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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Benefícios da Meditação

Por Bhikkhu Piyananda

O homem é tão ocupado procu­rando várias maneiras de ter prazer numa disputa diária. O que a meditação tem a oferecer? Os benefícios da medi­tação são:

• Se voce é uma pessoa ocupada, a meditação pode ajudá-lo a livrar-se da ten­são e conseguir um pouco de descanso.

• Se você é uma pessoa aflita, a medi­tação pode ajudá-lo a encontrar a paz tem­porária ou permanente.

• Se voce é uma pessoa que tem pro­blemas intermináveis, a meditação pode aju­dá-lo a criar coragem e força para en­frentar e resolver seus problemas.

• Se você não tem auto-confiança, a me­ditação pode ajudá-lo a ganhar a auto-confiança que precisa. Esta auto-confiança é a alma do seu sucesso.

• Se você tem medo em seu cora­ção, a meditação pode ajudá-lo a enten­der a re­al natureza das coisas que fazem você ter medo - então poderá superar o medo em sua mente.

• Se você esta sempre insatisfeito com tudo - nada na vida parece está bem - a medi­tação dará a você a oportunidade de desenvolver e de manter alguma satisfação interior.

• Se você é cético e desinteressado por religião, a meditação pode ajudá-lo ir além de seu próprio cepticismo e ver algum valor prático no exercício da religião.

• Se você está frustrado e desiludido de­vido a falta de compreensão da natureza da vida e do mundo, a meditação realmente o guiará e o ajudará a compreender que vo­cê está perturbado por coisas insigni­ficantes.

• Se você é um homem rico, a me­ditação pode ajudá-lo a compreender a na­tureza de sua riqueza e como fazer uso dela para sua própria felicidade como também para a de outras pessoas.

• Se você é um homem pobre, a medi­tação pode ajudá-lo a ter contentamento e não abrigar inveja daqueles que têm mais do que você.

• Se você é um homem jovem que está na encruzilhada da vida, sem saber que caminho tomar, a meditação o ajudará a saber qual estrada seguir a fim de atingir a sua meta.

• Se você é um homem velho e está aborrecido com a vida, a meditação o le­vará a um profunda compreensão da vida; esta compreensão, por sua vez, o aliviará das dores da vida e aumentará a sua alegria de viver.

• Se você é uma pessoa mau humo­rada, poderá desenvolver o poder para superar esta fraqueza resultante da raiva, do ódio e do ressentimento.

• Se você é ciumento, poderá com­pre­en­der o perigo de seu ciúme.

• Se você é escravo dos seus cinco sen­ti­dos, poderá aprender como tornar-se senhor de seus desejos.

• Se você é dependente de bebidas ou de drogas, poderá cuidar de superar este perigoso hábito que o escraviza.

• Se você é uma pessoa ignorante, a meditação lhe dará a oportunidade de cul­tivar algum conhecimento; este será útil e o beneficiará como também a seus amigos e a sua família.

• Se você realmente pratica a medita­ção, sua emoção nunca mais terá a oportunidade de fazer de você um tolo.

• Se você é uma pessoa sábia, a medita­ção o levará a suprema iluminação. Então você verá as coisas como realmente são e não como elas parecem ser.

• Se você é uma pessoa de mente fraca, a meditação fortalecerá sua mente para desenvolver seu auto-poder a fim de su­perar sua fraqueza.

Estes são alguns dos benefícios que virão praticando a MEDITAÇÃO. Estes benefícios não estão a venda em nenhuma fábrica ou lojas de departamentos. Dinheiro não pode comprá-los. Eles somente pode­rão ser seus se você meditar. No começo, esta espécie de conscientização é na verdade uma mente “atenta” observando outras “mentes” (as quais estão, certamente, dentro do seu próprio contínuo mental). Por esse meio, desenvolve-se a habilidade de olhar para dentro da mente e acom­panhá-la.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Osho: O guru dos novos tempos

por Texto Bianca Nunes
No fim dos anos 50, um professor de filosofia chamava atenção na Universidade de Jabalpur, na Índia. As aulas do barbudo de gorro e óculos escuros, sempre lotadas, eram as únicas em que homens e mulheres podiam sentar-se juntos e debater livremente – apenas mais uma das controvérsias do homem que se definiu como “um místico espiritualmente incorreto”. Chandra Mohan Jain, ou simplesmente Osho, causava polêmica principalmente com seus ataques às religiões tradicionais. Pregando a busca da liberdade através da meditação, ele conquistou uma geração de pessoas que buscava a espiritualidade sem ter de se comprometer com antigas crenças. Mas o movimento que ele criou assumiu todos os contornos de uma nova religião, como a busca pelo divino, seguidores, rituais, doutrinas e até mesmo escrituras – mais de 600 livros que são best sellers internacionais, traduzidos em 55 idiomas.
“Não existe homem mais cabeça-dura que o papa, o Polaco”, disse sobre João Paulo 2º durante uma entrevista de 1985, publicada em 6 volumes no livro O Último Testamento. O Polaco, como sempre chamava o então chefe da Igreja Católica, era um dos alvos favoritos de Osho: “O mundo está superpovoado e ele continua pregando contra o controle de natalidade, a pílula e o aborto”. Seus livros, editados a partir de palestras e entrevistas, oferecem novas interpretações de livros sagrados, líderes religiosos e sistemas políticos. O objetivo era discutir a importância da liberdade, do autoconhecimento e da relação do homem com ele mesmo e com o planeta – a busca por um novo homem.
“A abordagem de Osho traz elementos religiosos, especialmente no sentido de que o ser humano tem a capacidade de se iluminar e pode desenvolver seu potencial inerente”, explica o professor de teologia da PUC-SP Frank Usarski. Esse potencial seria desenvolvido pela meditação, mas não com os métodos desenvolvidos há séculos pelos orientais, que segundo ele não surtem efeito no homem moderno e num mundo extremamente consumista e dinâmico. Seria preciso algo mais agressivo para nos tirar do estado “vicioso” em que estamos. Para isso, Osho desenvolveu técnicas, como a meditação dinâmica, e reformulou outras. “O objetivo é a libertação do ser humano por práticas diversas das quais Osho se apropriou, de tradições religiosas como o zen-budismo, o tantrismo e o sufismo”, diz Usarski.
Segundo a autobiografia de Osho, sua trajetória espiritual começou de maneira semelhante à de antigos profetas, aos 21 anos, com uma revelação. Ele conta que numa noite de março de 1953 foi acordado por uma energia forte em seu quarto, correu para o jardim onde meditava e viu tudo iluminado. Ficou 3 horas em estado contemplativo – “chapadão”, como definiu – e 7 dias sem falar. “Dias se passavam e eu não sentia fome, não sentia sede. Desde aquela noite, nunca mais estive em meu corpo.” A luz trouxe a percepção de que não há nada a ser obtido, pois o ser humano já é perfeito.

Da filosofia à religião
Formado em filosofia, Osho passou a dar aulas e a reunir nas universidades seus primeiros discípulos. A quantidade de pessoas que o buscavam era tão grande que em 1962 ele abriu um centro de meditação e começou a fazer inúmeras viagens para palestras ao redor da Índia. Em 1964, suas palavras foram publicadas pela primeira vez em livro, sob o título O Caminho Perfeito. Foi a primeira das muitas obras que fizeram o sucesso do movimento. Dois anos depois, Osho abandonaria sua atividade acadêmica para dedicar-se exclusivamente à vocação de guru e passou a organizar acampamentos de meditação na zona rural do país.
Nos anos 70, Osho já tinha uma pequena multidão de seguidores e o movimento começou a ganhar as feições de uma religião. Em 1970, num campo de meditação, ele fez a iniciação formal do primeiro de seus discípulos – ou neosanias. Em 1971, ele mesmo mudaria seu nome para Bhagwan Shree Rajneesh – ou “Rajneesh, o senhor abençoado”, em sânscrito – deixando clara sua ligação divina. Os neosanias adotaram rituais como vestir roupas vermelho-alaranjadas, um colar de 108 contas e um medalhão com a imagem do líder. Além disso, cada novo discípulo era rebatizado pelo mestre para caracterizar a adesão. Afinal, Osho e seus seguidores mudaram-se para uma comunidade no parque Koregaon, em Puna, Índia, que se tornou um resort de meditação. Segundo Usarski, mais uma característica de um movimento religioso. “Religiões integram socialmente, já que membros de uma comunidade religiosa compartilham a mesma cosmovisão, têm valores comuns e praticam sua fé em grupo.”
Em Puna, Osho aplicava métodos terapêuticos em workshops e dava palestras diariamente. De manhã, comentava os ensinamentos de tradições religiosas, como o budismo, o sufismo e o cristianismo. À tarde, respondia perguntas sobre temas como amor, ciúme e meditação. Num mês, falava em hindi, no outro, em inglês. Cada série de 10 dias foi publicada em forma de livro, compondo mais de 240 obras em 7 anos. Na época, Osho já tinha cerca de 400 livros publicados, somando um volume de texto maior que o da Bíblia ou do Alcorão. Em 1976, o complexo de Puna ganhou um edifício dedicado exclusivamente à produção editorial do guru. Os livros levavam a palavra de Osho para o mundo inteiro e atraíam cada vez mais gente para conhecer de perto seu movimento. No fim dos anos 70, o centro recebia cerca de 100 mil pessoas por ano. E cada vez mais ocidentais eram conquistados pela idéia de renunciar às repressões impostas por religiões, educação, governos e outras tradições, sem ter de abrir mão do mundo material.

A conquista da américa
O interesse de estrangeiros fez o movimento buscar uma base fora da Índia e em 1981 Osho e seus seguidores mais próximos mudaram-se para um terreno 150 vezes maior que o Parque do Ibirapuera, no deserto de Oregon, nos EUA, dando um passo importante para internacionalizar o movimento. “Queríamos construir um lugar para vivermos o novo homem. Um centro terapêutico, um resort, uma comunidade, um clube de meditação enorme”, conta A. Racily, brasileira membro da Osho International, que morou com o guru em Rajneeshpuram, como foi chamada a comunidade.
Por não condenar a riqueza, o movimento atraiu a atenção de milionários. E começaram as polêmicas que marcariam aquela temporada. Osho ficou famoso por sua coleção de 93 Rolls-Royces. Segundo Racily, os carros foram doados por discípulos ricos para ajudar a construir a cidade. “Sem bens, não podíamos pegar empréstimos. Os carros foram hipotecados para comprarmos material de construção.” Seu liberalismo em relação ao sexo (veja ao lado) também criou repúdio. Ainda havia uma agravante: “Nós andávamos de vermelho. E naquela época vermelho era coisa de comunista”, diz Racily. Rajneeshpuram começou a sofrer boicotes da comunidade local. Alvarás foram negados e o visto de residente de Osho foi negado. Em 1985, acusado de violar a lei de imigração, passou 6 dias preso e foi libertado sob fiança de US$ 400 mil e a promessa de deixar o país.
Pessoalmente, a temporada americana foi ruim para Osho, que em seguida teve visto negado em 21 países e foi obrigado a voltar à Índia. A perseguição, no entanto, teve muita repercussão na mídia. O que, de forma contemporânea, teve um efeito semelhante às perseguições sofridas por profetas da Antiguidade, como Moisés, Jesus e Maomé, ajudando a fortalecer a adesão dos fiéis ao movimento e a popularizá-lo entre os demais. Antes de morrer, em 1990, o guru mudaria de nome uma última vez, para o definitivo Osho – sinônimo de “oceânico”. Aliás, a placa sobre suas cinzas diz que ele “nunca nasceu, nunca morreu. Apenas habitou este planeta Terra entre 1931 e 1990”. Sua palavra, com certeza, está bastante viva. Segundo Klaus Steege, presidente da Osho International em Nova York, ainda há palestras não traduzidas do híndi para o inglês – o que significa que mais livros serão publicados. E como era de esperar de um guru moderno, os livros não são mais o principal veículo da palavra de Osho. “O grande projeto agora são os dvds com técnicas de meditação e os livros com cds.”

Fonte: http://super.abril.com.br/religiao/osho-guru-novos-tempos-447682.shtml

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Entrada no silêncio

Em uma verdadeira ENTRADA NO SILÊNCIO, não deverá haver desvio ou chamamento da atenção externa. A consciência deverá permanecer positiva, ativada. Os corpos do sentimento e do pensamento, bem como o etérico e o físico, deverão ser disciplinados para guiarem sua energia à fonte, a Presença "EU SOU".

Nunca será permitido, durante este período, deixar-se levar por múltiplos pensamentos, sentimentos, recordações ou por algum cansaço físico, os quais, muitas vezes, se apresentam reduzindo a tensão corporal.

Geralmente, é mais prazeiroso ao discípulo iniciante fazer os apelos, mantrans, afirmações e visualizações, ocupando a energia dos seus corpos com este trabalho, uma vez que é, consideravelmente, mais difícil fazer os exercícios espirituais NO SILENCIO e conservar os corpos inferiores NO MAIS COMPLETO ESTADO DE QUIETUDE, para que as bênçãos possam ser RECEBIDAS.

Muitas vezes, o discípulo entrega-se a uma agradável sonolência ou brinca com os seus variados pensamentos e sentimentos sem nexo; desta maneira, não poderá participar da benção de uma Contemplação.
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TODO BEM seja suprimento, saúde, fé, força, amor ou purificação VEM DE DEUS, a Fonte de toda Vida. Estas dádivas são distribuídas pelos Seres elevados, através dos Mensageiros Divinos. Mas o discípulo não poderá receber a abundância destes bens e virtudes, enquanto não houver aprendido sua lição e instruído seus corpos inferiores, para ser-lhe permitido, por meio dos apelos, a entrada da misericórdia divina nesses mesmos corpos. Falai a eles: "PAZ, sede silenciosos!" Exercitai esta comunhão espiritual com vosso Deus - "EU SOU", a Presença Divina, até que participeis de Sua Bênção!

Um dos mais surpreendentes fatores negativos da personalidade humana é a incapacidade que ela tem para pôr-se no estado de calma. Não aquela letargia de sono, porém um estado de alerta e expectante quietude de mente e sentimento, no qual a intuição da individualidade divina pode iluminar a consciência externa. Esta quietude é o primeiro requisito para a união com o Cristo - a "Presença Mestra" - como também é chamado. Quanto mais perfeita for a atitude de receptividade que um discípulo possa desenvolver, maior será a quantidade de ação vibratória superior do Cristo Interno pronta a ancorar-se na consciência externa e expressar sua manifestação.

Maha Chohan


Texto retirado do Livro Eu Sou o Eu Sou – Ponte Para a Liberdade