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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Oxum - 12 de outubro


Trono Natural Irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos. Como “Mãe da Concepção” ela estimula a união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista de riqueza espiritual e a abundância material

... A orixá Oxum é o Trono regente do pólo magnético irradiante da linha do amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.

...Seu elemento é o mineral, junto com Oxumaré, forma uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias atuam sobre os seres estimulado os sentidos de amor e acelerando a união e a concepção dos seres.

...Na Coroa Divina, a orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir da projeção do Trono do Amor, que é o regente do sentido do amor.Oxum forma com Oxumaré a segunda linha de Umbanda, que é a linha do amor.

...Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção.

...A água é o melhor condutor das energias minerais e cristalinas, sendo que a água doce dos rios é a melhor rede de distribuição de energia mineral, e o mar é o melhor irradiador de energias cristalinas. Saibam que a energia irradiada pelo mar é cristalina e a energia irradiada pelo rio é mineral. É justamente neste ponto, surgem confusões em relação a Orixá Oxum e a Orixá Iemanjá.A água doce por estar carregada de energia mineral, é um dos principais alimentos dos vegetais. Logo, Oxum está tão presente nas matas de Oxóssi quanto na terra de Obá, que são os dois orixás que pontificam a linha vertical (irradiação) do conhecimento. A senhora Oxum do Conhecimento é uma Oxum vegetal, pois atua nos seres como imantadora do desejo de aprender.

...A Ciência dos Orixás é tão vasta quanto divina, e está na raiz de todo o saber, na origem de todas as criações divinas e na natureza de todos os seres. É na Ciência dos orixás que as lendas se fundamentam, e não o contrário. Estude e Entenda esta maginífica ciência divina e compreenda suas chaves interpretadoras dos entrecruzamento. Se conseguir, temos certeza que entenderá porque a rosa vermelha é usada como presente pelos namorados e a rosa branca é usada pelos filhos quando presenteiam suas mães, ou porque se oferece rosas vermelhas á Pomba-Gira, rosas brancas para oferendar Iemanjá, rosas amarelas para oferendar Oxum e rosas cor de rosa para oferendar as crianças.

...Todo jardim com muitas roseiras é irradiador de essência mineral, torna um ambiente catalisador natural das irradiações de amor da divindade planetária que, amorosamente, chamamos de Mamãe Oxum.

...Oxum é mineral e irradia o amor, unindo os casais (pares),estimulando-os no sentido de apoiarem-se, ampararem-se e crescerem conscientemente.

...Oxum irradia energias minerais que criam todo um campo energético onde vibrações afins são identificadas pelos pares afins, que se unem e crescem (evoluem) no amor.

...Simbolicamente representamos Oxum com um coração, pois o amor acelera o batimento cardíaco e sua perda cria a sensação de um vazio no peito.


OFERENDA À MÃE OXUM:
-Velas Brancas / Azuis (claro) / Amarelas
-Flores ou Rosas Amarelas
- Frutas
- Essência de Rosas
- Champanhe / Licor de Cereja
- Tudo depositado ao pé de uma cachoeira



CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.

A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.

Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim como apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.

Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.

Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente.

É muito desconfiado e possuidor de grande intuição que muitas vezes é posta à serviço da astúcia, conseguindo tudo que quer com imaginação e intriga. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.

Entretanto, ás vezes, parece esquecer um objetivo que antes era tão importante, não se importando mais com o mesmo. Na realidade, estará agindo por outros caminhos, utilizando outras estratégias.
Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade!

Verger define:

O arquétipo de Oxum é o das pessoas graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.

Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.

Evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.

Tem o humor caprichoso e mutável. Alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, elas deslizam com graça, frescas e límpidas, entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado a outro.

Outras vezes suas águas, tumultuadas, passam estrondando, cheias de correntezas e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém poderia atravessar de uma margem à outra, pois ponte nenhuma as ligava.




UM POUCO DE MITOLOGIA
Oxum é a divindade do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Era, segundo dizem, a segundo mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxossi. As mulheres que desejam ter filhos dirigem-se a Oxum, pois ela controla a fecundidade, graças aos laços mantidos com Ìyámi-Àjé (“Minha Mãe Feiticeira” ).

Sobre este assunto, uma lenda conta que: “Quando todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Oxum ficou aborrecida por ser posta de lado e não poder participar de todas as deliberações. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis.

Desesperados, os orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembléias. Olodumaré perguntou se Oxum participava das reuniões e os orixás responderam que não.

Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo.

De volta a terra, os orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos, o que ela acabou por aceitar depois de muito lhe rogarem.

Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados” .
Oxum é chamada de Ìyálóòde (Iaodê) título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível. Os seus axés são constituídos por pêras do fundo do rio Oxum, de jóias de cobre e de um pente de tartaruga.

O amor de Oxum pelo cobre, o metal mais precioso do país iorubá nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que lhe são dirigidas: “Mulher elegante que tem jóias de cobre maciço” .

É uma cliente dos mercadores de cobre. Oxum limpa suas jóias de cobre antes de limpar seus filhos “ . Numerosos lugares profundos (ibù), entre Igèdè, onde nasce o rio, e Lke, onde ele deságua na lagoa, são os laçais de residência de Oxum.

Aí, ela é adorada sob nomes diferentes e suas características são distintas uma das outras. Ogum forjava e, quando o ferro começava a esfriar, ele o colocava no fogo, atiçado por oxum que fazia funcionar os foles em cadência. O barulho que eles faziam, kutu, kutu, kutu, era ritmado e parecia que Oxum tocava um instrumento de música. Um Egúngún que passava pela rua se pôs a dançar, inspirado pelo som que provinha dos foles . Os passantes maravilhados testemunharam seu contentamento oferecendo dinheiro. Muito honestamente. Egúngún entregou metade da soma recolhida a Oxum, a Avó, o que lhe valeu ser denominada de:

“ Tocadora de música num fole para fazer dançar Egúngún” .
Proprietária do fole que sussurra como a chuva, E cuja tosse ressoa como urra o elefante “ “ . Segundo Epega, os reis Awaùjalè de Ijebu-Erê, em Eriti, e de Ijebu-Odê, em Ijebu, saúdam Oxum dizendo: “Minha Mãe” .

Laços muito estreitos existem entre Oxum e os reis de Oxogbô.

Neste lugar, a festa anual das oferendas a Oxum é uma comemoração pela chegada de Laro, fundador da dinastia, às margens deste rio cujas águas correm permanentemente.

Laro, depois de muitas atribulações, achando o local favorável ao estabelecimento de uma cidade, aí se fixou com a sua gente.

Alguma dias depois de sua chegada, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu sob as águas. Reapareceu no dia seguinte, soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Laro, para demonstrar a sua gratidão, dedicou-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, as comidas que Laro havia jogado nas águas.

Um grande peixe, que nadava próximo ao local onde este se encontrava, cuspiu-lhe água. Laro recolheu esta água numa cabaça e bebeu, fazendo assim um pacto de aliança com o rio. Estendeu, depois, as duas mãos para frente e o grande peixe saltou sobre elas. Laro recebeu o título de Atóója – contração da frase iorubá A téwó gbáà já (Ele estende as mãos e recebe o peixe) e declarou: Òun gbo (Oxum está em estado de maturidade), suas águas serão sempre abundantes.

Essa foi à origem do nome da cidade de Oxogbô.

No dia da festa anual, Atáója vai solenemente até as margens do rio.

Tem a cabeça coberta por uma coroa monumental feita com pequenas miçangas reunidas e é vestido com pesada roupa de veludo. Anda com calma e gravidade, rodeado por suas mulheres e seus dignitários. Nessa procissão anual, uma de suas filhas leva a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum.

É a Arugbá Òun (aquele que leva a cabaça de Oxum). Ela representa a moça que outrora desapareceu no rio. Sua pessoa é sagrada, e o próprio rei inclina-se à sua frente. Depois que atinge a idade da puberdade, ela não pode mais preencher essa função. Mas, pela graça de Oxum, a descendência de Atáója é sempre numerosa, não faltando, pois, a possibilidade de se encontrar uma Arugbá Òun disponível. Atáója senta-se numa clareira e acolhe as pessoas que vêm assistir à cerimônia. Os reis e os chefes das cidades vizinhas estão todos presentes ou enviam representantes.

As delegações chegam, uma após outra, acompanhadas de músicos.

Trocas de saudações, prosternações e danças sucedem-se como formas de cortesia recíprocas, com animação crescente. Ao final da manhã, atáója, acompanhado do seu povo e dos seus hóspedes, aproxima-se do rio e aí manda lançar oferendas e comidas, no mesmo lugar onde Laro o fizera outrora.

Os peixes as disputam sob o olhar atento das sacerdotisas de Oxum.

A seguir, Atáója dirige-se até as proximidades de um pequeno templo vizinho e senta-se sobre a pedra – Òkúta Laro -, onde seu ancestral Laro havia repousado em outros tempos.

A adivinhação é feita para saber se Oxum está satisfeita e se ela tem vontades a exprimir.
Atáója volta em seguida para a clareira, onde recebe e trata seus convidados com uma generosidade digna da reputação de Oxum, a rainha de todos os rios.

Oxum no Novo Mundo No Brasil e em Cuba, os adeptos de Oxum usam colares de contas de vidro de cor amarelo-ouro e numerosos braceletes de latão. O dia da semana consagrado a ela é o sábado e é saudada, como na África, pela expressão “Ore Yèyé o!!!” (“Chamemos a benevolência da Mãe !!!” ).

É recomendável fazer sacrifícios de cabras a Oxum e oferecer-lhe prato de mulukun (mistura de cebolas, feijão-fradinho, sal e camarões) e de adum (farinha de milho misturada com mel de abelha e azeite doce).
A sua dança lembra o comportamento de uma mulher vaidosa e sedutora que vai ao rio se banhar, enfeita-se com colares, agita os braços para fazer tilintar seus braceletes, abana-se graciosamente e contempla-se com satisfação num espelho.

O ritmo que acompanha as suas danças denomina-se “ ijexá” , nome de uma região da África, por onde corre o rio Oxum.

No Brasil, ela é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias, na Bahia, e Nossa Senhora dos Prazeres, no Cuba ela o é com Nuestra Señora de la Caridad Del Cobre. Arquétipo O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.

Das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que Oiá. Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora esconde uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.



Fontes:
Pierre Fatumbi Verger, Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo (Tradução de Maria Aparecida da Nóbrega)
Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio", “ Código de Umbanda Sagrada – Rubens Saraceni

sábado, 19 de setembro de 2009

A verdadeira encruzilhada dos guardiões

Trecho extraído do livro: "A Magia das Oferendas na Umbanda" – autoria: Pai Juruá – no prelo

Oferenda: Objeto ou coisa qualquer que se oferece: presente; dádiva – Diz-se na Umbanda, que oferenda é um presente para captar apenas vibrações, ou melhor, para harmonizar vibrações.

Despacho: Ato ou efeito de despachar (dispensar os serviços de; mandar embora; despedir).

Muitos acreditam ser a encruzilhada de Guardiões estas de rua ou de cemitério. Mas a verdadeira "Encruza" está no campo astral e não no campo físico.

Os Guardiões somente realizam "despachos" em encruzilhadas de rua e de cemitério, desde que sejam para fins específicos, quando à necessidade de manipular energias humanas que se entrecruzam. Fora disso, as encruzilhadas de rua e de cemitério não são os pontos de força dos Guardiões.

Aquilo que rege o Macrocosmo também rege o Microcosmo, pois existe apenas uma Lei que comanda os mundos, adaptada conforme a forma de vida que esteja debaixo de sua ação e reação. As leis que ordenam e coordenam os astros, a natureza e os elementos são as mesmas leis que coordenam a biologia e a física do ser humano, exatamente por ser este influenciado pelo meio e pelas regras matemáticas dos astros e das potestades.

E a Lei que dá formação e ajuste à matéria e que faculta, inclusive, o próprio modo de ser da movimentação Cármica, a Lei Mater aplicada a movimentação dos elementos, é sintetizada na Encruzilhada dos Guardiões, ou na Roda Cabalística da Encruzilhada.

Sabemos que muitos irmãos realizam seus trabalhos ritualísticos nas chamadas encruzilhadas de rua ou cemitério. Achamos por bem alertar que encruzilhadas de rua e de cemitério são locais onde existem determinadas portas dimensionais que se ligam diretamente às covas mais profundas do Baixo Astral. São as chamadas "Portas Cruzadas" e os trabalhos feitos nestes locais, tem aceite somente por entidades que nada tem a ver com os verdadeiros Guardiões, ou são efetuados por ordens dos Guardiões de Lei, quando da manipulação energética necessária.

Nas encruzilhadas de rua e de cemitério habitam os seres mais estranhos e terríveis, verdadeiros monstros, que alteraram a forma de seu corpo astral (Zoantropia), devido a sua própria conduta mental e emocional. Adulteraram completamente seus sentidos e seus objetivos na caminhada evolutiva, sendo seres viciados, dementados e na sua maioria perversos, coléricos e vingativos. Estes são os famigerados quiumbas, seres que habitam a contraparte astral de locais como prostíbulos, matadouros, casas de jogos, cemitérios, bares e mesmo churrascarias, pois são loucos por sangue, morte, bebida e vícios, os mais variados. E são eles que recebem nas encruzilhadas de rua e de cemitério as oferendas feitas com sangue, animais mortos, ossos e todos os tipos de materiais de baixa vibratória.

Estes seres se agregam na aura dos infelizes que realizam tais práticas, como se realmente os vampirizassem, fomentando-os a realizarem sempre tais oferendas sangrentas no intuito de alimentá-los vibratoriamente. Muitos destes são acompanhados por outros seres que são chamados de "larvas astrais". Estas são formas pensamentos viciadas, que possuem a forma de baratas ou de algo semelhante a lagostas, polvos, lombrigas, etc. Tais coisas se agregam à vítima e funcionam como um sensor que a liga ao quiumba, mesmo à distância. Estas larvas trazem realmente muitas doenças, tanto mentais como físicas fazendo com que a vítima se sinta, na maior parte das vezes desanimada e sem força de vontade, só se recuperando quando estão em qualquer prática viciosa.

Esses quiumbas são combatidos pelos Guardiões de Lei da Umbanda, que exercem verdadeiro policiamento nas zonas onde existem o tóxico, o álcool, a prostituição e coisas piores. Os Guardiões os policiam para não utilizarem a contraparte etérica de elementos como o sangue, ossos, etc., por exemplo, para fins de contundência.

Na verdade, estes quiumbas são igualmente nossos irmãos, estando apenas caídos na rota evolutiva, desviados que foram por outros seres sumamente poderosos, embora intencionalmente voltados para o mal; os magos negros.

Quando os Guardiões aprisionam estes quiumbas, os levam a determinados postos corretivos no astral, onde ficarão recebendo um tratamento que lhes facultará a retomada de sua linha evolutiva afim e o possível reencarne. Dissemos possível pelo fato de muitos deles não terem condições vibratórias de reencarnarem, pois que seus corpos astrais se encontram em terrível desajuste e mesmo suas mentes estão em tal estado de revolta e ódio que seria prejudicial a si e as outras pessoas o passe reencarnatório.

Mas perguntará o leitor: já não encarnam tantos assassinos, facínoras e corruptos? Como estes conseguem o tal passe? E responderemos que estes se encontram nesta condição por já estarem extremamente melhorados e que as coisas no submundo astral são bem piores.
Determinados assassinos que reencarnam (ou mais exatamente são como que "jogados" na roda da encarnação para reajustar-se com seus afins. Só o mal corrige o mal) já foram e vieram muitas e muitas vezes, sendo que o seu livre arbítrio se torna cada vez menor enquanto não corrigirem as suas ações. Para muitos o passe da reencarnação é vedado e são estes – os mais perigosos – aprisionados em sua consciência como se fossem certas formas ovóides, em estágio estacionário. Mas este é um aspecto dos mais terríveis e perturbadores e que deixaremos de citá-lo de forma mais aprofundada para não causar traumas ao inconsciente de muitos...

É bom frisarmos que a Umbanda não doutrina o maniqueísmo, ou a
dicotomia BEM/MAL como se Deus fosse um déspota que se deleitasse em ver seus filhos sofrendo num inferno eterno. A única coisa eterna é o bem, o Amor Cósmico; sendo o mal uma distorção destas realidades e um artifício utilizado pelo Criador, a fim de sabermos diferenciar o bem do mal. O inferno está na consciência de cada um, sendo esta direcionada e escalonada de acordo com as atitudes que se realizem durante as encarnações. Pois a verdade é uma só: podemos enganar aos outros, mas jamais enganaremos a nós mesmos, que somos testemunhas de nossos próprios atos, Ninguém escapa do passado e os erros são contados e pesados não somente pelos Tribunais Cármicos, mas muito principalmente pela nossa própria consciência, pois quem já sentiu dentro de si uma fagulha que seja da Verdade e do Amor das Almas, sabe o quanto pesa as atitudes passadas e os atos infelizes realizados contra a natureza e os semelhantes.

E o que acontece com aqueles que não se questionam sobre seus atos? Estes, quando seu Carma se torna impraticável, repleto de ações negativas são direcionados a seus afins, para determinados planetas menos evoluídos ou mais primitivos que o nosso. Como? Se em nosso mundo que é uma casa abençoada necessitamos ainda pagarmos para nos alimentar, (o que já é resultado de excessivas ganâncias do passado...) embora não paguemos pela luz, ou pelo ar, existem mundos onde estas coisas são pagas, pois que estes seres formaram tal condição negativa sobre si que seus próprios atos os forçaram a construir uma sociedade afim a suas experiências passadas.

Achamos importante, para esclarecer os irmãos umbandistas, repetir que fazer entregas em encruzilhadas de rua ou de cemitério é atividade perigosíssima, principalmente quando estas entregas levam elementos animais ou mesmo materiais densamente negativos. Repetimos que a Umbanda não usa matar animais em hipótese alguma, seja para louvar Orixás ou para resolver qualquer desmando com o baixo astral. A Umbanda também não usa colocar sangue na cabeça de seus iniciandos. Acreditamos – pois temos certeza – de que o sangue atrai esta classe de espíritos do quais falamos. Os irmãos dos Cultos de Nação muitas vezes questionam a nós Umbandistas sobre o uso do sangue, alegando que este é Axé e que a sua utilização revitaliza todo o sistema magístico de um ritual; mas isto não faz parte da ritualística/doutrina da Umbanda Sagrada. Cada coisa no seu lugar, e cada liturgia na sua religião.

Nós também cremos que o sangue é Axé, mas este só realiza sua função de Princípio e Poder de Realização quando no animal vivo. Matar um animal ou vários e entregá-los no seio da Natureza é uma violação e uma afronta a esta mesma natureza, pois as vibrações expressas em oferendas deste tipo agridem aos espíritos elementares que atuam nas matas e nas cachoeiras, espíritos estes que estão aprendendo e se adaptando às realidades que os aguardam e são agredidos com estas vibrações negativas.

Pois bem, os locais corretos para se preceituar os Guardiões é simples:

1º) Identifique o ponto de força da Natureza que o Guardião irá utilizar.
2º) Providencie os materiais necessários para a oferenda, todos de energia positiva (nunca utilizar carnes, sangue, ossos ou qualquer tipo de material de baixa vibratória).
3º) Chegando ao ponto de força da Natureza, firme uma vela na cor da vibratória do Orixá correspondente; de joelhos, peça licença para o trabalho que irá realizar. Se afaste dessa vela por 77 (setenta e sete passos); aí esta o ponto de força onde os Guardiões do Orixá específico manipulam suas energias. Exemplo: O trabalho a ser
realizado necessitará a presença e a força do Guardião conhecido como – Veludo. Esse Guardião vibra as forças da Mãe Oxum. Com isso, já definiremos que teremos que realizar a nossa oferenda no ponto de força – Cachoeira. Lá chegando, firme uma vela cor-de-rosa para a Mãe Oxum, e de joelhos faça suas preces, pedindo o que necessita. Logo após, afaste-se 77 (setenta e sete) passos para qualquer lado. Nesse exato local, vibrará a energia poderosa dos Guardiões da Mãe Oxum. Assim o é para todos os Guardiões dos Orixás.

Esta é a verdadeira "encruzilhada" dos Guardiões, pois é situada na Natureza. A real encruzilhada dos Guardiões não está no campo físico, mas sim no campo astral, na combinação dos elementos naturais, que são os já conhecidos Ar – Fogo – Água – Terra – Vegetal – Mineral – Animal – Etérico Humano e Magnético Telúrico, formando o ciclo da vida, havendo os segredos invioláveis deste mistério que é conhecido apenas pelos Guias Espirituais da Umbanda e a quem eles abrem o mistério.

Esta encruzilhada, a verdadeira Encruzilhada ou Roda Cabalística obedece aos pontos cardeais e as entradas e saídas de força que agregam e desagregam os elementos e mantém a transformação da vida.

Estas transformações são possibilitadas pelas chamadas Linhas de Força, que são a consubstanciação da Energia dos Orixás, pois cada um dos Poderes Reinantes do Divino Criador (Orixás) é senhor de uma Energia:

• Pai Oxalá – senhor da energia etérica.
• Mãe Yemanjá – senhora da energia das águas salgadas
• Mãe Oxum – senhora das energias das águas doces.
• Pai Oxumarê – senhor das energias dos ciclos da vida
• Pai Ogum – senhor das energias dos metais
• Mãe Yansã – senhora das energias do ar
• Pai Xangô – senhor das energias do minerais
• Mãe Obá – senhora das energias das águas revoltas.
• Ibeji – senhor das energias da espiritualidade
• Oxossi – senhor das energias da fauna
• Ossain – senhora das energias da flora
• Omulú/Obaluaiê – senhor das energias da terra
• Nanã Buruquê – senhora das energias das águas paradas
• Yewá – senhora das energias das fontes
• Logunedé – senhor das energias das beiras dos rios junto das matas
• Kitembo – senhor das energias do tempo cronológico
• Exu – senhor das energias magnética telúrica
• Pomba Gira – senhora das energias do fogo

Estas Energias são transformadas pelos Guardiões em Forças Elementais propriamente ditas, chamadas de Forças Sutis e são coordenadas pelos Guardiões de Lei responsáveis pela Coroa da Encruzilhada, que são os que estão assentados a trabalho das Irradiações Divinas, Os Sagrados Orixás.

Lembramos que os Guardiões nos dão nomes simbólicos, não sendo os seus verdadeiros, embora eles tenham relação sonométrica com suas designações originais que são poderosos mantras e por isso não devem ser revelados sem a devida oportunidade e a qualquer pessoa. Mas mesmo estes nomes possuem a vibração correta dentro da magia de som para que suas invocações sejam atendidas.

Declinamos nos nomes simbólicos dos Maiorais, devido a grande confusão reinante quanto à denominação de cada um. Cada escritor ou mesmo sacerdote umbandista, cria a sua hierarquia, o que causa uma grande confusão entre os estudiosos. Por isso, vamos ligar os Guardiões somente à linhagem de trabalho pertinente a cada Orixá.

Seja qual for o Guardião pertencente à Linha Espiritual regida por qualquer Orixá, vai responder, com os atributos e atribuições do Maioral que rege essa Linha de trabalho.

Cada um dos Maiorais se agrupam conforme as forças (Orixás) que manipulam. E estas forças (Orixás) estão relacionadas aos pontos cardeais.

Esta é, então, a Verdadeira Encruzilhada de Guardião, sendo que suas oferendas e preceitos devem sempre seguir a orientação dos pontos cardeais, pois isto é importantíssimo na magia de imantação e desagregação.

Novamente nos explicaremos melhor, para orientar os menos atentos, pois sabemos que tal assunto é novo para a maioria dos irmãos de fé sendo assim, não é fácil de ser digerido.

A Encruzilhada de Guardião é a síntese magística da Umbanda e da Quimbanda. É interessante observar-se as entradas e saídas da encruzilhada, pois são elas as responsáveis diretas pela manutenção da vida e pela limpeza astral do planeta. Sabendo utilizar-se delas, é possível manter-se a saúde e a harmonia, além da paz interior.


Diremos que basta observar que o Norte e o Sul são entradas, o Leste e o Oeste são saídas. No centro da roda está o chamado "centro indiferenciado", que é de onde saem energias positivas e para onde são levadas todas as energias negativas ou estáticas de nosso planeta. Por isso, revelaremos apenas que se um indivíduo quiser revitalizar-se quando realizar algum preceito que não utilize, repetimos, NUNCA o elemento sangüíneo, deve-se voltar aos cardeais LESTE/OESTE e para se descarregar deve-se voltar aos cardeais NORTE/SUL pedindo o Agô (licença) e as forças necessárias aos senhores da Encruzilhada para imantar-se ou descarregar-se, dentro da Lei e da Justiça.

A Magia não se divide em negra ou branca, e também não existe magia da Umbanda, egípcia, cigana, etc. A magia é planetária e responde a uma só lei. Ela está condicionada a vontade ao saber e a moral do operador, pois os conceitos de bem ou de mal são condições ligadas à inteligência do espírito de acordo com o grau evolutivo ou com a abertura de seu consciencional, pois a Lei Cármica pode ser acionada de acordo com os atos conscientes ou inconscientes de quem manipulam as forças ocultas da matéria.

Isso é comprovado no fato de que muitas vezes o desconhecimento da existência de um carma coletivo, grupal e individual resulta na realização de atos que entram em choque com estas três leis reguladoras. Exemplificando: pode-se achar que está se fazendo um bem individual a uma pessoa, mas ao mesmo tempo pode-se prejudicar uma coletividade, pois através da magia é possível evitar-se que algo aconteça a alguém, mas e se esse alguém tiver em seu carma a suposta dívida que se desejou sanar?

Nesse caso a balança da Lei será pesada e contada, sendo que, cedo ou tarde, a Lei de Causa e Efeito aliada a seus choques de retorno será acionada.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sobre elementos utilizados

A importância dos elementos e dos condensadores energéticos: ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, fumaça, som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água

Os elementos materiais não são indispensáveis e não devem se tornar bengala psicológica. As vibrações dos orixás respondem à invocação pela força mental. Obviamente essa resposta varia de indivíduo para indivíduo. Experiências sacerdotais de vidas passadas utilizando essas energias fazem parte do inconsciente dos médiuns magistas da atualidade. Temos de considerar que a aparelhagem fisiológica do médium, quando vibrada junto com os guias por meio da incorporação, fornece abundantes fluidos que serão movimentados para a caridade.

Por outro lado, sabemos que os elementos materiais são importantes condensadores energéticos. Na prática do terreiro, aprendemos que, em determinados atendimentos, se utilizássemos só a força mental, os trabalhos ficaram por demais prolongados e muito cansativos. Outro fato que reforça essa opinião é que somos naturalmente desconcentrados, ainda mais depois de duas a três horas de extenuantes passes e consultas, em que nos defrontamos com as mais inimagináveis mazelas humanas.

Elencaremos a seguir alguns condensadores energéticos e sua utilização no terreiro:

álcool/fogo: transmutação, assepsia e desintegração de trabalhos de feitiçaria que estão vibrando no Astral.
ervas: maceradas liberam prana (axé vegetal) pelo sumo das plantas; queimadas (fumo, defumação) dispersam seus princípios químicos no ambiente astro-etéreo-físico.
som: atração, concentração ou repulsão de certas energias.
guias: imantação da vibração do orixá para proteção e descarga do médium.
pontos riscados: campos de força magnéticos de atração, retenção e dispersão, usados junto com os pontos cantados.
pólvora: deslocamento do éter (ar) para desintegração de campos de forças muito densos.
oferendas: agradecimento e reposição de axé (na umbanda não fazemos oferendas para trocar).
água: imantação de uma maneira geral; descarga fluídica; meio condutor de fluidos que se quer fixar.

Devemos usar os elementos materiais com parcimônia e sabedoria, pois quando bem utilizados são valiosas ferramentas de apoio liberadoras de energias para os trabalhos de caridade, preservando o corpo mediúnico de maiores desgastes.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Iemanjá e sua atuação em nossas vidas

Iemanjá é a orixá com maior popularidade e aceitação entre os não iniciados. De um modo geral, excetuando-se os religiosos ortodoxos e pouco tolerantes, Mamãe Iemanjá é respeitada e reverenciada em todo o Brasil. Na Àfrica é conhecida por uma diversidade de nome: Yemowô, Yewa, Iyamassê, Yemojá entre outros. No Brasil, especialmente na Umbanda é chamada Iemanjá com "I", e nos cultos de nação, costuma ser chamada Yemanjá com "Y" ou Yemonjá. Que importam os nomes, Janaína, sereia, dona dos mares, etc; se todos nós a temos em nossos corações. Protetora dos pescadores e muito amada pelas pessoas que vivem à base dessa economia. Encontra um reduto de súditos em Porto Alegre,Rio de Janeiro, Salvador, entre outras cidades. Sua festa mais popular acontece no dia 02 de fevereiro, onde seus filhos e devotos levam suas bem elaboradas oferendas ao mar, outros deixam uma rosa e há os muitos que não levam oferenda alguma, ou melhor, leva a maior oferenda que se possa fazer, sua fé e seu amor.

Sua imagem pode ser representada por uma linda mulher branca de cabelos extremamente longos, por Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Glória; ou pode ser representada por uma bela mulher negra, seguindo a origem africana. Seu sincretismo com Nossa Senhora facilitou a aceitação e polarização do orixá entre as pessoas de outras religiões. Fato é que ninguém tem vergonha de ofertar rosas brancas à Iemanjá em plena praia lotada, na noite de reveillon. Sua cor na Umbanda é o azul claro ou azul da cor do mar. em suas oferendas costumam haver flores brancas, velas azuis, perfumes, espelhos, frutas, manjar branco, canjica, arroz doce, mel etc.

Outro ponto que facilitou a aceitação desse Orixá é sua imagem arquetípica da Grande Mãe. Iemanjá é sim, a grande deusa, que me perdoe, minha amada Mãe Guerreira, Iansã. Todos nós, Umbandistas nos sentimos um pouco seus filhos, ou netos, já que ela é Mãe de quase todos os Orixás.

Como Deusa do Mar, representa a fecundidade, da procriação, da fertilidade e do amor. Tenho com Iemanjá uma história antiga, em momentos em que a melancolia, tristeza ou desânimo me invadem, e olha que isso é muito raro, pois como filha de Iansã com Ogum, dificilmente me entrego, enfim, nessas circunstâncias, quem penetra minha alma e a torna limpa e cristalina é querida Mamãe Iemanjá. O interessante é que ao mesmo tempo que nos acalenta, ela nos reabilita a alegria. a força e a vontade de continuar, tudo fica claro e mais leve. Outro momento em que recorri a essa querida, foi quando sofri muito por um amor complicado, pedi a ela (com fé e determinação, pois de fato era isso que eu queria) que levasse para mares distantes aquele sentimento que me tomava por inteiro e obviamente me fazia muito mal. Foi uma grande benção, em menos de um mês minha vida e meus sentimentos haviam tomado outro rumo, navegava agora por mares bem mais calmos e seguros. Essa Grande Mãe nos acolhe em seu colo sempre que precisamos, a ela não importa se somos seus filhos (de cabeça) ou de qualquer outro Orixá.


ODOIÁ MÃE MAIOR
SARAVÁ IEMANJÁ
SARAVÁ SEUS FILHOS.



PEDIDOS À IEMANJÁ

Algumas pessoas que não pertencem à Umbanda ou aos cultos de Nação, costumam na passagem do ano, ir até à praia para comemorar e ofertar rosas brancas à Iemanjá.

Os pedidos, obviamente, variam de pessoa para pessoa, tal como a sua fé e a consequente realização.

Nossa amada Mãe Iemanjá pode ajudar em todas as questões de:

SAÚDE, AMOR, PAZ, HARMONIA FAMILIAR, EQUILÍBRIO EMOCIONAL, MATERNIDADE, RENOVAÇÃO DOS SENTIMENTOS, ELIMINAÇÃO DE VÍCIOS, LIBERTAÇÃO DE RELACIONAMENTOS AMOROSOS QUE CAUSAM SOFRIMENTOS PROTEÇÃO ESPIRITUAL, FORTALECIMENTO PSÍQUICO ENTRE OUTRAS.

Tal qual o movimento incessante do mar, a vida também é dinâmica e deve ser renovada todos os dias.

As vezes as águas vêm em forma de fortes e devastadoras ondas, em outros momentos vêm numa marola suave e cadenciada. Ambos os movimentos são necessários, assim como devemos aprender a enfrentar as tormentas que são necessárias ao nosso desenvolvimento e que são inerentes à condição humana.

E também devemos nos deixar levar e relaxar com a calmaria, que muitas vezes chamamos de tédio.

O mar traz, o mar leva, e nós... aprendemos!!!

FAÇA SEUS PEDIDOS, COM FÉ, ENTREGUE SUA ROSA, RECITE UMA ORAÇÃO.
SALVE NOSSA AMADA MÃE IEMANJÁ.




OFERENDAS PARA IEMANJÁ

OFERENDA 1.
7 Velas brancas
7 Velas azuis
Champagne
Manjar branco
7 Rosas brancas
7 Fitas azuis (1m. cada uma)
7 Fitas brancas (1m cada uma)
1 Bilhete com no máximo 3 pedidos
Local de entrega: areaia da praia

OFERENDA 2
Arroz cozido na água, sem açúcar e depois de pronto regar com mel
Água mineral
1 Vela branca
1 Vela azul
1 Rosa branca
Local de entrega: pode ser em casa

OFERENDA 3
1 Garrafa de champagne ou espumante
1 Vela azul
1 Rosa branca
Local de entrega: Areia da praia

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Conduta esperada

*Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do CECP - Centro Espiritualista Caboclo Pery


Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição.

Em função disto já que sou umbandista, falo de minha religião e sobre o que é esperado de seus praticantes.

Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.

Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo, o quanto disto tudo faz parte de nossos corações e mentes, verdadeiramente.

Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.

A Umbanda é extremamente prática e nós temos obrigação de executarmos essa praticidade. Como? Tendo uma conduta compatível com a nossa religiosidade dentro e fora do terreiro.
As defesas de um terreiro não serão abaladas pela conduta inconseqüente de alguns médiuns, mas as defesas do médium sim. Daí advém problemas que alguns médiuns passam e ainda tem a coragem de afirmar que "tomou o banho" direitinho, que firmou o Anjo da Guarda direitinho, etc, etc... Ou ainda, o que considero pior: dizem que não merecem isso ou aquilo e que a "Banda" deles tem a obrigação de resolver!!

Desculpas! Meras e tolas desculpas, que servem apenas para ajudar a mascarar a verdade. E qual é a verdade que estou me referindo? A verdade que alguns médiuns e dirigentes acreditam que preceitos e oferendas substituem conduta moral correta, honestidade de propósitos, caridade e humildade!

Não! Em absoluto não! Não há banho, trabalho, preparo, despacho, oferenda, amaci, que substitua um coração nobre, caridoso, honesto e sincero! Para que os preceitos de Umbanda surtam efeito é fundamental a coerência entre o que está sendo feito e quem está fazendo ou recebendo.

Urge que nos tornemos aparelhos melhores. Preocupe-se menos com oferendas e mais com conduta moral. Aprenda primeiro a "oferendar-se", pois como disse o Caboclo Pery na mensagem Oferendas Para Orixás somos a melhor oferenda que podemos dar aos nossos guias e mentores, mas eu digo, que precisamos ser dignos de sermos oferendados.

Lembre-se: somos os únicos responsáveis pelas companhias invisíveis que atraímos e mantemos. Cabe a cada um de nós respeitar a Umbanda através de atos nobres, corretos e coerentes com Ela dentro e fora do terreiro, pois não agindo assim, tornamo-nos os piores detratores de nossa própria religião, e para cada um de nós existe uma conduta esperada coerente com o fato de sermos umbandistas, e a intolerância e a vaidade não fazem parte dela.





OFERENDAS PARA ORIXÁS

Caboclo Pery

Muitos médiuns vem nos perguntar quais oferendas podemos dar no dia de determinado Orixá. Estaremos agora passando uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer Orixá ou Entidade.
* um pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar para as pessoas que estiverem perto ou longe de você;
* um pedaço (generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável;
* algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe;
* um pacote de desejo de fazer caridade desinteressada em retribuição, para não "desandar" a massa.

Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro.

Coloque em frente ao Congá e reze a seguinte prece:

"Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu físico para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados. Amém."

Pronto! Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar...

Você se dispôs a ser um MÉDIUM!