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sábado, 10 de outubro de 2009

Luz! Câmera! Mistificação!!!

Indignação. Esta é uma das tantas palavras que afloram na mente dos verdadeiros umbandistas, diante das várias situações negativas que infelizmente ocorrem em nosso meio religioso, e que, diga-se de passagem, nada têm a ver com a nossa Sagrada Umbanda. A história é a mesma. Pessoas inescrupulosas, de comportamento vil, encarceradas pela vaidade e egocentrismo, atributos que constituem e comandam suas personalidades doentias, e que querem a, qualquer custo, ser o centro das atenções e discussões, nem que para isto tenham que macular a imagem da Umbanda. Para estes elementos de má índole, a Umbanda é vista, não como instrumento de ação espiritual positiva, de amor e caridade, mas sim como trampolim para se alcançar interesses pessoais e reprováveis. Caro leitor, analisemos juntos e com serenidade espiritual uma situação que foge à observação de muitos, mas que merece ser trazida à tona, a fim de que a grande massa de umbandistas (os verdadeiros, é claro !!) possam ficar atentos e tirarem suas conclusões ante a determinadas atitudes que ferem frontalmente os princípios sadios de nossa religião. É acontecimento natural, reflexo da necessidade humana em registrar eventos de relevância, ou como forma de organização histórica das Instituições, que durante uma Gira ou Sessão que tenham por fim saudar à Espiritualidade Superior, ou ainda comemorar o aniversário de fundação de um templo umbandista, que alguns adeptos (médiuns ou assistentes) queiram perpetuar tais momentos de maneira a terem uma fonte documental de referência segura contra possíveis lapsos de memória.

Deste modo, é comum observarmos pessoas utilizando-se de gravadores, máquinas fotográficas e câmeras de filmagem durante as várias cerimônias que se realizam nos terreiros. Até aí, nada de mais, uma vez que não é um procedimento exclusivo da Umbanda, mais usual em outros segmentos religiosos. No entanto é certo e lógico que ao utilizarmos a tecnologia para determos nos instrumentos de captação sonora ou visual manifestações da Espiritualidade Superior, devemos ter em mente o caráter de impessoalidade durante estas ações. O importante nestas ocasiões é ter uma visão do que acontece como um todo, ou seja registrar em gravadores ou câmeras a exteriorização da espiritualidade de uma forma coletiva, em que cada médium se apresente como mera unidade instrumental para a manifestação dos espíritos. Não se concebe a idéia de que Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Exus e Crianças, entidades de alta estirpe espiritual que militam na Corrente Astral de Umbanda, se manifestem nos terreiros e fiquem procurando as lentes de máquinas fotográficas ou filmadoras na intenção de verem captadas a sua imagem (na realidade a imagem do médium). É evidente que quando isto ocorre, não é por ação dos espíritos trabalhadores de nossa cristalina Umbanda, mas sim pela vaidade, pelo narcisismo e outros atributos negativos enraizados em algumas pessoas, que de umbanditas nada têm.

Simulam incorporação com tal ou qual espírito e, sob tal mistificação, exteriorizam o seu verdadeiro “eu”. Pedem para serem fotografados, fazem pose para as câmeras, estufando o peito e olhando para as lentes com ares de superioridade, parecendo mais intelectuais sendo fotografados ou filmados em eventos sociais. E não é só isto. A pessoa pode até estar incorporada, restando saber a que classe pertence o espírito que se manifesta através dela. Sabemos que espíritos ainda pouco esclarecidos se fazem passar (mistificam) por Caboclos, Exus, Pretos- Velhos etc., a fim de se infiltrarem nos templos umbandistas, promovendo a discórdia, a excentricidade, a confusão. Para estas entidades o flash de uma máquina fotográfica ou o refletor de uma câmera filmadora funcionam como grandes massageadores de ego, apegados que estão aos vícios, sentimentos e desejos humanos. Os espíritos laboradores de nossa religião encaram fotografias, filmagens e gravações como algo sem nenhuma significância, mas as toleram por necessidades e desejos humanos. De igual forma, médiuns sérios jamais se preocupam em “sair na foto, na fita ou DVD”, pois sabedores que nos trabalhos de terreiro é a Umbanda que deverá ser o único foco das atenções e exaltações.

Aos leitores: Luz, Câmera e Atenção !!!

Fonte: Site A Umbanda com Amor

quinta-feira, 12 de março de 2009

Por que mistificar?

É imprescindível ter ciência que o médium, antes de médium é uma pessoa comum, nem melhor, nem pior que as outras. E como tal, tem seus problemas, suas psicopatias, suas neuroses, etc. como qualquer outra pessoa.
Muitos fazem do terreiro um lugar onde podem “colocar o papo em dia”, um grupo social onde muitos se vestem de branco e dizem que louvam a Deus, por isso estão ali. Não raro vemos nos terreiros de Umbanda situações como esta.
Muitos médiuns (pessoas) pensam assim: se este meu pequeno grupo (panelinha) pode incorporar então eu também posso. Se eles têm essa capacidade então eu também vou ter.
E vemos situações como: o “meu” Caboclo é assim… o “meu” Exú disse isso, fez aquilo… o “meu” Cigano tem uma capacidade enorme, parece-me ser melhor que os outros… “Meu” Preto-Velho é o chefe da falange e é um dos mais importantes de Aruanda… Pura vaidade! O que alimenta constantemente uma grande mentira que, dentro do ramo espiritualista chama-se mistificação. É comum encontrarmos fora do ambiente do terreiro médiuns enaltecendo os valores das entidades que com eles trabalham, mas infelizmente de forma muitas vezes exagerada. Entidade não precisa de propaganda, quem precisa é o médium para sentir-se melhor que os outros, massagear seu ego e “dar de comer” à sua vaidade e orgulho exagerados.
Há que se saber também que alguns terreiros parecem ser verdadeiros centros de “pagodão”, verdadeiras pândegas, onde os atabaques tocam em volume ensurdecedor e em ritmo de pagode, sambão ou semelhantes, fazendo do centro do terreiro uma verdadeira pista de dança e, da corrente, os integrantes de um grupo de dança, o que leva os médiuns à prática da mistificação causada pelas próprias psicopatias e desejos mundanos de integração social com os outros integrantes.
Um bom trabalho espiritual não pode ocorrer onde há balbúrdia. Num grupo qualquer, seja do tamanho que for, onde a energia gerada não é de ascendência à Deus, espíritos zombeteiros farão parte da festa e trabalharão incessantemente para que a mistificação seja algo comum, atrapalhando enormemente para o desenvolvimento de médiuns que ainda têm uma boa índole e boa vontade para com o próximo. Existem nessas casas um estímulo incontrolável à mistificação, à vaidade, à arrogância, ao orgulho o que, por muitas vezes, é re-estimulado por espíritos de baixa-vibração, de pouca elevação, que se alimentam destas energias, fazendo-se um mórbido ciclo vicioso.
Também precisamos observar que os necessitados que procuram estas casas o fazem por basicamente dois motivos: ou o desconhecimento total do que realmente ocorre nestes lugares, ou por afinidade vibratória, pois estes somente se encaixam em lugares de baixa vibração pela própria vibração que geram ou que carregam nesta encarnação.
Também vejo a mistificação causada pelos “achismos” e pela falta de instrução do dirigente das casas.
Os “achismos” são ferramentas maravilhosas para o desajuste dos médiuns. Aquelas famosas frases começadas com “eu acho que é assim porque…” mostram o verdadeiro despreparo de quem fornece uma informação muitas vezes errônea e o descaso da pessoa que recebe essa informação em não checar a sua veracidade. Este tipo acaba formando um médium baseado nos achismos que mais têm de verdadeiras mentiras e pouquíssimas verdades. Lembre-se que as mentiras, muitas vezes ditas tornam-se perigosas verdades.
Existem fraudes de médiuns e de espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem aqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais e aos demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.
Enquanto o médium alimentar a vaidade, a arrogância e o orgulho doentio sempre estará fadado a mistificar!
Médiuns, acordem!!! A freqüência vibracional gerada pela pessoa que mistifica somente trará para sua proximidade espíritos de baixa vibração, mistificadores, fascinadores, vampirescos, malfazejos, etc. Não pense que isso só acontece com os outros! Todos estão sujeitos a isso e você também!
Consulentes, acordem!!!
Percebam os lugares onde entram, onde pisam.
Onde se louva a Deus não pode haver mistificação.
Onde se louva a Deus não pode haver falta de caráter.
Uma casa de oração é um lugar onde se elevam os pensamentos e as energias (vibrações) ao plano superior. É onde nos encontramos para o nosso religare. É onde procuramos espíritos de luz que possam nos curar e nossas mazelas e que nos ajudem a aceitar o que carregamos como cruz nesta vida, não é lugar para festas e testes sombrios de pseudo-capacidades espirituais.
Onde se louva a Deus não há espaço para arrogância, para vaidades, para luxúria.
Casa de Deus não é lugar onde atabaques ensurdecem os integrantes, não é lugar de dança sensuais, não é lugar onde se cometem erros crassos como a matança de animais!
Não sejam cobaias!!!
Combatendo a mentira…
Não se combate a mistificação senão pelo caráter do médium.
Não se combate a mistificação senão pela índole das pessoas.
Não se combate a mistificação senão pela desconfiança dos próprios necessitados.
Não somos mais tão incultos com relação ao mundo espiritual. Temos muitas e muitas obras que relatam com maestria o que realmente acontece e como realmente é o além-túmulo. Temos internet e muitos outros meios de comunicação, o que faz com que as informações nos sejam mais fáceis. Então somente se está inculto aquele que realmente deseja, aquele que insiste em permanecer na ignorância dos fatos do universo, aquele que absurdamente prefere estar longe da verdade.
A única maneira de combater a mistificação é talhando o caráter de cada um através de ensinamentos, de religiosidade, de aprendizado sobre o que realmente é a caridade, a humildade e o amor ao próximo.
Um bom médium somente se consegue através da sua boa índole, da sua humildade, do seu bom caráter. E essas qualidades muitas vezes devem ser despertas dentro de uma casa séria, onde o objetivo principal é a senda que leva a Deus.
Não acredito em bons médiuns dentro do terreiro, mas que em suas vidas cotidianas expõem um alto grau de arrogância, vaidade e orgulho.
Não acredito em bons médiuns que em seu dia-a-dia usam a mentira e o descaso absoluto para com o próximo.
Não acredito em bons médiuns que explicam dentro do terreiro o que é caridade e no seu dia-a-dia não são capazes de estender a mão a quem mais precisa de ajuda quando este lhe aparece.
Não acredito em bons médiuns que fazem da traição dos valores dos outros e de seus próprios valores parte do seu dia-a-dia e tratam isso como parte integrante do seu “bom viver”.
Não acredito em bons médiuns que usam o famoso termo “mironga de congá” para segurar seus médiuns mistificando algo que sequer sabem o que é.
Não acredito em bons médiuns que escondem o conhecimento como um livro fechado na estante ou servindo de peso de papel.
Lapidando o diamante bruto…
Quando se fala de mistificação, vem logo à mente o trabalho do médium.
Este deve estudar com atenção, seriedade e responsabilidade a doutrina que se encontra explanada nos diversos livros já trazidos ao nosso plano por espíritos evoluidíssimos, estudá-los no geral e, em particular, a parte específica da mediunidade, enriquecendo a sua armadura intelectual e espiritual, em sua própria defesa, porque é de grande responsabilidade o ingente trabalho que presta à humanidade, como intermediário dos espíritos do Astral Superior.
É do conhecimento de todos quantos militam no Racionalismo Cristão que “os bons ou maus pensamentos se atraem, na razão direta de sua afinidade, e o seu instrumento de captação é a faculdade mediúnica”.
Com os pensamentos direcionados para o Bem, o indivíduo prepara o seu arsenal de defesa e, concomitantemente, ascende a planos cada vez mais elevados e de luz mais rutilante.
O médium, consciente dos seus deveres como porta-voz dos espíritos do Astral Superior, procura estar sempre bem humorado, de bem para consigo mesmo, formando um psicoambiente adequado, evitando assim maus elementos, que nada mais fazem senão provocar distúrbios predisponentes à aproximação dos espíritos do astral inferior, os quais estão permanentemente vigilantes nos seus postos estratégicos e prontos para assaltar, por meio de suas intuições, as pessoas desprevenidas que, por este fato, fraquejam no cumprimento dos seus deveres. Nessa situação de fraqueza, os médiuns são os mais alvejados por serem mais sensíveis e dóceis instrumentos para receber intuições, sendo as dos espíritos inferiores de natureza e índole maldosa e destruidora.
Quanto mais sensível for o médium, mais perseguido será pelos espíritos inferiores.
Por isso, impõe-se-lhe investir na mais valia dos seus conhecimentos, cumprindo os princípios doutrinários, que o conduzem à sua valorização espiritual e intelectual, como ápice e/ou meta a atingir enquanto prisioneiro da matéria, para, quando do seu desenlace, poder galgar a seu mundo de origem.
O médium atento ao cumprimento dos seus deveres sabe o que deve fazer, porque está consciente do Bem que pratica como instrumento das Forças Superiores, que o encorajam com fluidos benéficos. Todo cuidado é pouco. Nenhum militante da Doutrina está imune a perseguições do astral inferior, tendo em conta que os bem intencionados são potenciais inimigos dos espíritos inferiores.
Estudo constante e metódico da Doutrina, em grupo; evangelização do médium e dos demais integrantes; cultivo dos valores morais; mente equilibrada; senso de autocrítica; prática da caridade; humildade; altruísmo; tolerância; desinteresse material nas atividades mediúnicas; não alimentar conflitos e discussões estéreis são alguns dos recursos para evitar-se as mistificações.
Quando o médium entender muito bem o que quer dizer responsabilidade, a palavra mistificação será somente uma pequena abordagem nos dicionários de sinônimos.
O verdadeiro sentido da palavra caridade:
Benevolência para
com todos;
Indulgência para as imperfeições dos outros;
Perdão das ofensas.

Esclarecer é também amar.
(Emmanuel - Consolador - pág. 161)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cabala - Mapa de Deus para a humanidade


O que é a cabala?

O misticismo judaico, também conhecido como cabala, consiste em um conjunto de ensinamentos orais, textos e práticas que foram transmitidas por mestres iluminados. Ele contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico através de uma simbologia complexa e de uma linguagem ambígua e até erótica que pode desestabilizar a razão e a fé dos menos preparados. A cabala é uma maneira de experienciar a religião judaica e suas crenças. É colocar em prática a sabedoria sagrada com a finalidade de sentir o divino mais próximo. É um contato direto com a presença de Deus, a sua essência. Costumamos dizer que o homem necessita abrir sete cortinas para entrar em contato com a realidade, com a essência de tudo, até a união mística.


Como isso pode ser feito?

Através do estudo diário das técnicas de meditação que levam a um contato direto com Deus. É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil. Dentro do misticismo judaico existe um lado de Deus, o "Ein Sof" (pode ser traduzido como "o infinito"), que é totalmente inacessível e incompreensível racionalmente. Por outro lado, para tornar-se ativo e criativo, Deus criou as dez sefirot ou inteligências. As sefirot dentro de nós. As sefirot formam a Árvore da Vida, que não é apenas uma metáfora vertical em relação a Deus. Em sua representação horizontal ela representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós.


O que é a Árvore da Vida?

É um mapa para entendermos a manifestação de Deus. O Deus que saiu de si, se desdobrou para criar o universo. Cada sefirot é um aspecto da natureza de Deus. Elas nos ajudam a entender o mapa de como Deus atua no universo. Elas são, na verdade, um mapa de Deus manifesto no homem e na natureza. O micro imita o macro. Através da compreensão das sefirot, podemos entender as características humanas nos relacionamentos interpessoais e como esses aspectos influenciam nossas interações com o outro. Como Deus se manifesta também na natureza, devemos ficar atentos para preservarmos o meio ambiente, pois cada aspecto da natureza pode ser um portal para um contato com Deus: uma flor, uma célula, um átomo, uma estrela, a lua.

Keter – a coroa, localizada no alto da cabeça. É o local onde a luz divina se filtra para dentro da nossa dimensão espiritual. É ao mesmo tempo, luz e receptáculo.

Chochmá – envolve o lado direito do cérebro e significa sabedoria. Representa a inspiração divina penetrando na nossa percepção. Dá acesso a novas idéias, novas maneiras de ver universo, novas visões de nós mesmos e dos outros.

Chesed – está localizada no ombro direito, expressa o profundo desejo de dar, de contribuir, de fazer algo de útil.

Yesod – é a sefirot da coluna central, localizada acima da virilha. Significa alicerce de toda a vida na terra em razão do poder regenerativo do órgão sexual masculino.

Malchut – expressa o lado feminino. É a mãe inferior que ajuda a manifestar as outras sefirot. Está localizada na sola dos pés, representando o ponto de ligação entre os seres humanos e a terra. Outras tradições a associam à boca.

Biná – envolve o lado esquerdo do cérebro. Significa entendimento. Nos ajuda a traduzir essas idéias em forma, estrutura e palavras.

Gevurá – está localizada no ombro esquerdo. Corresponde ao bom juízo e à nossa disciplina. Nosso impulso de sermos generosos.

Netzach – está localizada no quadril esquerdo e significa vitória e resistência. Representa o desejo de seguir em frente.

Hod – está localizada no quadril esquerdo. Representa a majestade. É a energia calma, silenciosa, que permite aos outros de aproximar de nós.

Tiferet – significa o esplendor e a verdade. Integra o dar e o receber de nova maneira: receber para dar. Está associada à cor verde, às árvores e plantas.

Fonte: Livro "O Poder de Cura da Cabala" de Raphael Kellma