Mostrando postagens com marcador Etnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Etnologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Etnologia africana II

O ALFABETO



A, B, D, E, E,* F, G, GB, H , I, J, L. K, L, M , N , O , O*, P, R , S, S*, T , U, W , Y.



Os. Considere (*) como um ponto abaixo da letra.



O alfabeto acima é composto de sete vogais e dezoito consoantes.



Pronúncia: A (a), B (bi), D (di), E (ê), E* (é), F (fi), G (gui), GB (güi), H (ri), I (i),

J (dji), L (li), M (mi), N (ni), O (ô), O* (ó), P (kpi), R (rri), S (si), S*

(xi), T (ti), U (u), W (ui), Y (yi).





Os fonemas são emitidos de acordo com os sons nossos conhecidos na língua portuguesa. O som correspondente à letra X é representado, no alfabeto Yorubá, pela letra (S) acrescida de um ponto sob si (S*). O som da letra H é sempre aspirado, não existe (H) mudo, conforme acontece na língua portuguesa. As letras (P) e (GB), tem sons peculiares conforme a demonstração inserida no quadro da pronúncia. É bom reparar nos fonemas (GÜI), (~MI) e (ÑI) que os mesmos tem sobre si um sinal gráfico – trema e til – que lhes dão os sons de ( NHI ) e ( MHI ).



O Yorubá e o português tem muitos sons em comum. O Yorubá é uma língua de tons, é nisso que ela se distancia do português. O domínio dos tons é indispensável a comunicaçao, substituir um ton por outro é como substituir uma vogal por outra. Em yorubá isso pode resultar em que se confunda uma palavra por outra, pode, igualmente, dar origem a uma serie de sons sem nenhum sentido.

O domínio dos sons não é dificuldade insuperável, é necessário apenas um treinamento intensivo e assíduo. Por isso é que se pode ter a impressão de estar progredindo lentamente ou de se perder tempo demorando-se na aquisição do esquema tonal.



ACENTOS



Existem três tipos de acentuação tônica, embora seja o som que determina o significado de cada palavra, na escrita é o acento que dá o significado correto, de acordo com a pronúncia adequada a palavra.



1- til (~), conhecido como àmi fãgun, indica a contração de duas vogais proporcionando oralmente o prolongamento da pronúncia daquela vogal na palavra. Ex.: DÃBÒBÒ = DAÀBÒBÒ

BÊDI = BÉÈDI (coloque-se sob o E um ponto)



2- agudo (´), este tipo de acento simplesmente indica a entonação alta e se chama àmi òkè.



3- Grave (`) , mostra a queda da voz e se chama àmi ìsàlè ( coloque-se sob o E um ponto).



Quando não tem acento chama-se àmi ohùn àárín.





SUBSTANTIVOS



A propriedade de se conhecer o sexo dos seres, feminino e masculino, não existe na língua yorubá. O gênero dos substantivos é conhecido através da anteposição de palavras especificas.



MASCULINO FEMININO



Oba Ayaba

Bàbá Ìyá

Óko Áya

Oso (ponto sob o S) Àjé (ponto sob o E)



A formação do gênero das palavras quando se trata de seres racionais, é feita utilizando-se as palavras Ókùnrín (homem) e Óbìnrín (mulher). E quando estas palavras são juntadas à outra, omite-se a letra O.



Omode Ókùnrín Omode ‘ kùrín

Omo mi Ókùnrín Omomi ‘ kùrin

Ára- Ókùnrín Ára ‘ kùnrín

Éru Ókùrín ( ponto sob E ) Éru ‘ kùnrín



Geralmente o prefixo ÉRU é usado no sentido de pessoas ligadas à família. Quando se quer dar o sentido de escravo usa-se o vocábulo ÌWÒFÀ ( ponto sob O ).
Luqiam [Ómò Alaarù Ókùn]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Etnologia africana I

Estão divididos em quatro grupos: Semito-Camítico, Etíope, Negrilho, A familia Negra.

Semito-Camítico: 1- mouros mestiçados com árabes e sudaneses; 2- argelinos; 3- camíticos do Egito.
Etíope: abissínios com influencia árabe; núbios (tribos bedsha).
Negrilho: pigmeus habitantes das florestas equatoriais da Africa.
A Familia Negra: representada por sudaneses e bantos.

Sudaneses- São representados pelas camadas étnicas de elementos camíticos (bérberes e tuaregues) e semíticos (árabes). Cultura sudanesa muito conhecida através da arte negra de Benin e arquitetura sudanesa.

Bantos- tem características samíticas (Galas).

Grupo de Negros Bantos:
Congo- compreendem cerca de cinquenta tribos diversas e juntan-se os povos Kassai.
Tribos Orientais- Wanianwesi, Dshaga, Wahebe, Zuluus e Watussi.
Tribos de sul- Cafres, Matabele e Bechuanas.

Ocidentais: estenden-se pela costra ocidental até o Níger no interior , pelas costas da Guiné, dos escravos, do ouro e da pimenta (Wolof, Mandigas, Achanti, Ewi Yorubá).

Centrais: Haussas, Bornu, Wadai, Darfur.

Orientais: Dinka, Bari, Nuba e Nuer.

LINGÍSTICA AFRICANA

A dificuldade aumenta se estas linguas são mais ou menos desprovidas de gramática. Seu conhecimento histórico data de aproximadamente cinquenta anos. Classifica M. Delafosse " In les langues du monde" páginas 479-556, as línguas faladas no Sudão e na Guiná onde agrupa dezessete grupos, dos quais, por achar mais importante para o nosso estudo, resolvi enumerar alguns deles:

Grupo Nígero- Chadiano (31 linguas)- segue-se ao oeste aos grupos nilko-chadiano, charitodiano e chadiano. Faz parte deste grupo o hussá falado por quase 4.000.000 de negros espalhados pelas provincias de Sokoto, Gober, Talma, Katsena. o haussá foi a lingua muito falada na Bahia.

Grupo Nígero-Vameruniano (66 linguas)- é dentre os grupos de Sudão e da Guiná o que maior numero contén de línguas distintas. Convém notar neste grupo o Nupé ou Nife ou Tapá, Igebu, Kètú, Jeje, Òbòkun, e principalmente o Yorubé ou Egbá ou Nàgó, línguas essas já faladas no Brasil, havendo a última sido llíngua adotada pelos sudaneses na Bahia.

Grupo Voltaico (53 linguas)- ocupa toda bacia superior dos diversos braços do Volta. Um de seus sbgrupos, o Gurunsi, compreende oito linguas entre as quais o Nuruma ou Nubuli ou Guresi Grusi ou Gurunsi Crunsi, língua que foi falada no Brasil pelos negros " Galinhas" (Angola).

Grupo Ebúrneo-Dahomeano (48 linguas)- acompanha a costa do Golfo da Guiná, a oeste e ao norte com os grupos nígero-cameruniano e voltaico, até um pequeno recanto na Libéria formado pelo Goia. Este grupo é de todos o mais notável para nós, porquanto a maioria das linguas sudanesas faladas no Brasil a ele pertence : Mahi ( ao norte de Abomei); Mina ou Gebge, Popo ou Gê; Êhue ou Ewe, que era a linguá de Jeje; Fanti e Tchi ou Ashanti ou Achanti, que usavam respectivamente Fantee e Achanti.

Grupo Nígero-Senegalês (36 linguas)- Pela sua extensão territoria ocupa o terceiro lugar depois dos grupos bantus e nilo-chadianos.. Salientan-se neste grupo as linguas : Mandinga ou Mandê, Mali, idiomas de grande expansão e tende a ser a lingua de toda a Africa Ocidental, pois já era falada por cerca de 4.500.000 naturais, e o Sussu ou Soso, ambas foram faladas no Brasil deixando de si, vestígios. Tratando das linguas sudanesas, particularmente o Yorubá e o Tui, Seligman cita ambas como as mais características do grupo. Observa ainda que a maioria dos seus vocábulos são simples e monossílabos, geralm,ente, uma consoante seguida de vogal. Levando em conta a importância da intonação, a elevação da voz pode mudar completamente o sentido de uma palavra.

Luqiam [Omò Alaarú Òkun]