nunca fizeram "mea culpa".
A presenças de tais espíritos não significa SEMPRE que são agressores, malvados ou destrutivos, mas SIM que poderão ser PERTURBADORES, quando interferem com manifestações de sua presença.
Alguns sinais de que existem espíritos do baixo astral interferindo na energia de sua casa podem ser bastante sutis, como por exemplo, vento frio em determinado lugar ou ponto, umidade, cheiro de queimado, cheiro de algo podre, entre outros. Tais sinais surgem de repente e da mesma forma desaparecem, sem que exista uma causa física para tal.
Uma confirmação é que surgem quase sempre no mesmo lugar, como por exemplo perto da cadeira onde o defunto sentava-se ou lugar onde permanecia mais tempo enquanto vivia.
As consequências nos vivos: Baixo rendimento, depressão e tristeza sem razão aparente, sono excessivo, falta de perspectiva, acomodação, isolamento, brigas ou discussões por banalidades, ENTRE OUTROS.
Quanto aos espíritos com manifestações físicas, já é um caso que exige ajuda de profissionais, pois interferem diretamente na ordem da casa e comportamento daqueles a quem se manifesta. São situações bastante raras, mas todos já escutamos estórias de pessoas que escutam gemidos, passos, pranto, gritos, gargalhadas e até viram ou fotografaram tais manifestações fantasmagóricas. Em certos casos poderão inclusive agredir de forma física as pessoas que vivem na casa.
Lembre-se: Os espíritos de "baixo astral" ou "errantes" não serão todos MAUS (no sentido que entendemos), tanto que algumas religiões se utilizam justamente desta conexão para aceder ao mundo espiritual e buscar respostas para suas inquietudes ou para pedir favores, sempre em troca de algo, que geralmente é o que este tipo de espírito necessita, que pode ser cachaça, animais mortos, flores ou velas, que serão acendidas no chão, em encruzilhadas. Não entendo muito destes tipos de rituais, mas o fato de colocar a oferenda em um lugar que o espírito não sabe que direção seguir e que a vela ilumina o baixo astral por estar no chão, o manterá cativo e disponível para futuras consultas.
Nestes casos tais espíritos utilizam o corpo=energia de um "canal" vivo, que sempre sairá de uma sessão destas muito cansado e sonolento. Muitas vezes a pessoa que incorpora o espírito de baixo astral sente uma espécie de torpor, como depois de um choque elétrico. Quem se utiliza deste tipo de canal espiritual corre o risco de prejudicar sua própria aura, pois entra em uma sintonia inferior, tanto que se nota perfeitamente a diferença em uma fotografia kirlian, entre aqueles que se conectam com o astral inferior, e quem se conecta com astral superior.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
A morte segundo as religiões
De acordo com pesquisa apresentadas, a comemoração dos mortos, hoje denominada Dia de Finados, teve origem na antiga gália, no território europeu.
Era no dia primeiro de novembro que eles celebravam a festa dos espíritos. Não nos cemitérios - os gauleses não honravam os cadáveres -, mas sim em seus lares, onde os médiuns, os videntes falavam com as almas dos que haviam partido.
Eles acreditavam que os bosques, os pântanos eram povoados por espíritos errantes.
Foi no ano de 998 que o dia de finados começou a ser comemorado nos mosteiros beneditinos, na França, e se tornou oficial no ano de 1915.
De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.
Filosofia
A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.
Doutrina niilista
Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo
Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum
Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em `pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.
Budismo
O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura – lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada – ou renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.
Hinduísmo
A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.
Islamismo (Religião Muçulmana)
Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas `desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.
Espiritismo
Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.
Muitas escolas espiritualistas – não todas – defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.
Igreja evangélica
Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada `Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no `Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.
Igreja Batista
Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.
Catolicismo
A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.
Judaísmo
O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.
Candomblé
Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.
Umbanda
A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um `livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.
Revista Época: 05/08/2004 – Edição nº 325
Era no dia primeiro de novembro que eles celebravam a festa dos espíritos. Não nos cemitérios - os gauleses não honravam os cadáveres -, mas sim em seus lares, onde os médiuns, os videntes falavam com as almas dos que haviam partido.
Eles acreditavam que os bosques, os pântanos eram povoados por espíritos errantes.
Foi no ano de 998 que o dia de finados começou a ser comemorado nos mosteiros beneditinos, na França, e se tornou oficial no ano de 1915.
De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.
Filosofia
A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.
Doutrina niilista
Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo
Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum
Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em `pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.
Budismo
O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura – lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada – ou renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.
Hinduísmo
A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.
Islamismo (Religião Muçulmana)
Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas `desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.
Espiritismo
Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.
Muitas escolas espiritualistas – não todas – defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.
Igreja evangélica
Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada `Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no `Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.
Igreja Batista
Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.
Catolicismo
A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.
Judaísmo
O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.
Candomblé
Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.
Umbanda
A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um `livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.
Revista Época: 05/08/2004 – Edição nº 325
sábado, 24 de outubro de 2009
Histórias dos espíritos ciganos e as características da incorporação de cada um
Falar sobre o desenvolvimento da incorporação, é difícil devido ao caráter pessoal de cada Entidade espiritual, de modo que farei um apanhado do que nestes anos de convivência com as forças astrais, observei serem comuns a quase todos os tipos de entidades que tem permissão para “chegar” até o protegido/médium de forma corporificada.
A pessoa que como missão na terra trazer o convívio destes Mestres astrais, de forma mais próxima para os seres encarnados, são pessoas que tem uma grande responsabilidade por ser médium incorporativo.
O desenvolvimento geralmente é acompanhado de um estudo iniciático, confirmado através de oráculos, e por vezes quando a mediunidade é evidente e trazida pela pessoa desde o berço, é confirmada pela própria entidade que o introduz no meio espiritual. Apesar disto, direi do início do processo de incorporação como se dá geralmente.
A pessoa começa a sentir as irradiações dos ambientes, percebendo que aflora de repente uma sensibilidade maior que as das outras pessoas. Isto pode se dar em qualquer idade, pois independe de fatores como esse, começa o médium a sentir muitas coisas antes que elas aconteçam, as sensações são freqüentes, por vezes até mesmo assustando quem esta no transito do processo.
Pessoas que estão com sua mediunidade evidenciadas sentem a força das energias presentes em qualquer local, boas ou más vibrações são imediatamente sentidas, se a pessoa não sabe o que esta acontecendo, pode sentir sintomas como, dores de cabeça, sono, irritação, e ninguém parece entender o que se passa. É o começo da jornada canalizadora de forças astrais.
Quando a pessoa trás para si condições para que o desenvolvimento da incorporação se dê, fica mais suave e fácil, isto pode se dar através dos conhecimentos adquiridos. Como? Lendo, se informando, conversando com pessoas sérias, meditando, buscando entender sem repelir o que esta acontecendo.
Quando falo de desenvolvimento específico da Linha de Espíritos Ciganos, lembramos que por ser uma linha pura e que dela muito precisamos aprender, temos que saber que estes espíritos são muito inteligentes e que por estarem num patamar de astralidade mais sublimada, descartarão os que pretenderem fraudar informações, ou que não estão em um rito cigano com o coração aberto. Se afastando e deixando estes médiuns maus intencionados à mercê de espíritos da mais baixa vibração. Até que o médium tenha consciência de seu erro e possa adentrar no trabalho astral com responsabilidade. Os Espíritos Ciganos, assim como outros se baseiam na afinidade, vida etérica do protegido e inteligência, para poder se articular através deste. A capacidade incorporativa não nos torna diferentes de outras pessoas; muito menos especiais.
Quando estivermos em processo de desenvolvimento da incorporação para receber em nossa aura os Mestres Ciganos Astrais, teremos pontos comuns a serem observados no trabalho astral destes espíritos, levando em consideração o Grupo ao qual pertencem, e também pontos comuns a todos os espíritos ciganos.Quanto maior for o abandono e a concentração nesta hora, os sentidos ficarão mais aguçados e o trabalho astral fluirá com mais facilidade.
Pontos comuns a todos os espíritos ciganos são: Sensação de frio e calor ao mesmo tempo na altura do umbigo, sensação de peso na nuca, alegria, sensação de ser outra pessoa, incomodo na garganta/laringe, desequilibro, sensação de flutuação, formigação em todo o corpo, pontas dos dedos sensíveis, olhos pesados, sensação de energia sobre posta, região lombar sensível em toda extensão (coluna).
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Primeiro Grupo que é chefiado por Sulamita, tem características como: Dores na altura dos rins, tórax pesado, enjôo, pernas fracas e sensibilidade exacerbada.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Segundo Grupo que é chefiado por Carmem, tem características como: Vontade de chorar, dor no peito, emoção exacerbada, conflito de sentimentos (tristeza e alegria ao mesmo tempo) e braços fracos.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Terceiro Grupo que é chefiado por Madalena, tem características como: conflito de sensações (sentimentos de raiva e amor ao mesmo tempo), quentura acima da linha do órgão genital, pressão no coração, incomodo na linha do pescoço e topor geral.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Quarto Grupo que é chefiado por Esmeralda, tem características como: formigamento nas mãos, sensação de ser grande, sensação de poder, embaraço na garganta e peso nas costas.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Quinto Grupo que é chefiado por Juan, tem características como: Sentimentos de união e amor, emoção exacerbada, responsabilidade pelos demais, peso nos ombros e riso solto.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Sexto Grupo que é chefiado por Artêmio, tem características como: Pena das pessoas, responsabilidade pelos demais, dor na altura do umbigo, sensação de poder e mãos quentes.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Sétimo Grupo que é chefiado por Wladimir, tem características como: Sensação de poder chefiar, preocupação com as mulheres, corpo dolorido, sensação de ser grande e responsabilidade por todos.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Oitavo Grupo, que é chefiado por Manolo, tem características como: grande círculo energético a volta do corpo, vontade de conversar, sensação de poder, barriga pesada e pernas moles.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Nono Grupo que é chefiado por Sandro, tem características como: Vontade de dançar, enjôo ao cheiro de bebidas alcoólicas, garganta fechada, pena das mulheres e peso nas costas.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Grupo que é chefiado por Natasha, tem características como: Braços moles, coração apertado, responsabilidade pelas pessoas, cabeça quente e coluna lombar formigando.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Primeiro Grupo que é chefiado por Yasmim, tem características como: Sonolência, sensação de ser amiga de todos, mãos com formigamento, olhos arranhando, e sensação de poder harmonizar tudo.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Segundo Grupo que é chefiado por Ramiro, tem características como: Poder de transformar qualquer coisa ou situação, sensação de ser grande, sensação de poder, incomodo na altura do pescoço e sensação de vidência aguçada.
Estas sensações podem variar dependendo de um espírito para outro, evidenciando mais uma do que outra, e quando incoporados, dependendo do grau de mediunidade que tenha o protegido, a sensação de leveza e alegria é sentida com muita emoção.
A pessoa que como missão na terra trazer o convívio destes Mestres astrais, de forma mais próxima para os seres encarnados, são pessoas que tem uma grande responsabilidade por ser médium incorporativo.
O desenvolvimento geralmente é acompanhado de um estudo iniciático, confirmado através de oráculos, e por vezes quando a mediunidade é evidente e trazida pela pessoa desde o berço, é confirmada pela própria entidade que o introduz no meio espiritual. Apesar disto, direi do início do processo de incorporação como se dá geralmente.
A pessoa começa a sentir as irradiações dos ambientes, percebendo que aflora de repente uma sensibilidade maior que as das outras pessoas. Isto pode se dar em qualquer idade, pois independe de fatores como esse, começa o médium a sentir muitas coisas antes que elas aconteçam, as sensações são freqüentes, por vezes até mesmo assustando quem esta no transito do processo.
Pessoas que estão com sua mediunidade evidenciadas sentem a força das energias presentes em qualquer local, boas ou más vibrações são imediatamente sentidas, se a pessoa não sabe o que esta acontecendo, pode sentir sintomas como, dores de cabeça, sono, irritação, e ninguém parece entender o que se passa. É o começo da jornada canalizadora de forças astrais.
Quando a pessoa trás para si condições para que o desenvolvimento da incorporação se dê, fica mais suave e fácil, isto pode se dar através dos conhecimentos adquiridos. Como? Lendo, se informando, conversando com pessoas sérias, meditando, buscando entender sem repelir o que esta acontecendo.
Quando falo de desenvolvimento específico da Linha de Espíritos Ciganos, lembramos que por ser uma linha pura e que dela muito precisamos aprender, temos que saber que estes espíritos são muito inteligentes e que por estarem num patamar de astralidade mais sublimada, descartarão os que pretenderem fraudar informações, ou que não estão em um rito cigano com o coração aberto. Se afastando e deixando estes médiuns maus intencionados à mercê de espíritos da mais baixa vibração. Até que o médium tenha consciência de seu erro e possa adentrar no trabalho astral com responsabilidade. Os Espíritos Ciganos, assim como outros se baseiam na afinidade, vida etérica do protegido e inteligência, para poder se articular através deste. A capacidade incorporativa não nos torna diferentes de outras pessoas; muito menos especiais.
Quando estivermos em processo de desenvolvimento da incorporação para receber em nossa aura os Mestres Ciganos Astrais, teremos pontos comuns a serem observados no trabalho astral destes espíritos, levando em consideração o Grupo ao qual pertencem, e também pontos comuns a todos os espíritos ciganos.Quanto maior for o abandono e a concentração nesta hora, os sentidos ficarão mais aguçados e o trabalho astral fluirá com mais facilidade.
Pontos comuns a todos os espíritos ciganos são: Sensação de frio e calor ao mesmo tempo na altura do umbigo, sensação de peso na nuca, alegria, sensação de ser outra pessoa, incomodo na garganta/laringe, desequilibro, sensação de flutuação, formigação em todo o corpo, pontas dos dedos sensíveis, olhos pesados, sensação de energia sobre posta, região lombar sensível em toda extensão (coluna).
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Primeiro Grupo que é chefiado por Sulamita, tem características como: Dores na altura dos rins, tórax pesado, enjôo, pernas fracas e sensibilidade exacerbada.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Segundo Grupo que é chefiado por Carmem, tem características como: Vontade de chorar, dor no peito, emoção exacerbada, conflito de sentimentos (tristeza e alegria ao mesmo tempo) e braços fracos.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Terceiro Grupo que é chefiado por Madalena, tem características como: conflito de sensações (sentimentos de raiva e amor ao mesmo tempo), quentura acima da linha do órgão genital, pressão no coração, incomodo na linha do pescoço e topor geral.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Quarto Grupo que é chefiado por Esmeralda, tem características como: formigamento nas mãos, sensação de ser grande, sensação de poder, embaraço na garganta e peso nas costas.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Quinto Grupo que é chefiado por Juan, tem características como: Sentimentos de união e amor, emoção exacerbada, responsabilidade pelos demais, peso nos ombros e riso solto.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Sexto Grupo que é chefiado por Artêmio, tem características como: Pena das pessoas, responsabilidade pelos demais, dor na altura do umbigo, sensação de poder e mãos quentes.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Sétimo Grupo que é chefiado por Wladimir, tem características como: Sensação de poder chefiar, preocupação com as mulheres, corpo dolorido, sensação de ser grande e responsabilidade por todos.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Oitavo Grupo, que é chefiado por Manolo, tem características como: grande círculo energético a volta do corpo, vontade de conversar, sensação de poder, barriga pesada e pernas moles.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Nono Grupo que é chefiado por Sandro, tem características como: Vontade de dançar, enjôo ao cheiro de bebidas alcoólicas, garganta fechada, pena das mulheres e peso nas costas.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Grupo que é chefiado por Natasha, tem características como: Braços moles, coração apertado, responsabilidade pelas pessoas, cabeça quente e coluna lombar formigando.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Primeiro Grupo que é chefiado por Yasmim, tem características como: Sonolência, sensação de ser amiga de todos, mãos com formigamento, olhos arranhando, e sensação de poder harmonizar tudo.
Sensações comuns sentidas na incorporação, relativa aos Espíritos do Décimo Segundo Grupo que é chefiado por Ramiro, tem características como: Poder de transformar qualquer coisa ou situação, sensação de ser grande, sensação de poder, incomodo na altura do pescoço e sensação de vidência aguçada.
Estas sensações podem variar dependendo de um espírito para outro, evidenciando mais uma do que outra, e quando incoporados, dependendo do grau de mediunidade que tenha o protegido, a sensação de leveza e alegria é sentida com muita emoção.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Apport e Endopport

Apesar da poucas e insuficientes pesquisas que temos, relatos
de casos indicam que estes fenômenos podem ocorrer
em momentos de cura ou obsessão espiritual
de casos indicam que estes fenômenos podem ocorrer
em momentos de cura ou obsessão espiritual
Antes de mais nada, já que vamos utilizar termos estrangeiros de origem francesa, vamos esclarecer o que eles significam. Segundo o dicionário Larousse, a palavra apport vem do infinitivo do verbo apporter, que significa "trazer", enquanto que endopport quer dizer "trazer para dentro".
Mas, afinal de contas, o que vem a ser exatamente apport e endopport? De acordo com estudiosos, são classificados na parapsicologia como fenômenos Psi-Kapa. Na doutrina espírita são considerados fenômenos de efeitos físicos.
O apport é o fenômeno de introdução de objetos em locais ou móveis fechados. Por exemplo: uma flor, uma cadeira, uma pedra etc., são transportadas para uma sala totalmente fechada e sem nenhuma abertura por onde esses objetos possam passar. William Crookes, cientista e estudioso da doutrina, que, a princípio, não acreditava nessa possibilidade, desafiou os espíritos a fazerem uma coisa muito mais simples: baixar o prato de uma balança lacrada de laboratório. Porém, ao prosseguir em suas pesquisas, Crookes viu e constatou a veracidade do fenômeno com objetos maiores e, muitas vezes, bastante pesados, conforme relata em seu livro Fatos Espíritas.
No entanto, nas atuais pesquisas da parapsicologia, esses fenômenos, considerados como de ação direta da mente sobre a matéria foram e continuam sendo produzidos. Até mesmo corpos humanos podem ser transportados de um local para outro sem que se perceba por onde passaram.
Mas por que fenômenos como esse acontecem e com que objetivo? Os espíritos pertubadores se valem desse fenômeno para assustar ou amedrontar suas vítimas. O prof. Friedrich Zollner, em seu livro Física Transcendental, relatou suas experiências com esses fenômenos na Universidade de Leipzig, na Alemanha. Pesquisadores da Universidade de Kirov, na Rússia, constataram e explicaram a mecânica desses fenômenos como sendo produzidos por emissões de correntes energéticas do corpo bioplásmico (perispírito) do médium. Assim, apesar das críticas, está perfeitamente confirmada a existência do apport.
Quanto ao fenômeno de endopport, ele é um pouco mais complexo, pois se refere à introdução de objetos nos corpos humanos. Ainda não teve uma explicação científica suficientemente comprovada por experiências de laboratório. É considerado, na medicina psiquiátrica, como um simples ato de autoflagelação. Porém, os fatos observados ultimamente contrariam as interpretações superficiais e apressadas das correntes psicoterapêuticas. O endopport está intimamente ligado aos casos de vampirismo (obsessão) e os observadores espíritas o consideram um fenômeno bifronte, ou seja, pode ser autoflagelação em alguns casos e de efeitos físicos em outros. E mesmo nos casos de possível autoflagelação, é admissível a interferência do obsessor em suas manifestações.
Por outro lado, há uma evidente e íntima correlação dos casos de endopport com os fenômenos de cura paranormal e operação mediúnica. Os casos de autoflagelação decorrentes de distúrbios psíquicos da vítima implicariam a ação consciente desta, introduzindo ela mesma os objetos em seu corpo. Favorece essa interpretação o fato de objetos como agulhas, pequenos fios de arame, pequenos estiletes de madeira ou de metal geralmente serem facilmente introduzidos no corpo, sempre com uma disposição que favorece a operação pela própria vítima ou quase sempre em partes do corpo que não oferecem possibilidades de prejuízos, como mutilações, deformações ou morte do paciente. Todavia, os cuidados também podem ser tomados pelos vampiros flagelados, que não pretendem tirar a vida da vítima, mas simplesmente torturá-la.
Nos casos de operações como as ocorridas anos atrás com a médium Bernarda Torrúbio, em Garça (SP), observadas por médicos de Marília (SP), ou as ocorridas com José Arigó, em Congonhas do Campo (MG), vistas por grande número de cirurgiões do Rio de Janeiro, São Paulo e do exterior (como a equipe de cientistas norte-americanos que pesquisou as faculdades do médium e as comprovou), verificaram-se transposições do operado para o médium. Este vomitava os resíduos da intervenção cirúrgica invisível no corpo do paciente, constatando-se posteriormente a eficácia da operação. Os interessados sobre o assunto podem consultar o livro Arigó: Vida, Mediunidade e Martírio, do prof. José Herculano Pires, que examina o caso em todos os aspectos, como o psicológico, o social, o psicopatológico e o mediúnico, além das implicações antropológicas e espirituais.
Para que se tenha um pouco mais de luz sobre o assunto, o prof. Herculano Pires afirma que a cirurgia "simpatética" de Arigó, bem como a da médium Bernarda Torrúbio, processava-se de maneira simples, através de incorporação mediúnica e imposição das mãos sem toque no paciente. Este sentia engulhos, dores leves e, quando supunha que ia vomitar, era o médium quem vomitava os resíduos da operação. Nesse processo, é evidente que havia uma transposição dos resíduos do organismo do paciente operado para o estômago do médium, que os expelia. A realidade desse fato nos leva a acreditar que, em cada operação, ocorre a evidência de uma dupla ação de endopport, tanto no paciente como no médium, confirmando a possibilidade da introdução de objetos no corpo físico por entidades vampirescas.
Endopport: um bem ou um mal?
Como vemos, o endopport é um tipo de fenômeno mediúnico que abre largas perspectivas no campo da cirurgia paranormal. Como todos os fenômenos mediúnicos, não serve apenas à ação obssessiva, mas também e sobretudo à cirurgia mediúnica. O desenvolvimento das pesquisas espíritas nesse campo poderá confirmar o que declarou o Dr. Sérgio Valle em uma entrevista que foi publicada pelo prof. José Herculano Pires, em seu livro sobre Arigó: "Ele emprega em seus trabalhos mediúnicos uma supermedicina". Cirurgião oftalmologista de renome, com teses científicas publicadas aqui e no exterior, especialista em hipnotismo e suas aplicações clínicas, o Dr. Sérgio Valle (já desencarnado), que estudou o médium, nunca aceitou as acusações de que Arigó empregava a hipnose para anestesiar os pacientes, provando tecnicamente a impossibilidade dessa prática por um médium rústico e absolutamente leigo no assunto. Ele afirmava que a anestesia e a assepsia usadas pelo médium eram de origem puramente espiritual.
As ocorrências de fenômeno de endopport são tão raras que, em geral, não aparecem nos livros de estudos mediúnicos. Entretanto, tivemos algumas ocorrências anos atrás que causaram espanto no próprio meio espírita. A persistência desses fenômenos e sua aparente resistência às práticas espíritas de combate ao vampirismo chegaram a amedrontar muitas pessoas. Existem casos que foram tratados durante 10, 15 e até mais anos sem que se tenha obtido qualquer solução. As vítimas são consideradas autoflagelantes e o caso interessa pouco aos clínicos, que se cansam de tratá-las sem resultados. No entanto, os pesquisadores espíritas descobriram que se trata de um vampirismo altamente agressivo e, assim, desenvolveram uma técnica mediúnica de doutrinação complementada por passes e estímulos às vítimas, para reagirem com compreensão às agressões e aos agressores.
A evangelização é parte fundamental da terapêutica, pois tudo indica que a agressão decorre de conseqüências do passado, de vidas anteriores, quando pessoas hoje atingidas praticaram atrocidades contra os espíritos que desejam se vingar no presente. Como nos ensinou Allan Kardec, "o provérbio popular segundo o qual morto o cão, morta a raiva, não se aplica aos homens". As vítimas de violência e assassinatos não morrem, pois sobrevivem à destruição do corpo carnal e geralmente guardam seus ressentimentos, procurando se vingar assim que possível.
As dificuldades de solução do problema decorrem, muitas vezes, devido a uma mentalidade de tendência masoquista, semeada na Terra por milênios de interpretações religiosas convencionais que dominam a maioria das criaturas. Dentro desta visão, os carrascos do passado desejariam se submeter ao flagelo para aliviarem suas consciências. Reencarnam com essa intenção e, por isso, resignam-se a passar pelos sofrimentos do resgate de suas faltas. Em geral, mostram-se conformados e sofrem pacientemente o revide que vem de longe, de outras vidas. Os problemas de consciência são muito mais agudos no mundo espiritual e, para se livrarem deles, estão dispostos a todos os sacrifícios na atual encarnação.
Precisamos lembrar que não estamos na Terra para gozar ou sofrer, mas para enfrentarmos as necessidades de nossa evolução. Ela não nos leva para o servilismo degradante, mas para a consciência de nosso destino superior, como criaturas espirituais que somos. Se, em uma sessão de desobsessão, o doutrinador conseguir dar a esses seres amedrontados uma visão mais racional da evolução espiritual, conseguir-se-á despertar neles a fé nos objetivos maiores de Deus, gerando a esperança e fortificando os espíritos.
O Espiritismo reúne em seus princípios a Ciência, a Filosofia e a Religião, aprofundando nossa visão da realidade. Não somos condenados, somos criaturas livres e temos que nos aprimorar para assumirmos toda a liberdade de seres conscientes de nosso destino superior. Se estamos em processos dolorosos provenientes de erros cometidos em vidas anteriores, dispomos também da vida presente e das vidas futuras para corrigirmos nossos erros. Deus não quer nosso sofrimento, mas nossa libertação. Foi isso que Jesus quis passar quando disse: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará".
Portanto, a utilização dos fenômenos de endopport no vampirismo é proveniente de nossa arrogância, que nos levou a uma situação humilhante. Entretanto, se soubermos usar isto para desenvolvermos a humildade, veremos que as entidades obsessoras começarão a aprender, com nosso exemplo corajoso, a vencer as dificuldades a que também estão expostas. Nossa cura não pode ser obtida pela negação de nossas potencialidades divinas, mas pelo desenvolvimento delas em nós. Temos que analisar nossa condição atual e pesar prós e contras de nosso comportamento, procurando modificá-lo e reajustá-lo aos nossos verdadeiros interesses.
A obsessão é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por preguiça ou indolência e os outros se escravizam a nós pelos mesmos motivos. Se resolvermos ser livres, vamos descobrir que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não precisaremos sugar dos outros o que temos em nós. Os vampiros (obsessores) sugam o mundo porque este é feito por nós, à nossa imagem e semelhança. Assim, se mudarmos nossa maneira de encarar o mundo, ele também se modificará.
Casos de endopport
O fenômeno do endopport é conseqüência das inúmeras e incessantes opressões que exercemos sobre os outros e vice-versa. Para ilustrar o que dizemos, vamos dar alguns exemplos.
O primeiro foi um caso ocorrido em Bauru (SP), com uma menina entre 15 e 16 anos de idade. Ela era vítima da introdução de botões comuns de vestuário nas regiões subcutâneas, nos braços, nas pernas e no corpo. Os botões eram introduzidos a qualquer momento, sem deixar cicatrizes na pele. O pai da menina era obrigado a levá-la para uma farmácia local ou consultórios médicos, onde era feita a incisão para extrair cada botão.
O segundo caso ocorreu também com uma menina da mesma idade da primeira, só que eram introduzidos agulhas e pedaços de arame na hipoderme da vítima. Às vezes, como ocorreu em São Paulo, quando a levaram para uma exibição na extinta TV Tupi, a introdução instantânea de espirais de arame se produzia, provocando dor, mas sem deixar sinais na epiderme. Para livrar a menina desse corpo estranho na sola do pé, que a impedia de andar, era preciso uma operação demorada. Um amigo, cirurgião-dentista em Jaboticabal (SP), onde ocorreu o fato, recorreu a um instituto de parapsicologia na capital paulista, mas este não teve condições de tratar o caso.
Com esta mesma menina, ocorriam também manifestações ígneas (capacidade para produzir fogo espontaneamente) que muito a atormentavam. Nas casas onde trabalhava como doméstica, acendiam-se labaredas inesperadamente, em lugares perigosos, queimando as roupas e outros objetos. Sempre acusada, acabava perdendo o emprego. Desesperada, suicidou-se. Os espíritos a acusavam de haver praticado magia negra no passado.
E não poderíamos deixar de citar aqui um impressionante caso de vampirismo. Em um determinado trabalho mediúnico, apareceu um jovem completamente obsediado e que simplesmente tinha uma entidade enraizada em seu estômago. Por esse motivo, os médicos encarnados nunca conseguiram curá-lo. Só que o enraizamento era tão intenso, antigo e profundo que foi preciso construir uma "prótese energética" para substituir temporariamente o estômago espiritual do paciente. Então, com recursos que desconhecemos, o órgão foi levado ao hospital, onde a entidade vampirizadora pôde ser removida. Os espíritos pediram ainda que o rapaz voltasse à noite, em espírito, para que fosse recolocado nele o órgão restaurado. Em menos de uma semana, acalmaram-se não apenas as dores, mas também outras perturbações do jovem.
Casos como os citados acima nos revelam a necessidade de se encarar a solução do problema do endopport de frente, sem preconceitos. É bastante angustiante a situação das vítimas, que, além de suas dores físicas, ainda têm de enfrentar suspeitas em seu próprio ambiente famíliar, de trabalho e no círculo de amizades, sem contar as condições psicológicas que certamente não são das melhores, necessitando de apoio nesse campo também.
Paralelamente, alguns sacerdotes procuraram e ainda procuram explicar tais fenômenos, em geral, sem conseguir convencer ninguém. As manifestações espíritas que acompanham essas ocorrências têm sido dadas por espíritos inferiores, que se referem apenas aos motivos cármicos, não fazendo referência ao mecanismo do endopport.
De acordo com pesquisas sobre apport realizadas pelo prof. Friedrich Zollner, na Universidade de Leipzig, existe a possibilidade de interpenetração de corpos estranhos em estruturas materiais fechadas. O fenômeno obsessivo de endopport possui conseqüências físicas materiais, mas sua natureza é moral e, portanto, uma questão de consciência. Nele estão envolvidos dois psiquismos em luta, duas consciências que precisam ser esclarecidas, sendo completamente inútil tentarmos resolver a questão por meios físicos.
Na verdade, temos realmente de recorrer aos processos espirituais da prece, do passe e da doutrinação. Essas são as únicas formas capazes de agir sobre entidades obsessoras e espíritos em geral, como Kardec ensinou, pois provêm da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento dos espíritos desencarnados. Assim sendo, os princípios doutrinários do Espiritismo nos obrigam a atender e socorrer o obsessor e sua "vítima", dissuadindo o primeiro de suas intenções vingativas e o segundo de sua atitude passiva e conformista.
As curas para casos de vampirismo existem, mas como diz André Luiz, "a graça do céu não desce a esmo, tem que ser merecida". E este merecimento é medido pelo esforço e dedicação desenvolvidos por aqueles que ainda estão ligados ao ódio e à vingança contra inimigos do passado. Com grande sabedoria e discernimento, Emmanuel explica que "no campo do espírito, as penas podem ser diminuídas e até extintas, desde que o aprendiz do evangelho esteja disputando o favor de servir ao próximo".
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 58.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Técnicas simples para limpeza e harmonização de ambientes
por Bruno J. Gimenes
A seguir, técnicas simples de limpeza e harmonização que podem ser utilizadas separadamente ou combinadas. Comece já e você notará a diferença instantaneamente.
- Utilize cristais específicos por toda a casa. Cristais de quartzo rosa, branco ou verde e ametistas servem para praticamente tudo.
- Utilização de sprays polarizadores, vaporizadores com ervas, defumadores, aromatizadores, incensos, etc. Crie uma rotina diária de aplicar esses preparados no ambiente, pois eles elevam o psiquismo do local com muita rapidez.
- Realizar a mentalização diária com a luz violeta. Mentalizar luz violeta passando por todos os cômodos da casa: em seguida, a luz branca e selando com luz dourada. Faça isso no mínimo quando acorda e quando vai dormir.
- Faça uma proteção psíquica na sua casa, imaginando que está envolvida por uma pirâmide de luz. As cores fluem de acordo com sua intuição. Pratique isso juntamente com a limpeza, todos os dias, no mínimo de manhã e noite.
- Invocar a presença dos Anjos e Arcanjos. Mentalize que seu lar ou ambiente é envolvido por presenças divinas. Crie isso em sua mente, já é o suficiente. Reze de acordo com sua crença, peça proteção e paz.
- Colocar som ambiente no local, utilizando músicas com sons da natureza, principalmente, com ruídos de água, cachoeira, ou rio. Deixe essa musica tocando em volume agradável, mesmo quando não tiver ninguém no local.
- Utilize SCAP´s e símbolos radiestésicos devidamente sintonizados. Para essa prática é importante que você tenha conhecimento em Radiestesia.
- Faça uso de plantas nos interiores dos ambientes. Os vegetais são nossos aliados e atuam com eficiência na elevação do psiquismo.
- Use de fontes energéticas de água, principalmente, nos cantos com menos circulação de energia (por exemplo embaixo de escadas).
- Use as cores adequadamente. As cores são muito eficientes, mas precisam ser bem entendidas, para não gerar desequilíbrios. A cor verde é muito adequada para quase tudo. O vermelho deve ser muito bem estudo, já que pode gerar grande ativação e estímulo.
- Se você conhecer outras técnicas como, por exemplo, a limpeza energética pela Radiestesia, inclua junto. A combinação de diferentes técnicas potencializa o efeito.
- Colocar bibelôs, cata-ventos, mensageiros do vento e sinetas dispersos no ambiente.
- Periodicamente, borrifar água com sal grosso na proporção de um litro dágua para duas colheres de sopa de sal grosso, aplicando no teto, parede e chão.
- Rezar, meditar no local pedindo paz, luz, harmonia e proteção, fazer isso, no mínimo, uma vez ao dia.
- Fazer ancoragem de reversores psíquicos nos locais necessários (ancorar luzes, proteção ou símbolos de Reiki nos mensageiros dos ventos).
- Outras formas intuídas, desde que tratadas com respeito e cuidado, sendo devidamente estudadas ou conhecidas as suas reações.
Reversores psíquicos
Escolha um local da casa de sua preferência. Utilize para esse fim um amuleto, cata-vento, mensageiro dos ventos, um quadro especial, etc.
No primeiro dia, toque no objeto, já posicionado no local que você escolheu, faça uma oração, afirmando que esse ponto será um gerador de energia positiva em sua casa. Mentalize e invoque a presença dos seres de luz que você confia, imagine cores, visualize elementos que você entender serem adequados. Você pode imaginar animais como lobos, águias, leões, etc. Crie na sua tela mental todo esse ambiente, protegido e energizado.
Agora, se você desejar, peça com intenção que vem do coração, que seu lar possa ser um local transmissor e irradiador de bênçãos. Coloque a sua casa à disposição, para que o plano espiritual possa usá-la para ajudar a transmitir vibrações curativas, abençoadas. Deseje muito que isso aconteça.
Toque firme 3 vezes no objeto. Agradeça.
Faça essa prática por mais 2 dias em seguida. A partir disso, você terá ativado em sua casa, um reversor psíquico, um elemento que vai lhe ajudar muito na elevação e manutenção do psiquismo do seu lar ou ambiente que desejar.
Depois dos 3 dias, sempre que você tocar no objeto, a energia mentalizada sempre se dissipará pelo ambiente. Mesmo assim, é importante, uma vez por mês ao menos, reforçar a ancoragem do reversor. Para isso, faça as mesmas mentalizações, no entanto, apenas por um dia.
Não há limites para o número de reversores.
Uso da energia das plantas como alternativa para limpeza e harmonização de ambientes
Compostos Fitoenergéticos
Eliminar a melancolia e a tristeza do local:
Chá verde, chapéu-de-couro, carobinha, maracujá, losna e marmelo.
Equilíbrio energético para locais com grande circulação de pessoas (escolas, comércios, órgãos públicos, hospitais, creches, entre
outros):
Pitangueira, cavalinha, boldo-do-Chile e dente-de-leão.
Gerar criatividade, intuição, novas idéias, estimular o pensamento:
Maracujá, cravo-da-Índia e marmelo.
Gerar esperança, motivação, força e vontade:
Maracujá, cáscara-sagrada, hibisco e gervão.
Gerar paz no lar, harmonia e entendimento entre as pessoas:
Marcela, maçã, quebra-pedra e aipo.
Gerar serenidade e leveza:
Laranjeira, alfazema, bardana, hipérico e erva-de-bicho.
Gerar um ambiente meditativo e de reflexão:
Quitoco, ginseng, chapéu-de-couro, hortelã-levante e ipê-roxo.
Limpar e proteger energeticamente:
Canela, erva-de-bicho, louro, boldo-do-chile e ipê-roxo.
Melhorar o relacionamento do casal
Gengibre, camomila, jasmim, guaco e ipê roxo.
A seguir, técnicas simples de limpeza e harmonização que podem ser utilizadas separadamente ou combinadas. Comece já e você notará a diferença instantaneamente.
- Utilize cristais específicos por toda a casa. Cristais de quartzo rosa, branco ou verde e ametistas servem para praticamente tudo.
- Utilização de sprays polarizadores, vaporizadores com ervas, defumadores, aromatizadores, incensos, etc. Crie uma rotina diária de aplicar esses preparados no ambiente, pois eles elevam o psiquismo do local com muita rapidez.
- Realizar a mentalização diária com a luz violeta. Mentalizar luz violeta passando por todos os cômodos da casa: em seguida, a luz branca e selando com luz dourada. Faça isso no mínimo quando acorda e quando vai dormir.
- Faça uma proteção psíquica na sua casa, imaginando que está envolvida por uma pirâmide de luz. As cores fluem de acordo com sua intuição. Pratique isso juntamente com a limpeza, todos os dias, no mínimo de manhã e noite.
- Invocar a presença dos Anjos e Arcanjos. Mentalize que seu lar ou ambiente é envolvido por presenças divinas. Crie isso em sua mente, já é o suficiente. Reze de acordo com sua crença, peça proteção e paz.
- Colocar som ambiente no local, utilizando músicas com sons da natureza, principalmente, com ruídos de água, cachoeira, ou rio. Deixe essa musica tocando em volume agradável, mesmo quando não tiver ninguém no local.
- Utilize SCAP´s e símbolos radiestésicos devidamente sintonizados. Para essa prática é importante que você tenha conhecimento em Radiestesia.
- Faça uso de plantas nos interiores dos ambientes. Os vegetais são nossos aliados e atuam com eficiência na elevação do psiquismo.
- Use de fontes energéticas de água, principalmente, nos cantos com menos circulação de energia (por exemplo embaixo de escadas).
- Use as cores adequadamente. As cores são muito eficientes, mas precisam ser bem entendidas, para não gerar desequilíbrios. A cor verde é muito adequada para quase tudo. O vermelho deve ser muito bem estudo, já que pode gerar grande ativação e estímulo.
- Se você conhecer outras técnicas como, por exemplo, a limpeza energética pela Radiestesia, inclua junto. A combinação de diferentes técnicas potencializa o efeito.
- Colocar bibelôs, cata-ventos, mensageiros do vento e sinetas dispersos no ambiente.
- Periodicamente, borrifar água com sal grosso na proporção de um litro dágua para duas colheres de sopa de sal grosso, aplicando no teto, parede e chão.
- Rezar, meditar no local pedindo paz, luz, harmonia e proteção, fazer isso, no mínimo, uma vez ao dia.
- Fazer ancoragem de reversores psíquicos nos locais necessários (ancorar luzes, proteção ou símbolos de Reiki nos mensageiros dos ventos).
- Outras formas intuídas, desde que tratadas com respeito e cuidado, sendo devidamente estudadas ou conhecidas as suas reações.
Reversores psíquicos
Escolha um local da casa de sua preferência. Utilize para esse fim um amuleto, cata-vento, mensageiro dos ventos, um quadro especial, etc.
No primeiro dia, toque no objeto, já posicionado no local que você escolheu, faça uma oração, afirmando que esse ponto será um gerador de energia positiva em sua casa. Mentalize e invoque a presença dos seres de luz que você confia, imagine cores, visualize elementos que você entender serem adequados. Você pode imaginar animais como lobos, águias, leões, etc. Crie na sua tela mental todo esse ambiente, protegido e energizado.
Agora, se você desejar, peça com intenção que vem do coração, que seu lar possa ser um local transmissor e irradiador de bênçãos. Coloque a sua casa à disposição, para que o plano espiritual possa usá-la para ajudar a transmitir vibrações curativas, abençoadas. Deseje muito que isso aconteça.
Toque firme 3 vezes no objeto. Agradeça.
Faça essa prática por mais 2 dias em seguida. A partir disso, você terá ativado em sua casa, um reversor psíquico, um elemento que vai lhe ajudar muito na elevação e manutenção do psiquismo do seu lar ou ambiente que desejar.
Depois dos 3 dias, sempre que você tocar no objeto, a energia mentalizada sempre se dissipará pelo ambiente. Mesmo assim, é importante, uma vez por mês ao menos, reforçar a ancoragem do reversor. Para isso, faça as mesmas mentalizações, no entanto, apenas por um dia.
Não há limites para o número de reversores.
Uso da energia das plantas como alternativa para limpeza e harmonização de ambientes
Compostos Fitoenergéticos
Eliminar a melancolia e a tristeza do local:
Chá verde, chapéu-de-couro, carobinha, maracujá, losna e marmelo.
Equilíbrio energético para locais com grande circulação de pessoas (escolas, comércios, órgãos públicos, hospitais, creches, entre
outros):
Pitangueira, cavalinha, boldo-do-Chile e dente-de-leão.
Gerar criatividade, intuição, novas idéias, estimular o pensamento:
Maracujá, cravo-da-Índia e marmelo.
Gerar esperança, motivação, força e vontade:
Maracujá, cáscara-sagrada, hibisco e gervão.
Gerar paz no lar, harmonia e entendimento entre as pessoas:
Marcela, maçã, quebra-pedra e aipo.
Gerar serenidade e leveza:
Laranjeira, alfazema, bardana, hipérico e erva-de-bicho.
Gerar um ambiente meditativo e de reflexão:
Quitoco, ginseng, chapéu-de-couro, hortelã-levante e ipê-roxo.
Limpar e proteger energeticamente:
Canela, erva-de-bicho, louro, boldo-do-chile e ipê-roxo.
Melhorar o relacionamento do casal
Gengibre, camomila, jasmim, guaco e ipê roxo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Linhas de trabalho na Umbanda
As linhas de trabalho na Umbanda, são compostas por espíritos que evoluíram e se hierarquizaram, assumindo sua missão conscientemente, para auxiliar o ser humano encarnado e o desencarnando.
São espíritos com alto grau de conhecimento das leis divinas com uma grande vontade de servir a Deus através de seus semelhantes.
São consagrados mestres, magos, instrutores, guias, orientadores, conselheiros, pai, mãe, amigo, leal, verdadeiro, de moral elevada, de caráter estável , equilibrados em seu racional e emocional.
São de uma sabedoria profunda porém simples pois já vivenciaram o lado encarnado da vida e já estão no lado espiritual.
Conhecedores e pesquisadores da natureza, dos Tronos, das Divindades, dos Orixás, da criação como um todo.
Eles vieram de diversas culturas, isso quer dizer, que utilizam-se de formas de trabalho relacionado à afinidade de costumes e culturas de outros paises que não só da cultura brasileira.
Em solo brasileiro foi permitido pelo Trono das 7 Encruzilhadas, ter espaço e oportunidade de encarnados e desencarnados se unirem, trocarem experiências e aprendizados, através das comunicações, este intercâmbio chamamos de incorporação. Esse mecanismo disposto desde a criação do ser, está gravado em sua centelha original, em seu campo eletromagnético e em seu eixo, são preparados pelas divindades para esses espíritos quando encarnados serem médiuns e os desencarnados evoluídos e preparados para assumir a evolução de outros irmãos.
Quando são destinados a serem guias espirituais, freqüentam “escolas astrais” “colégios” e “cursos de aprimoramento” sobre os mistérios de Olorum e aprendem a como se comportarem na linha de trabalho que irão se manifestar.
Então temos na Umbanda Sagrada:
• Caboclo • Cabocla
• Preto Velho • Preta Velha
• Baiano • Baiana
• Cigano • Cigana
• Criança – menino
• Criança – menina
• Boiadeiro • Marinheiro
• Exu • Pomba Gira
E dentro de cada classificação de linhas temos as linhas puras e cruzadas:
Linhas Puras
Ex: Caboclo de Ogum
Nome simbólico:
Caboclo 7 Espadas
Caboclo Peito de Aço
É quando ele se reporta a um único mistério – Orixá Ogum
Linhas Cruzadas
Ex:Caboclo Gira-Mundo
Caboclo Arranca-Toco
Caboclo Quebra Pedra
Caboclo Pedra Branca
É quando se reportam para mais de um mistério – Orixá.
Quando estes guias espirituais assumem sua missão, junto com o médium cria-se um elo, e aos poucos esses médiuns precisam desenvolver estes dons mediúnicos, procurando um terreiro de Umbanda para que as manifestações sejam acompanhadas junto com o desenvolvimento mental em questão.
Não existe tempo para começar, basta querer se dedicar com amor e paciência, para que possa ser bem conduzido pelos Sagrados Orixás que regem a coroa deste médium.
Os terreiros são espaços preparados para que possa ocorrer as giras de desenvolvimento com tranqüilidade, pois todos os terreiro de umbanda, acredito eu, tenham suas firmezas e seus assentamentos firmados, essas são as chaves que protegem e guardam as energias dos seus freqüentadores.
Os guias espirituais assumem com o Sacerdote os compromissos perante a espiritualidade, e dentro das hierarquias, uns assumem o grau de mentor, guia chefe e guia de frente, dando suporte e sustentação para o sacerdote poder lidar com as energias negativas ou com as investidas do baixo astral, ou por que não dizendo dos médiuns que chegam com seu templo vivo e seu íntimo carregado de energias negativas. Os guias são espíritos incansáveis doutrinadores, em se tratando do assunto em questão, estes mesmos guias de Lei não toleram os procedimentos errados de seus filhos, são os primeiros a lhe chamarem a atenção, eu não acredito que um verdadeiro guia de Lei possa tolerar tais atitudes, controversas às leis de amor e caridade.
Talvez seja o fato de não terem mais estrutura mental para que um espírito de luz possa passar suas comunicações, aí vem às mistificações, as palhaçadas, que estamos cansados de ouvir, ver ou vivenciar.
Como um guia pode maltratar seus conduzidos? Pode ensinar, repreender, mas nunca humilhar.
São espíritos com alto grau de conhecimento das leis divinas com uma grande vontade de servir a Deus através de seus semelhantes.
São consagrados mestres, magos, instrutores, guias, orientadores, conselheiros, pai, mãe, amigo, leal, verdadeiro, de moral elevada, de caráter estável , equilibrados em seu racional e emocional.
São de uma sabedoria profunda porém simples pois já vivenciaram o lado encarnado da vida e já estão no lado espiritual.
Conhecedores e pesquisadores da natureza, dos Tronos, das Divindades, dos Orixás, da criação como um todo.
Eles vieram de diversas culturas, isso quer dizer, que utilizam-se de formas de trabalho relacionado à afinidade de costumes e culturas de outros paises que não só da cultura brasileira.
Em solo brasileiro foi permitido pelo Trono das 7 Encruzilhadas, ter espaço e oportunidade de encarnados e desencarnados se unirem, trocarem experiências e aprendizados, através das comunicações, este intercâmbio chamamos de incorporação. Esse mecanismo disposto desde a criação do ser, está gravado em sua centelha original, em seu campo eletromagnético e em seu eixo, são preparados pelas divindades para esses espíritos quando encarnados serem médiuns e os desencarnados evoluídos e preparados para assumir a evolução de outros irmãos.
Quando são destinados a serem guias espirituais, freqüentam “escolas astrais” “colégios” e “cursos de aprimoramento” sobre os mistérios de Olorum e aprendem a como se comportarem na linha de trabalho que irão se manifestar.
Então temos na Umbanda Sagrada:
• Caboclo • Cabocla
• Preto Velho • Preta Velha
• Baiano • Baiana
• Cigano • Cigana
• Criança – menino
• Criança – menina
• Boiadeiro • Marinheiro
• Exu • Pomba Gira
E dentro de cada classificação de linhas temos as linhas puras e cruzadas:
Linhas Puras
Ex: Caboclo de Ogum
Nome simbólico:
Caboclo 7 Espadas
Caboclo Peito de Aço
É quando ele se reporta a um único mistério – Orixá Ogum
Linhas Cruzadas
Ex:Caboclo Gira-Mundo
Caboclo Arranca-Toco
Caboclo Quebra Pedra
Caboclo Pedra Branca
É quando se reportam para mais de um mistério – Orixá.
Quando estes guias espirituais assumem sua missão, junto com o médium cria-se um elo, e aos poucos esses médiuns precisam desenvolver estes dons mediúnicos, procurando um terreiro de Umbanda para que as manifestações sejam acompanhadas junto com o desenvolvimento mental em questão.
Não existe tempo para começar, basta querer se dedicar com amor e paciência, para que possa ser bem conduzido pelos Sagrados Orixás que regem a coroa deste médium.
Os terreiros são espaços preparados para que possa ocorrer as giras de desenvolvimento com tranqüilidade, pois todos os terreiro de umbanda, acredito eu, tenham suas firmezas e seus assentamentos firmados, essas são as chaves que protegem e guardam as energias dos seus freqüentadores.
Os guias espirituais assumem com o Sacerdote os compromissos perante a espiritualidade, e dentro das hierarquias, uns assumem o grau de mentor, guia chefe e guia de frente, dando suporte e sustentação para o sacerdote poder lidar com as energias negativas ou com as investidas do baixo astral, ou por que não dizendo dos médiuns que chegam com seu templo vivo e seu íntimo carregado de energias negativas. Os guias são espíritos incansáveis doutrinadores, em se tratando do assunto em questão, estes mesmos guias de Lei não toleram os procedimentos errados de seus filhos, são os primeiros a lhe chamarem a atenção, eu não acredito que um verdadeiro guia de Lei possa tolerar tais atitudes, controversas às leis de amor e caridade.
Talvez seja o fato de não terem mais estrutura mental para que um espírito de luz possa passar suas comunicações, aí vem às mistificações, as palhaçadas, que estamos cansados de ouvir, ver ou vivenciar.
Como um guia pode maltratar seus conduzidos? Pode ensinar, repreender, mas nunca humilhar.
sábado, 11 de julho de 2009
O que é o espírito?
Tome o exemplo de uma garrafa de água mineral. Existe a embalagem e o líquido que é água. A garrafa não é o líquido, é apenas o recipiente que o armazena. O essencial desse produto é o seu conteúdo, nesse caso é a água, que dificilmente poderia ser transportada se não fosse a embalagem. Pois bem, nosso espírito é como a água. Nosso corpo físico é como o frasco, ou seja, nosso corpo físico é o veículo de manifestação de nosso espírito, que é nossa consciência divina, imortal.Precisamos aprender a cuidar com carinho e respeito de nosso corpo físico, porque ele tem um papel fundamental na existência de qualquer pessoa, contudo não é a nossa própria essência.
Nosso espírito é assim. É essa chama divina que habita em nossos corpos e faz nossos corações baterem, nossos olhos brilharem. Quando em equilíbrio, estimulam o sorriso, a amizade, o amor e o carinho. Quando em conflito, mostram a face escura e endurecida de nossas personalidades.
Nosso corpo é um grande companheiro de jornada, mas tem limite, tem prazo de validade. O espírito é o Eu verdadeiro. O corpo é um amigo, entretanto, não é o Verdadeiro Eu. Tornamo-nos o corpo por acostumar-se com ele no período de uma vida. Na verdade, estamos ilusoriamente acreditando que somos o corpo, mas não somos.
O corpo é a casca que tem um propósito, um objetivo: ajudar na nossa missão no período de uma existência.
Cada tipo de corpo ou casca possibilita um tipo de missão. Se alto, se baixo, negro, branco, índio, fraco, forte, cada tipo tem seu objetivo no que tange aos ensinamentos que o espírito precisa ter.
Pense com carinho agora, com amor e respeito ao seu corpo, que é seu amigo, amigo do Eu (que é o espírito, a chama divina que você é em essência). Pois bem, pense com todo respeito do seu coração, que seu corpo físico tem um grande papel na sua tarefa de evoluir. Se é um corpo saudável, se é frágil, tudo tem um fundamento, um propósito. Se você começar a visualizar seu corpo com amor e gratidão já será um grande passo para conseguir compreendê-lo e contar com a sua ajuda nessa caminhada evolutiva, porque assim vocês (corpo e espírito) estarão caminhando na mesma direção. O corpo físico manifesta a nossa missão pessoal.
Olhe profundamente para seu corpo (com ótica do seu espírito) e perceba tudo que ele revela sobre a sua personalidade, sobre seus aprendizados. Isso porque você tem exatamente o corpo que seu espírito necessita. Ame-o, mas nunca se esqueça que ele tem prazo de validade, contudo, o espírito é imperecível.
Por que nascemos?
Nascemos com um propósito: evoluir.
Evoluir, nesse contexto, significa lapidarmos nossa personalidade, que na prática quer dizer: menos mágoas, menos tristezas, menos dores e doenças, menos limitações, menos pessimismos, menos egoísmo. Nossa missão é, através das experiências que somente a vida terrena pode nos oferecer, nos transformarmos sempre, evoluindo em nossos aprendizados e agregando mais vibrações positivas que devem ser incutidas em nosso espírito, a exemplo o amor.
Quando nascemos, temos a oportunidade de começar de novo a experiência evolutiva terrena, dando continuidade ao processo de evolução contínua a qual somos inseridos desde sempre. A morte não é o fim e a infância não é o começo. O nascimento de um espírito em um corpo novo não o torna novo.
Apenas a sua casca é bebê, seu espírito apenas retorna com a chance de amplificar suas qualidades e dizimar suas inferioridades. Como a tarefa de evolução e purificação do espírito mostra-se algo lento, costumamos precisar de muitas reencarnações, ou seja, precisamos nascer de novo por muitas vezes, nascendo e morrendo, de forma cíclica, assim como o sol precisa nascer e se pôr por centenas de vezes até que uma flor desabroche.
Nascemos e morremos para evoluir, até que um dia o amor de nossas almas desabroche completamente.
domingo, 21 de junho de 2009
Terço, rosário e fio de contas
O terço e o rosário, junto com o cachimbo são as ferramentas básicos do catimbozeiro que no fundo é um crente. Não pode haver catimbozeiro sem seu terço ou mesa sem o seu rosário. O catimbozeiro pede o que quer no tempo e é na reza que busca a mudança, assim vela, agua benta e crucifixo não podem faltar em casa de catimbozeiro.
Dentro da dificuldade que temos para classificar o Catimbó, uma vez que não é afro-brasileiro e não é kardecista, não é pagão, poderíamos dizer que é um braço misico espírita de crentes. E como se crentes e católicos se ligassem a prática espírita e mística sem se afastar de sua crença religiosa principal. Algo que fica entre o catolicismo do início da idade média e o espiritismo de incorporação tipicamente brasileiro.
O terço virtualmente se transforma no fio de contas do Catimbó, entretanto, em mais um sincretismo com o Candomblé e Umbanda, poderemos encontrar o fio de contas do Catimbó em algumas casas. Ele é feito com lágrimas de nossa senhora, com uma cabacinha que fica na altura do pescoço. Ao longo do fio de contas, varios talismãs são colocados, mas, principalmente uma chave, peça básica no Catimbó.
Enquanto no Candomblé o Fio de contas tem uma finalidade de carcterizaçào hierarquica, de indentificação de Orixá e também ritual, uma vez que ele é imantado com o Axé da mantança, no catimbó nada disso ocorre. O fio é mais uma representação sincrética e decorativa, que não atrapalha, mas, tenho dúvida se tem a eficácia que se espera.
Entretanto o terço, não. Ele é continuamente encantado através da manipulação durante rezas e benzeduras com agua benta. É um instrumento liturgico importante.
O rosário, junto com o crucifixo e o esplendor é a representa máxima da crença. Enquanto o terço é portátil e pode ser transportado com facilidade seja como instrumento sacro ou como talismã de proteção o rosário vai encontrar o sei lugar na mesa de catimbó
Dentro da dificuldade que temos para classificar o Catimbó, uma vez que não é afro-brasileiro e não é kardecista, não é pagão, poderíamos dizer que é um braço misico espírita de crentes. E como se crentes e católicos se ligassem a prática espírita e mística sem se afastar de sua crença religiosa principal. Algo que fica entre o catolicismo do início da idade média e o espiritismo de incorporação tipicamente brasileiro.
O terço virtualmente se transforma no fio de contas do Catimbó, entretanto, em mais um sincretismo com o Candomblé e Umbanda, poderemos encontrar o fio de contas do Catimbó em algumas casas. Ele é feito com lágrimas de nossa senhora, com uma cabacinha que fica na altura do pescoço. Ao longo do fio de contas, varios talismãs são colocados, mas, principalmente uma chave, peça básica no Catimbó.
Enquanto no Candomblé o Fio de contas tem uma finalidade de carcterizaçào hierarquica, de indentificação de Orixá e também ritual, uma vez que ele é imantado com o Axé da mantança, no catimbó nada disso ocorre. O fio é mais uma representação sincrética e decorativa, que não atrapalha, mas, tenho dúvida se tem a eficácia que se espera.
Entretanto o terço, não. Ele é continuamente encantado através da manipulação durante rezas e benzeduras com agua benta. É um instrumento liturgico importante.
O rosário, junto com o crucifixo e o esplendor é a representa máxima da crença. Enquanto o terço é portátil e pode ser transportado com facilidade seja como instrumento sacro ou como talismã de proteção o rosário vai encontrar o sei lugar na mesa de catimbó
sábado, 13 de junho de 2009
O Catimbó
O Mito, o preconceito e o erro na definição
Entre muitos que freqüentam terreiros de Umbanda e Candomblé, Catimbó é sinônimo da prática ou seja da macumba em sí. Para outros, de Umbanda, trabalhar no Catimbó está associado ao uso de forças e energias de esquerda ou negativa. Esta é uma visão equivocada. Qualquer prática mágica pode ser usada com qualquer finalidade, mas, o objetivo do Catimbó é a evolução dos seus Mestres através do bem e da cura. Se o mal é feito, isto pode ocorrer pelo erro do medium ou pela necessidade de justiça a quem pede.
Catimbó é de base religiosa catolica e não afro-brasileiro
O Catimbó é uma prática ritualista mágica com base na religião católica de onde busca os seus santos, óleos, agua benta e outros objetos litúrgicos. É também uma prática espirita que trabalha com a incorporação de espíritos de ex-vivos (eguns ou egunguns) chamados Mestres e é através deles que se trabalha principalmente para cura, mas também para a solução de alguns problemas materiais (como a Umbanda) e amorosos, mas, é importante destacar que a prática da cura é a principal finalidade.
Não se encontra no Catimbó, nas suas práticas e liturgias os elementos das nações africanas de forma que classificar o Catimbós como uma seita afro-brasileira é um erro. Mestres não se subordinam a Orixá e fora o aspecto de que certamente ele é, também, praticado por Negros não existe outra relação direta com a religião africana.
Para aqueles que consideram o Catimbó afro-brasileiro eu apenas pergunto: Onde estão os elementos Afro-brasileiro?
De fato a mitologia e teogonia do Candomblé é rica e complexa, a do Catimbó é pobre e incipiente, seja porque a antiga mitologia indígena perdeu-se na desintegração das tribos primitivas, na passagem da cultura local para a cultura dos brancos, que estavam dispostos a aceitar os ritos, porém não os dogmas pagãos, na sua fidelidade ao catolicismo – seja porque o Catimbó foi, mais, concebido como magia do que como religião propriamente dita, devido sobretudo aos elementos perigosos e temíveis e às perseguições primeiro da igreja e depois da polícia.
Além dos dogmas da religião católica o Catimbó incorpora componentes europeus como o uso do caldeirão e rituais de magia muito próximos das praticas Wiccas. Tanto dos europeus como dos brasileiros o uso de ervas e raízes é básico e fundamental nos rituais. Cada Mestre se especializa em determinada erva ou raiz.
Não existe Catimbó sem santo católico, sem terço, sem agua benta, sem reza, sem fumaça de cachimbo e sem bebida, que pode nem sempre ser a Jurema (como eu disse Catimbó não é o Santo Daime).
Entre muitos que freqüentam terreiros de Umbanda e Candomblé, Catimbó é sinônimo da prática ou seja da macumba em sí. Para outros, de Umbanda, trabalhar no Catimbó está associado ao uso de forças e energias de esquerda ou negativa. Esta é uma visão equivocada. Qualquer prática mágica pode ser usada com qualquer finalidade, mas, o objetivo do Catimbó é a evolução dos seus Mestres através do bem e da cura. Se o mal é feito, isto pode ocorrer pelo erro do medium ou pela necessidade de justiça a quem pede.
Catimbó é de base religiosa catolica e não afro-brasileiro
O Catimbó é uma prática ritualista mágica com base na religião católica de onde busca os seus santos, óleos, agua benta e outros objetos litúrgicos. É também uma prática espirita que trabalha com a incorporação de espíritos de ex-vivos (eguns ou egunguns) chamados Mestres e é através deles que se trabalha principalmente para cura, mas também para a solução de alguns problemas materiais (como a Umbanda) e amorosos, mas, é importante destacar que a prática da cura é a principal finalidade.
Não se encontra no Catimbó, nas suas práticas e liturgias os elementos das nações africanas de forma que classificar o Catimbós como uma seita afro-brasileira é um erro. Mestres não se subordinam a Orixá e fora o aspecto de que certamente ele é, também, praticado por Negros não existe outra relação direta com a religião africana.
Para aqueles que consideram o Catimbó afro-brasileiro eu apenas pergunto: Onde estão os elementos Afro-brasileiro?
De fato a mitologia e teogonia do Candomblé é rica e complexa, a do Catimbó é pobre e incipiente, seja porque a antiga mitologia indígena perdeu-se na desintegração das tribos primitivas, na passagem da cultura local para a cultura dos brancos, que estavam dispostos a aceitar os ritos, porém não os dogmas pagãos, na sua fidelidade ao catolicismo – seja porque o Catimbó foi, mais, concebido como magia do que como religião propriamente dita, devido sobretudo aos elementos perigosos e temíveis e às perseguições primeiro da igreja e depois da polícia.
Além dos dogmas da religião católica o Catimbó incorpora componentes europeus como o uso do caldeirão e rituais de magia muito próximos das praticas Wiccas. Tanto dos europeus como dos brasileiros o uso de ervas e raízes é básico e fundamental nos rituais. Cada Mestre se especializa em determinada erva ou raiz.
Não existe Catimbó sem santo católico, sem terço, sem agua benta, sem reza, sem fumaça de cachimbo e sem bebida, que pode nem sempre ser a Jurema (como eu disse Catimbó não é o Santo Daime).
sexta-feira, 29 de maio de 2009
As influências indígenas
Sua importância é marcada pelo culto aos espíritos dos Caboclos, presentes na maioria das casas. Embora sendo muitos espíritos que trabalham nas falanges de caboclos na sua última existência na terra, não foram índios, emalguns casos, no início de sua existência na terra podem ter passado como índios. Com isso trazem na essência espiritual suas hierarquias, suas curas, seus cultos, suas crenças, trazendo grandes influências paraa religião Umbandista. Assim populariza-se a crença de que a mística dos caboclos, deriva de um antigo culto ao DEUS Tupã, conhecido como a suprema de todos os índios brasileiros. A mística umbandista do índio como o caboclo é um dos pilares da religião. Todavia não temos notícias de que líderes indígenas de renome tenham se pronunciado a respeito dessa relação entre a questãoindígena e a umbanda. Viajantes e estudiosos que visitaram o Brasil colonial escreveram que as tradicionais religiões indígenas, se valiam em procedimentos mágicos para influírem na vida das pessoas e no mundo físico, através de plantas e animais. Criaram rituais fúnebres para agradar os mortos, evitando que viessem perturbar a comunidade, bebidas e fumos especiais eramempregados para expandir a consciência. Seu mundo místico era um universo em que espíritos de humanos, animais e divindades coexistiam em harmonia dinâmica. Curas físicas e espirituais eram processadas em rituais encantatórios com o uso de remédios da flora medicinal. A pajelança, como hoje conhecemos esses rituais, é uma medicina indígena praticada pelo sacerdote, através da utilização deervas e fumos. No aspecto litúrgico, observa-se de fato uma forte relação com a umbanda praticada nas regiões Norte e Nordeste, onde são comuns, em sessões de curas, procedimentos como: Chupão, Benzeduras, Beberagens, as Garrafadas, entre outros. Nesses rituais as entidades espirituais são genericamente chamadas “CARUANAS” e recebem nomes como: Jatuzinho, Ariranha,Índio Carumbé, Boto Branco, Jacarezinho, Mãe d'água, Mestre Irará.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
As quatro correntes de Umbanda
Por Rubens Saraceni
Se a Umbanda é uma religião nova, seus valores religiosos fundamentais são ancestrais e foram herdados de culturas religiosas anteriores ao Cristianismo.
A Umbanda tem na sua base de informação os cultos afros, os cultos nativos, a doutrina espírita kardecista, a religião católica e um pouco da religião oriental (budismo e hinduísmo) e também da magia, pois é uma religião magística por excelência o que a distingue e a honra, porque dentro dos seus templos a magia é combatida e anulada pelos espíritos que neles se manifestam incorporando nos seus médiuns.
Dos elementos formadores das bases da Umbanda surgiram as sua principais correntes religiosas, as quais interpretamos assim:
1ª Corrente: Formada pelos espíritos nativos que aqui viviam antes da chegada dos estrangeiros conquistadores. Esses espíritos já conheciam o fenômeno da mediunidade de incorporação, pois o xamanismo multimilenar já era praticado pelos seus pajés em suas cerimônias. Eles já acreditavam na imortalidade do espírito, na existência do mundo sobrenatural e na capacidade de “os mortos” interferirem na vida dos encarnados. Também acreditavam na existência de divindades associadas a aspectos da natureza e da Criação Divina. Tinham um panteão ao qual temiam, respeitavam e recorriam sempre que se sentiam ameaçados pela natureza, pelos inimigos ou pelo mundo sobrenatural. Também acreditavam na existência de espíritos malignos e de demônios infernais, mas sem a elaboração da religião cristã que aqui se estabeleceu.
2ª Corrente: Os cultos de nação africana, sem contato com os nativos brasileiros, tinham essas mesmas crenças, só que mais elaboradas e muito bem definidas. Seus sacerdotes praticavam rituais e magias para equilibrar as influências do mundo sobrenatural sobre o mundo terreno e também para equilibrar as pessoas.
Acreditavam na imortalidade dos espíritos e no poder deles sobre os encarnados, chegando mesmo a criar um culto para eles (o culto de egungum dos povos nigerianos).
Também cultuavam os ancestrais por meios de ritos elaboradíssimos e que perduram até hoje, pois são um dos pilares de suas crenças religiosas.
Sua cultura era transmitida oralmente de pai para filho, na forma de lendas, preservando conhecimentos muito antigos, como a criação do mundo, dos homens e até eventos análogos ao dilúvio bíblico.
A Umbanda herdou dos cultos de nação afro o seu vasto panteão Divino e tem no culto às divindades de Deus um dos seus fundamentos religiosos, tendo desenvolvido rituais próprios do religamento do encarnado com sua divindade.
O panteão Divino dos cultos afros era pontificado por um Ser Supremo e povoado por divindades quês são os executores e manifestadores Dele junto aos seres humanos, assim como são seus auxiliares Divinos que o ajudaram na concretização do mundo material, demonstrando-nos que, de forma simples, tinham uma noção exata, ainda que limitada por fatores culturais, da forma como se nos mostra Deus e seu universo Divino.
3ª Corrente: Formada pelos kardecistas de mesa, que incorporavam espíritos de índios, de ex-excravos negros, de orientais, etc. Criaram a corrente denominada “Umbanda Branca”, nos moldes espíritas, mas na qual aceitavam a manifestação de caboclos, pretos-velhos e crianças.
Esta corrente pode ser descrita como um meio termo entre o espiritismo, os cultos nativos e os afros, pois se fundamenta na doutrina cristã, mas cultua valores religiosos herdados dos índios e negros.
Não abre seus cultos com cantos e atabaques, mas sim com orações a Jesus Cristo. As suas sessões são mais próximas dos kardecistas que das umbandistas genuínas, que usam cantos, palmas e atabaques. Seus membros se identificam como Espíritas de Umbanda.
4ª Corrente: A magia é comum a toda a humanidade e as pessoas recorrem a ela sempre que se sentem ameaçadas por fatores desconhecidos ou pelo mundo sobrenatural, principalmente pela atuação de espíritos malignos e por processos de magia negra ou negativa.
Dentro da Umbanda, o uso da magia branca ou magia positiva se disseminou de forma tão abrangente que se tornou parte da religião, sendo impossível separar os trabalhos religiosos espirituais puros dos trabalhos espirituais mágicos. Muitas pessoas desconhecem a magia classificada como magia religiosa. Mas esta nada mais é que a fusão da religião com a magia.
Estas são as principais correntes religiosas e doutrinarias que formam as bases da Umbanda. E isso sem falarmos do sincretismo religioso, pela qual a religião católica nos forneceu as suas imagens que, colocadas em nossos altares, facilitaram o processo de transição de católicos para a Umbanda.
A estrutura religiosa espiritual da Umbanda já está pronta e só falta ser estruturada aqui, no plano material, para dar-lhe uma feição uniforme, quando seus valores religiosos e seus fundamentos Divinos serão definitivos, deixando de mudar ao sabor das suas correntes mais expressivas.
Os mensageiros espirituais nos alertam que esta estruturação deve ser feita de forma lenta e muito bem pensada. Nós temos certeza de que no futuro a Umbanda terá uma feição religiosa muito bem definida, pois suas correntes formadoras se unificarão e se uniformizarão, fortalecendo a Umbanda como religião.
Texto extraído do livro do autor “ Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada - A Religião dos mistérios - Um hino de amor à vida”. - Editora Madras
Se a Umbanda é uma religião nova, seus valores religiosos fundamentais são ancestrais e foram herdados de culturas religiosas anteriores ao Cristianismo.
A Umbanda tem na sua base de informação os cultos afros, os cultos nativos, a doutrina espírita kardecista, a religião católica e um pouco da religião oriental (budismo e hinduísmo) e também da magia, pois é uma religião magística por excelência o que a distingue e a honra, porque dentro dos seus templos a magia é combatida e anulada pelos espíritos que neles se manifestam incorporando nos seus médiuns.
Dos elementos formadores das bases da Umbanda surgiram as sua principais correntes religiosas, as quais interpretamos assim:
1ª Corrente: Formada pelos espíritos nativos que aqui viviam antes da chegada dos estrangeiros conquistadores. Esses espíritos já conheciam o fenômeno da mediunidade de incorporação, pois o xamanismo multimilenar já era praticado pelos seus pajés em suas cerimônias. Eles já acreditavam na imortalidade do espírito, na existência do mundo sobrenatural e na capacidade de “os mortos” interferirem na vida dos encarnados. Também acreditavam na existência de divindades associadas a aspectos da natureza e da Criação Divina. Tinham um panteão ao qual temiam, respeitavam e recorriam sempre que se sentiam ameaçados pela natureza, pelos inimigos ou pelo mundo sobrenatural. Também acreditavam na existência de espíritos malignos e de demônios infernais, mas sem a elaboração da religião cristã que aqui se estabeleceu.
2ª Corrente: Os cultos de nação africana, sem contato com os nativos brasileiros, tinham essas mesmas crenças, só que mais elaboradas e muito bem definidas. Seus sacerdotes praticavam rituais e magias para equilibrar as influências do mundo sobrenatural sobre o mundo terreno e também para equilibrar as pessoas.
Acreditavam na imortalidade dos espíritos e no poder deles sobre os encarnados, chegando mesmo a criar um culto para eles (o culto de egungum dos povos nigerianos).
Também cultuavam os ancestrais por meios de ritos elaboradíssimos e que perduram até hoje, pois são um dos pilares de suas crenças religiosas.
Sua cultura era transmitida oralmente de pai para filho, na forma de lendas, preservando conhecimentos muito antigos, como a criação do mundo, dos homens e até eventos análogos ao dilúvio bíblico.
A Umbanda herdou dos cultos de nação afro o seu vasto panteão Divino e tem no culto às divindades de Deus um dos seus fundamentos religiosos, tendo desenvolvido rituais próprios do religamento do encarnado com sua divindade.
O panteão Divino dos cultos afros era pontificado por um Ser Supremo e povoado por divindades quês são os executores e manifestadores Dele junto aos seres humanos, assim como são seus auxiliares Divinos que o ajudaram na concretização do mundo material, demonstrando-nos que, de forma simples, tinham uma noção exata, ainda que limitada por fatores culturais, da forma como se nos mostra Deus e seu universo Divino.
3ª Corrente: Formada pelos kardecistas de mesa, que incorporavam espíritos de índios, de ex-excravos negros, de orientais, etc. Criaram a corrente denominada “Umbanda Branca”, nos moldes espíritas, mas na qual aceitavam a manifestação de caboclos, pretos-velhos e crianças.
Esta corrente pode ser descrita como um meio termo entre o espiritismo, os cultos nativos e os afros, pois se fundamenta na doutrina cristã, mas cultua valores religiosos herdados dos índios e negros.
Não abre seus cultos com cantos e atabaques, mas sim com orações a Jesus Cristo. As suas sessões são mais próximas dos kardecistas que das umbandistas genuínas, que usam cantos, palmas e atabaques. Seus membros se identificam como Espíritas de Umbanda.
4ª Corrente: A magia é comum a toda a humanidade e as pessoas recorrem a ela sempre que se sentem ameaçadas por fatores desconhecidos ou pelo mundo sobrenatural, principalmente pela atuação de espíritos malignos e por processos de magia negra ou negativa.
Dentro da Umbanda, o uso da magia branca ou magia positiva se disseminou de forma tão abrangente que se tornou parte da religião, sendo impossível separar os trabalhos religiosos espirituais puros dos trabalhos espirituais mágicos. Muitas pessoas desconhecem a magia classificada como magia religiosa. Mas esta nada mais é que a fusão da religião com a magia.
Estas são as principais correntes religiosas e doutrinarias que formam as bases da Umbanda. E isso sem falarmos do sincretismo religioso, pela qual a religião católica nos forneceu as suas imagens que, colocadas em nossos altares, facilitaram o processo de transição de católicos para a Umbanda.
A estrutura religiosa espiritual da Umbanda já está pronta e só falta ser estruturada aqui, no plano material, para dar-lhe uma feição uniforme, quando seus valores religiosos e seus fundamentos Divinos serão definitivos, deixando de mudar ao sabor das suas correntes mais expressivas.
Os mensageiros espirituais nos alertam que esta estruturação deve ser feita de forma lenta e muito bem pensada. Nós temos certeza de que no futuro a Umbanda terá uma feição religiosa muito bem definida, pois suas correntes formadoras se unificarão e se uniformizarão, fortalecendo a Umbanda como religião.
Texto extraído do livro do autor “ Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada - A Religião dos mistérios - Um hino de amor à vida”. - Editora Madras
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O significado da egrégora
Egrégora: A corrente que sustenta a Umbanda
ESPIRITO + PERISPIRITO = CORPO ASTRAL
CORPO ASTRAL = ASTROSOMA
Se você é pai no santo ou médium freqüentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:
-"Olha a corrente, gente! Vamos concentrar"!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe! O que é essa tal de "corrente"?
Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
Essa questão da "corrente" ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas advirto que você pode adaptar minhas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc.
Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é à base de tudo!
Criada a egrégora como já vimos antes (pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades afins (aí eu já estou falando de seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura". Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a "pregação".
Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas "pregações" há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar. Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.
Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão:
1) Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e insegurança - ANIMISMO.
2) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.
3) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.
4) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e de¬sobses¬são, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual, todos poderão desfrutar.
Observação:
Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui pois só as citadas já darão como conseqüências as que vêm após.
1) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.
2) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.
3) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.
4) Problemas começam a surgir na vida material de todos.
5) Discórdias entre o grupo; começam a gerar desentendimentos maiores.
6) Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la.
7) Doenças e dificuldades começam a aparecer.
8) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares).
9) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO - ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas "firmezas" ou "assentamentos" que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Mais uma explicação.
Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afras. Até mesmo elas "importaram" essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.
Se os assentamentos estiverem bem "sintonizados" com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.
Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale).
Pensamentos (que geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos (ou negativos...).
Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.
Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for maior será a ação dessa energia.
Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.
Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.
Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formaram (a não ser em poucos casos), elas correm o risco de serem negativas.
Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias.
A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base que construirá o verdadeiro Templo - aquele onde comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais.
A idéia coletiva dessas pessoas é o resultado do nascimento no astral de um astrosoma, conhecido como egrégora. Este astrosoma, ou egrégora, protegerá e estimulará o plano material da coletividade, analisando os recursos físicos de seus membros para que possam vir a serem usados e serem úteis na realização da idéia mãe.
A egrégora incita seus membros a trabalhar e a contribuir de todas as formas possíveis, no sentido de aumentar o número de adeptos da idéia mãe, ou ainda substituir os membros que se afastam, ou são afastados.
Imagine uma egrégora benigna em confronto direto com outra maligna.
Exemplo:
Trabalhos de magia positiva em confronto com magia negativa.
Umbanda X Quimbanda
As coletividades inimigas no plano astral lutam igualmente no plano material. Se no plano material os inimigos de uma egrégora destroem os corpos físicos de seus membros, o astrosoma das vítimas reforçará a egrégora no astral, como exemplo a perseguição dos cristãos por Judeus e pagãos, que terminou com o triunfo da egrégora cristã, uma vez que Jesus edificou sua igreja em Roma, sede do mundo pagão no início da era cristã. O astrosoma dos cristãos martirizados uniu-se no astral reforçando a egrégora, fortalecendo-a triunfalmente.
As egrégoras são a lei dos semelhantes em sua plenitude, podem ser benignas e construtivas ou malignas e destrutivas.
As egrégoras são poderosíssimas na realização de idéias, se as idéias forem inspiradas por trevosos que encontrem acesso a mentes inteligentes propensas ao mal, os resultados serão funestos, como exemplo a egrégora nazista que exterminou milhões de pessoas neste século.
A manutenção de pensamentos sadios em egrégoras beneficentes, como é o caso da Umbanda ou outras religiões é primordial, fortalecendo desta forma a idéia mãe. Os adeptos das egrégoras benignas devem ser firmes em seus pensamentos e atitudes, evitando desta forma, ser afastados ou substituídos no caso divergência com a idéia mãe, o que fatalmente ocorrerá se determinado adepto desviar-se da diretriz.
A lei de correspondência vibratória é plena na formação de egrégoras fazendo valer a lei "semelhante atrai semelhante".
Algumas egrégoras com fundo religioso, porém fanáticas, podem destruir pessoas ou até nações inteiras se forem levadas ao fanatismo, como exemplo as nações muçulmanas que destroem e matam adeptos de egrégoras contrárias à sua idéia, levados ao extremo por uma diretriz maligna cravada no mundo muçulmano na época de seu nascimento.
O adepto umbandista deve ser forte e persistente na prática do bem, uma vez convicto do que é e do que pratica.
Vigie seus pensamentos.
ESPIRITO + PERISPIRITO = CORPO ASTRAL
CORPO ASTRAL = ASTROSOMA
Se você é pai no santo ou médium freqüentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:
-"Olha a corrente, gente! Vamos concentrar"!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe! O que é essa tal de "corrente"?
Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
Essa questão da "corrente" ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas advirto que você pode adaptar minhas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc.
Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é à base de tudo!
Criada a egrégora como já vimos antes (pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades afins (aí eu já estou falando de seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura". Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a "pregação".
Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas "pregações" há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar. Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.
Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão:
1) Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e insegurança - ANIMISMO.
2) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.
3) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.
4) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e de¬sobses¬são, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual, todos poderão desfrutar.
Observação:
Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui pois só as citadas já darão como conseqüências as que vêm após.
1) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.
2) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.
3) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.
4) Problemas começam a surgir na vida material de todos.
5) Discórdias entre o grupo; começam a gerar desentendimentos maiores.
6) Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la.
7) Doenças e dificuldades começam a aparecer.
8) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares).
9) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO - ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas "firmezas" ou "assentamentos" que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Mais uma explicação.
Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afras. Até mesmo elas "importaram" essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.
Se os assentamentos estiverem bem "sintonizados" com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.
Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale).
Pensamentos (que geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos (ou negativos...).
Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.
Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for maior será a ação dessa energia.
Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.
Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.
Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formaram (a não ser em poucos casos), elas correm o risco de serem negativas.
Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias.
A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base que construirá o verdadeiro Templo - aquele onde comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais.
A idéia coletiva dessas pessoas é o resultado do nascimento no astral de um astrosoma, conhecido como egrégora. Este astrosoma, ou egrégora, protegerá e estimulará o plano material da coletividade, analisando os recursos físicos de seus membros para que possam vir a serem usados e serem úteis na realização da idéia mãe.
A egrégora incita seus membros a trabalhar e a contribuir de todas as formas possíveis, no sentido de aumentar o número de adeptos da idéia mãe, ou ainda substituir os membros que se afastam, ou são afastados.
Imagine uma egrégora benigna em confronto direto com outra maligna.
Exemplo:
Trabalhos de magia positiva em confronto com magia negativa.
Umbanda X Quimbanda
As coletividades inimigas no plano astral lutam igualmente no plano material. Se no plano material os inimigos de uma egrégora destroem os corpos físicos de seus membros, o astrosoma das vítimas reforçará a egrégora no astral, como exemplo a perseguição dos cristãos por Judeus e pagãos, que terminou com o triunfo da egrégora cristã, uma vez que Jesus edificou sua igreja em Roma, sede do mundo pagão no início da era cristã. O astrosoma dos cristãos martirizados uniu-se no astral reforçando a egrégora, fortalecendo-a triunfalmente.
As egrégoras são a lei dos semelhantes em sua plenitude, podem ser benignas e construtivas ou malignas e destrutivas.
As egrégoras são poderosíssimas na realização de idéias, se as idéias forem inspiradas por trevosos que encontrem acesso a mentes inteligentes propensas ao mal, os resultados serão funestos, como exemplo a egrégora nazista que exterminou milhões de pessoas neste século.
A manutenção de pensamentos sadios em egrégoras beneficentes, como é o caso da Umbanda ou outras religiões é primordial, fortalecendo desta forma a idéia mãe. Os adeptos das egrégoras benignas devem ser firmes em seus pensamentos e atitudes, evitando desta forma, ser afastados ou substituídos no caso divergência com a idéia mãe, o que fatalmente ocorrerá se determinado adepto desviar-se da diretriz.
A lei de correspondência vibratória é plena na formação de egrégoras fazendo valer a lei "semelhante atrai semelhante".
Algumas egrégoras com fundo religioso, porém fanáticas, podem destruir pessoas ou até nações inteiras se forem levadas ao fanatismo, como exemplo as nações muçulmanas que destroem e matam adeptos de egrégoras contrárias à sua idéia, levados ao extremo por uma diretriz maligna cravada no mundo muçulmano na época de seu nascimento.
O adepto umbandista deve ser forte e persistente na prática do bem, uma vez convicto do que é e do que pratica.
Vigie seus pensamentos.
domingo, 19 de abril de 2009
A vida de Ramatis - A história de um grande mestre universalista
A vida de Ramatís - a vida de um grande mestre universalista, seus discípulos, sua obra, seus médiuns e a história da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Um filme de produção independente, criado pela iniciativa de Dalton Packer e disponibilizado na internet por - http://www.consciencial.org/
domingo, 12 de abril de 2009
Apometria
Na medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se descortinando e o conhecimento das leis espirituais, que antes era privilégio de poucos, vai sendo revelado abertamente aos pesquisadores isentos de preconceitos.
A utilização da apometria pode ser considerada como parte da evolução no tratamento espiritual, embora muitos espíritas e espiritualistas ainda não a aceitem ou a utilizem, talvez por falta de uma divulgação adequada e uma maior interação com o assunto.
A apometria é uma técnica que consiste no desdobramento espiritual (emancipação da alma, viagem astral ou projeção da consciência) por intermédio do comando da mente. "Representa o clássico desdobramento entre os componentes materiais somáticos do homem e sua constituição espiritual", de acordo com a definição do livro Apometria- Novos Horizontes da Medicina Espiritual, escrito pelo médico Vitor Ronaldo Costa e publicado pela Casa Editora O Clarim, em 1997.
Esse estado de emancipação da alma dá maior possibilidade ao médium de executar as tarefas assistenciais no plano espiritual, por poder expandir, dessa maneira, sua capacidade sensitiva, além de permitir que esteja no mesmo plano de atuação do desencarnado. Ao mesmo tempo, o paciente, que também fica em estado de emancipação, facilita seu atendimento. Isso ocorre porque no plano astral o campo energético, assim como os desequilíbrios, podem ser observados de uma forma mais ampla pela equipe tanto de trabalhadores encarnados como pelos espíritos benfeitores.
Porém, os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. "Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo", relata o médico e autor Vitor Ronaldo. Ele complementa dizendo que a técnica da apometria, quando bem aplicada e sob a cobertura dos bons espíritos, realmente se destaca no diagnóstico de certeza e na condução da terapêutica mais indicada.
A descoberta
Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.
Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.
Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.
Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. "APÓ" significa "além de" e "METRON" se refere à "medida" por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.
Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim
Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica.
Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.
Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.
A utilização
Por intermédio da projeção do perispírito, o médium pode ver e ouvir os espíritos, até mesmo trabalhar no resgate de espíritos sofredores. De acordo com dr. Lacerda, no atendimento aos
enfermos, por meio da projeção, coloca-se o médium em contato com as entidades médicas do plano espiritual.
Simultaneamente, o mesmo procedimento é feito com o doente, o que possibilita o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados, assistidos pelos médiuns em projeção que relatam os fatos que estão ocorrendo durante o tratamento.
Também pode ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões. Essa eficácia acontece em virtude dos espíritos protetores se encontrarem no mesmo plano dos assistidos, podendo agir com maior profundidade e mais rapidez.
Vale lembrar que a projeção do perispírito, tanto do médium quanto do enfermo é obtida por intermédio do emprego de um determinado número de impulsos magnéticos, semelhantes aos passes. Embora a apometria seja uma técnica bastante simples, sua aplicação exige cuidados especiais, como uma cobertura espiritual de nível elevado. Deve ser realizada por grupos de trabalho constituídos para essa finalidade, com atividades regulares como qualquer outro grupo dedicado aos trabalhos de caridade, além da harmonia entre os componentes da equipe.
A apometria tem sido utilizada por muitos grupos como técnica eficiente em auxiliar nos processos obsessivos, já que em geral, as perturbações espirituais decorrem da ação de obsessores. Os espíritos obsessores – na verdade, espíritos infelizes – são afastados, recolhidos e conduzidos para hospitais espirituais, de acordo com seu padrão vibratório. O estado de emancipação da alma possibilita que os médiuns possam observar melhor as ligações obsessivas, as áreas do organismo perispiritual atingidas, entre outros fatores.
Isso torna o tratamento muito mais completo por possibilitar o atendimento tanto do paciente quanto dos espíritos perturbadores que o acompanham. Na maioria das vezes, o enfermo nada registra, a não ser em casos de pessoas com maior sensibilidade.
Tratamento integral
Chegará um tempo em que a medicina tratará o Homem de forma integral, unindo os tratamentos físico e espiritual realizados por médicos encarnados e desencarnados. Mesmo porque, a maioria das doenças se inicia no perispírito e depois se manifesta no corpo físico.
Segundo relatos de pesquisadores e de grupos que utilizam a metodologia, independente de religião ou credo, sua aplicação adequada poderá cada vez mais ajudar a expandir o campo da medicina integral. E quanto mais conhecida essa técnica, mais auxiliará os espíritas nos trabalhos de desobsessão e atendimentos espirituais. Paralelamente, novos horizontes se abrirão quando a medicina reconhecer a existência do espírito e que uma infinidade de enfermidades que se manifestam na atualidade podem ter sido causadas no corpo perispiritual em existência passada.
Entrevistamos o dr. Vitor Ronaldo Costa, conhecido médico e pesquisador espírita que utiliza a técnica da Apometria no tratamento, identificando as causas mais profundas das doenças.
Publicado na Revista Cristã de Espiritismo - ed. 30
A utilização da apometria pode ser considerada como parte da evolução no tratamento espiritual, embora muitos espíritas e espiritualistas ainda não a aceitem ou a utilizem, talvez por falta de uma divulgação adequada e uma maior interação com o assunto.
A apometria é uma técnica que consiste no desdobramento espiritual (emancipação da alma, viagem astral ou projeção da consciência) por intermédio do comando da mente. "Representa o clássico desdobramento entre os componentes materiais somáticos do homem e sua constituição espiritual", de acordo com a definição do livro Apometria- Novos Horizontes da Medicina Espiritual, escrito pelo médico Vitor Ronaldo Costa e publicado pela Casa Editora O Clarim, em 1997.
Esse estado de emancipação da alma dá maior possibilidade ao médium de executar as tarefas assistenciais no plano espiritual, por poder expandir, dessa maneira, sua capacidade sensitiva, além de permitir que esteja no mesmo plano de atuação do desencarnado. Ao mesmo tempo, o paciente, que também fica em estado de emancipação, facilita seu atendimento. Isso ocorre porque no plano astral o campo energético, assim como os desequilíbrios, podem ser observados de uma forma mais ampla pela equipe tanto de trabalhadores encarnados como pelos espíritos benfeitores.
Porém, os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. "Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo", relata o médico e autor Vitor Ronaldo. Ele complementa dizendo que a técnica da apometria, quando bem aplicada e sob a cobertura dos bons espíritos, realmente se destaca no diagnóstico de certeza e na condução da terapêutica mais indicada.
A descoberta
Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.
Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.
Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.
Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. "APÓ" significa "além de" e "METRON" se refere à "medida" por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.
Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim
Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica.
Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.
Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.
A utilização
Por intermédio da projeção do perispírito, o médium pode ver e ouvir os espíritos, até mesmo trabalhar no resgate de espíritos sofredores. De acordo com dr. Lacerda, no atendimento aos
enfermos, por meio da projeção, coloca-se o médium em contato com as entidades médicas do plano espiritual.Simultaneamente, o mesmo procedimento é feito com o doente, o que possibilita o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados, assistidos pelos médiuns em projeção que relatam os fatos que estão ocorrendo durante o tratamento.
Também pode ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões. Essa eficácia acontece em virtude dos espíritos protetores se encontrarem no mesmo plano dos assistidos, podendo agir com maior profundidade e mais rapidez.
Vale lembrar que a projeção do perispírito, tanto do médium quanto do enfermo é obtida por intermédio do emprego de um determinado número de impulsos magnéticos, semelhantes aos passes. Embora a apometria seja uma técnica bastante simples, sua aplicação exige cuidados especiais, como uma cobertura espiritual de nível elevado. Deve ser realizada por grupos de trabalho constituídos para essa finalidade, com atividades regulares como qualquer outro grupo dedicado aos trabalhos de caridade, além da harmonia entre os componentes da equipe.
A apometria tem sido utilizada por muitos grupos como técnica eficiente em auxiliar nos processos obsessivos, já que em geral, as perturbações espirituais decorrem da ação de obsessores. Os espíritos obsessores – na verdade, espíritos infelizes – são afastados, recolhidos e conduzidos para hospitais espirituais, de acordo com seu padrão vibratório. O estado de emancipação da alma possibilita que os médiuns possam observar melhor as ligações obsessivas, as áreas do organismo perispiritual atingidas, entre outros fatores.
Isso torna o tratamento muito mais completo por possibilitar o atendimento tanto do paciente quanto dos espíritos perturbadores que o acompanham. Na maioria das vezes, o enfermo nada registra, a não ser em casos de pessoas com maior sensibilidade.
Tratamento integral
Chegará um tempo em que a medicina tratará o Homem de forma integral, unindo os tratamentos físico e espiritual realizados por médicos encarnados e desencarnados. Mesmo porque, a maioria das doenças se inicia no perispírito e depois se manifesta no corpo físico.
Segundo relatos de pesquisadores e de grupos que utilizam a metodologia, independente de religião ou credo, sua aplicação adequada poderá cada vez mais ajudar a expandir o campo da medicina integral. E quanto mais conhecida essa técnica, mais auxiliará os espíritas nos trabalhos de desobsessão e atendimentos espirituais. Paralelamente, novos horizontes se abrirão quando a medicina reconhecer a existência do espírito e que uma infinidade de enfermidades que se manifestam na atualidade podem ter sido causadas no corpo perispiritual em existência passada.
Entrevistamos o dr. Vitor Ronaldo Costa, conhecido médico e pesquisador espírita que utiliza a técnica da Apometria no tratamento, identificando as causas mais profundas das doenças.
Publicado na Revista Cristã de Espiritismo - ed. 30
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