Mostrando postagens com marcador Ensinamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ensinamento. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de junho de 2012

O que Mateus (4,4) ensina a nós umbandistas?

O que Mateus (4,4) ensina a nós umbandistas?

"Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).
Esquecemos, na maioria das vezes, que ensinamentos espirituais legítimos, independentes de sua origem e forma de apresentação, têm um caráter universal.
Assim não prestamos muita atenção naquilo que procede da sabedoria de outras religiões, principalmente daquelas que geralmente discriminam a Umbanda.
Em Mateus, como destacamos acima, encontramos uma exortação para algo que deveríamos incorporar em nosso dia a dia como umbandistas - a PALAVRA!
Para os cristãos uma das principais interpretações deste versículo é de que não vivemos apenas do alimento corporal, mas também do alimento espiritual. Em outras palavras, como li em um fórum protestante, "precisamos de Deus em nossas vidas e não apenas das coisas materiais". Mais ainda, "temos que ter fome da palavra de Deus (Bíblia) para que possamos todo dia termos uma maior intimidade com Deus" [sic].
Sei o que vocês devem estar pensando... Está parecendo conversa de católico carismático e abordagem de evangélico pentecostal isso nada tem haver com a Umbanda. Ledo engano! Na minha humilde opinião rejeitamos a PALAVRA na mesma proporção que necessitamos dela em nossas vidas.
Fazendo uma breve analogia, o "pão" no versículo de Mateus remete ao alimento natural, ao plano material, por correlação ao que é físico, concreto e objetivo. Por outro lado, a "Palavra" remete a leitura, os ensinamentos e os estudos que alimentam alma, como também ao plano espiritual e por consequência o que é sutil, abstrato e subjetivo.
No movimento umbandista, já há bastante tempo, o "fenômeno" é o que de mais físico, objetivo e concreto tem relevância no dia a dia do adepto. Como fenômeno estou aqui denominando de uma forma ampla, todo o fato, aspecto ou ocorrência espiritual passível de observação e experiência pelas pessoas no nosso universo religioso.
Quando eu coloco a questão física, objetiva e concreta do fenômeno é porque invariavelmente as pessoas, sejam adeptas ou consulentes esperam sempre da religião algum tipo de resultado. Em outras palavras e sem querer generalizar, apenas quando o fenômeno gera algo de concreto é que acontece a conexão entre as pessoas e a Umbanda. O substrato gerado por essa conexão é o que chamamos de crença e não fé, já que fé, no meu entendimento, é totalmente diferente de crença, tem outra origem e composição. Esclarecendo melhor, na minha visão, CRENÇA é acreditar em algo com o mínimo de lógica e racionalidade de forma a conseguir argumentar e fundamentar ao menos para si mesmo. FÉ é "transintuitiva", vai além da racionalidade, pois ela é internalizada na alma. É ter certeza sem precisar de provas, é reconhecer a verdade sem precisar acreditar que ela o é.
Baseado nessa diferença é que muitos acreditam, creem, uma crença religiosa eivada de racionalismo (aqui colocado como "atividade do espírito de caráter meramente especulativo"), de obediência rigorosa á ortodoxia de doutrinas e respaldado por um pseudo-cientificismo religioso. A fé passa ao largo ou é confundida com tudo isso.
Para o adepto o fenômeno principal e imediato é a mediunidade e dentre os seus vários tipos de manifestação a mais desejada, a mediunidade de incorporação. É preciso se ter uma ou várias entidades e incorporar significa ser um igual aos demais médiuns da gira, fazer parte, conquistar um papel importante no seio de sua casa espiritual. Eu sempre exemplifico que o sonho de consumo de um adepto na religião segue o seguinte padrão, não necessariamente nesta ordem e sem a obrigação de englobar todos os tópicos, lembrando que cada caso é um caso:
1. Deseja frequentar um terreiro;
2. Ao freqüentar, quer fazer parte da corrente (vestir uma farda, ter uma guia no pescoço etc.);
3. Ser MÉDIUM preferencialmente de incorporação;
4. Ter um cargo hierárquico e/ou uma função de relevância;
5. Aprender sobre fundamentos e magia;
6. Ser consagrado sacerdote;
7. Por fim, ser um Sacerdote ou Sacerdotisa reconhecido(a), com casa aberta, assistência lotada, além de muitos filhos espirituais.
Evidentemente, que não vemos nada de errado em se almejar essas conquistas. O errado está em transformar tudo isso no motivo para ser umbandista, ou pior ainda, enxergar apenas isso na religião.
Para o consulente o fenômeno é o resultado alcançado, o "milagre" em sua vida, as realizações dos pedidos, a cura etc. O problema é que quanto mais resultados se obtêm, mais resultados se deseja alcançar. Usando uma analogia pobre é a mesma relação de uma torcida com o time de futebol da sua preferência. Enquanto o time está invicto e ganhando campeonatos tudo corre a mil maravilhas. Basta uma derrota ou uma sequência delas para a revolta tomar conta da torcida, sendo o responsável pela má fase e o primeiro a ser punido o técnico do time. Com o consulente não é diferente. Basta não se alcançar um resultado positivo, que a relação se deteriora e o até então poderoso Pai/Mãe-de-Santo , já não é mais visto com os mesmos olhos de admiração, respeito e confiança. Um "quê" de desconfiança começa a pairar no ar e acaba levando este consulente a ir atrás de outros que possam vir a de fato resolver a sua fieira interminável de necessidades, pedidos e desejos.
Sob esse prisma de resultados a qualquer custo, a todo tempo e hora e um atrás do outro, filhos espirituais agem muitas vezes como os consulentes e consulentes como filhos espirituais. Ambos se justapõem aos cobrarem seus direitos, resultados e os "milagres" (de preferência os de caráter material) que o Pai/Mãe-de-Santo devem concretizar em suas vidas. Responsabilidades e deveres para quê? Consciência das consequências de seus pedidos e desejos, nem pensar. Enxergar a falta de necessidade de muito dos pedidos ou resultados que se desejam alcançar isto sim é querer que um milagre aconteça.
Se fizermos uma enquete para sabermos o motivo pelo qual as pessoas são adeptos ou consulentes da Umbanda quantos responderiam:

a) quero me transformar em uma pessoa melhor;
b) quero evoluir espiritualmente;
c) desejo encontrar o Sagrado;
d) a Umbanda é o meu 'religare' com Deus e o mundo espiritual;
e) desejo praticar o bem, o amor e a caridade.
Se fosse um teste de respostas objetivas teríamos que acrescentar mais uma:
f) nenhuma das respostas anteriores.
Esta última seria a resposta mais marcada se as pessoas tivessem coragem de olhar no espelho de suas consciências respondendo a verdade.
Sei... Vocês acham que estou pegando pesado, carregando na tinta. A bem da verdade, um dos principais motivos que mantenho esse blog ativo é realizar um exercício pessoal de reflexão sobre a Umbanda e uma análise crítica do movimento umbandista.
Mais uma vez repito, eu enxergo uma diferença clara entre a Umbanda, a religião, e o movimento umbandista (conjunto das pessoas que dela fazem parte). A Umbanda é uma gnose completa em si mesma. Um religare legítimo, milenar, profundo e completo. O movimento umbandista, no entanto, com raríssimas exceções, está muito distanciado da essência da religião e preso por demais a forma. Importante frisar que não me considero incluso nas 'raríssimas exceções', ao contrário ainda tenho que derramar muito suor na lida umbandista para chegar lá.
Ao realizar uma análise crítica, o meu objetivo é colaborar para o despertar de uma atitude dos meus pares no intuito de mudar muitas das realidades equivocadas que encontramos no dia-a-dia do nosso movimento religioso. Realidades essas que por sua capilaridade e enraizamento em nosso seio geram uma percepção errônea da Umbanda. Haja visto, o estereótipo com que somos taxados: macumbeiros, catimbozeiros (sem que as pessoas tenham a mínima ideia do significado destes termos), praticantes do baixo espiritismo, da magia negra entre tanta coisa que imputam a todos nós.
Geralmente, a nossa reação é de classificarmos essas percepções errôneas como discriminação e preconceito, ou o termo mais em voga na atualidade, intolerância religiosa. Com respeito a isso nos valemos rapidamente das leis em vigor (graças a Zambi elas existem), defendemos arraigadamente nossos direitos de livre expressão religiosa, mas no entanto continuamos calados, sem tomarmos uma atitude, no mínimo proativa, para fazermos uma divisão, bem definida do que somos e praticamos, daquilo que os outros se valem da nossa religião para angariar lucros financeiros, por exemplo. ‘Pais e Mães de poste’ são representantes diretos do que estou falando.
Muitos desejam resolver essas realidades equivocadas através da fórmula mágica da ‘codificação’ e da ‘solução final’, ou seja, o expurgo do seio da religião de tudo aquilo que um conjunto de ‘eleitos’ definissem que: NÃO É UMBANDA!
Realizado essa faxina doutrinária e ritualística teríamos uma ‘umbanda’ alvíssima, limpa e completamente desinfetada, podendo assim iniciar o seu processo de reconhecimento por parte da sociedade e reclamar o seu direito inequívoco de igual às grandes religiões da civilização.
Evidentemente, que teríamos que formatar um código doutrinário e ritualístico, alguns dogmas seriam de bom tom que passassem a existir, precisaríamos de todo um conjunto de leis e um manual rígido de conduta moral, um tribunal eclesiático para aplicar essas leis seria necessário. Aos infratores uma punição exemplar, aos renitentes quem sabe se valer da velha e saneadora “caça às bruxas”, ou promover uma reedição umbandista da famigerada “inquisição”. Melhor ainda, que tal as escolas umbandistas serem taxadas de seitas heréticas e convocarmos uma ou várias ‘cruzadas’ para combater a heresia pagã?
Quem sabe decidirmos que todos os umbandistas nascem com o ‘pecado original’ da diversidade e que desta feita é necessário que ele siga a risca o catecismo desta nova ‘umbanda’ para ter então o direito de ir para o paraíso (Aruanda), caso contrário ao inferno (trevas). É claro se ele pagar corretamente as salvas de uma série de obrigações ao longo de sua vida umbandista, ele terá as indulgências necessárias para remir os seus pecados e diminuir os seus dias de trevas.
Brincadeiras à parte é preciso que se diga:
Antes de codificação precisamos é de CONSCIENTIZAÇÃO.
Menos forma mais ESSÊNCIA.
No lugar do que é e o que não é, IDENTIDADE.
Deixar de discussões sobre as nossas diferenças e buscar nos aproximar pelas SEMELHANÇAS.
Ao contrário de nos fascinarmos pelo fenômeno, nos encantarmos pela PALAVRA.
Huberto Rohden no livro “A Mensagem Viva do Cristo” comenta que: “Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé"
Retornando a Mateus vimos que: "Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus"
Falta-nos conjugar o VERBO em nossas vidas. Falta o ensinamento e a prática da PALAVRA em muitas searas umbandistas.
PALAVRA que nos transformem em pessoas melhores, que nos religue conscientemente com o Sagrado.
PALAVRA exaustivamente expressa pela sabedoria do mundo espiritual umbandista (entidades espirituais) e que não consegue calar fundo em nossos espíritos tão preocupados e ocupados com a forma em detrimento da ESSÊNCIA.
Buscamos sim o conhecimento. Conhecimento este que satisfaça ao nosso intelecto. É só ver qual o tipo de estudos e ensinamentos são os mais procurado nos terreiros? Quais os tipos de cursos que interessam as pessoas? Mediunidade, Magia e Sacerdócio para ficarmos no exemplo. Estão errados os terreiros que promovem este tipo de aprendizado? Não. Como se estuda em economia é uma questão de oferta e demanda. Estarei então jogando a responsabilidade em cima das pessoas sobre o que lhes é ofertado? Sim estou, mas também chamo a co-reponsabilidade de dirigentes umbandistas para que isso não se transforme na única causa válida.
Esses tipos de estudos, ensinamentos e cursos fomentam para muitos apenas a crença e não a fé. Proporciona o aumento do conhecimento e não a conquista da sabedoria. Produz o desenvolvimento intelectual e não a evolução espiritual.
Ao valorizar o fenômeno no lugar da palavra nos aproximamos do efeito e não da causa. Nos distanciamos da origem e do cerne da questão de nossas existências.
Precisamos da PALAVRA que nos conecte, que realize a nossa comunhão com Deus, que nos sintonize com o Sagrado expresso na natureza e no mundo espiritual.
PALAVRA que nos restitua a fé, que transmute o nosso corpo em um verdadeiro templo espiritual e faça a nossa alma transcender do conhecimento adquirido (crença), para a consciência plena do microcosmo imerso no macrocosmo, do ser individual para o cidadão planetário, do ser espiritual kármico para o ser uno com o cosmo.
A Umbanda proporciona o caminho para que todos nós possamos Saber, Fazer, Viver e Ser com toda a plenitude espiritual. Para isso:
Não só do fenômeno deveria viver o umbandista…

domingo, 11 de março de 2012

Um pouco sobre Quimbanda

Primeiramente começo fazendo a distinção entre as palavras KIMBANDA e QUIMBANDA:


KIMBANDA: significa curandeiro no idioma kimbundu (idioma bantu falado na Angola); Os negros bantus trouxeram-na para o Brasil.

QUIMBANDA: culto com influência banto e permeado pela magia negra europeia.

MAGIA NEGRA: “ toda a magia que visa produzir umefeito aqui, em nossa realidade, é Magia Negra, seja para conseguir dinheiro,fazer alguém arrumar emprego, causar dano, ou até mesmo curar.”1 O mal aparece de acordo com a intenção de quem à pratica.

Ao pesquisarmos a palavra KIMBANDA na internet encontramos 99% das vezes a palavra ligada à magia negra eao mal propriamente dito. Mas geralmente os escritores destes textos se quer frequentaram um dia a Kimbanda, ese acham no direito de falar do que não sabem e atribuir a nós o que não nos pertence.

A Kimbanda nada mais é que “A Paralela Passiva da Umbanda”, trabalha mais com Exus do que outras entidades,mas nos desenvolvemos também com nossos guias Caboclos e Pretos-Velhos, e temos muito amor e respeito por eles.

A kimbanda é comandada pelos Exus Guardiões que executam a lei Kármica em nome das entidades superiorescomo os caboclos e pretos velhos.

Esta religião é perseguida historicamente, pois na tentativa de exercer um poder maior sobre seus fiéis aIgreja Católica utilizou-se da doutrina de Zoroastro, que prega que há um céu com um Deus Do bem e umInferno com um Deus do mal, e como exu trabalha na encruzilhada, cemitério e todos os locais considerados perigosos,não foi difícil para algumas pessoas dizerem que exu era o diabo Cristão.

Exu é uma entidade que atua como policial no baixo astral, que combate os kiumbas, e são entidades quedão o que é justo para cada um, mesmo que esta justiça para alguns seja considerada como um mal,mas é o que cada um merece, pois quem planta vento colhe tempestade.

Sabemos também que muitos destes títulos que recebemos vêm através de pessoas que pensam somente em lucros financeiros,e muitas vezes fingem ser médiuns (ou exploram sua mediunidade) e exploram a boa fé das pessoas dizendo que exu faz tudo,bem e mal e se vende por qualquer coisa...

Também há este preconceito em relação a Exu pelas imagens que são vendidas para os terreiros, os exus e pombagirascarregam chifres, patas, rabo, são deformados isto assusta os ignorantes e nos prejudica ao mesmo tempo, pois somos taxados de servidores do mal.

Minha mediunidade me permite enxergar e ouvir as entidades, desde pequena convivo com meu exu,e ele é muito bonito e os outros que trabalham na corrente também vejo-os em forma humana, todos muito bonitos.

Cabe a nós esclarecermos que não são as entidades que são más, mas sim o médium que teve a oportunidadede vir se redimir prestando a caridade e servindo a Deus, e decide fazer maldades desenfreadamente em trocade dinheiro e outras vantagens.

Vale ressaltar que estas pessoas más e desonestas encontramos em diversas religiões não só Umbanda e Quimbanda.

Contribuição de Natália Cunha

sábado, 12 de novembro de 2011

Princípios educacionais da Umbanda

Por: Danilo Reis de Matos Oliveira

Educar é todo ato de ensino-aprendizagem, toda ação em que há troca de saberes. A educação acontece em todos os lugares, mas de forma diferenciada. O mesmo se aplica a religião: todo lugar em que há interação, há educação.
A palavra religião é de origem latina, vem de religio, que se traduz em "prestar culto a uma divindade", "ligar novamente" ou simplesmente "religar". Sendo assim, entende-se como religião as crenças e valores inerentes do que o ser humano vislumbra como sobrenatural, seus rituais e códigos morais que derivam destas crenças(AZEVEDO, 2010,p.7).
Para delimitar o campo de estudo, às religiões de matrizes africanas serão aqui denominadas como umbanda ou, umbandomblé , por serem as mais frequentes em Itaberaba.
A umbanda surge da necessidade de assistir os espíritos ancestrais, como os espíritos indígenas, que no candomblé eram tidos por egum , e para os kardecistas eram espíritos "sem cultura" e não podiam trabalhar nestes centros.
Mesmo que cada Casa tenha particularidades no culto, "a doutrina, como uma regra ou conduta moral" é imprescindível para condução dos trabalhos no terreiro. Essas práticas religiosas têm doutrinas diferenciadas de casa para casa, contudo alguns preceitos são onipresentes em todos os seus seguimentos. Não é como nas outras religiões que possuem um livro canônico que regem suas atividades. Mas absorve o que há de bom em todos os seguimentos religiosos para por em prática o princípio da caridade.
A umbanda é uma religião própria, uma verdadeira africanização da religião brasileira, pois o culto aos ancestrais já acontecia na África, nas terras dos bantos, antes da colonização européia (AZEVEDO, 2010, p.132) e a religião indígena também prestava culto aos antepassados. Nela estão presentes elementos africanos, ameríndios, bruxaria européia, Kardecismo e cristianismo, sendo influenciada ainda pelas culturas orientais (AZEVEDO, 2010, p.24). Não é puramente incorporação, ritualismo e coreografia, mas, sobretudo o espiritual, buscando a razão da existência (ORPPHANAKE, 1995, p. 42).
Como ápice da religião está uma divindade criadora do universo. Ao contrário do que propagaram as religiões cristãs, a umbanda não é uma religião que cultua vários deuses, mas um Deus supremo, chamado Olorum , Zambi , Oxalá , Tupã ou Jesus Cristo. Portanto, esta é uma religião monoteísta, "com uma hierarquia organizada abaixo do Deus único" (AZEVEDO, 2009, p.19). Presta-se um culto secundário aos Orixás "como manifestações divinas", as entidades espirituais e os guias, que são espíritos ancestrais, evoluídos, que se incorporam aos médiuns para desenvolverem trabalhos em prol da humanidade (AZEVEDO, 2010, p. 8-9).
A própria etimologia da palavra "umbanda" nos remete ao monoteísmo, pois esta deriva dos fonemas aum (a Divindade suprema), ban (conjunto ou sistema) e dan (regra ou lei), que pode-se interpretar como "o conjunto das leis divinas" (AZEVEDO, 2010, p. 132).
No culto aos orixás como divindades secundárias, observa-se o princípio educacional primordial da umbanda: o respeito à natureza. Os orixás são em sua essência natureza. As questões ritualísticas, como oferendas feitas nas cachoeiras e nas matas são motivo de constante discussão entre ambientalistas e umbandistas. Mas desde o ingresso na religião, estes são instruídos a preservação ambiental. Ao desperdiçar água, por exemplo, o homem estará ofendendo a Oxum e Iemanjá, que são a própria água. O orixá é em si, natureza.
AZEVEDO diz:
[...] vemos o culto aos orixás como manifestação divina. Cada Orixá controla e se confunde com um elemento da natureza, do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência. O culto também ocorre nas Casas de raiz indígena, que o fazem valendo-se dos deuses daquele panteão [...] (2009, p.19).
Além do culto aos orixás, presta-se um culto terciário: aos pretos-velhos, caboclos, boiadeiros, marinheiros, baianos e outras entidades que assumem caráter regional. Como seguem uma hierarquia, os caboclos ocupam a mais alta falange.
Há também outra entidade que é cultuada em todo seguimento de umbanda: Exu. Esta entidade, importantíssima no culto, foi erroneamente sincretizado com o diabo cristão. Contudo as concepções de diabo e inferno não estão presentes nas religiões afro-brasileiras. Sobre isso, CUNHA JUNIOR diz:
"Os diabos e demônios não fazem parte da cultura africana. Sendo assim, as religiões de base africana não conhecem estas figuras e não têm nada a ver com elas. Por racismo contra a população negra é que pessoas desinformadas dizem que Candomblés são cultos de natureza diabólica [...]" (2009, p. 97).
Exu é um espírito neutro, que serve como mensageiro por ser "dono" das encruzilhadas. O orixá Exu não é cultuado na umbanda, mas sim espíritos que trabalham sobre sua vibração, como Pomba giras e exus de rua (AZEVEDO, 2010, p. 49).
Existe uma critica ferrenha aos sacrifícios de animais que são realizados nos rituais umbandistas. Mas, o sacrifício tem papel fundamental na ritualística. Mesmo assim, os próprios praticantes da religião têm consciência que é preciso ter limites, pois acima de qualquer coisa é preciso ter "respeito à vida que ali está sendo imolada".
Muitos acusam a religião sob alegação de que, "os sacrifícios podem contribuir para extinção de animais", mas os animais utilizados nesses rituais não fazem parte da fauna brasileira, pois são domesticados e servirão de alimento. Animais selvagens não são utilizados nos rituais por conservarem uma energia que pode causar desequilíbrio no ritual.
Não há, em hipótese alguma, desperdício nos ritos umbandistas, pois, somente o sangue, as vísceras e a cabeça alimentam a entidade, pois simbolizam a vitalidade e a consciência. A carne é totalmente aproveitada e serve para alimentar os presentes em dias de festas ou dias comuns.
Essa é uma herança africana. Eles viam a alimentação como um ato sagrado, "por isso os deuses, espíritos naturais e antepassados também comem". Assim, o sacrifício é necessário para equilibrar o axé (AZEVEDO, 2010, p.135-137).
Acredita-se que, toda pessoa ao nascer tem sua "cabeça" oferecida a um orixá, que regerá a vida do filho em todos os aspectos. O filho também é assistido de outros guias espirituais que, pela hierarquia, estão abaixo do seu orixá. Acredita-se que cada pessoa tem sete orixás regendo sua vida, e merecem o zelo do seu pupilo.
Há também um respeito aos valores humanos como: a fraternidade, a caridade e o respeito ao próximo. Contudo, a virtude máxima de umbanda, seja qual for seu segmento, é a caridade, e dela desencadeiam todas as outras.
A umbanda tem como crenças comuns: a imortalidade da alma, a reencarnação e as leis kármicas (AZEVEDO, 2009, p. 20). Acredita-se que, o espírito imortal recebe a oportunidade de retornar à vida (reencarnar) para "pagar" dívidas das vidas passadas. Alguns reencarnam com o dom da mediunidade, que é a capacidade que o indivíduo tem de se comunicar com o plano espiritual e que, antes de encarnar-se é pedido ao criador, com fim de trabalhar em prol de quem prejudicara em vidas anteriores. A mediunidade manifesta-se independentemente de religião (ORPHANAKE, 1995, p. 16).
O desenvolvimento mediúnico deve valer-se de dois pilares fundamentais: o estudo e o desenvolvimento (AZEVEDO, 2009, p. 22). O conhecimento não cabe somente ao guia espiritual, pois o conhecimento desenvolvido por ele, quando incorporado, a ele pertence. O médium deve buscar seu próprio conhecimento, através do estudo, ajudando-se mutuamente, lhes fornecendo boas condições de trabalho. Assim, um médium sábio será assistido por espíritos do mesmo nível, oferecendo-lhe "condições morais e mentais para tal" (ORPHANAKE, 1995, p. 67). Pois, "a instrução e o conhecimento fazem parte da fé" (AZEVEDO, 2009, p.23).
Outro fator comum às casas de umbanda, assim como no candomblé, são os rituais de iniciação, que introduzem o fiel na religião. Contudo, variam de casa para casa, e geralmente se dividem em: manifestação, adaptação, batismo, culto e os trabalhos, também chamados de obrigações ou festa (AZEVEDO, 2009, p. 20-45).
A utilização de ervas é outro aspecto que merece atenção. São utilizadas em grande parte dos rituais sagrados, principalmente nos banhos e sacudimentos, com função de equilibrar as energias, tanto do ambiente, quanto do corpo. Os banhos podem ser classificados em: descarrego, defesa e energização. Sendo que são utilizados de formas especificas para cada caso, pois cada pessoa tem guias diferenciados (AZEVEDO, 2009, p.48-49).
A mesma importância é dada ao ebó, que é um ritual de purificação, ou uma oferenda pra reequilibrar as energias do filho com as dos seus orixás. É muito utilizado pela umbanda de nação. Deve ser usado única e exclusivamente para este fim, nunca para desejar o mal a qualquer pessoa (AZEVEDO, 2009, p. 55).
O respeito aos mais velhos é outro princípio que merece destaque. Na umbanda, quanto mais idade tem o indivíduo, mais respeitado ele é. Hierarquicamente, ficam abaixo, somente, do babalorixá ou da yialorixá , sendo respeitados mesmo por estes (AZEVEDO, 2009, p.56).
Outro assunto que suscita polemica é o que concerne ao sexo e a sexualidade. A abstinência sexual antes e depois de alguns ritos dar-se por que a energia que o corpo emite durante a atividade sexual é muito intensa, podendo desencadear aspectos tanto positivo, quanto negativo. Durante o ato, o médium, além de perder muita energia, corre o risco de entrar em contato com energias que o desequilibre. Contudo, a atividade sexual é natural e jamais poderá ser tachada de imoral. Assim, este período de abstinência serve para manter as energias em equilíbrio (ORPHANAKE, 1995, p.46-47).
Na umbanda, quando se fala em sexualidade, não se está falando em gênero, mas em essências, masculinas e femininas. Há certas funções essencialmente desempenhadas por homens, outras por mulheres. Contudo, a essência não está ligada a gênero ou ao sexo, pois ela os precede. Há homens com essência feminina, que emanam e concentram essa energia, e o contrario também se dá. Por isso a umbanda não tem restrição alguma a presença de homossexuais em seus cultos, pois para ela o que importa é o espírito, a essência, não a carne (AZEVEDO, 2010, p. 139-141).
O uso do álcool e do tabaco nos rituais é necessário, pois há certas energias que só eles podem emanar. O álcool serve como combustível, por produzir grande energia. Ele ajuda na manutenção do transe, abrindo as portas do subconsciente. O tabaco tem equiparada importância. Contudo, o uso destes deve ser limitado, para evitar problemas. Mas, como essa também é uma questão doutrinária, cada casa tem postura própria (AZEVEDO, 2010, p.133-134).
Na atualidade existem muitos cursos com visas a ensinar as várias "práticas de umbanda", contudo a forma mais sábia de compreender e absorver os valores fundamentais para a boa prática religiosa é vivenciando a religião. Sendo que o método de doutrinação, que a umbanda herdou dos africanos fora a transmissão oral (AZEVEDO, 2009, p.56).
Para AZEVEDO:
[...] nenhum ser humano, especialmente no que concerne aos deuses, é detentor de qualquer verdade universal. A verdade que nos liga ao transcendente é única e verdadeira apenas dentro de nossas almas (2010, p.11).
Enfim, pode-se concluir que a umbanda é uma religião brasileira, que se norteia em um Deus único, no culto aos orixás e espíritos ancestrais, que utilizam da mediunidade para fazerem acontecer: a caridade, a fraternidade e o respeito ao próximo. Acolhe a todos, sem distinção de raça, sexo, classe social... Sua principal virtude, a caridade. E sua lei, a do retorno.



Bibliografia:

AZEVEDO, Janaina. Tudo que você precisa saber sobre umbanda. São Paulo: Universo dos livros, 2010. Volume 1.
____. Tudo que você precisa saber sobre umbanda. São Paulo: Universo dos livros, 2009. Volume 2.
CUNHA JUNIOR, Henrique. Candomblés: como abordar esta cultura na escola. In: Revista Espaço Academico, nº 102. Novembro de 2009. Ano IX. Disponível: periodicos.uem.br/ojs/índex. php/espaçoacademico/ article/viewfile/.../4810 Acesso em: 07/07/2010.
ORPHANAKE, J. Edson. Mediunidade e seus problemas. 3ª Ed. São Paulo: Pindorama, 1995.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vamos fazer uma reflexão?

Muitas vezes as pessoas acham que a Umbanda, mais precisamente, os Guias Espirituais estão a disposição para adivinhações, para dizer se as coisas que almejam, como marido, negócios estão para acontecer, e detalhe, muitas vezes tem que acontecer do jeito que foi planejado, saber de amores que sumiram, e por ai vai...! Claro, que os Guias tem a permissões de falar algumas coisas, como: “tem tudo para dar certo, mas faça a sua parte”, “a pessoa que você almeja está próximo, mas olhe para os lados”, “estamos ajudando para que tudo acontece, mas não vacile nos caminhos, Orai e Vigiai”, alguns trabalhos de ajuda como mandalas, magias, descarrego, desobsessão... mas seguramente, nunca adivinhações ou previsões, se assim fosse, não precisaria mais ter pessoas desaparecidas, era só ir a um Terreiro de Umbanda, também não precisaríamos mais de remédios e nem de médicos encarnados, estaríamos famosos pelos nossos milagres... O que existe meus irmãos é força, determinação, fé, vontade, aliado aos trabalhos espirituais que nossos queridos Guias através de Jesus nos oferece, e assim alcançar o merecimento de ser curado, de receber os bens materiais que lutou para obter, mas o maior de todos, de receber os bens espirituais para crescer e evoluir.

A vida é feita de escolhas, diariamente podemos escolher qual caminho seguir e nesta escolha podemos mudar acontecimentos, como por exemplo, posso ir a uma festa e conhecer uma pessoa legal ou decidir ficar em casa assistindo Big Brother, também posso acordar pela manhã e sair para trabalhar, mas não sem antes xingar São Pedro pela chuva, ou posso acordar e aceitar a previsão do tempo, colocar sapatos mais fechados e chegar no meu trabalho dando bom dia a todos, pois graças Deus tenho um trabalho, tenho meu ganha pão. Eu escolho meus caminhos, eu escolho como cumprir meu carma, ou eu cumpro da melhor maneira possível, ou da pior maneira possível, isso se chama livre arbítrio. Ao reencarnamos nós escolhemos as dívidas a serem pagas, então escolhemos a família, condição social, pessoas que nos cercam e os grandes acontecimentos que iremos ser testados, são as provas terrenas. Concordam que aqui é a grande escola da vida da qual precisamos fazer provas para ver se passaremos de ano ou permaneceremos na mesma série? assim é a grande roda da vida e como diz Caboclo Baiano Zé do Coco “ Oxente, o tempo de encarnado é tão curto que deve ser aproveitado a todo instante”, é verdade, nós vivemos como se essa encarnação fosse eterna e acabamos vivendo o amanhã, esquecendo de viver o presente que nos fortalece para o dia seguinte...

Então você pode perguntar, se eu faço meus caminhos pra que vou a um terreiro para ser ajudado? Eu pergunto: Porque uma pessoa precisa ir à escola, para aprender, não é verdade? Nossos amados Guias são nossos professores, psicólogos, pais, irmãos, amigos, profundo conhecedores das Leis de Deus e vem nos ensinar a andar, ensinar qual melhor caminho a trilhar... Como diz Emmanuel: “ O pastor conduz seu rebanho, mas quem tem que caminhar são as ovelhas” eu adoro essa frase, ela representa bem o que devemos fazer e a quem seguir. Jesus sempre ao curar ele dizia “vai que tua fé te curou”, a doutrina espírita nos explica as enfermidades e curas e qual atuação para se chegar a uma cura, depende de pensamentos e vontades da pessoa que os espíritos benevolentes trabalham nos fluidos já impregnados das qualidades dos pensamentos e sentimentos que os fazem vibrar, essa atuação se dá no perispirito da pessoa, pois quase todas pertubações vibratórias do perispirito se originam as doenças orgânicas e psíquicas dessa ou de outras vivências...mas não vamos entrar nesse assunto, pois para isso, precisaríamos algumas aulas, a intenção é entendermos como temos as rédeas de nossos passos e atos.

Sabendo de tudo isso tenho mas certeza de que minha felicidade depende de mim e de minha fé, mas sei que preciso de ajuda, e essa ajuda eu busco na minha religião que me faz crescer dentro dos caminhos de Deus, os sofrimentos irmãos, são para nossa evolução, bendito aquele que aprende com suas dificuldades, eu aprendi a encarar cada obstáculos como degraus de luz, pois cada um deles me fortalecem, me dando base para suportar a próxima tempestade...

Jesus nos ensina a construirmos nossa casa em cima de uma rocha para quando vier as tempestades, enchentes, ventos... ela esteja sobre bases firmes. Para construirmos essa casa requer muito esforço e dedicação...A rocha representa Jesus e todo seu Evangelho e a casa somos nós, se construirmos nossa vivência em seus ensinamentos alcançaremos a felicidade, como diz Pai Reginaldo: “O evangelho é o único Manual que nos leva a Deus” e novamente como disse nosso Mestre: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Esses dias recebi um texto que tinha uma frase assim: “Para ser Umbandista, devemos saber lidar com a ingratidão”. Refletindo em cima dessa frase simples e curta, porém, sábia e profunda, observamos nos Templos Umbandistas pessoas que freqüentam e realmente com algum tempo, fazem mudanças significativas, mas basta um NÃO do Guia ou do Pai da casa para essas pessoas (sem generalizar) dizer que o centro é fraco ou o Guia é fraco, isso me faz pensar na ingratidão ou como é simples esquecer as coisas que lhe aconteceram; agora saindo da ingratidão e indo para a construção, qual base essa pessoa construiu sua casa? Base de areia, pois basta a primeira dificuldade para a sua casa desabar e pior, quer culpar os que lhe deram a mão. Para ser Umbandista temos que ter nossa casa bem construída, pois vamos nos deparar com essa situação por muitas vezes e com outras piores, mas também vamos ver muitas pessoas crescerem e evoluírem.

A Umbanda, é amor, caridade, seriedade, evolução, servir..., cada casa tem sua ritualística, mas dignas de respeito e como diz meu Pai Valdo, estruturado nas palavras sábias do fundador da Umbanda, Caboclo das Sete Encruzilhadas: “A Umbanda cabe a cada pessoa em seu estágio evolutivo desde que tenha como base, não matar, não cobrar, evangelizar, vestir branco e utilizar as coisas da natureza.”

Pensem nisso! Em vez de se lamentarem, de ter auto-piedade, de criticarem, ou ter ingratidão, olhem para cima, com certeza terá uma mão estendida lhe chamando para sua evolução, para seu crescimento, para sua reforma interior, para sua auto análise como filho de Deus, e está mão, eu sei que é Deus atuando através de nossos queridos Guias Espirituais à nos conduzir nos caminhos de Nosso Pai Misericordioso.

Lembrem-se: “quem caminha são as ovelhas”

Mãe Kátia
(Mãe Pequena do Cruzeiro da Luz Cabana do Caboclo Rompe Mato)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fatores que destroem os serem humanos


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:

A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável, que as pessoas são tristes, se estou triste, que todos me querem, se eu os quero, que todos são ruins, se eu os odeio, que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio, que há faces amargas, se eu sou amargo, que o mundo está feliz, se eu estou feliz, que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva, que as pessoas são gratas, se eu sou grato. A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame".

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amor e Expectativa

As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se a expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.
O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante - você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.
Simplesmente abra o seu coração... E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
...E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!
...Você esperou tempo demais, não espere mais.
Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem.
É agora ou nunca"!
OSHO.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exus precisam beber?

Pergunta: O pai poderia discorrer um pouco sobre o uso da bebida pelos Exus? É necessário que se beba durante o atendimento? E por que vemos médiuns beberem tanto em alguns trabalhos?
Guardião Seth: Quando falamos da água ardente, pinga, marafo ou qualquer outra denominação para a bebida ingerida durante os trabalhos com o que ainda de forma erronea entendem sobre o termo EXU ou vulgarmente chamados de ESQUERDA, devemos atentar para os seguintes pontos filho:
  • MÉDIUNS DESPREPARADOS: Sempre abordamos este ponto em nossas reuniões, pois a conotação de que EXU é do diabo cresceu graças a estas figuras dentro dos terreiros que eventualmente também eram casas despreparadas para o mediunato da Umbanda. Na crença de que EXU pode tudo e faz tudo o que quer era levado em conta o EU POSSO TUDO E FAÇO TUDO O QUE DESEJO, então quem frequentava tais reuniões vislumbrava um palco de exagero e indisciplina, beberagem e leviandade levando o nome de EXU o GUARDIÃO, mas na realidade frequentado por dois tipos de seres levianos: QUIUMBAS que encontravam neste cenário o palco ideal para suas manifestações a troco de cachaça e MEDIUNS DESPREPARADOS que colocavam para fora sua vida mal resolvida por dentro e no meio de tudo isso quem pagava o pato? EXU.
  • ELEMENTO VEGETAL: A pinga utilizada nos terreiros nada mais é do que um elemento vegetal que carrega a energia: TERRA, ÁGUA e FOGO pela sua composição e lembrando que no período de formação da cana de açúcar antes que duvidem da palavra deste velho guardião encontramos a ação FOGO no vento solar que fatora todo nosso planeta. Utilizada como elemento de magia não se faz necessário beber-se durante o atendimento, mas como disse nas mãos de um guardião de lei, manipular os elementos "mágicos" vegetais que a contra parte deste liquido nos oferece, tornando-o um grande campo de limpeza energética.
Usamos a pinga nos atendimentos para:
  • Limpar o duplo etéreo de quem estamos atendendo de parasitas que nele estejam alojados
  • Desagregar cascões espirituais ligados a pessoa devido a seu padrão vibratório
  • Efetuar limpezas energéticas de ambientes promovendo uma energia semelhante ( eu disse semelhante) ao vento solar
Como pode ver filho não existe a necessidade de ingestão da bebida em si, mas a manipulação correta magisticamente do elemento.

Pergunta: Mas por que então vemos tantas pessoas agindo de forma errada?
Guardião Seth: Por que falta estudo, conhecimento de causa e acima de tudo conhecer-se a si próprio. A Umbanda virou um teatro, um palco onde um quer devorar o outro sem motivos, somente por fama ou ainda para agregar titulo " O pai ou mãe tal é poderoso" ou ainda " Somente eu posso iniciar, pois este mistério foi aberto somente a mim...", ora filho a Umbanda é uma religião que cultua a natureza e a mesma pertence ao Criador não ao homem, este só a usa em sua passagem e faz isso de forma leviana, basta ver como ele a esta destruindo.
O que falta é estudo, bom sendo e amor a criação, talvez com estas bases possam os MÉDIUNS conhecerem um pouco mais da MAGIA DE EXU e serem mais conscientes de seus atos e compromissos com a Umbanda, deixando de fazer tanta besteira em nome de EXU, mas antes de mais nada levando a bandeira da UMBANDA consciente de sua responsabilidade na formação de opiniões.

Sarava a vossa banda

GUARDIÃO SETH
Canalizado por Géro Maita

domingo, 24 de julho de 2011

As cores dos Orixás

Por Rubens Saraceni

Comentar sobre as cores do Orixás é o mesmo que tentar equilibrar-se e manter-se ereto na crista de uma onda ou parar todos os movimentos no meio de um ciclone, pois nenhum Orixá tem uma única cor.

Isto tudo é apenas fruto da tentativa de individualizar o geral e generalizar o individual.

Como dar cor a uma energia?

Desde Oxalá, no extremo positivo, até Omolu, todos trazem em si tantas cores que, por não serem visíveis aos olhos humanos e serem ainda desconhecidas, é-nos impossível comentá-las.

Afinal todo Orixá é um mistério em si mesmo, e, por ser um mistério, por sua própria essência divina, assume a cor que lhe atribuem, além de todas as outras, pois um mistério é a Manifestação Divina do Divino Criador, tornada visível aos olhos humanos, os quais, por mais que estudem, jamais serão capazes de penetrar no interior de um mistério para desvendá-lo.

Em verdade, um Orixá irradia todas as cores, pois irradia em todas as sete faixas ou padrões vibratórios, e cada tipo de vibração, ao graduar a velocidade do giro, pode ser para mais ou para menos, dá uma cor a cada um dos elementos irradiados na forma de energias.

Por isso, uns dizem que Ogum é azul e outros dizem que é vermelho.
Ou uns dizem que Xangô é vermelho e outros dizem que é marrom.

Os Oguns individualizados assumem a cor vermelha, na Umbanda, porque o próprio astral aceitou essa classificação que fixaria a sua identificação e facilitaria seu entendimento. E o mesmo ocorreu com o marrom de Xangô.

Mas nós sabemos que as cores dos Oguns variam de acordo com a faixa vibratória em que atuam. E o mesmo acontece com todos os Orixás, pois temos Iansãs que irradiam a cor amarela, a cor vermelha, a cor azul, a cor cobre, a cor dourada, etc.

Logo, discutir a cor dos Orixás é um assunto ainda desconhecido no plano material. O comprimento de onda ou a velocidade da irradiação é que determina se uma energia irradiada é azul, verde ou vermelha. E o comprimento de onda ou velocidade obedece ao tipo de elemento e ao padrão vibratório da faixa por onde ele está sendo irradiado.

No padrão vibratório cristalino, as cores das energias praticamente desaparecem.
No padrão vibratório telúrico, elas assumem tonalidades tão densas, que temos a impressão de poder pegá-las com as mãos.

Além do mais, dentro de uma mesma faixa vibratória, temos os subníveis vibratórios. E aí a coisa complica ainda mais, porque nos subníveis mais elevados, as cores se sutilizam, e, nos mais baixos, elas se densificam.

Mas todos os Orixás são Mistérios Divinos e aceitam, sem discussões as cores que já lhe atribuíram ou haverão de atribuir-lhes, pois, como Mistérios, trazem em si todas as cores.

Então que na mente das pessoas se afixe a cor que melhor irá permitir sua interação vibratória com seu querido Orixá, pois através dessa via colorida seu Orixá atuará em todo o seu mental, espiritual, emocional e físico, e o fará com tanto amor que, no fim, no imenso oceano da vida, todos serão cintilantes e multicoloridos “pingos” de amor à criação e de fé, muita fé, no nosso amoroso Criador.

Agora passaremos aos nossos amados filhos-de-santo e filhos-de-fé, as cores que temos permissão de revelar, e que, se estudarem um pouco acabrão descobrindo fundamentos profundos no campo das irradiações energéticas que começam a acontecer após nossos “pedidos” e orações, invocações e firmezas, irradiações e cantos.

OXALÁ Branco, cristalino, furta-cor.
OIÁ-TEMPO Azul escuro, branco, preto e prata.
OXUM Rosa, dourado, azul e amarelo.
OXUMARÈ Azul, furta-cor, lilás e azul celeste.
OGUM Azul escuro, prateado, vermelho.
IANSÃ Amarelo, dourado, vermelho-coral.
XANGÔ Marrom claro, dourado, vermelho.
EGUNITÁ Laranja, dourado e vermelho.
OXOSSI Verde, azul escuro e magenta.
OBÁ Magenta, dourado e vermelho.
OBALUAÊ Branco, prateado, violeta e branco/preto.
NANÃ Lilás, azul claro e roxo.
IEMANJÁ Branco azulado, prateado cristalino, azul profundo (anil) e azul claro.
OMOLU Vermelho, preto, roxo, branco, vermelho, preto.
EXU Preto ou vermelho e preto.
POMBAGIRA............ Vermelho ou vermelho e preto.
EXU MIRIM vermelho e preto

Portanto, fiquem com as cores que já se tornaram padrão, e está tudo certo para os nossos amados Orixás, uma vez que eles querem vê-los a partir de sua fé, que deve ser pura e imaculada.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Os sete ensinamentos ciganos

1- FELICIDADE - um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana.

2- ORGULHO
- é saber que nunca participamos de guerras e nunca armamos para matar nossos semelhantes. Somos os menestréis da paz.

3- AMOR
- amar é vivermos em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas aflições.

4- LEALDADE
- é não abandonar nossos irmãos quando precisam. É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida.

5- RIQUEZA
- é termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida.

6- NOBREZA
- é fazermos da humilhação um incentivo ao perdão.

7- HUMILDADE
- é não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber servir.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Terapia indígena

Há algumas décadas atrás, o farmacêutico e agrônomo Aloysio Delgado foi passar um tempo com os índios. Desta convivência, ele trouxe uma terapia nova para nós, urbanos, a qual hoje tem vários nomes. Um deles é Iluminare.
Aloysio observou que os pajés tentavam curar os sintomas dos índios, mas iam além e buscavam também descobrir as causas. E para isto faziam uso de algo muito natural para eles: o sexto sentido.
Antes de falarmos sobre a terapia que Aloyzio descobriu, é bom pensarmos um pouco sobre as características de todas as culturas indígenas. A principal delas é a admissão do sagrado e do espiritual e a existência de uma só crença em todo o grupo. A sociedade indígena é sempre regida algum tipo de ordem espiritual, que paira sobre tudo. Uma diferença marcante em relação a nossa civilização é o contato com a natureza. O índio está mais próximo dela e a reverencia. Ela faz parte do seu imaginário. Ele conversa com árvores e sente o espírito dos animais. Podemos dizer, assim, que há, na cultura indígena, uma forte característica de conexão com o chão, com a terra, com a vida, e a espiritualização de tudo isto. Como não são tão guiados pela razão quanto o "homem branco" - entendido, neste caso, como aquele que não é índio - também podem exercitar melhor a intuição.
Já a civilização atual está constituída em cima da razão. A razão nos permite, como seres humanos, brincarmos com a natureza, algumas vezes de forma perigosa, outras, brilhante. O fato de você estar podendo ler este texto em uma tela é produto deste intenso desenvolvimento racional. Mas neste processo muitas vezes negamos uma faceta intuitiva que, admitamos ou não, sempre esteve presente em nós.

INCONSCIENTE E INTUIÇÃO
O que explica que você pense em alguém que não participe muito do seu cotidiano e que no mesmo dia veja esta pessoa na rua ou receba uma notícia dela? Já te aconteceu de ter uma ligação muito forte com uma pessoa e sentir-se mal para em seguida descobrir que ela não estava bem? Você já viveu alguma incrível coincidência em sua vida? Os fenômenos intuitivos são abundantes, e, no entanto, tão logo acontecem nós os esquecemos ou atribuímos o ocorrido a meras coincidências. Se você se desse ao trabalho de anotar quantas vezes por dia adivinha ou sabe de algo com antecedência, ficaria surpreso. Se observasse como a realidade brinca com você, talvez se divertisse mais com o que te acontece. Já teve alguma viagem em que tudo se "encaixou" e que parecia que você estava conhecendo personagens incrivelmente interessantes, ao invés de somente pessoas? A televisão ou uma música já responderam alguma pergunta que você tenha acabado de formular?
No tão falado ano de 2012, o que acontecerá de mais marcante, astrologicamente, será o ingresso de Netuno no signo de Peixes, signo no qual irá transitar por 14 anos. Será um grande casamento, pois Netuno é o regente de Peixes, que, por sua vez, é o signo do inconsciente e da intuição. É de se esperar que, coletivamente, venhamos a ter um interesse muito maior por fenômenos psíquicos. Hoje, o que ainda é envolto em certo mistério e receio, vai se espalhar, da mesma forma que Netuno passando por Aquário (1998-2011) espalhou a tecnologia aos quatro cantos do planeta. Espere mais cinco anos e verá.

RECURSOS DE CURA
Mas voltemos ao Iluminare. Pois bem, como funciona? O pajé usava a intuição para descobrir a causa emocional ou mental da doença do índio. É importante compreender que tudo tem uma causa física e, ao mesmo tempo, interna. Assim, por exemplo, você fica gripado porque entrou em contato com um vírus. Mas você entra em contato com o vírus da gripe talvez muito mais vezes do que imagina. Por que vai ter a gripe exatamente naquela hora? E o que uma gripe faz com o seu sistema? Diminui a vitalidade, obriga a reduzir o ritmo e a cuidar de você. A gripe é uma boa oportunidade de reciclagem. É um processo de limpeza. Com este exemplo o que se está querendo dizer que qualquer acontecimento é a junção de uma ocorrência externa com uma interna. O que é uma outra forma de dizer que não há acasos.
Mas retornemos ao nosso pajé. Ele capta o que está acontecendo com o índio, ou seja, a causa interna. Percebe qual é o problema. Mas basta isto? Certamente não, é preciso atuar sobre esta causa. Aqui vem a parte interessante: momentaneamente o pajé toma para si os sintomas emocionais e mentais do índio. Ele os sente em seu corpo. E, com seus recursos de cura, trabalha estes conteúdos.
Recursos de cura? Todos nós temos. O seu sistema imunológico é um recurso de cura. A energia conhecida como Reiki, que você é capaz de ativar com suas mãos, é outro. Sua fé e orações também. E eu diria que temos um recurso de cura poderoso: a mente, pois a mente, no mínimo, molda atitudes. Escolha duas pessoas com saúdes igualmente debilitadas. Uma delas é frágil e pessimista e a outra, otimista. Talvez ambas não consigam sobreviver a uma determinada doença, mas a que tem a mente mais calma e otimista talvez tenha mais condições de preservar um sistema do que uma outra, de mente muito negativa e sem vontade de viver. O mundo está cheio de gente que recebeu veredictos de viver apenas tantos meses e estas pessoas conseguiram ultrapassar estes limites.
O Iluminare funciona igualzinho ao processo de cura do pajé. O terapeuta também usa o sexto sentido para diagnosticar as questões do cliente e também para captar seus conteúdos emocionais e mentais. Ele fará a captação dos conteúdos verbalizando-os em primeira pessoa ("eu não estou bem", "eu estou em desequilíbrio"). A seguir, irá trabalhar com seus recursos de cura, e um deles, muito potente, é o uso das palavras. Psicólogos sabem que palavras podem curar. Um novo ângulo através do qual enxergamos algo e - pronto! - já não nos sentimos da mesma maneira! Isto pode alterar nosso comportamento e posicionamento diante de uma questão.

TERAPIA SUTIL
Um outro recurso de cura importante no Iluminare é a conexão com a Luz.
Luz em maiúsculo, mesmo. O que é ela? É desejo pelo bem. A Luz nunca força as coisas. Vejamos um exemplo prático.
Uma pessoa procura um terapeuta do Iluminare porque se sente infeliz com o término de um relacionamento. O que o Iluminare pode fazer?
Trabalhar a energia para ela lidar com isto.
Isto significa que ela talvez se desligue da pessoa com quem rompeu, ou, pelo contrário, que tempos depois possa reencontrá-la e, quem sabe, se acertar ou, pelo menos, ter uma conversa importante.
A Luz não está preocupada com resultados específicos.
Ela está inserida em um contexto maior, de evolução, crescimento.
A premissa do Iluminare é trazer crescimento, obedecendo aos ditames da Alma, e não da perspectiva que a pessoa possa ter sobre algo.
Hum, agora complicou, alma? Então o Iluminare precisa de alma? Sim, o Iluminare parte da premissa de que há energia presente em qualquer coisa material. A esta energia se chama "alma". A alma das pedras, das árvores, da Terra, a sua alma. A raiz do Iluminare é xamânica. O xamanismo é a preservação da espiritualidade indígena, definida como a relação forte que o índio tem com a Terra Mãe, o corpo e a natureza e com o Espírito. Para a astrologia, isto equivale a dizer que o Iluminare, cuja origem é xamânica, tem conexão com os signos dos elementos Terra (matéria) e Água (psique), mas que influi nos elementos Fogo (força, ânimo) e Ar (pensamento).
Porém, eu diria que o Iluminare, na forma como é feito, tem uma forte característica pisciana. Primeiro porque emprega o sexto sentido, muito ligado a este signo. Segundo, porque o Iluminare não é planejado. O terapeuta não sabe o que irá captar. Por vezes, poderá viajar no tempo, voltando à infância.. E, terceiro, porque é um trabalho de entrega: uma vez mexida a energia, esperam-se os efeitos. E sobre isto não se fica falando todos os dias. Usando, ainda, os melhores atributos de Peixes, o Iluminare não pretende interferir nas crenças de ninguém. Ele é o simples trabalho da energia na Luz (por isto, Iluminare), isto é, nos conceitos da ética e da não manipulação.
Da mesma forma, seus efeitos são sutis, porque Peixes é sutil. Há vezes em que a melhora é visível e muito imediata, até mesmo produzindo coincidências e acontecimentos. Mas há assuntos muito crônicos e enraizados que precisam de algum tempo para ter melhoras. Talvez um ano. O Iluminare, assim como Peixes, pertence à esfera da fé. É você quem tem de sentir e perceber. É como alguém que faz Reiki em você. Você dirá: estou melhor, a dor física diminuiu. Não haverá como um médico aferir se a dor teria se prolongado por mais tempo se não houvesse sido ministrado o Reiki.

QUER TENTAR?
Agora, para concluir, você vai receber de presente um pequeno exercício para praticar.
Você vai aprender a fazer o mesmo processo que os índios fazem, de diagnóstico e de cura.
Em um momento em que possa estar relaxado e sozinho, pense em alguém com quem você deseje resolver um problema de relacionamento.
Ancore-se na Luz, isto é, pense que deseja o bem: o seu bem, o bem da outra pessoa, o bem da situação.
Feche os olhos, acalme-se e sinta a energia fluir do chão pelos seus pés (a Terra), subir pelo seu corpo e sair pelo alto da cabeça (o Céu).
Esta é a energia do xamanismo.
Perceba-a fluir em você. Quando estiver preparado, pronuncie em voz alta ou na mente o nome da pessoa.
A seguir, deixe que as imagens, músicas ou impressões venham a sua mente.
Exemplo: você vê uma chupeta. Talvez esta pessoa seja um pouco criança emocionalmente e este seja o seu problema com ela.
A seguir, você a vê montada em cima de um cavalo e ela quase cai sozinha, de tanta imprudência.
Você percebe que esta pessoa é um pouco ansiosa e impulsiva, e por algum motivo pode estar sendo difícil conviver com isto.
Agora pense que você precisa se comunicar com ela, mas não faça isto com palavras.
Faça o primeiro gesto que venha a sua mente.
Talvez você abra os braços pedindo espaço e queira delimitá-lo em torno de você.
Você quer mostrar a ela que precisa de espaço ou quer criar isto, já que ela, um pouco criança, talvez se apóie em você.
Ou pode ser que você a abrace. Deixe o corpo falar, mas lembre-se de colocar amorosidade na sua intenção.
O gesto pode ser até de colocar limites, mas de alguma forma tem de partir do seu coração.
Este é o compromisso com a Luz. A Luz nunca quer ferir ou prejudicar.
Quando sentir que já está bom, finalize e abra os olhos.
Como nada está desconectado no Universo, sua comunicação não verbal seguirá seu destino.
Desligue-se e deixe as coisas acontecerem. Apenas espere e observe.
Normalmente, quando o problema desaparece não notamos mais. Só mais tarde é que pensamos: "é mesmo, as coisas melhoraram".
Este é apenas um exemplo do que o Iluminare pode fazer.
E ele não está só.
Em breve, várias terapias que trabalham a energia e o inconsciente irão se tornar cada vez mais conhecidas.
Já é mais do que tempo que a razão se junte a intuição em respeito à Terra.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que é macumba?

por Victor Bianchin; Marina Motomura
Macumba é uma espécie de árvore africana e também um instrumento musical utilizado em cerimônias de religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda. O termo, porém, acabou se tornando uma forma pejorativa de se referir a essas religiões - e, sobretudo, aos despachos feitos por alguns seguidores (veja boxe). Na árvore genealógica das religiões africanas, macumba é uma forma variante do candomblé que existe só no Rio de Janeiro. O preconceito foi gerado porque, na primeira metade do século 20, igrejas neopentecostais e alguns outros grupos cristãos consideravam profana a prática dessas religiões. Com o tempo, quaisquer manifestações dessas religiões passaram a ser tratadas como "macumba". Entenda nas próximas páginas as diferenças entre os cultos de origem africana.
Gira no Congá
Cerimônia da umbanda começa com defumação e termina com desincorporação dos médiuns
1. Para entrar no congá - onde rolam as cerimônias da umbanda -, o público deve tirar os sapatos em respeito ao solo, que é sagrado. A cerimônia, chamada de gira, começa à noite, por volta das 20 h, e, quando os fiéis chegam, os médiuns já estão lá, incluindo o sacerdote
2. A preparação do congá, local onde ocorrem as incorporações das entidades, começa com a defumação: ervas como alecrim são queimadas num braseiro. O ritual, que purifica e passa energia, é acompanhado de ponto cantado - todas as cantigas são chamadas de pontos na umbanda
3. Em seguida, o sacerdote ministra um tema de reflexão para o dia, como faz o padre em uma missa católica. Também ocorrem a oração de abertura, os pontos de abertura (que saúdam a umbanda), cânticos ao orixá regente (cada orixá tem seu dia da semana) e a apresentação da linha de trabalho do dia
4. O passo seguinte é a saudação aos guardiões (Exu) e guardiãs (sua versão feminina). Nesse momento, todos viram-se em direção à tronqueira, o "altar" de Exu, do lado de fora do congá. Os fiéis saúdam, reverenciam e pedem proteção aos guardiões que protegem o templo
5. Começa a batida dos atabaques e são entoados os pontos de chamada, cânticos que invocam a linha de trabalho do dia. O sacerdote é o primeiro a incorporar o orixá e, depois que tiver recebido sua entidade, comandará os trabalhos, conduzindo a incorporação dos médiuns
6. Cada médium incorpora só uma entidade (entre orixás e humanos, como o Preto Velho e o Caboclo), mas a mesma entidade pode se repetir - é possível ter dezenas de Pretos Velhos num mesmo terreiro. Após todos incorporarem, ocorre o atendimento ao público
7. Ao final do atendimento, é entoado o ponto de subida, canto que embala a desincorporação dos médiuns. Em seguida, é feita uma prece final de encerramento, e a gira termina por aquela noite
Despacho na encruzilhada
Nem sempre oferenda é indício de magia negra
Os despachos nos cruzamentos ganharam fama de "macumba" porque são uma das expressões mais visíveis dessas religiões fora dos templos. Mas, na verdade, eles são oferendas para o orixá Exu, geralmente pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses lugares representam a passagem entre dois mundos. Existem, sim, despachos feitos para fazer mal aos outros (mais no candomblé, onde não existe distinção entre o bem e o mal, diferentemente da umbanda), mas nenhuma das religiões incentiva essa prática
Aprendiz de umbanda
Entenda como uma pessoa comum pode se tornar médium e incorporar entidades
1. Quem tem interesse em ser mais que um observador da umbanda pode ir às giras e esperar que a entidade incorporada o identifique. A entidade aponta a "vocação" da pessoa: médium de incorporação, ogã (quem toca os instrumentos) ou um cambone (auxiliares dos médiuns)
2. Os que serão médiuns frequentam as giras de desenvolvimento mediúnico, sessões de iniciação fechadas ao público, nas quais os ogãs entoam cânticos chamando a entidade espiritual. O iniciante medita sobre as vibrações do dia e realiza banhos de ervas e oferendas para o orixá
3. Quando o iniciante começa a incorporar, ele entra na "fase de firmeza", em que, incorporado, risca símbolos no chão, acende velas e conversa com o sacerdote sobre sua forma de trabalho
4. Agora o iniciante já pode aplicar "passes energéticos" em roupas e objetos e imantar água. Em seguida, ele passa a poder aplicar os passes em crianças e, enfim, é inserido na linha de atendimento das giras públicas. Em geral, a iniciação termina depois de alguns meses
Festa no Ilê
Cerimônia do candomblé tem sacrifício de animais, farofa e até cachaça
1. Os procedimentos começam à tarde, com o despacho de Exu, fechado ao público. São sacrificados dois animais (uma ave ou um animal de quatro patas, como bode, para Exu e outro para o orixá homenageado do dia). O sangue dos bichos é derramado sobre o assentamento (ou seja, o "altar") do orixá, em oferenda
2. Os membros se reúnem em círculo no barracão, conhecido como ilê, onde também há uma vasilha com farofa com dendê, feijão ou inhame e um copo com água ou cachaça. São feitos cânticos e orações e um filho de santo leva parte da comida para fora do barracão, em oferenda. A porta é batizada com bebida, já que Exu é o deus dos cruzamentos
3. No fim da tarde, começa o toque, a cerimônia pública. Ao som de atabaques, são entoadas as cantigas de xirê, que homenageiam os orixás. Os filhos de santo entram na roda, um a um, em ordem - o filho de Ogum é sempre o primeiro. Começam as incorporações. Os filhos de santo estremecem, sinal de que a entidade foi incorporada
4. O primeiro a incorporar é sempre o orixá homenageado. O filho ou filha que incorporou o orixá assume o comando da festa, dançando e curando doentes. São auxiliados pelas equedes (ajudantes). Aos poucos, os outros orixás incorporam também
5. A um sinal do babalorixá (pai de santo), os filhos se retiram para uma sala onde se vestem com os trajes dos respectivos orixás. Cada orixá tem uma roupa que difere nas cores e nos acessórios, como a espada de Ogum. Quando voltam, já como divindades, todos ficam em pé para recebê-los
6. Os orixás também voltam em ordem, com exceção do homenageado da noite, que entra primeiro. Quando todos já entraram, cada orixá incorporado dança sozinho para uma música tocada só para ele, utilizando toda a área do barracão. Um por vez, todos os orixás fazem sua dança
7. Ao som dos instrumentos, o orixá senta e começa o atendimento, abençoando e tocando os presentes, além de dar passes. Por volta da meia-noite, os atabaques tocam as cantigas de Oxalá, encerrando a festa. Feito isso, partes dos animais sacrificados são servidas em um jantar feito no barracão
A grande família
Conheça os orixás mais cultuados nos terreiros
Oxalá
É o orixá da criação e "chefe" de todos os orixás no candomblé
Ogum
Orixá que manipula e forja metais para fazer suas armas
Obaluaiê
Associado à morte e à passagem para o plano espiritual
Oxumaré
É o orixá dos ciclos, dos movimentos e do arco-íris
Oxum
Orixá feminino, é a patrona das águas doces - rios, lagos e cachoeiras
Nanã
A mais velha dos orixás protege os pântanos e as chuvas
Exu
Protetor dos caminhos entre o mundo material e o espiritual
Oxóssi
Orixá da caça, da fartura e da riqueza, é o senhor da floresta
Ossain
Orixá das folhas sagradas e das ervas medicinais
Xangô
Representa o fogo, o trovão e a justiça. Tem um aspecto viril
Iansã
Orixá dos ventos e das tempestades, é uma entidade passional
Iemanjá
A orixá dos mares e oceanos. É mãe de alguns orixás
Aprendiz de Candomblé
Entenda como uma pessoa comum pode se tornar filho de santo
1. Durante uma festa, a pessoa "bola no santo", tendo tremores que indicam que deve ser iniciada no candomblé. O abiã (iniciante) geralmente veste branco
2. O bori é a cerimônia em que o iniciante faz oferendas para o orixá. Ele também sacrifica aves, como pombos, e depois é marcado com o sangue dos animais
3. Durante 21 dias, o iniciante se recolhe a um quarto chamado roncó. Lá, ele aprende danças, orações, mitos e detalhes sobre seu orixá. Ele não bebe álcool e não conversa
4. O recolhimento é encerrado com o sacrifício de um animal quadrúpede. Ao final, ocorre uma festa chamada orô, em que os abiãs saúdam os presentes, depois dançam e finalmente incorporam seu orixá em público
A orquestra do Orixá
Divindades são chamadas com instrumentos de percussão
Os instrumentos tocados pelos ogãs são, principalmente, atabaques, espécies de tambores que ditam o ritmo da dança. Outros instrumentos bastante usados são o agogô, que traz dois funis metálicos, tocados com uma vareta de ferro, e o xequerê, que é uma semente de cabaça cercada por uma rede de malha com contas, tocada como se fosse um chocalho. O instrumento macumba, que deu nome ao culto, hoje pouco utilizado, é parecido com um reco-reco
Consultoria - Babalorixá Antonio Carlos Jagun, autor do livro Beabá dos Orixás; Rodrigo Queiroz, sacerdote do Templo Escola Umbanda Sagrada, e Marina de Mello e Souza, professora de História da África da USP

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-macumba 

domingo, 18 de outubro de 2009

Mediunidade consciente

Por Monica Berezutchi


Hoje em dia muitos médiuns são conscientes.

O que isso quer dizer?

Que ao incorporar a entidade este médium atua junto com a mesma.

Escuta tudo o que o guia transmite para seus consulentes.

Vê e está junto com o guia, ou seja, está presente.

Muitos acreditam que ao incorporar os guias, o médium “apaga” e o guia faz tudo e o médium fica em estado de transe não participando mentalmente do que acontece nos trabalhos.

Mas a espiritualidade é sábia e utiliza-se da transmissão da entidade e o conhecimento da mesma para que o médium aprenda, ouça e pratique os conselhos e os ensinamentos passados no momento da consulta.

Então definindo, o objetivo da mediunidade consciente é um aprendizado constante, uma evolução, é uma forma do guia ajudar este médium a reformar-se intimamente.

Os guias espirituais de lei são mestres, magos, iniciado, vem de várias culturas, conhecedores dos elementos da natureza para auxiliar os encarnados.

Manipulam as essências dos Orixás transformando-as em energias que ao serem repassadas irão dar sustentabilidade ao espírito.

Por isso, é de suma importância para os médiuns conscientes a prática do estudo e aprimoramento constante pois desta forma o padrão energo-magnético mental do médium eleva-se a ponto de criar uma sincronidade com o mental do guia.

A vida pessoal e os problemas físicos muitas vezes interferem no padrão de energia do médium, e o que pode ser integrado ao íntimo do médium é ele saber que não é perfeito e que está ainda em processo reencarnatório.

Então, você irmão que é médium consciente, não deixe sua mediunidade estacionada, reformule suas atitudes, eleve seu astral, ame-se e que sua auto-estima esteja equilibrada.

Olorum se manifesta com amor, alegria e bom humor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pedagogia do amor

Nós estamos preparados para dizer que amamos?

Será isso que sentimos, um exemplo criterioso, definido, de amor? Não estaremos, em nossas atitudes, falas, ações, gestos, projetos, aplicando o nosso preconceito, separando as pessoas de acordo com nossas preferências? Perguntei ao cristão se ele amava ao Buda. Ele me respondeu que não era budista. Perguntei ao budista a mesma coisa e ele me respondeu que não era cristão. Perguntei ao muçulmano se ele amava a Krisnha. Ele me respondeu que não era Devoto de Krisnha. Fiz a mesma pergunta ao Devoto de Krisnha que me respondeu não ser muçulmano. Quando elegemos algo ou alguém para amar não estamos sendo preconceituosos com as outras coisas ou pessoas? Existem milhares de religiões espalhadas pelo mundo, penso que, se eu continuasse nessa minha pesquisa, as respostas seriam sempre as mesmas. O amor verdadeiro não cuida apenas do que nos interessa. Ele se abre, como a flor no jardim, para todos os olhares e gostos. E cabe aos cristãos, muçulmanos, devotos de Krisnha, budistas, xintoístas, ateus e outros milhares de buscadores, amar incondicionalmente a tudo e a todos. Se o cristão perguntasse a Jesus se ele amaria ao Buda qual seria a resposta? Da mesma forma, se perguntassem ao Buda se ele amaria Jesus, qual seria a resposta? Não cabe ao discípulo superar ao Mestre. Se ele tenta fazer dessa forma, ele não estará praticando a humildade. O conhecimento não-confere a ninguém o direito de se colocar acima do bem e do mal. Os mestres foram e sempre serão homens iguais a todos nós. São pessoas que se preocuparam ou se preocupam em ensinar, não para separar a raça humana em castas, mas para ajuntá-Ias no amor. Quem não entendeu isso, não poderá chamá-Ios de Mestres, ainda que eles não se importem com esse tratamento. Quem tomar para si, seus ensinamentos, não estará separando-se em grupos, onde reina o preconceito e a discriminação, são discípulos da escuridão e não da luz. O maior de todos os ensinamentos foi, é e sempre será o amor. E o amor não afasta as, pessoas. Aproxima-as. Não levanta bandeiras, não cava trincheiras e nem produz dor. Se todos entenderem essas palavras, haverá um só povo a marchar de mãos dadas, ainda que isso possa parecer só um sonho de alguém que acredita no amor. "Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, Sonho que se sonha junto é realidade."

CARLOS ROBERTO VENTURA-

domingo, 16 de agosto de 2009

Atitude correta

Evite uma atitude negativa perante a vida. Por que baixar o olhar para os esgotos, quando há tanto encanto ao nosso redor? Pode-se sempre achar alguma falha, mesmo nas maiores obras de arte, da música e da literatura. Mas não é bem melhor desfrutar seu encanto e esplendor?

A vida tem um lado claro e um lado escuro, pois o mundo da relatividade é composto de luz e sombras. Se você deixar que os seus pensamentos se ocupem com a maldade, você se tornará feio. Veja somente o bem em tudo, e você absorverá a qualidade da beleza.



Paramahansa Yogananda

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Umbanda é pés no chão, mas por quê?

Todo Umbandista já deve ter ouvido a frase “Umbanda é pé no chão”.

Mas será que todos sabem o porque de ficarmos descalços em nossos terreiros?

São três motivos principais. O primeiro é que o solo representa a morada dos nossos antepassados e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos entrando em contato com estes ancestrais e, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.

O segundo motivo pelo qual tiramos os calçados é o respeito ao solo sagrado do terreiro. Imagine que vir da rua com os sapatos sujos e entrar com eles onde nossos trabalhos espirituais são realizados seria como alguém entrar em nossa casa carregando uma montanha de lixo que vai caindo e se espalhando por todos os cantos. Diante desta situação você diria o quê? No mínimo que essa tal pessoa não tem respeito por você ou pela sua casa.

O terceiro motivo é o fato de que naturalmente nós atuamos como “para-raios” e ao recebermos qualquer energia mais forte, se estivermos descalços sem nenhum material isolante entre nosso corpo e o chão, ela automaticamente se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule ou leve determinadas energias consigo. Além de tudo isso podemos dizer também que realizar nossos trabalhos espirituais descalços é uma forma de representar a humildade e a simplicidade do Rito Umbandista.

Vale lembrar que no início este costume, nos cultos de origem africana, tinha outro significado. Os pés descalços eram um símbolo da condição de escravo, de coisa,uma vez que o escravo não era considerado um cidadão e estava, por exemplo, na mesma categoria do gado bovino das fazendas. Quando liberto a primeira coisa que o negro procurava fazer era comprar sapatos que eram o símbolo de sua liberdade e, de certa forma, faziam com que ele fosse incluso na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que muitas vezes eles eram colocados em lugar de destaque na casa para que todos os vissem. No entanto, ao chegar ao terreiro, espaço que havia sido transformado magisticamente em solo africano, os sapatos tornavam-se novamente apenas um símbolo de valores da sociedade branca e eram deixados do lado de fora. Ali os negros sentiam-se de novo na África e podiam retornar à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

Tenho certeza que agora entrar descalço no terreiro terá um outro valor e sentido. Não é mesmo?


fonte: http://www.minhaumbanda.com.br/2009/06/18/umbanda-e-pe-no-chao-mas-por-que/#more-447