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sábado, 12 de janeiro de 2013

As sete verdades do Bambú

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
- Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
- Filho, o bambu permanece em pé por que teve a humildade de se curvar na hora da tempestade.

A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós ( e não de eus ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.

Essa é a sua meta.

LIVRO - BUSCANDO COISAS DO ALTO

sábado, 20 de outubro de 2012

Leis Cósmicas que regem a vida do Ser Humano


Jesus foi o nosso exemplo de conduta, mas estamos ainda a tatear no caminho do "conhece-te a ti mesmo"
Conhecer as leis que regem a vida e as relações facilita em muito a nossa evolução, então leiam e vamos aplicar em nós.
Só um detalhe: Essas leis são definitivas, imutáveis, criadas por Deus e seguem a lógica da física quântica, ou seja, não adianta lutar contra, é necessário se adaptar para poder evoluir.
Paz e Luz
Simone Breda


1a Lei da Vibração
O que é vibração?
Vibração é "Vai e vem", "Ir e vir" ir é dar; vir é receber.
Essa lei se expressa na realidade humana caracterizada no (Dar e Receber), no ser Útil e ser Valorizado. Dar e ser Útil são "Ir", Receber e ser Valorizado é "Vir". Por isso quando uma pessoa não se sente útil também não se sente satisfeita, mesmo que receba muito, como ocorre na superproteção.

2a Lei da Evolução
O universo encontra-se em marcha contínua para frente. O mais importante é compreender que estamos integrados na contínua evolução universal. Existimos para crescer, evoluir, aprender, progredir, aperfeiçoar-nos, semos felizes e ascendermos. A Lei da Evolução Contínua é infinita e mais forte que a nossa fragilidade de elemento cósmico. A felicidade estática de permanente desfrutar não existe. A felicidade somente será encontrada num processo evolutivo, como realização e satisfação daquele que se vêem crescendo. A evolução cósmica processa-se em todos os níveis, todos os sentidos, e todos os elementos.

3a Lei da Direção
A lei da "direção" como lei cósmica é uma só; da matéria à energia, do mundo físico ao mental. No mundo físico é a Lei da Dinâmica, em sua manifestação mais "pura". Um elemento não pode deslocar-se em direções diferentes ao mesmo tempo. A lei da direção no sentido psíquico se expressa da seguinte forma: Só podemos atingir um alvo de cada vez. E como é possível fazer rápido progresso, se só podemos programar um objetivo de cada vez? A lei determina um objetivo de cada vez, mas não fala de dimensão (tamanho) desse objetivo.

4a Lei da Harmonia
No micro e no macrocosmo existe uma harmonia de forças, movimentos, ritmos, e equilíbrio de energias, harmonia é a unidade na variedade. O universo é um todo em harmoniosa evolução. A lei da harmonia, no sentido mental ou psíquico é "Um por todos e todos por um”. Todo objetivo programado precisa ter em vista o seu bem pessoal (felicidade), e o de todas as pessoas envolvidas.

5a Lei do Impulso
É A mesma lei que fez o físico grego Arquimedes exclamar: "Dêem-me um impulso e um apoio e levantarei o mundo" Todo movimento está fundamentado num impulso inicial. A alavanca existe na medida em que há um apoio. Você só pode erguer o pé direito para dar um passo na medida em que o pé esquerdo encontre apoio no chão ou em qualquer superfície resistente. A segurança dos movimentos depende da segurança do apoio. A lei do Impulso encontra seu equivalente no mundo mental ou psíquico na lei da Gratidão. Quando agradecemos, reconhecemos que conseguimos algo e sempre que há motivo para agradecer; há o reconhecimento de que existiu um apoio. Quanto mais agradecemos, mais segurança adquirimos.

6a Lei da Não-Resistência
A lei da Não-Resistência é também uma aplicação da lei da dinâmica. Quanto menor a resistência do atrito, por mais tempo se mantém um corpo em movimento. É para reduzir a resistência do atrito entre o eixo e a roda de um veículo que se usa lubrificante. No mundo psíquico, a lei da Não-Resistência encontra seu correspondente na lei do Perdão que é a própria Compreensão.

7a Lei da Atração
Na realidade é a própria lei da criação expressa de outra forma, ou dito de outro modo, é uma lei derivada da lei da criação. Os semelhantes "se atraem". Que semelhantes? O que está na mente (subconsciente), e o que está na realidade exterior prática ou existencial. Assim, quem tem programado em seu subconsciente que a vida é difícil, vai atrair dificuldades para sua vida. Outra forma de manifestação dessa lei é você cultivar pensamentos positivos na dificuldade.

8a Lei da Afirmação
A repetição contínua de uma idéia desenvolve pensamentos e imaginação, até criar convicção a Fé. A Fé a que se refere esta Lei é totalmente ecumênica não tem nada com religião, mas sim com a certeza.

9a Lei dos Opostos
Entre o Bem e o Mal, o Positivo e o Negativo, há uma relação de complemento e não de negação. "O problema não existe", o que existe são obstáculos e dificuldades colocados em nosso caminho como desafio, que nos provocam ou nos chamam ao crescimento, ao desenvolvimento e a efetivação da lei da Evolução. Nós temos a mania de vestir as dificuldades e obstáculos como o "fantasma" do problema. O mal é desafio para a caminhada em direção ao aprofundamento na compreensão e a valorização da alegria. É a dor que nos permite experimentar a maior profundidade sensorial do prazer, somente o sofrimento nos permite dimensionar o valor e a grandeza da felicidade.

10a Lei do Equilíbrio
A lei do equilíbrio no mundo físico encontra seu similar no principio da balança. Uma pessoa passa a ser negativista e perder o equilíbrio entre o positivo e o negativo, quando em sua mente fazem-se presentes mais as imagens negativas e com essas imagens tudo passa a dar "errado". A decadência de um povo ou de uma nação inicia-se quando 50% + 1 das pessoas está negativa.

11a Lei do Amor Próprio
É Lei que nos mostra o ensinamento do Mestre Jesus: “AMA A TEU DEUS E A TEU PRÓXIMO COMO A TÍ MESMO”, mas quem é o próximo; mais próximo; que está próximo de nós? Somos nós mesmos, portanto, devemos nos amar até o amor transbordar e, assim envolver tudo e todos em nossa volta. Esta lei é comparada com a maior de todas as leis: CRIAÇÃO.

12a Lei da compreensão
Em primeiro lugar devemos compreender a nos mesmos; se observarmos a palavra compreensão vamos notar duas vogais (EE) juntas, isto é, como no verbo a primeira pessoa sou (EU) a terceira é (ELE), portanto, primeiro eu me compreendo para depois buscar compreender meu semelhante, ou seja Ele/o outro. A Compreensão encontra seu equivalente na lei do PERDÃO.

13a Lei do Policiamento

Devemos policiar palavras, pensamentos, sentimentos, ações e emoções. O que sai de nossa boca não volta, com uma PALAVRA enaltecemos ou destruímos um pessoa ou a nós mesmos, por isso devemos policiar tudo que dissermos.
PENSAMENTOS; todos os pensamentos se transformam em imaginação, e a imaginação materializa-se.
SENTIMENTOS; Somos seres que vibram entre o positivo/negativo e passamos parte de nosso tempo oscilando entre Alfa e Ômega; policiar os sentimentos é ficarmos o máximo de tempo na freqüência mental Alfa.
AÇÕES; a forma como agimos faz toda a diferença em nossa vida! E como queremos viver? A vida é feita de escolhas e nossa escolha faz toda diferença.
EMOÇÕES; é muito importante colocarmos a certeza positiva em tudo, não só nas emoções, mas em todas as nossas escolhas. Esta Lei encontra sue equivalente no (ORAI E VIGIAI).

14a Lei do Desejo
Especificar de modo claro tudo o que queremos (desejamos), todo desejo deve ter princípio, meio e fim, deve haver coerência, bom senso.

15a Lei da Ousadia
É preciso ter muito mais coragem para viver do que para morrer. Ousado é aquele que faz tudo o que for melhor em seu favor com determinação e persistência, aguardando o tempo que for necessário sem jamais desistir de suas metas e seus objetivos.

16a Lei da Certeza
A certeza é o mesmo que a fé, colocar a certeza em tudo não basta é preciso colocar a certeza positiva, portanto, a certeza encontra seu equivalente na Fé inabalável e a Fé remove montanhas.

17a Lei do Silêncio
Devemos calar para tudo o que for a nosso favor. O silêncio nos protege da maledicência e da inveja. Esta Lei encontra equivalência na Lei de Atração.

18a Lei da Capacitância
A capacitância está ligada a capacidade do campo áurico individual e a tela do pensamento. A energia cósmica sabe que tem capacidade; antes ela é a própria capacidade, porém, na aura, ela se encontra condicionada pelo espaço/tempo e também pelo livre-arbítrio. Imaginemos o espaço ocupado pela aura em torno da matéria, este espaço é ocupado pelos demais corpos, mas o circulo dourado os condiciona, pois ele circunda a aura, sendo a sua proteção. Dentro deste espaço o homem tem em si a parcela da energia cósmica, com a qual ele trabalha. A existência humana ocorre no presente, mas na aura correr na linha evolutiva, indo ao passado ou ao futuro.

19a Lei da Resistividade
A resistividade é a capacidade de usar bem e de uma forma sensata e equilibrada todo o potencial energético que forma a nossa capacitância. Nos sistemas eletrônicos, o resistor é uma peça componente do circuito integrado de um transformador. Ele está programado para oferecer uma determinada resistência a um fluxo de corrente diminuindo-lhe a voltagem. No sistema integrado mental, não existe uma peça programada para opor resistência ao fluxo de energia; o mecanismo funciona movido pela 13º Lei: POLICIAMENTO.

20a Lei da Indutância
A indutância que no terreno psicobiofísico é um resultado obtido pela conjugação do uso energético das duas Leis que a antecedem. No campo da eletrônica está ligada ao magnetismo exatamente como acontece no processo mental. A Lei mental ligada a Indutância é a Lei da certeza, que aciona a energia potencial da aura, magnetizando-a fazendo-a assumir a sua verdadeira característica que é ser dinâmica.

21a Lei de Causa e Efeito
Esta lei explica os acontecimentos da vida atribuindo um (Motivo Justo), e uma (Finalidade Proveitosa), para todos os acontecimentos com que se depara o homem. Causa e Efeito e/ou Ação e Reação encontram sua equivalência na lei da Compreensão.

22a Lei de Responsabilidade
A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios salvo se a eles deu origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo. A lei de Responsabilidade encontra equivalência na lei do Policiamento.

23a Lei de Misericórdia
Esta Lei ensina "Não julgues" para que não sejais julgados com a mesma severidade com que julgastes o teu semelhante: Isto não significa que vamos abolir as leis morais, mas sim dar-lhes cumprimento. Compreender o próximo, conviver com as diferenças, respeitar as limitações também é um ato de misericórdia, mesmo quanto seja necessário aplicar a disciplina com o rigor correspondente ao ato praticado. Esta lei encontra equivalência na lei do Amor Próprio, que por sua vez encontra seu equilíbrio na lei da Criação.

24a Lei da Potencialidade Pura
Entre em contato reservando um momento do dia para ficar em silêncio! Para apenas SER. Fique sozinho em meditação silenciosa pelo menos uma vez por dia. Reserve um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Pratique o não-julgamento. Comece o dia dizendo: Hoje não julgarei nada; não julgarei quem quer que seja; nem a mim mesmo.

25a Lei da Doação
Dê um presente em todo lugar que for, a todos que encontrar; esse presente pode ser um cumprimento, uma flor, uma oração/prece. Ofereça sempre alguma coisa às pessoas com quem fizer contato. Estará, assim desencadeando o processo de circulação de energia, alegria, riquezas e abundância na sua vida e na vida de outras pessoas. Agradeça as dádivas que a vida oferece. E esteja aberto para receber.Deseje em silêncio felicidade e muita alegria toda vez que encontrar alguém. .

26a Lei do Carma
Observe as escolhas que vai fazer a todo momento. Toda vez que fizer uma escolha pergunte à si mesmo; quais serão as conseqüências? Trará felicidade e satisfação a mim e aos outros? Peça orientação ao seu coração. Se sentir conforto siga adiante com a escolha; se sentir desconforto observe. O coração é intuitivo e conhece a resposta certa.

27a Lei do Mínimo Esforço
Pratique a aceitação dizendo: Hoje aceitarei pessoas, as situações, as circunstâncias e os fatos como eles se manifestarem. Não se volte contra o Universo lutando contra o momento presente. Aceitando as coisas como elas são assuma a responsabilidade pela sua situação. Desista da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer ou persuadir os outros. Permaneça aberto a todos os pontos de vista.

28a Lei da Intenção
Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela antes de entrar em silêncio e meditação; olhe antes de adormecer; olhe quando acordar. Libere a lista de seus desejos no ventre da criação; confie. Esteja consciente do momento presente.

29a Lei do Desapego
Comprometa-se hoje com o distanciamento e o desapego. Não force soluções de problemas. Transforme as incertezas em um ingrediente essencial da própria experiência através da sabedoria da certeza e encontrará segurança. Experimente a aventura da vida com todo o mistério, diversão e magia.

30a Lei do Propósito de Vida
Você deve nutrir com amor a divindade que habita em você; no fundo de sua alma. Preste atenção no espírito que anima seu corpo e sua mente. Faça uma lista de seus talentos únicos, depois outra lista das coisas que adora fazer; diga então: Quando eu expresso meus talentos e os ponho a serviço da humanidade perco a noção do tempo e crio abundância na minha vida e na vida de outras pessoas. Pergunte diariamente a si mesmo: Como posso servir? Como posso ajudar?"

Fonte: http://umbandaracionalizada.blogspot.com.br/ 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Umbanda e a Imortalidade da Alma


A Umbanda acredita na imortalidade da alma, ou seja, crer nas sucessivas encarnações e consequentemente nas leis cármicas. Por estas razões, supõe-se que o umbandista é um ser esclarecido de que errou no passado e de que está nesta vida em busca de sua melhoria, de sua evolução. Mas como se dá esta evolução?

A evolução humana acontece todos os dias, diante das mais diversas situações. A todo instante o indivíduo tem a possibilidade de pensar nas falhas e nos erros que comentem consigo e que com lhes rodeia, a partir de então, consciente de que precisa evoluir para não ter que voltar a Terra com a intenção de pagar pelas mesmas faltas, este pode começar a ser uma pessoa melhor.

É essencial que um verdadeiro umbandista não guarde mágoas, que saiba perdoar, que ajude no que puder ao seu próximo – ainda que seja por uma palavra amiga, um por um gesto de carinho sincero, com a verdade dita por vezes dolorosa para melhoria de quem necessita, respeitando opiniões opostas, e, principalmente, pedindo ao Alto a autêntica fé e caridade que apregoa.

O orgulho de não reconhecer o próprio erro, a vaidade de se sentir melhor do que os outros, a inveja de não ter algum bem material ou algum atributo na alma de alguém de seu círculo de amizade ou até religioso, destrói qualquer real sintonia com as Entidades de Luz. Os médiuns de incorporação devem ter maior responsabilidade quanto a esses cuidados com o espírito, pois quando não estão em verdadeira sintonia com os Guias de Luz, no ato de suas incorporações falam de suas bocas os que às Entidades jamais falariam, sendo assim, pagarão mais caro por ludibriar o semelhante que vai de boa fé a procura de auxílio.

As leis cármicas servem para todos: babalorixás, yalorixás, filhos de santo, ogâs, cambones e para os seguidores da umbanda que não têm necessariamente a mediunidade aflorada. Cada um dos citados são filhos do mesmo Deus, portanto, os castigos e recompensas lhes servem igualmente.

Muito se engana quem achar que as consequências de seus atos (castigos ou recompensas) só serão ajustados nas próximas encarnações. Basta olhar ao redor de si e notar que muitos de seus pedidos desta encarnação não vão para frente, não vingam, não acontecem... Nada mais é do que a falta de merecimento por sua má conduta nesta e em outras vidas e o esquecimento de que deve se melhorar a cada segundo de sua existência terrena. Já outros, são abençoados e vivem em paz - fruto de seus comportamentos íntegros e evolutivos.

Valéria Fernandes

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Se em outras encarnações você superou problemas complicadíssimos, por que desta vez você não conseguiria superá-los?

*Se em outras encarnações você superou problemas complicadíssimos, por que desta vez você não conseguiria superá-los? Nascendo várias vezes as pessoas vão aprendendo e amadurecendo. Em cada encarnação elas devem se esforçar para evoluir e aprender bastante. Portanto, desta vez você estará melhor preparado para enfrentar as dificuldades se usar o que já aprendeu em outras encarnações; será mais fácil superar as dificuldades se utilizar o que já desenvolveu.*

Trecho do livro* Nascer Várias Vezes*

domingo, 7 de agosto de 2011

Guias Espirituais


A realidade da atuação dos guias, ou mentores, ou orientadores, ou instrutores espirituais desencarnados, que nos assistem da invisibilidade, no sincero interesse de nos ajudar, é mera questão de lógica, principalmente para aqueles que, com base em experiência e estudo, já atingiram o ponto pacífico da veracidade da continuação pura e simples da vida, após a curta passagem terrena.
É pura questão de reflexão.

Vezes houve em que, literalmente, "me descabelei" de preocupação pelos sofrimentos e reveses enfrentados por amigos e por pessoas do meu círculo mais estreito de afetividade. Em ocasiões em que me via irremediavelmente impedida de ajudar, ou de estar presente ao lado de amizades que enfrentavam dissabores horríveis, serviu-me o telefone de medianeiro; e foi através dele, muitas vezes, que chorei junto; sofri junto; pedi socorro paralelo e auxílio, em favor de afeições minhas, em cujos impasses eu mesma me sentia incapacitada para ajudar e amenizar-lhes os efeitos lamentáveis.


Já saí correndo de casa sem nem reparar no que vestia; puxando pela mão um filho pequeno e carregando no colo outra, em horas graves em que o mesmo telefone me tocou com alguém rogando a urgência da minha ajuda na crise crítica dos problemas de saúde. Chorei com amigos pela perda de seus entes queridos; lamentei francamente não dispor de meios de "voar", para me situar nos lugares de calamidades coletivas a fim de somar mais um par de braços na hora do auxílio superlativamente necessitado.

Nestes instantes, somos apenas a solidariedade; o amor; a vontade de estar junto.

Você sequer pensa; você simplesmente VAI!

Então, por qual tipo de distúrbio passaríamos após a nossa desencarnação, para não continuarmos agindo igual? Com a desencarnação, morrem os afetos? Que fiquem para trás todos os que amamos com seus problemas, porque, afinal, o aprendizado é deles, e não nosso?!...

Reflitamos...

Os guias espirituais de todos os tempos reiteram que se situam ao nosso lado não a pretexto de "muletas", que nos tolham os movimentos e o exercício evolutivo, proveitoso somente se devidamente vivido, nas suas agruras, enganos e desenganos, acertos e conquistas íntimas. Todavia, isto não nos exime - a eles, os guias, como a nós mesmos, encarnados - do impulso natural da solidariedade e do amor, que nos impele a juntar esforços preciosos no reconforto na hora da desdita; na compreensão e no gesto de carinho; no abraço e na carícia que, como bálsamo, nos segredam que alguém nos entende. Que alguém por perto está disposto a dividir, a enfrentar conosco os momentos de tempestade, nem que na simples posição de aguardar ao nosso lado o alvorecer dos dias de esperanças e de renovação de propósitos, de ânimo, de chances; alguém que nos afague a fronte, numa condição infinitamente terna e humana, a segredar: "olhe, também já passei por isto, talvez que por coisas piores; no entanto tudo passa, tudo passou, para mim como para você; e, no final, ganhamos, você vai perceber que crescemos com isso..."

Por que para além das portas da eternidade a infinidade de seres com os quais já convivemos num sem-número de vidas passadas, criando conosco a preciosidade inestimável dos vínculos afetivos genuínos que nunca se desfazem, se apartariam desta afeição ao nosso respeito, se mesmo ainda aqui, nesta paragem ríspida de provas e experiências corpóreas, ainda assim, a despeito de todas as dificuldades, nos assistimos uns aos outros; nos solidarizamos, e tomamos muitas vezes para nós o sofrimento dos nossos entes queridos e amizades, desde a mãe na sublime missão sacrificial em favor dos caminhos trilhados pelos filhos, até a amizade valiosa do ambiente profissional, frequentemente irmão de fé nos momentos de dificuldades, e de quem nos incomoda assistir, impassíveis, às amarguras?

Toda a beleza da Vida reside nestas descobertas, captadas por uma posição mais privilegiada de visão em relação ao nosso todo existencial. Em saber que no rastro pregresso inalcançável, que constitui o nosso trajeto evolutivo, deixamos, sobretudo, as marcas do amor no tempo, que haverão de nos acompanhar sempre, seja como guias e orientadores espirituais enquanto estejamos mergulhados no minuto da materialidade, seja por intermédio da inextinguível linguagem do coração, que cobre todas as distâncias.

Autor desconhecido

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A importância do estudo na Umbanda

Muitos médiuns Umbandistas não gostam de estudar sobre a Religião de Umbanda, assim como alguns sacerdotes não permitem que seus médiuns estudem e façam perguntas, questionem, evoluam em conhecimento e saber. Muitos dizem que a Umbanda é caridade, amor e não é necessário estudo qualquer: "é só deixar o guia vir; é só deixar o Orixá encostar".
Bem, em toda Religião o estudo é fundamental para a sua compreensão. Não que esteja errado ver o lado da caridade, do amor ou da entrega que realmente são necessários aos médiuns na incorporação, mas a Umbanda é muito mais do que isso.
O estudo deve ser somado `a dedicação prática da lida no terreiro (a prática da caridade e do amor ao próximo: solidariedade), unindo tudo isso como um conhecimento maior que pode tirar dúvidas, retirar confusões da mente, evitar o animismo, o exibicionismo (de médiuns e/ou de entidades), evita que os consulentes vejam a Umbanda e seus guias como trocadores de favores / presentes, a clonagem arquétipa dos guias (quando médiuns novos acabam, sem querer, copiando o comportamento dos guias do ou dos dirigentes), o comportamento grosseiros de alguns guias e médiuns, a ignorância de alguns médiuns, e evitar que os espertalhões, que querem utilizar a Umbanda como um meio de ganhar dinheiro, o façam usando a ignorância de seus adeptos.
Podemos dividir o estudo da Umbanda em várias formas de entendimento e orientações:

* Pela doutrina de cada segmento, cada casa, que deveria ser ministrada aos médiuns e assistidos (qual a doutrina existente na casa, seus ritos, fundamentos, maneira de trabalhar). Normalmente essa doutrina ou essas aulas de doutrina estão a cargo do sacerdote da casa ou alguém designado por ele;

* A conversa de banquinho com o(a) preto(a)-velho(a) do(a) dirigente ou dos dirigentes da casa (pode ser com outro guia, tudo dependerá da estrutura de comando de cada casa; umas estão sob o comando dos pretos-velhos, outras sob o de Caboclos, Boiadeiros, Baianos etc), onde a parte doutrinária da casa, pelo seu lado espiritual e orientador, deve ser levada aos médiuns;

* Livros e material didático que sejam feitos pela casa (terreiro) ou utilizado de autores Umbandistas. Onde possam existir mais orientações no nível doutrinário, religioso, comportamental, espiritual, moral e ético relacionados a Umbanda;

* Outras fontes literárias, até de outras religiões, onde possam conter informações relevantes para os médiuns, no seu entendimento sobre a Religião de Umbanda, ou mesmo, sobre certos conceitos de cunho moral, ético, espiritual, doutrinário etc;

* Formação de palestras e/ou seminários, onde ao médiuns possam compartilhar da sabedoria e do conhecimento de outras sacerdotes e outras pessoas ligadas `a espiritualidade (dependendo de cada seguimento da Umbanda);

* Como visitantes a outros terreiros ou recebendo visitantes em seu próprio terreiro, no intuito de se mostrar a diversidade da religião, a troca saudável de culturas dentro da Umbanda, mostrando a diversidade, a riqueza que é a Religião de Umbanda. Ao mesmo tempo, estreitando laços de amizade e de união com outros terreiros e outras formas de se manifestar a Umbanda;

* Por meio da formação escolar e acadêmica. Seja no estudo regular, ou na Universidade, onde o médium aprende uma profissão, uma especialização, aumenta sua instrução e a sua forma de ver e entender o mundo;

* Por meio de cursos relativos a Umbanda e a outras religiões, ou facetas da própria Umbanda. Porém, esses cursos devem ser de conhecimento do sacerdote de cada casa, pois existem diversas pessoas que usam do nome da Umbanda para enganar e retirar dinheiro de médiuns que buscam o conhecimento.

Como podemos ver, não existe somente uma forma, mas existem diversas formas de se obter o conhecimento e o estudo com relação a Religião de Umbanda.
Devemos sempre lembrar que os Sacerdotes da casa, de cada casa, têm o compromisso, não só em relação a caridade, ao amor, a solidariedade, mas também, do conhecimento, do ensino, da orientação, do conduzir os médiuns, os tirando da ignorância e mostrando que a Religião de Umbanda, mediante o seu seguimento, pode dar muitos ensinamentos. Não só em relação a religião em si, mas para o próprio médium como pessoa, como ser humano.
O terreiro, a religião, pode se estender para o mundo profano e nele exercer uma atuação divina. Isso pode ser feito sem preconceitos, sem proselitismos, sem perseguições, sem imposições ao outro. Basta que os sacerdotes e os guias que conduzem uma cada de Umbanda, saibam passar os bons ensinamentos a seus médiuns para que eles possam levar para o mundo o que a Umbanda tem de melhor, o que ela tem de contribuição para a melhora do mundo e do próprio ser humano.
Algumas pessoas, até dentro da Umbanda, acreditam que "o conhecimento é poder" (Francis Bacon).
Eu acredito que "o conhecimento liberta o homem de sua ignorância, abrindo-lhe a mente para a liberdade das ideias."

Um abraço,
Pai Etiene Sales
http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/etiene-sales/

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que é a Reforma íntima?

Ney Prieto Peres

A Reforma Íntima é um processo contínuo de auto conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos o Divino Mestre, dentro e fora de si.

Por que a Reforma Íntima?
Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima?
Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima?
Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamentos com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima?
O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.

Como fazer a Reforma Íntima?
Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é uma Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porem com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer a nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.


Extraído do manual Prático do Espírita

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um toque sobre a mediunidade, euforia reliciosa e animismo

O mediunismo umbandista ou mediunidade de Umbanda, devido seu potencial anímico e fenomênico que é o fato do guia andar, manifestar trejeitos, sotaques, vestimentas, enfim, por ser as manifestações espirituais na Umbanda carregada de personalismos das entidades, quando um médium não se atenta sobre suas falhas emocionais e psicológicas a experiência mediúnica poderá se tornar um grande problema que só se resolverá com uma intensa supervisão do sacerdote e muita humildade e resignação por parte do aprendiz, acontece que nem sempre isso ocorre.

Quando o indivíduo inicia seu desenvolvimento mediúnico é natural e esperado que o mesmo fique "apaixonado", "eufórico" e muito envolvido que esta sua nova experiência existencial. É justamente este encantamento que vai motivá-lo a superar uma série de desafios que se desdobram neste período. No entanto é comum também muitos se apoiarem nesta convivência espiritual para suprir algumas deficiências emocionais, natural em todo ser humano, porém isto quando não é controlado pode ser um perigo iminente.

A vida do indivíduo se divide em dois momentos, antes e depois de assumir a mediunidade e acontece que este novo universo precisa ser vivido com muita coerência, humildade e senso crítico, pois senão começará uma avalanche de confusões e comportamentos nocivos.

Desta forma entendemos até aqui o que podemos considerar de "euforia religiosa", que nada mais do que esta entrega do indivído ao mundo da mediunidade.

Entenda sinteticamente o que é ANIMISMO: quando o médium se pronuncia ao invés da espiritualidade, ou seja, age, pensa e fala como se fosse uma terceira pessoa (espírito) e manifesta isso como sendo de fato uma entidade. Não é mistificação, pois esta fica na vala da ação proposital, o indivíduo pensa e age mentirosamente com esta intenção. Já o animismo acontece de forma silenciosa e muitas vezes imperceptível, para aqueles que não entenderam alguns conceitos básicos da ação espiritual com o médium. Por isso o animismo está tão ligado à euforia religiosa do médium, pois este tão envolvido e entregue a estas novas sensações pode num determinado momento acreditar que tudo a sua volta se resume a experiência espírito-mediúnica.

Já nas primeiras sensações do guia, o médium é orientado a se atentar para as intuições que virão. Acontece que é muitíssimo difícil distinguir intuição de pensamento próprio e sinceramente não há uma fórmula exata para se ensinar afim de aprender esta distinção, ficará a cargo da sensibilidade do médium, da sinceridade quando pensar algo e querer realmente acreditar que aquilo é uma intuição. Neste momento já pode começar os primeiros excessos, o indivíduo pensa e logo acredita que é intuição e certamente na maioria das vezes isso não confere.

Passo seguinte começa as manifestações dos guias, o indivíduo quer muito se aproximar da entidade, criar um elo de companheirismo, o que é correto, mas muitas vezes nesta intenção ele cria mentalmente necessidades nesta entidade, ou seja, começa providenciar uma série de "presentes" para o guia justificando que é o guia que intuiu...

Continuamente este indivíduo quer acreditar que tudo o que ocorre como sonhos, pensamentos e "intuições" são provindos dos guias. Então ele vai começar a dar dicas para os outros alegando que é o guia que falou, vai narrar "sonhos reveladores" e assim por diante.

Quando um iniciante que está ainda nos seus primeiros anos de desenvolvimento mediúnico inclina-se para este comportamento pode ser um indício de carência efetiva, comportamental e uma necessidade íntima de estreitar relacionamentos, o erro está em usar os guias como muleta.

É comum quem tem este comportamento abordar as pessoas desta forma: "Fulano, tive um sonho com você e é melhor tomar cuidado com isso ou aquilo...", "Ciclano, hoje tive uma intuição para você fazer isso ou aquilo", "Beltrano, meu guia mandou este recado pra você", etc. Pode acontecer também "incorporações" fora de hora e local.

Você pode se perguntar: - Mas como discernir? Como podemos perceber isso?

Acredite, é simples. Basta aceitar princípios básicos, como: os guias da Umbanda são espíritos que estão muito distantes de nós e se não bastasse isso são ocupadíssimos. Outra ponto fundamental é entender que a espiritualidade está para nos auxiliar em nossa evolução espiritual, compreendendo conceitos espiritualizadores e ainda nos ajudar a nos superarmos. Do mais é por isso que temos dia, hora e local para a espiritualidade se manifestar.

Então pergunto: - Que entidade é esta que presta a falar da vida alheia? Qual é o aprendizado quando uma entidade quer prever uma desgraça na vida de terceiros? Porque uma entidade vai ficar "cochichando" isso ou aquilo que não seja sobre você mesmo? Por fim, é legítimo uma entidade expor tudo isso ao indivíduo que está em pleno desenvolvimento mediúnico, onde a única preocupação deverá ser si próprio? Será de fato uma entidade de Lei?

Obviamente que a resposta é não.

E se ainda assim o indivíduo alega que escuta o guia, que enxerga o guia, que sente o guia e este mesmo guia faz tudo o que acima foi comentado indo mais além, então pergunte-se: - Se não cabe este comportamento aos Guias de Lei da Umbanda, então... estamos falando de zombeteiros e obssessores. No entanto se você freqüenta uma casa de Lei, isso é pouquíssimo provável, de tal forma que só resta aceitar que o animismo esteja acontecendo e assim começar a tratar disso urgentemente, pois o passo seguinte é a cegueira da vaidade ou mesmo a esquizofrenia.

Se ao ler este texto você pensa que não tem nada haver contigo, preocupe-se.

Se ao ler este texto você pensou demais em outras pessoas como enquadradas aqui, preocupe-se ainda mais.

Se ao ler este texto você começou a se analisar, bom caminho.

A Umbanda é evolução, amor, coerência e bom senso!

Saravá!

Por Rodrigo Queiroz

domingo, 19 de julho de 2009

A lei do karma

A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a lei da mecânica física enunciada por Newton: "a toda ação corresponde uma reação da mesma intensidade, porém em sentido contrário". E o Cristo ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido".

Podemos notar aí dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação, um de maneira científica e outro de modo místico. O vulgo diz: "Quem semeia vento colhe tempestade" .

Há uma grande diferença entre querer fazer e poder fazer as coisas, donde surge a Lei como equilibrante das ações produzidas. O indivíduo, ao evoluir através do longo Itinerário de IO, ou da busca incessante de seu verdadeiro EU, vivencia um sem-número de experiências agindo com acerto ou erradamente. Nessas diversas vidas, ele adquire saldo positivo ou negativo, de acordo com o proceder consciente às vezes até inconsciente. Quando renasce, pelo ainda discutido processo da reencarnação, traz consigo o peso da bagagem das vidas anteriores que ser-lhe-á leve se vier com bom Karma, e pesado se suas dívidas para com as Leis do Equilíbrio forem altas, podendo, no entanto, diminuir ou aumentar semelhante peso. O Karma pode ser modificado pelo próprio desenvolvimento espiritual do ser, pela dilatação de seu estado de consciência dentro do conceito universal de evolução e até mesmo ser destruído ou anulado quando ele se equilibra com a Lei na razão do fiel da balança para os dois pratos, onde em um dos lados temos o amor e do outro sabedoria.

Dizia Gautama, o Budha: "Ninguém nasce em família ou país que não seja de suas próprias tendências", o que equivale a "ninguém nasce em lugar errado", estando por força de lei, desde logo, comprometido com a família, grupo, nação, etc.

Não podemos afirmar que o adepto e o homem comum possuam condições kármicas semelhantes, pois enquanto o primeiro torna-se o Senhor do Karma pelo seu alto grau de evolução, o segundo não passa de simples escravo ou joguete do seu Karma. O adepto, ao agir no seio da humanidade, o faz de maneira oculta, por ser ele um agente da mesma Lei Universal, daí o enorme valor de seu trabalho: não é conduzido, mas conduz. Dita as regras, os modos
e maneiras de se agir. O homem comum erra ou acerta, dizendo: "foi o destino que assim quis". A responsabilidade kármica da humanidade foi aumentando gradativamente – perante a Lei Universal, houve, durante os milhões de anos até os dias atuais, uma dilatação do estado de consciência humano, alcançando cada vez mais os padrões superiores.

A responsabilidade do iniciado é muito maior do que a do homem comum, pois àquele foi dado um grau de conhecimento muito maior, o que o sentencia a fazer dele um bom uso, na razão do: "a quem muito for dado, muito será pedido". Não de cousas negativas, mas tal como dissemos no início, é a Lei que regula os pratos da balança do bem e do mal, promovendo o equilíbrio dos efeitos produzidos.

Finalmente devemos praticar o "bem", por amor ao bem e a "verdade" por amor à verdade e desta maneira estaremos sempre dentro da Lei que em sua realidade é a própria Justiça – e este o caminho da verdadeira evolução.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Evolução e equilíbrio espiritual

Por Mônica Berezutchi

Nós buscamos através da espiritualidade a nossa evolução e sempre nos disseram que só evolui quem consegue evoluir espi­ri­tu­almente. O que é evoluir espiritualmente? Muitos dirão que é:

• Vestir a roupa branca e fazer parte de um terreiro, templo, centro, casa etc...

• Desenvolver sua mediunidade e conhecer “seus” guias espirituais.

• Fazer a coroa ou “Ori”.

• Realizar todos amacis e oferendas dos Orixás.

• Firmar ou assentar a sua esquerda: Exu, Pomba Gira e Exu Mirim.

• Realizar todos os cursos que puder.

• Ser Mago de todos os graus.

• Ser um médium desenvolvido

• Cumprir com suas responsabilidades mediú­nicas, etc.

Vou parar por aqui, pois já temos muitos exem­plos que dá para termos base suficiente para elucidar sobre evolução espiritual.

Evolução:
Deslocamento progressivo. Processo de trans­formação em que certas características ou atitudes tornam-se aos poucos mais complexas; desen­volvimento.

Evoluir:
Passar gradualmente de um estado a outro por uma série de transformações.

Evoluído:
Que atingiu elevado grau de desenvolvi­mento, de cultura. Apto a aceitar novas idéias, novos pa­drões de comportamento; adiantado; avan­çado.

Espírito:
A parte imaterial do ser humano; alma. Inteligência, pensamento, idéia.

Espiritualidade:
Qualidade ou caráter espiritual. O progresso metódico dos valores espirituais.

(Texto extraído do dicionário Aurélio).



A evolução física e humana só se dá quando estamos em sintonia e equilíbrio entre o corpo físico x corpo espiritual; isto significa que se estivermos passando por problemas tais como:

Estamos com dores nos dentes, pois estamos com cárie ou canal, ou uma gengivite ou uma in­fecção bucal.

Estamos com dores nas costas por má postura, falta de exercícios físicos ou desgaste ou cansaço físico.

Estamos hiper-tensos; pressão alta.

Estamos com estafa mental, ou falta de sono provocando insônia, ou excesso de sono. Nós não estamos nos alimentando bem com sucos, frutas, legumes, grãos, proteínas etc...

Nos não estamos conseguindo nos organizar, em termos de tempo/hora, fazemos tudo correndo e não temos disciplina com horários. Nós não sabemos respeitar nossos limites humanos.

Nós não realizamos nada mais que gostamos de fazer, não temos tempo de descansar, passear, descontrair, rir, brincar, etc...

Não temos mais tempo para nós, pois desen­volvemos vários papeis por dia como: Pai, mãe, filho(a), funcionário, patrão, irmão(a), cunha­do(a), comerciante, vendedor.

Nós não temos condições monetárias, ou de­sempregado, ou não conseguimos sanar nossas dívidas, etc...

Tudo isso aqui escrito poderia ter páginas e mais paginas e não esgotaríamos todo o assunto.

Todos estes “problemas” humanos têm uma influência direta em nossa psique, ao qual acaba refletindo no nosso corpo espiritual e conseqüente­mente influência de forma paralisante a nossa me­diunidade.

Não tem como você atuar mediunicamente se esses problemas humanos interferem no seu emo­cional te desequilibrando, então o seu campo ou centro de energias sofre um desgaste muito ele­vado gerando assim interferência no seu lado es­piritual. Em alguns casos chega até a interferir no processo de incorporação.

Como evoluir espiritualmente se estou recal­cado, cheio de mágoas, decepções, expectativas, angustias, ansiedades, invejas, intrigas, fofocas etc... Será que é só freqüentando um terreiro e vestindo “a roupa branca” como uma máscara para ocultar ou acomodar-se na sua evolução humana, física e mental, querer disfarçar atrás de “pano de cabeça” seus tormentos, medos, falhas e pecados.

Afrontar a Lei Maior e a Justiça Divina é você jurar compromisso com a Divindade e não fazer nada para merecer o seu amparo, nem uma mu­dança, por mínima que possa parecer.



Mudar é todo dia.

Esquecer o passado também é todo dia.

Recomeçar é um presente.



Um presente que o nosso Divino Criador nos dá todos os dias como chances inigualáveis de oportunidade de renascimento diário.

Ter uma evolução espiritual é reflexo de seu interior. Dispa-se desses disfarces para que sua verdadeira evolução realmente aconteça.

Seja então real e verdadeiro consigo e saiba que não vamos conseguir mudar, alterar ou trans­formar o externo se nosso interno está em desarmonia. A saúde e a evolução do homem só se dá de fato se ele assumir que ambas caminham de mãos dadas. Corpo x mente x espírito.

Pense nisso.

Que Pai Oxalá te ilumine.