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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Terapia indígena

Há algumas décadas atrás, o farmacêutico e agrônomo Aloysio Delgado foi passar um tempo com os índios. Desta convivência, ele trouxe uma terapia nova para nós, urbanos, a qual hoje tem vários nomes. Um deles é Iluminare.
Aloysio observou que os pajés tentavam curar os sintomas dos índios, mas iam além e buscavam também descobrir as causas. E para isto faziam uso de algo muito natural para eles: o sexto sentido.
Antes de falarmos sobre a terapia que Aloyzio descobriu, é bom pensarmos um pouco sobre as características de todas as culturas indígenas. A principal delas é a admissão do sagrado e do espiritual e a existência de uma só crença em todo o grupo. A sociedade indígena é sempre regida algum tipo de ordem espiritual, que paira sobre tudo. Uma diferença marcante em relação a nossa civilização é o contato com a natureza. O índio está mais próximo dela e a reverencia. Ela faz parte do seu imaginário. Ele conversa com árvores e sente o espírito dos animais. Podemos dizer, assim, que há, na cultura indígena, uma forte característica de conexão com o chão, com a terra, com a vida, e a espiritualização de tudo isto. Como não são tão guiados pela razão quanto o "homem branco" - entendido, neste caso, como aquele que não é índio - também podem exercitar melhor a intuição.
Já a civilização atual está constituída em cima da razão. A razão nos permite, como seres humanos, brincarmos com a natureza, algumas vezes de forma perigosa, outras, brilhante. O fato de você estar podendo ler este texto em uma tela é produto deste intenso desenvolvimento racional. Mas neste processo muitas vezes negamos uma faceta intuitiva que, admitamos ou não, sempre esteve presente em nós.

INCONSCIENTE E INTUIÇÃO
O que explica que você pense em alguém que não participe muito do seu cotidiano e que no mesmo dia veja esta pessoa na rua ou receba uma notícia dela? Já te aconteceu de ter uma ligação muito forte com uma pessoa e sentir-se mal para em seguida descobrir que ela não estava bem? Você já viveu alguma incrível coincidência em sua vida? Os fenômenos intuitivos são abundantes, e, no entanto, tão logo acontecem nós os esquecemos ou atribuímos o ocorrido a meras coincidências. Se você se desse ao trabalho de anotar quantas vezes por dia adivinha ou sabe de algo com antecedência, ficaria surpreso. Se observasse como a realidade brinca com você, talvez se divertisse mais com o que te acontece. Já teve alguma viagem em que tudo se "encaixou" e que parecia que você estava conhecendo personagens incrivelmente interessantes, ao invés de somente pessoas? A televisão ou uma música já responderam alguma pergunta que você tenha acabado de formular?
No tão falado ano de 2012, o que acontecerá de mais marcante, astrologicamente, será o ingresso de Netuno no signo de Peixes, signo no qual irá transitar por 14 anos. Será um grande casamento, pois Netuno é o regente de Peixes, que, por sua vez, é o signo do inconsciente e da intuição. É de se esperar que, coletivamente, venhamos a ter um interesse muito maior por fenômenos psíquicos. Hoje, o que ainda é envolto em certo mistério e receio, vai se espalhar, da mesma forma que Netuno passando por Aquário (1998-2011) espalhou a tecnologia aos quatro cantos do planeta. Espere mais cinco anos e verá.

RECURSOS DE CURA
Mas voltemos ao Iluminare. Pois bem, como funciona? O pajé usava a intuição para descobrir a causa emocional ou mental da doença do índio. É importante compreender que tudo tem uma causa física e, ao mesmo tempo, interna. Assim, por exemplo, você fica gripado porque entrou em contato com um vírus. Mas você entra em contato com o vírus da gripe talvez muito mais vezes do que imagina. Por que vai ter a gripe exatamente naquela hora? E o que uma gripe faz com o seu sistema? Diminui a vitalidade, obriga a reduzir o ritmo e a cuidar de você. A gripe é uma boa oportunidade de reciclagem. É um processo de limpeza. Com este exemplo o que se está querendo dizer que qualquer acontecimento é a junção de uma ocorrência externa com uma interna. O que é uma outra forma de dizer que não há acasos.
Mas retornemos ao nosso pajé. Ele capta o que está acontecendo com o índio, ou seja, a causa interna. Percebe qual é o problema. Mas basta isto? Certamente não, é preciso atuar sobre esta causa. Aqui vem a parte interessante: momentaneamente o pajé toma para si os sintomas emocionais e mentais do índio. Ele os sente em seu corpo. E, com seus recursos de cura, trabalha estes conteúdos.
Recursos de cura? Todos nós temos. O seu sistema imunológico é um recurso de cura. A energia conhecida como Reiki, que você é capaz de ativar com suas mãos, é outro. Sua fé e orações também. E eu diria que temos um recurso de cura poderoso: a mente, pois a mente, no mínimo, molda atitudes. Escolha duas pessoas com saúdes igualmente debilitadas. Uma delas é frágil e pessimista e a outra, otimista. Talvez ambas não consigam sobreviver a uma determinada doença, mas a que tem a mente mais calma e otimista talvez tenha mais condições de preservar um sistema do que uma outra, de mente muito negativa e sem vontade de viver. O mundo está cheio de gente que recebeu veredictos de viver apenas tantos meses e estas pessoas conseguiram ultrapassar estes limites.
O Iluminare funciona igualzinho ao processo de cura do pajé. O terapeuta também usa o sexto sentido para diagnosticar as questões do cliente e também para captar seus conteúdos emocionais e mentais. Ele fará a captação dos conteúdos verbalizando-os em primeira pessoa ("eu não estou bem", "eu estou em desequilíbrio"). A seguir, irá trabalhar com seus recursos de cura, e um deles, muito potente, é o uso das palavras. Psicólogos sabem que palavras podem curar. Um novo ângulo através do qual enxergamos algo e - pronto! - já não nos sentimos da mesma maneira! Isto pode alterar nosso comportamento e posicionamento diante de uma questão.

TERAPIA SUTIL
Um outro recurso de cura importante no Iluminare é a conexão com a Luz.
Luz em maiúsculo, mesmo. O que é ela? É desejo pelo bem. A Luz nunca força as coisas. Vejamos um exemplo prático.
Uma pessoa procura um terapeuta do Iluminare porque se sente infeliz com o término de um relacionamento. O que o Iluminare pode fazer?
Trabalhar a energia para ela lidar com isto.
Isto significa que ela talvez se desligue da pessoa com quem rompeu, ou, pelo contrário, que tempos depois possa reencontrá-la e, quem sabe, se acertar ou, pelo menos, ter uma conversa importante.
A Luz não está preocupada com resultados específicos.
Ela está inserida em um contexto maior, de evolução, crescimento.
A premissa do Iluminare é trazer crescimento, obedecendo aos ditames da Alma, e não da perspectiva que a pessoa possa ter sobre algo.
Hum, agora complicou, alma? Então o Iluminare precisa de alma? Sim, o Iluminare parte da premissa de que há energia presente em qualquer coisa material. A esta energia se chama "alma". A alma das pedras, das árvores, da Terra, a sua alma. A raiz do Iluminare é xamânica. O xamanismo é a preservação da espiritualidade indígena, definida como a relação forte que o índio tem com a Terra Mãe, o corpo e a natureza e com o Espírito. Para a astrologia, isto equivale a dizer que o Iluminare, cuja origem é xamânica, tem conexão com os signos dos elementos Terra (matéria) e Água (psique), mas que influi nos elementos Fogo (força, ânimo) e Ar (pensamento).
Porém, eu diria que o Iluminare, na forma como é feito, tem uma forte característica pisciana. Primeiro porque emprega o sexto sentido, muito ligado a este signo. Segundo, porque o Iluminare não é planejado. O terapeuta não sabe o que irá captar. Por vezes, poderá viajar no tempo, voltando à infância.. E, terceiro, porque é um trabalho de entrega: uma vez mexida a energia, esperam-se os efeitos. E sobre isto não se fica falando todos os dias. Usando, ainda, os melhores atributos de Peixes, o Iluminare não pretende interferir nas crenças de ninguém. Ele é o simples trabalho da energia na Luz (por isto, Iluminare), isto é, nos conceitos da ética e da não manipulação.
Da mesma forma, seus efeitos são sutis, porque Peixes é sutil. Há vezes em que a melhora é visível e muito imediata, até mesmo produzindo coincidências e acontecimentos. Mas há assuntos muito crônicos e enraizados que precisam de algum tempo para ter melhoras. Talvez um ano. O Iluminare, assim como Peixes, pertence à esfera da fé. É você quem tem de sentir e perceber. É como alguém que faz Reiki em você. Você dirá: estou melhor, a dor física diminuiu. Não haverá como um médico aferir se a dor teria se prolongado por mais tempo se não houvesse sido ministrado o Reiki.

QUER TENTAR?
Agora, para concluir, você vai receber de presente um pequeno exercício para praticar.
Você vai aprender a fazer o mesmo processo que os índios fazem, de diagnóstico e de cura.
Em um momento em que possa estar relaxado e sozinho, pense em alguém com quem você deseje resolver um problema de relacionamento.
Ancore-se na Luz, isto é, pense que deseja o bem: o seu bem, o bem da outra pessoa, o bem da situação.
Feche os olhos, acalme-se e sinta a energia fluir do chão pelos seus pés (a Terra), subir pelo seu corpo e sair pelo alto da cabeça (o Céu).
Esta é a energia do xamanismo.
Perceba-a fluir em você. Quando estiver preparado, pronuncie em voz alta ou na mente o nome da pessoa.
A seguir, deixe que as imagens, músicas ou impressões venham a sua mente.
Exemplo: você vê uma chupeta. Talvez esta pessoa seja um pouco criança emocionalmente e este seja o seu problema com ela.
A seguir, você a vê montada em cima de um cavalo e ela quase cai sozinha, de tanta imprudência.
Você percebe que esta pessoa é um pouco ansiosa e impulsiva, e por algum motivo pode estar sendo difícil conviver com isto.
Agora pense que você precisa se comunicar com ela, mas não faça isto com palavras.
Faça o primeiro gesto que venha a sua mente.
Talvez você abra os braços pedindo espaço e queira delimitá-lo em torno de você.
Você quer mostrar a ela que precisa de espaço ou quer criar isto, já que ela, um pouco criança, talvez se apóie em você.
Ou pode ser que você a abrace. Deixe o corpo falar, mas lembre-se de colocar amorosidade na sua intenção.
O gesto pode ser até de colocar limites, mas de alguma forma tem de partir do seu coração.
Este é o compromisso com a Luz. A Luz nunca quer ferir ou prejudicar.
Quando sentir que já está bom, finalize e abra os olhos.
Como nada está desconectado no Universo, sua comunicação não verbal seguirá seu destino.
Desligue-se e deixe as coisas acontecerem. Apenas espere e observe.
Normalmente, quando o problema desaparece não notamos mais. Só mais tarde é que pensamos: "é mesmo, as coisas melhoraram".
Este é apenas um exemplo do que o Iluminare pode fazer.
E ele não está só.
Em breve, várias terapias que trabalham a energia e o inconsciente irão se tornar cada vez mais conhecidas.
Já é mais do que tempo que a razão se junte a intuição em respeito à Terra.

sábado, 26 de setembro de 2009

Falange médicos do astral

Vamos estudar um pouco, uma Fa­­lange bem conhecida dentro da Um­banda, relacionada com a Linha do Oriente e normalmente colocada na sétima hierarquia da mesma: a Fa­lange dos Médicos ou Curadores.

Comandada pelo sábio José de Ari­matéia (Yosef Ha-Aramataiym em he­braico), um discípulo oculto do Mes­tre Jesus, ela agrupa inúmeros tera­peu­tas do corpo e da alma.
Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabí­nico de Jerusalém, depois de conse­guir um lugar para Jesus ser sepul­tado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

Ele teria aportado nas costas britâ­nicas com alguns discí­pulos, sal­vando o objeto mais precio­so do Cristia­nismo. José de Arimatéia, ao chegar on­de hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sa­cer­do­tes druidas e fez uma especial tro­ca de ensinamentos e segredos eso­téricos.

Desde então, uma miste­rio­­sa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legí­tima her­deira do esoterismo cristão, tam­bém trabalha espiritualmente com es­ta herança.

A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demons­tra esta riqueza admirável.

A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de cen­tenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curan­dei­ros, raizeiros, benzedores e reza­dores. Este exército de caridade é clas­­­si­ficado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Po­vos).

I - Legião dos Doutores ou Médicos:
Composta por doutores da medi­cina ocidental convencional ou ho­meo­patas : Dr. André Luiz, Dr. Ro­dolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernan­déz, entre outros.

II - Legião dos Médicos Orientais:
Terapeutas orientais, especia­listas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ra­ma­tis, Mestre Agastyar, Babaji.

III - Legião dos Curandeiros:
Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicio­nais, alguns exus - como o Exu Curador, Seu Maramael.

IV - Legião dos Rezadores:
Rezadores, benzedores e os prat­i­can­tes da medicina religiosa ou espi­ritual. Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agosti­nho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chi­ca, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.

V - Legião dos Raizeiros :
Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres jure­meiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e mi­ne­rais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oli­veira, Mestre Rei Heron.

VI - Legião dos Cabalistas e Alquimistas:
Espíritos dos velhos cabalistas e alqui­mistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fon­seca (primeiro cabalista brasi­leiro), Nicolau Flamel, Paracel­sus, Pai Jacó.

VII - Legião dos Santos Curadores:
Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença : Santa Luzia - olhos, Santa Ágata - seios, São Lazaro - doenças de pele, São Bento - envenenamentos.


retirado do Jus

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Apport e Endopport


Apesar da poucas e insuficientes pesquisas que temos, relatos
de casos indicam que estes fenômenos podem ocorrer
em momentos de cura ou obsessão espiritual



Antes de mais nada, já que vamos utilizar termos estrangeiros de origem francesa, vamos esclarecer o que eles significam. Segundo o dicionário Larousse, a palavra apport vem do infinitivo do verbo apporter, que significa "trazer", enquanto que endopport quer dizer "trazer para dentro".

Mas, afinal de contas, o que vem a ser exatamente apport e endopport? De acordo com estudiosos, são classificados na parapsicologia como fenômenos Psi-Kapa. Na doutrina espírita são considerados fenômenos de efeitos físicos.

O apport é o fenômeno de introdução de objetos em locais ou móveis fechados. Por exemplo: uma flor, uma cadeira, uma pedra etc., são transportadas para uma sala totalmente fechada e sem nenhuma abertura por onde esses objetos possam passar. William Crookes, cientista e estudioso da doutrina, que, a princípio, não acreditava nessa possibilidade, desafiou os espíritos a fazerem uma coisa muito mais simples: baixar o prato de uma balança lacrada de laboratório. Porém, ao prosseguir em suas pesquisas, Crookes viu e constatou a veracidade do fenômeno com objetos maiores e, muitas vezes, bastante pesados, conforme relata em seu livro Fatos Espíritas.

No entanto, nas atuais pesquisas da parapsicologia, esses fenômenos, considerados como de ação direta da mente sobre a matéria foram e continuam sendo produzidos. Até mesmo corpos humanos podem ser transportados de um local para outro sem que se perceba por onde passaram.

Mas por que fenômenos como esse acontecem e com que objetivo? Os espíritos pertubadores se valem desse fenômeno para assustar ou amedrontar suas vítimas. O prof. Friedrich Zollner, em seu livro Física Transcendental, relatou suas experiências com esses fenômenos na Universidade de Leipzig, na Alemanha. Pesquisadores da Universidade de Kirov, na Rússia, constataram e explicaram a mecânica desses fenômenos como sendo produzidos por emissões de correntes energéticas do corpo bioplásmico (perispírito) do médium. Assim, apesar das críticas, está perfeitamente confirmada a existência do apport.

Quanto ao fenômeno de endopport, ele é um pouco mais complexo, pois se refere à introdução de objetos nos corpos humanos. Ainda não teve uma explicação científica suficientemente comprovada por experiências de laboratório. É considerado, na medicina psiquiátrica, como um simples ato de autoflagelação. Porém, os fatos observados ultimamente contrariam as interpretações superficiais e apressadas das correntes psicoterapêuticas. O endopport está intimamente ligado aos casos de vampirismo (obsessão) e os observadores espíritas o consideram um fenômeno bifronte, ou seja, pode ser autoflagelação em alguns casos e de efeitos físicos em outros. E mesmo nos casos de possível autoflagelação, é admissível a interferência do obsessor em suas manifestações.

Por outro lado, há uma evidente e íntima correlação dos casos de endopport com os fenômenos de cura paranormal e operação mediúnica. Os casos de autoflagelação decorrentes de distúrbios psíquicos da vítima implicariam a ação consciente desta, introduzindo ela mesma os objetos em seu corpo. Favorece essa interpretação o fato de objetos como agulhas, pequenos fios de arame, pequenos estiletes de madeira ou de metal geralmente serem facilmente introduzidos no corpo, sempre com uma disposição que favorece a operação pela própria vítima ou quase sempre em partes do corpo que não oferecem possibilidades de prejuízos, como mutilações, deformações ou morte do paciente. Todavia, os cuidados também podem ser tomados pelos vampiros flagelados, que não pretendem tirar a vida da vítima, mas simplesmente torturá-la.

Nos casos de operações como as ocorridas anos atrás com a médium Bernarda Torrúbio, em Garça (SP), observadas por médicos de Marília (SP), ou as ocorridas com José Arigó, em Congonhas do Campo (MG), vistas por grande número de cirurgiões do Rio de Janeiro, São Paulo e do exterior (como a equipe de cientistas norte-americanos que pesquisou as faculdades do médium e as comprovou), verificaram-se transposições do operado para o médium. Este vomitava os resíduos da intervenção cirúrgica invisível no corpo do paciente, constatando-se posteriormente a eficácia da operação. Os interessados sobre o assunto podem consultar o livro Arigó: Vida, Mediunidade e Martírio, do prof. José Herculano Pires, que examina o caso em todos os aspectos, como o psicológico, o social, o psicopatológico e o mediúnico, além das implicações antropológicas e espirituais.

Para que se tenha um pouco mais de luz sobre o assunto, o prof. Herculano Pires afirma que a cirurgia "simpatética" de Arigó, bem como a da médium Bernarda Torrúbio, processava-se de maneira simples, através de incorporação mediúnica e imposição das mãos sem toque no paciente. Este sentia engulhos, dores leves e, quando supunha que ia vomitar, era o médium quem vomitava os resíduos da operação. Nesse processo, é evidente que havia uma transposição dos resíduos do organismo do paciente operado para o estômago do médium, que os expelia. A realidade desse fato nos leva a acreditar que, em cada operação, ocorre a evidência de uma dupla ação de endopport, tanto no paciente como no médium, confirmando a possibilidade da introdução de objetos no corpo físico por entidades vampirescas.



Endopport: um bem ou um mal?

Como vemos, o endopport é um tipo de fenômeno mediúnico que abre largas perspectivas no campo da cirurgia paranormal. Como todos os fenômenos mediúnicos, não serve apenas à ação obssessiva, mas também e sobretudo à cirurgia mediúnica. O desenvolvimento das pesquisas espíritas nesse campo poderá confirmar o que declarou o Dr. Sérgio Valle em uma entrevista que foi publicada pelo prof. José Herculano Pires, em seu livro sobre Arigó: "Ele emprega em seus trabalhos mediúnicos uma supermedicina". Cirurgião oftalmologista de renome, com teses científicas publicadas aqui e no exterior, especialista em hipnotismo e suas aplicações clínicas, o Dr. Sérgio Valle (já desencarnado), que estudou o médium, nunca aceitou as acusações de que Arigó empregava a hipnose para anestesiar os pacientes, provando tecnicamente a impossibilidade dessa prática por um médium rústico e absolutamente leigo no assunto. Ele afirmava que a anestesia e a assepsia usadas pelo médium eram de origem puramente espiritual.

As ocorrências de fenômeno de endopport são tão raras que, em geral, não aparecem nos livros de estudos mediúnicos. Entretanto, tivemos algumas ocorrências anos atrás que causaram espanto no próprio meio espírita. A persistência desses fenômenos e sua aparente resistência às práticas espíritas de combate ao vampirismo chegaram a amedrontar muitas pessoas. Existem casos que foram tratados durante 10, 15 e até mais anos sem que se tenha obtido qualquer solução. As vítimas são consideradas autoflagelantes e o caso interessa pouco aos clínicos, que se cansam de tratá-las sem resultados. No entanto, os pesquisadores espíritas descobriram que se trata de um vampirismo altamente agressivo e, assim, desenvolveram uma técnica mediúnica de doutrinação complementada por passes e estímulos às vítimas, para reagirem com compreensão às agressões e aos agressores.

A evangelização é parte fundamental da terapêutica, pois tudo indica que a agressão decorre de conseqüências do passado, de vidas anteriores, quando pessoas hoje atingidas praticaram atrocidades contra os espíritos que desejam se vingar no presente. Como nos ensinou Allan Kardec, "o provérbio popular segundo o qual morto o cão, morta a raiva, não se aplica aos homens". As vítimas de violência e assassinatos não morrem, pois sobrevivem à destruição do corpo carnal e geralmente guardam seus ressentimentos, procurando se vingar assim que possível.

As dificuldades de solução do problema decorrem, muitas vezes, devido a uma mentalidade de tendência masoquista, semeada na Terra por milênios de interpretações religiosas convencionais que dominam a maioria das criaturas. Dentro desta visão, os carrascos do passado desejariam se submeter ao flagelo para aliviarem suas consciências. Reencarnam com essa intenção e, por isso, resignam-se a passar pelos sofrimentos do resgate de suas faltas. Em geral, mostram-se conformados e sofrem pacientemente o revide que vem de longe, de outras vidas. Os problemas de consciência são muito mais agudos no mundo espiritual e, para se livrarem deles, estão dispostos a todos os sacrifícios na atual encarnação.

Precisamos lembrar que não estamos na Terra para gozar ou sofrer, mas para enfrentarmos as necessidades de nossa evolução. Ela não nos leva para o servilismo degradante, mas para a consciência de nosso destino superior, como criaturas espirituais que somos. Se, em uma sessão de desobsessão, o doutrinador conseguir dar a esses seres amedrontados uma visão mais racional da evolução espiritual, conseguir-se-á despertar neles a fé nos objetivos maiores de Deus, gerando a esperança e fortificando os espíritos.

O Espiritismo reúne em seus princípios a Ciência, a Filosofia e a Religião, aprofundando nossa visão da realidade. Não somos condenados, somos criaturas livres e temos que nos aprimorar para assumirmos toda a liberdade de seres conscientes de nosso destino superior. Se estamos em processos dolorosos provenientes de erros cometidos em vidas anteriores, dispomos também da vida presente e das vidas futuras para corrigirmos nossos erros. Deus não quer nosso sofrimento, mas nossa libertação. Foi isso que Jesus quis passar quando disse: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará".

Portanto, a utilização dos fenômenos de endopport no vampirismo é proveniente de nossa arrogância, que nos levou a uma situação humilhante. Entretanto, se soubermos usar isto para desenvolvermos a humildade, veremos que as entidades obsessoras começarão a aprender, com nosso exemplo corajoso, a vencer as dificuldades a que também estão expostas. Nossa cura não pode ser obtida pela negação de nossas potencialidades divinas, mas pelo desenvolvimento delas em nós. Temos que analisar nossa condição atual e pesar prós e contras de nosso comportamento, procurando modificá-lo e reajustá-lo aos nossos verdadeiros interesses.

A obsessão é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por preguiça ou indolência e os outros se escravizam a nós pelos mesmos motivos. Se resolvermos ser livres, vamos descobrir que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não precisaremos sugar dos outros o que temos em nós. Os vampiros (obsessores) sugam o mundo porque este é feito por nós, à nossa imagem e semelhança. Assim, se mudarmos nossa maneira de encarar o mundo, ele também se modificará.



Casos de endopport

O fenômeno do endopport é conseqüência das inúmeras e incessantes opressões que exercemos sobre os outros e vice-versa. Para ilustrar o que dizemos, vamos dar alguns exemplos.

O primeiro foi um caso ocorrido em Bauru (SP), com uma menina entre 15 e 16 anos de idade. Ela era vítima da introdução de botões comuns de vestuário nas regiões subcutâneas, nos braços, nas pernas e no corpo. Os botões eram introduzidos a qualquer momento, sem deixar cicatrizes na pele. O pai da menina era obrigado a levá-la para uma farmácia local ou consultórios médicos, onde era feita a incisão para extrair cada botão.

O segundo caso ocorreu também com uma menina da mesma idade da primeira, só que eram introduzidos agulhas e pedaços de arame na hipoderme da vítima. Às vezes, como ocorreu em São Paulo, quando a levaram para uma exibição na extinta TV Tupi, a introdução instantânea de espirais de arame se produzia, provocando dor, mas sem deixar sinais na epiderme. Para livrar a menina desse corpo estranho na sola do pé, que a impedia de andar, era preciso uma operação demorada. Um amigo, cirurgião-dentista em Jaboticabal (SP), onde ocorreu o fato, recorreu a um instituto de parapsicologia na capital paulista, mas este não teve condições de tratar o caso.

Com esta mesma menina, ocorriam também manifestações ígneas (capacidade para produzir fogo espontaneamente) que muito a atormentavam. Nas casas onde trabalhava como doméstica, acendiam-se labaredas inesperadamente, em lugares perigosos, queimando as roupas e outros objetos. Sempre acusada, acabava perdendo o emprego. Desesperada, suicidou-se. Os espíritos a acusavam de haver praticado magia negra no passado.

E não poderíamos deixar de citar aqui um impressionante caso de vampirismo. Em um determinado trabalho mediúnico, apareceu um jovem completamente obsediado e que simplesmente tinha uma entidade enraizada em seu estômago. Por esse motivo, os médicos encarnados nunca conseguiram curá-lo. Só que o enraizamento era tão intenso, antigo e profundo que foi preciso construir uma "prótese energética" para substituir temporariamente o estômago espiritual do paciente. Então, com recursos que desconhecemos, o órgão foi levado ao hospital, onde a entidade vampirizadora pôde ser removida. Os espíritos pediram ainda que o rapaz voltasse à noite, em espírito, para que fosse recolocado nele o órgão restaurado. Em menos de uma semana, acalmaram-se não apenas as dores, mas também outras perturbações do jovem.

Casos como os citados acima nos revelam a necessidade de se encarar a solução do problema do endopport de frente, sem preconceitos. É bastante angustiante a situação das vítimas, que, além de suas dores físicas, ainda têm de enfrentar suspeitas em seu próprio ambiente famíliar, de trabalho e no círculo de amizades, sem contar as condições psicológicas que certamente não são das melhores, necessitando de apoio nesse campo também.

Paralelamente, alguns sacerdotes procuraram e ainda procuram explicar tais fenômenos, em geral, sem conseguir convencer ninguém. As manifestações espíritas que acompanham essas ocorrências têm sido dadas por espíritos inferiores, que se referem apenas aos motivos cármicos, não fazendo referência ao mecanismo do endopport.

De acordo com pesquisas sobre apport realizadas pelo prof. Friedrich Zollner, na Universidade de Leipzig, existe a possibilidade de interpenetração de corpos estranhos em estruturas materiais fechadas. O fenômeno obsessivo de endopport possui conseqüências físicas materiais, mas sua natureza é moral e, portanto, uma questão de consciência. Nele estão envolvidos dois psiquismos em luta, duas consciências que precisam ser esclarecidas, sendo completamente inútil tentarmos resolver a questão por meios físicos.

Na verdade, temos realmente de recorrer aos processos espirituais da prece, do passe e da doutrinação. Essas são as únicas formas capazes de agir sobre entidades obsessoras e espíritos em geral, como Kardec ensinou, pois provêm da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento dos espíritos desencarnados. Assim sendo, os princípios doutrinários do Espiritismo nos obrigam a atender e socorrer o obsessor e sua "vítima", dissuadindo o primeiro de suas intenções vingativas e o segundo de sua atitude passiva e conformista.

As curas para casos de vampirismo existem, mas como diz André Luiz, "a graça do céu não desce a esmo, tem que ser merecida". E este merecimento é medido pelo esforço e dedicação desenvolvidos por aqueles que ainda estão ligados ao ódio e à vingança contra inimigos do passado. Com grande sabedoria e discernimento, Emmanuel explica que "no campo do espírito, as penas podem ser diminuídas e até extintas, desde que o aprendiz do evangelho esteja disputando o favor de servir ao próximo".









Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 58.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Toré e Terecô

Toré

O Toré de origem ameríndia, onde as pessoas buscam remédios para sua doenças, procuram, conselhos com os cablocos que baixam. O Mestre defuma receita aconselha. Certamente é o mesmo Catimbó dos arredores dos hrandes cenros nordestinos, onde destituídos de melhores pndições financeiras procuram-no como oráculo, para minorar seus penares e desditas.

No Toré não são invocados espíritos brancos, isto é, espíritos de pessoas que morrera. No Toré baixam só caboclos e também alguns juremados. Juremado é o que está nos ares, quado ainda vivo bebeu jurema ou ao morrer estava sob uma juremeira. O juremado é um espírito em caboclizaçãoo que o torna não perigoso.

Terecô.

É a denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de codó. Além de muito difundido em outras cidades do interior e na capital maranhense, o terecô é também encontrado em outros estados da federação, integrado ao tambor-de-mina ou a umbanda.

Em Codó tanto no passado como na atualidade alguns terecozeiros ficaram também famosos realizando trabalhos de magia por solicitação de clientes ávidos por vingança, de políticos ou de pessoas dispostas a pagar por eles elevadas somas o que lhe valeu fama de terra do feitiço. Afirma-se que neste trabalhos e práticas terapêuticas os terecozeiros associam à sabedoria herdada de velhos africanos entos indígenas, práticas do Catimbó e da feitiçaria européia e que também apóiam no tambor-de-mina, na umbanda e na quimbanda que se encontra em expansão no codó.

sábado, 13 de junho de 2009

O Catimbó

O Mito, o preconceito e o erro na definição

Entre muitos que freqüentam terreiros de Umbanda e Candomblé, Catimbó é sinônimo da prática ou seja da macumba em sí. Para outros, de Umbanda, trabalhar no Catimbó está associado ao uso de forças e energias de esquerda ou negativa. Esta é uma visão equivocada. Qualquer prática mágica pode ser usada com qualquer finalidade, mas, o objetivo do Catimbó é a evolução dos seus Mestres através do bem e da cura. Se o mal é feito, isto pode ocorrer pelo erro do medium ou pela necessidade de justiça a quem pede.

Catimbó é de base religiosa catolica e não afro-brasileiro

O Catimbó é uma prática ritualista mágica com base na religião católica de onde busca os seus santos, óleos, agua benta e outros objetos litúrgicos. É também uma prática espirita que trabalha com a incorporação de espíritos de ex-vivos (eguns ou egunguns) chamados Mestres e é através deles que se trabalha principalmente para cura, mas também para a solução de alguns problemas materiais (como a Umbanda) e amorosos, mas, é importante destacar que a prática da cura é a principal finalidade.

Não se encontra no Catimbó, nas suas práticas e liturgias os elementos das nações africanas de forma que classificar o Catimbós como uma seita afro-brasileira é um erro. Mestres não se subordinam a Orixá e fora o aspecto de que certamente ele é, também, praticado por Negros não existe outra relação direta com a religião africana.

Para aqueles que consideram o Catimbó afro-brasileiro eu apenas pergunto: Onde estão os elementos Afro-brasileiro?

De fato a mitologia e teogonia do Candomblé é rica e complexa, a do Catimbó é pobre e incipiente, seja porque a antiga mitologia indígena perdeu-se na desintegração das tribos primitivas, na passagem da cultura local para a cultura dos brancos, que estavam dispostos a aceitar os ritos, porém não os dogmas pagãos, na sua fidelidade ao catolicismo – seja porque o Catimbó foi, mais, concebido como magia do que como religião propriamente dita, devido sobretudo aos elementos perigosos e temíveis e às perseguições primeiro da igreja e depois da polícia.

Além dos dogmas da religião católica o Catimbó incorpora componentes europeus como o uso do caldeirão e rituais de magia muito próximos das praticas Wiccas. Tanto dos europeus como dos brasileiros o uso de ervas e raízes é básico e fundamental nos rituais. Cada Mestre se especializa em determinada erva ou raiz.

Não existe Catimbó sem santo católico, sem terço, sem agua benta, sem reza, sem fumaça de cachimbo e sem bebida, que pode nem sempre ser a Jurema (como eu disse Catimbó não é o Santo Daime).

domingo, 19 de abril de 2009

A vida de Ramatis - A história de um grande mestre universalista

A vida de Ramatís - a vida de um grande mestre universalista, seus discípulos, sua obra, seus médiuns e a história da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Um filme de produção independente, criado pela iniciativa de Dalton Packer e disponibilizado na internet por - http://www.consciencial.org/

domingo, 12 de abril de 2009

Apometria

Na medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se descortinando e o conhecimento das leis espirituais, que antes era privilégio de poucos, vai sendo revelado abertamente aos pesquisadores isentos de preconceitos.

A utilização da apometria pode ser considerada como parte da evolução no tratamento espiritual, embora muitos espíritas e espiritualistas ainda não a aceitem ou a utilizem, talvez por falta de uma divulgação adequada e uma maior interação com o assunto.

A apometria é uma técnica que consiste no desdobramento espiritual (emancipação da alma, viagem astral ou projeção da consciência) por intermédio do comando da mente. "Representa o clássico desdobramento entre os componentes materiais somáticos do homem e sua constituição espiritual", de acordo com a definição do livro Apometria- Novos Horizontes da Medicina Espiritual, escrito pelo médico Vitor Ronaldo Costa e publicado pela Casa Editora O Clarim, em 1997.

Esse estado de emancipação da alma dá maior possibilidade ao médium de executar as tarefas assistenciais no plano espiritual, por poder expandir, dessa maneira, sua capacidade sensitiva, além de permitir que esteja no mesmo plano de atuação do desencarnado. Ao mesmo tempo, o paciente, que também fica em estado de emancipação, facilita seu atendimento. Isso ocorre porque no plano astral o campo energético, assim como os desequilíbrios, podem ser observados de uma forma mais ampla pela equipe tanto de trabalhadores encarnados como pelos espíritos benfeitores.

Porém, os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. "Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo", relata o médico e autor Vitor Ronaldo. Ele complementa dizendo que a técnica da apometria, quando bem aplicada e sob a cobertura dos bons espíritos, realmente se destaca no diagnóstico de certeza e na condução da terapêutica mais indicada.



A descoberta
Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.

Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.
Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.

Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. "APÓ" significa "além de" e "METRON" se refere à "medida" por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.

Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim

Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica.

Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.

Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.



A utilização
Por intermédio da projeção do perispírito, o médium pode ver e ouvir os espíritos, até mesmo trabalhar no resgate de espíritos sofredores. De acordo com dr. Lacerda, no atendimento aos enfermos, por meio da projeção, coloca-se o médium em contato com as entidades médicas do plano espiritual.

Simultaneamente, o mesmo procedimento é feito com o doente, o que possibilita o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados, assistidos pelos médiuns em projeção que relatam os fatos que estão ocorrendo durante o tratamento.
Também pode ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões. Essa eficácia acontece em virtude dos espíritos protetores se encontrarem no mesmo plano dos assistidos, podendo agir com maior profundidade e mais rapidez.

Vale lembrar que a projeção do perispírito, tanto do médium quanto do enfermo é obtida por intermédio do emprego de um determinado número de impulsos magnéticos, semelhantes aos passes. Embora a apometria seja uma técnica bastante simples, sua aplicação exige cuidados especiais, como uma cobertura espiritual de nível elevado. Deve ser realizada por grupos de trabalho constituídos para essa finalidade, com atividades regulares como qualquer outro grupo dedicado aos trabalhos de caridade, além da harmonia entre os componentes da equipe.

A apometria tem sido utilizada por muitos grupos como técnica eficiente em auxiliar nos processos obsessivos, já que em geral, as perturbações espirituais decorrem da ação de obsessores. Os espíritos obsessores – na verdade, espíritos infelizes – são afastados, recolhidos e conduzidos para hospitais espirituais, de acordo com seu padrão vibratório. O estado de emancipação da alma possibilita que os médiuns possam observar melhor as ligações obsessivas, as áreas do organismo perispiritual atingidas, entre outros fatores.

Isso torna o tratamento muito mais completo por possibilitar o atendimento tanto do paciente quanto dos espíritos perturbadores que o acompanham. Na maioria das vezes, o enfermo nada registra, a não ser em casos de pessoas com maior sensibilidade.



Tratamento integral
Chegará um tempo em que a medicina tratará o Homem de forma integral, unindo os tratamentos físico e espiritual realizados por médicos encarnados e desencarnados. Mesmo porque, a maioria das doenças se inicia no perispírito e depois se manifesta no corpo físico.

Segundo relatos de pesquisadores e de grupos que utilizam a metodologia, independente de religião ou credo, sua aplicação adequada poderá cada vez mais ajudar a expandir o campo da medicina integral. E quanto mais conhecida essa técnica, mais auxiliará os espíritas nos trabalhos de desobsessão e atendimentos espirituais. Paralelamente, novos horizontes se abrirão quando a medicina reconhecer a existência do espírito e que uma infinidade de enfermidades que se manifestam na atualidade podem ter sido causadas no corpo perispiritual em existência passada.
Entrevistamos o dr. Vitor Ronaldo Costa, conhecido médico e pesquisador espírita que utiliza a técnica da Apometria no tratamento, identificando as causas mais profundas das doenças.


Publicado na Revista Cristã de Espiritismo - ed. 30

domingo, 14 de dezembro de 2008

Os mentores de cura

Quem São
Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. Alguns deles não demonstram muito sentimento mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tedem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.

São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se extendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Métodos de Trabalho
Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.

Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

Alguns deles são:

Cirurgia Espiritual - É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc...). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

Cirurgia Perispiritual - É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determidados.

Visita Espiritual - É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc...

Cromoterapia - É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

Fluidoterapia - É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito.

Reiki - É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.

Homeopatia - Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado.

Outros - Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc...

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

OBS: Para o momento davisita espirituale cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.


Como interagem com os médiuns

Incorporação

É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.



Intuição

Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrabalhe nas indicações dadas pelo mentor.



Psicografia (Receitistas)

Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos e medicamentos (que em alguns casos podem até mesmo ser da medicina comum).





Equipes Espitituais

Cirúrgicas - São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc... Apnas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.

De Oração - Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia gelal do ambiente onde está o paciente, asiim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo.

De Proteção - Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

De Passes (passe espiritual) - Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos asistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

De Apoio - Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.





O que curam e o que náo curam

Males Físicos

A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.



Males Mentais

Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enchaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.

Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.



Males Kármicos

Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.

As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.

Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.



Males Espitituais

São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc.

Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.


A Sessão de Cura (O visível e o Invisível.)



Os Pacientes

O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes daconsulta, davisitae dacirurgia espiritual.



A Preparação

Muito tempo antes dos portões da casa espírita se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.

Os procedimentos começam com o isolamento da casa espírita que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.

Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.

Fora da casa espírita, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.

Quando os médiuns chegam a casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem indvidual para o início dos trabalhos.



A Mesa

A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns quedevem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).

Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.





Os Médiuns

Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.



O Encerramento

No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também pode romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o digigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O mal, o remédio e a cura

Autor: Joel Marcos Figueiredo


Podemos estar enganados quando achamos que a origem de nossos males está em nosso organismo físico ou nas coisas externas. A causa das doenças morais e físicas estão mais no íntimo de cada um do que propriamente no corpo material. Este último é sem dúvida o local onde se manifestam as doenças que têm também origens psíquicas, emocionais ou espirituais.

Tornou-se uma prática comum os médicos receitarem tranqüilizantes para pessoas que estão com sintomas que aparentemente têm como causa anomalias num órgão digestivo, cardíaco etc. Sabem estes profissionais que se faz necessário atacar a causa. Porém, uma vez constatado o mal, lutam de todas as formas para equilibrar o paciente, principalmente medicando o ser para que ele não sofra tanto até que seja sanada a raiz da enfermidade.

Temos no Centro Espírita fatos semelhantes ao que ocorre no cotidiano das clínicas médicas. Referimo-nos às doenças de ordem espiritual, emocional e a busca à Casa Espírita para solucionar estes males. Ao chegarmos ali, queremos que nos tirem, num espaço curto de tempo, o mal que estamos vivenciando. Nada mais natural, para quem está sentindo na “pele” dramas terríveis. Ocorre que neste processo terá que haver a conscientização do ser para que haja uma melhora verdadeira.

A Casa Espírita orienta com base na Codificação Kardecista, tendo o dever de assistir o necessitado levando-lhe a orientação. O esclarecimento é primordial para nos mantermos equilibrados. No entanto, outros meios deverão ser usados para o auxílio dos enfermos ou simplesmente para ajudar aqueles que ali vão buscar um fortalecimento.

O Passe, por exemplo, sempre foi um poderoso complemento, pois é o remédio que ataca o efeito, aliviando-nos até que seja curada a raiz do mal. Ocorre porém, que alguns se enganam ao pensar que ele é a única solução. E outros erram em querer eliminá-lo por achar que ele nem sempre é necessário. Trata-se de um dever da Casa Espírita orientar o público, mostrando o que é esta energia, para que serve, e quais seus benefícios.

E o espírita, deve tomar Passe? Conhecendo a realidade humana, torna-se difícil dizer se este ou aquele não precisa receber um fortalecimento fluídico. Por mais que nos esforcemos, estamos longe de ter o equilíbrio desejado. Se o passe pode nos recompor, por que deixá-lo de lado? Qual o motivo? Medo da mistificação? Do ritualismo? De criarmos “Papa-passes”? Isso tudo não existirá se fizermos com responsabilidade.

O Passe é usado há milênios e mesmo na época de Jesus não era novidade. O Mestre fez uso desta prática levando auxílio e curando a muitos. Allan Kardec em diversos trechos de sua obra se refere à importância da transmissão desta energia.

Façamos uso do remédio que nos alivia, conscientes de que a cura virá a partir do momento que atacarmos a causa de nossos males: a ignorância espiritual.

(Fonte: Jornal Boa Nova – Edição: 17 – Março – Abril – 1998)