É com muitas saudades que estamos de volta, tentando somar conhecimentos com todos que participam deste site!
Em primeiro lugar, muito obrigado à todos que nos escreveram, e desculpem-nos se alguns não receberam suas respostas ainda. Mas, o tempo é pouco e a pesquisa é grande, para não confundirmos mais ainda a cabeça de nossos irmãos – em – fé, agradecemos as dúvidas e as palavras de carinho!
Hoje vamos tentar explicar um pouquinho os diferentes rituais.
COMECEMOS POR DEFINIR O QUE SEJA RITUAL:
Ritual, é uma forma particular de se cultuar o alto do Altíssimo e cada religião possui seu ritual próprio, que se distingue de todas as outras religiões e proporciona a seus fiéis uma individualização no momento em que se colocam em contato mental com a divindade maior que rege sua religião.
O ritual identificador de uma religião, tem como função envolver, estimular e congraçar num mesmo nível vibratório mental e religioso todos os seus fiéis. É quando todos os seres reunidos num mesmo espaço desarmam seus emocionais, anulam suas intolerâncias, animosidades, receios, medos e angústias e possam vibrar num mesmo sentido a fé em DEUS.
• QUANDO OS UTILIZAR?
Como dissemos a pouco, temos os rituais que são utilizados no sentido de harmonização vibratória das pessoas reunidas em um mesmo espaço, e sob uma mesma Irradiação religiosa, com as mesmas práticas sub-rituais. As práticas sub-rituais são utilizadas em muitas ocasiões.
CITEMOS ALGUMAS:
Encontro de fiéis de uma mesma religião, quando recorrem a um modo particular de cumprimento e saudação.
Oferendas rituais, votivas, propiciatórias, divinatórias, consagratórias, etc., quando cada sub-ritual ainda que conserve em sua essência os fundamentos do ritual, no entanto tem seu modo e ritualística próprios para cada fim que se almeja alcançar.
Até que ponto resolvem?
Esta é uma questão mais discutível. Se realizamos uma prática ritual com um fim específico, no entanto, fatores imponderáveis podem alterar os resultados finais. Por exemplo:
Um fiel de uma religião vai inaugurar uma loja ou casa de comércio. Ele solicita ao seu sacerdote que se realize um ritual propiciatório ao êxito e prosperidade de seu novo local, onde irá ganhar o seu pão abençoado.
O sacerdote recorre a uma prática sub-ritual e consagra e abençoa o lugar em questão, tornando-o vibratóriamente positivo ao bom êxito e prosperidade.
1ª Ocorrência: o fiel em questão, movido pela sua fé religiosa e confiança no seu trabalho e na sua capacidade profissional, inaugura sua loja e prospera rapidamente.
2ª Ocorrência: o local foi tornado positivo, mas o fiel, a despeito de sua imensa fé, não é um bom profissional no trato dos seus clientes, ou na escolha das mercadorias a serem expostas, ou na obtenção do menor custo, etc., e não prospera.
CONCLUSÃO:
“Nos rituais propiciatórios, tanto o ritual quanto o santo invocado, pouco resolvem se o beneficiário não fizer por merecer!!”
COMENTÁRIOS:
Esperamos com estas poucas linhas poder ter explanado o objetivo dos rituais para que todos comecem a entender que embora hajam diferenças entre eles, existe um mesmo objetivo, entrar em contato com sua Divindade, Orixá, Santo, Deus, e assim por diante, e o mais importante, começar a entender os diferentes rituais dentro da Umbanda e de outras religiões e pensar muito antes de começar a criticar.
Cada Templo tem seu ritual próprio, sua forma de cultuar e entrar em contato com o Divino!!
Cada indivíduo é único em sua forma, não é mesmo? Embora, às vezes, parecidos, nunca são iguais! Então, assim também são as religiões, às vezes parecidas, mas não iguais, não em seus rituais, somente iguais no objetivo de fazer os indivíduos buscarem DEUS, e cada um encontra DEUS e afinidade onde se sente bem! Feliz! Seja ele cristão ou judeu! Cada um, em sua busca, acaba encontrando DEUS em uma religião, que lhe agrade, lhe convença (lhe desperte a fé), não é mesmo? Fé é um sentimento que não se explica! Se confia e pronto! E nunca esquecermos que só recebemos o que nos é de merecimento! Temos que também fazer a nossa parte material, pois o espiritual esta ajudando! Certo?
MITOS E PRECONCEITOS
Os mitos, sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
Senão, vejamos:
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que quem não a desenvolve.
Isto é uma verdade se quem se desenvolveu também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu e logo começou a enfiar os pés pelas mãos, uma vez que, se ele adquiriu um poder relativo, no entanto, começa a se chocar com um poder absoluto que é a Lei da Ação e Reação. Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim e tão somente um meio.
COMENTÁRIOS:
Para quem não entendeu a fantasia da coisa, vou tentar falar bem claro.
Existem médiuns que infelizmente se assoberbam com o simples fato de incorporarem determinadas entidades e não se sentem iguais aos outros médiuns do corpo mediúnico, acabam por perder o respeito à entidade dos outros e começam a julgarem-se os sábios, e desconfiam da incorporação dos outros, acreditando que só e somente eles é que têm a melhor incorporação e a do melhor Guia! Quanta modéstia não?
Acreditam que a Entidade lhes pertence exclusivamente e que os poderes desta entidade lhes pertence.
Batem no peito e se gabam: – Ninguém mexe comigo, pois, eu tenho o Exú “fulano de tal” e arrebento a vida de qualquer um!
Não se contenta com um Guia que não possua um nome famoso e logo que adentra para desenvolver-se, não quer nem esperar a hora de seu guia intuir-lhe seu verdadeiro nome!
É o tal fulano (que por vaidade), entra em uma gira mediúnica e mesmo ainda não estando preparado, já quer estar graduado a incorporar e dar consultas (pois se sente inferior aos que já o fazem), quando começa a desenvolver-se já quer logo ir recebendo o Caboclo “Pode-Tudo” e o Exú “Quebra-Tudo” (nomes somente coloquiais, por favor…);
Então este mesmo fulano assoberbado, apressado, começa a dar consultas (é claro que a entidade tenta mudar-lhe o caráter), começa então, a Lei da Ação e Reação, o médium mete os pés pelas mãos e começa a prometer feitos para os consulentes em nome das Entidades e em sua cega prepotência não percebe que a Entidade não promete o que não é de merecimento do consulente pelo Alto.
Entra de cabeça em uma maré de enrolações, que dificilmente sairá e depois na maior cara-de-pau, quando os consulentes voltam para cobrar-lhe as promessas não cumpridas do médium, este ainda joga toda a culpa na Entidade e revolta-se (a maioria não chega nem a cogitar a própria falta de caráter!) e é claro, este médium acaba por abandonar o Terreiro, e começa então uma maratona, indo trabalhar de Terreiro em Terreiro até que se cansa de sua própria vaidade, e acaba abandonando a religião (vejam, como a Umbanda é generosa! Ela recebe todos, deixando que esgotem seus emocionais e quando já esgotados a abandonam). Na verdade, o médium à estas alturas já aprendeu alguma lição e se este ainda buscar outra Fé, será direcionado pelo Divino Pai, à uma religião onde qualquer contato com a mediunidade seja proibido.
Com a consciência um pouco mais desperta de seus erros, ele entrará em uma busca desesperada pela absolvição dos seus erros, preferindo acreditar-se possuído pelo demônio, quando o maior demônio era o que habitava seu coração, e não fora de si, como muitos preferem acreditar.
Muitos médiuns que enveredaram pelo caminho da Luxúria, Vaidade, Sexo, matança desenfreada de animais para Baixa Magia (Magia Negra), hoje, lotam milhares de Igrejas Evangélicas em todo o país em uma busca desenfreada pelo perdão de suas magias – negras e cumplicidade com Entidades do Baixo – Astral.
Amedrontados, pedem perdão ao Senhor Jesus e transferem vossas culpas à nossa amada Umbanda, que muitas vezes fora usada como palco de Magias Negras e rituais do mais baixo escalão!
Culpam a nossa Umbanda em público, fingindo-se incorporados de demônios! Estão incorporados é de suas consciências pesadíssimas que buscam desesperadamente livrarem-se de todo peso, de anos e anos a usar e alimentar espíritos ignorantes a seu bel – prazer!
Culpam a Umbanda e os demônios pela falta de caráter que possuem!
É com grande alívio que vejo estas Igrejas recolherem centenas dessa gente em seus Templos, fazendo uma verdadeira limpeza em nossa Religião.
Quando me refiro à limpeza, pois é isso mesmo que é, a Umbanda esta sendo purificada com a retirada dessa escória de Magos Negros, que tanto contribuíram para denegrir a nossa religião e que tantos prejudicaram sob o manto de cordeiro de suas vestes brancas dizendo-se umbandistas!
Desculpem-me se deixei alongar demais, temos que concluir nosso tema principal, mas acredito que ficou bem claro, onde pode acabar quem se deixa iludir por mitos (fantasias).
Nunca entrem em uma corrente mediúnica, por que te disseram que você tem guias maravilhosos, lindos, etc., todos os guias são maravilhosos mesmo, mas não é este o objetivo de se desenvolver a mediunidade, o principal objetivo tem de ser o de prestar a caridade, através do amor à todos os guias igualmente, a humildade de querer aprender e ajudar!
Não entrem por vaidade!! E se estão por ela, tratem logo de deixá-la de lado e começar a despertar o verdadeiro sentido de estarem em uma corrente mediúnica. Tenham amor por todos dentro de um Templo, respeitem por amor e não por temor!!
PRECONCEITOS
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.
VAMOS À ALGUMAS COLOCAÇÕES QUE PULULAM NO MEIO RELIGIOSO:
a mediunidade é uma provação
a mediunidade é uma punição cármica
a mediunidade escraviza os médiuns
a mediunidade limita o ser
COMECEMOS POR DESMENTIR ESTAS COLOCAÇÕES NEGATIVAS:
1º mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2º não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3º não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;
4º não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.
Para concluir, podemos dizer, que a mediunidade, por ser um dom, tende ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!
O VERDADEIRO SENTIDO DA UMBANDA
A Umbanda, ao contrário do que muitos imaginam, não é só trabalhos magísticos ou despachos na “encruza”.
Como religião ela possui todo um fundo magístico, mas que se desdobra em recursos acessíveis a todos que dela se aproximam.
Muitos buscam na Umbanda a cura para seus espíritos enfraquecidos nas lides diárias e muitos encontram nela uma via natural onde se religam espiritualmente com seus afins no plano astral. Este religamento acelera a evolução espiritual de tal forma, que após alguns anos, o umbandista possui uma noção muito ampla do que seja o outro lado da vida.
E, porque na Umbanda direita e esquerda se manifestam dentro de um equilíbrio rígido pelo alto, mais fácil é a compreensão dos umbandistas sobre as ações e reações, causas e efeitos e sobre o carma individual.
Umbanda é religião, é conhecimento, é magia e espiritualização, animados pela fé interior de cada um que resulta no que chamamos de “religião umbandista”, onde o socorro espiritual convive com o despertar da consciência para as verdades maiores.
Por isso, temos assentado que o verdadeiro sentido da Umbanda é acelerar a evolução espiritual e o aperfeiçoamento consciencial e religioso dos seus praticantes.
SENÃO VEJAMOS:
a Umbanda não recusa fiéis de outras religiões entre os consulentes que freqüentam assiduamente suas tendas de trabalho.
a Umbanda não obriga ninguém a renegar sua religião para poder participar de suas engiras.
Todas as outras Religiões estão representadas dentro do Ritual de Umbanda Sagrada, onde linhas de ação e trabalhos cristãs, hinduístas, islâmicas, persas, egípcias, atuam ocultadas por nomes simbólicos ainda não interpretados corretamente, ou sequer apercebidas mesmo pelos médiuns que incorporam espíritos ligados a elas.
Com isso, queremos dizer que a Umbanda Sagrada é o congraçamento de todos os espíritos e a reunião do que há de melhor em todas as religiões ainda ativas ou já adormecidas na mente dos espíritos encarnados, que somos nós. Umbanda é fé, é caridade, é conhecimento, é ecumenismo religioso. Sob o teto de um templo de Umbanda manifesta-se o caboclo índio, o preto – velho, o mestre hindu, o sábio chinês, o descontraído exú e a exuberante pomba – gira.
Aí esta sintetizado o verdadeiro sentido da Umbanda; união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamento que têm norteado a humanidade e a harmonização do ser com todas as religiões.
COMENTÁRIOS:
Está bem clara a grandeza e a beleza desta religião, agora, só dependerá de todos nós não destruirmos este maravilhoso universo chamado Umbanda, com nossos egoísmos, dúvidas desrespeitosas e preconceitos para com nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Que a Luz dos Divinos Orixás cubra à todos com seu manto protetor e que todos que ainda não conhecem esta Religião, não saiam criticando sem antes conhecê-la de verdade!
Um grande abraço destes “Eternos Aprendizes”.
Todos os textos foram baseados e tirados da obra psicografada “O Código de Umbanda”, de Rubens Saraceni.
Todos os comentários foram coordenados pela Babá do Templo “Eternos Aprendizes do Amor e da Fé em Oxalá”.
AGRADECIMENTOS:
Ao nosso querido Pai Rogério, do “Templo da Estrela Azul”, nosso abraço mais que fraternal, e nossa eterna amizade!
À Rubens Saraceni, pela maravilhosa obra que está vindo através de sua psicografia, agradecemos do fundo do nosso coração seu trabalho e sua amizade.
À todos que acessaram este site, obrigado pela atenção!!
Ao nosso querido Pai Élcio – de – Oxalá, que com suas lindas canções só tem enriquecido nossa Umbanda!
Ao amigo e editor Luiz A. L. Silva, que tem trazido com sua ajuda material, a publicação de tão maravilhoso trabalho.
Agradeço também a existência de tantos falsos mestres que se auto – intitulam mestres, pois, foi conhecendo este tipo de gente que tive a oportunidade de diferenciar os falsos – umbandistas dos verdadeiros, aprender tudo o que eu nunca deveria fazer, e graças a existência deles foi que soube separar o “joio do trigo”, reconhecendo na humildade verdadeira das pessoas, o verdadeiro caminho que me levaria de encontro ao verdadeiro aprendizado, graças a estes inimigos da Umbanda eu tive mais vontade de lutar, aprender, amar e levantar a bandeira da Umbanda.
Cada um que já leu milhares de livros como eu, que busca conhecimento em livros, tomem cuidado com os falsos mestres, tem gente boa, mas tem muita gente que em suntuosos templos contradiz a humildade que os livros pregam, no intuito de comercializar livros “Chupados” de diversas outras literaturas.
Infelizmente os maiores inimigos da Umbanda estão infiltrados nela, mas haverá o dia em que nosso Divino Pai Xangô, em seu tempo certo, irradiará sua Justiça e a Umbanda desabrochará de uma vez, como todas as outras religiões!
Até breve! Um abraço à todos amigos da Umbanda. Eternos Aprendizes do Amor e da Fé em Oxalá.
Agradecimento final: Aos meus filhos, que tanto tem me ajudado a amar esse trabalho, ao meu filho Marcos, pelo tempo, dedicação e por digitar a página e à Mãe Manoela que nos ensinou amar todos sem distinção: Baianos, boiadeiros, ciganos, marinheiros, exús, pomba – giras, pretos – velhos, crianças, encantados, etc., abençoados Mãe Manoela aqueles que te conhecem! Obrigado Pai Olorum por ter nos unido a seres tão encantadores e por ter nos dado vida em abundância para eternamente aprendermos…..
(Infelizmente este foi um texto que baixei no EMULE e não veio com o nome do AUTOR, gostariamos muito de saber, assim poderemos dar créditos a quem o fez por merecer)
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Rituais de Umbanda
O RITUAL NA UMBANDA (aos médiuns no dia de trabalho)
Obrigação - É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação e no seu preparo individual, segundo as responsabilidades que assumiu no templo, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais dos trabalhadores do astral.
Preceito - Normas, proibições e recomendações relativas ao culto e trabalho dos médiuns na casa.
Banhos de Descarga - São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, limpa toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.
Preparo - O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.
Uso - O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa). O mais indicado, na maioria dos casos, para os médiuns
que não fizeram amaci, é tomar os banhos somente do pescoço para baixo.
Bater com as pontas dos dedos, no chão - Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença para adentrar o ambiente preparado para as tarefas no templo(local da gira).
Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, e das entidades presentes. Bate a cabeça, primeiramente firmando o frontal, e as frontes direita e esquerda à fim de pedir proteção e fluidificar-se para as tarefas, recebendo as energias concentradas no congá.
Pemba - A força mágica da escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval - forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, quando quem o manuseia, sabe o que esta fazendo. Pode purificar, quando em forma de pó e lançado ao ar no ambiente em que se utiliza, pois as pembas são sempre preparadas de forma a condensarem grande quantidade de energia fluidica.
Cruzamento com pemba - O Cruzamento com Pemba, é um ritual utilizado na Umbanda, para melhor proteção dos médiuns, que participam da gira, e que por esta razão, tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: Segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo. (Na nossa casa, o cruzamento com pemba, foi substituído pelo "cruzamento da coroa", que consiste em utilizar o fluido preparado com ervas disposto no congá, limpando e cruzando a cabeça na altura do chakra frontal).
Ponto Riscado - PONTOS DO TRABALHO, pontos para firmeza e de segurança de locais estratégicos no trabalho, sob a orientação do mentor espiritual das tarefas e realizado nas obrigações do dirigente do trabalho. PONTOS DAS ENTIDADES, riscado pelas entidades: Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar também a natureza do trabalho.
Defumação - Visa purificar o médium, o ambiente, os objetos e os consulentes, através da fumaça de uma combinação de ervas específicas. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras). A defumação é uma prática antiqüíssima de muitas religiões e de todos os povos. A defumação, evita a contaminação do médium nos diversos tipos de fluidos enfermos que poderiam ser assimilado pelo seu corpo e ou das pessoas presentes no trabalho. Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas das Entidades, aumentando assim a sensibilidade de uma forma. geral.
Atabaques - Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).
Ponto cantado
Cumprimento Ombro-a-Ombro - Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.
Velas - Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou. Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.
Água - Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência ( mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações. A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.
Sessão - Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.
Charutos, Cachimbos e Cigarros - O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
Guias (fios de contas) - É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.
Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) - É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.
Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.
Trabalhar descalço - O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor as encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc..., quando da vinda para o Terreiro.
Passe - Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais, curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de "Consolador Prometido", o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na esperança de cura ou de alívio. O Passe é uma "transfusão de energias psicofísicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de outrem" (Emmanuel). Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio nervoso e inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através de passes, devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal. Nos processos patológicos orgânicos, os "passes" não dispensam os recursos da Medicina, devendo ser utilizados como complemento".
Macaia - Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do "habitat" de Orixás. Ali se faz oferenda aos Orixás daquele "habitat" (casa).
Batismo - É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, da pemba e óleos sacramentais.
Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos.
FONTE: NÚCLEO ESPÍRITA CRISTÃO
Obrigação - É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação e no seu preparo individual, segundo as responsabilidades que assumiu no templo, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais dos trabalhadores do astral.
Preceito - Normas, proibições e recomendações relativas ao culto e trabalho dos médiuns na casa.
Banhos de Descarga - São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, limpa toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.
Preparo - O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.
Uso - O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa). O mais indicado, na maioria dos casos, para os médiuns
que não fizeram amaci, é tomar os banhos somente do pescoço para baixo.
Bater com as pontas dos dedos, no chão - Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença para adentrar o ambiente preparado para as tarefas no templo(local da gira).
Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, e das entidades presentes. Bate a cabeça, primeiramente firmando o frontal, e as frontes direita e esquerda à fim de pedir proteção e fluidificar-se para as tarefas, recebendo as energias concentradas no congá.
Pemba - A força mágica da escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval - forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, quando quem o manuseia, sabe o que esta fazendo. Pode purificar, quando em forma de pó e lançado ao ar no ambiente em que se utiliza, pois as pembas são sempre preparadas de forma a condensarem grande quantidade de energia fluidica.
Cruzamento com pemba - O Cruzamento com Pemba, é um ritual utilizado na Umbanda, para melhor proteção dos médiuns, que participam da gira, e que por esta razão, tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: Segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo. (Na nossa casa, o cruzamento com pemba, foi substituído pelo "cruzamento da coroa", que consiste em utilizar o fluido preparado com ervas disposto no congá, limpando e cruzando a cabeça na altura do chakra frontal).
Ponto Riscado - PONTOS DO TRABALHO, pontos para firmeza e de segurança de locais estratégicos no trabalho, sob a orientação do mentor espiritual das tarefas e realizado nas obrigações do dirigente do trabalho. PONTOS DAS ENTIDADES, riscado pelas entidades: Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar também a natureza do trabalho.
Defumação - Visa purificar o médium, o ambiente, os objetos e os consulentes, através da fumaça de uma combinação de ervas específicas. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras). A defumação é uma prática antiqüíssima de muitas religiões e de todos os povos. A defumação, evita a contaminação do médium nos diversos tipos de fluidos enfermos que poderiam ser assimilado pelo seu corpo e ou das pessoas presentes no trabalho. Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas das Entidades, aumentando assim a sensibilidade de uma forma. geral.
Atabaques - Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).
Ponto cantado
Cumprimento Ombro-a-Ombro - Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.
Velas - Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou. Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.
Água - Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência ( mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações. A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.
Sessão - Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.
Charutos, Cachimbos e Cigarros - O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
Guias (fios de contas) - É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.
Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) - É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.
Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.
Trabalhar descalço - O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor as encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc..., quando da vinda para o Terreiro.
Passe - Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais, curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de "Consolador Prometido", o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na esperança de cura ou de alívio. O Passe é uma "transfusão de energias psicofísicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de outrem" (Emmanuel). Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio nervoso e inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através de passes, devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal. Nos processos patológicos orgânicos, os "passes" não dispensam os recursos da Medicina, devendo ser utilizados como complemento".
Macaia - Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do "habitat" de Orixás. Ali se faz oferenda aos Orixás daquele "habitat" (casa).
Batismo - É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, da pemba e óleos sacramentais.
Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos.
FONTE: NÚCLEO ESPÍRITA CRISTÃO
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Um esclarecimento sobre os pontos cantados dentro do ritual de Umbanda

POR FERNANDO SEPE
Um dos elementos mais interessantes dentro da liturgia umbandista, são os pontos cantados. Além de serem lindos, eles têm funções importantíssimas dentro do ritual, fazendo - se presente em todas as reuniões de Umbanda. Muitas definições e funções são dadas aos pontos e às vezes algumas pessoas fazem uma pequena confusão. Também, o modo como serão executados e o uso dos atabaques ou não, geram ainda muitas discussões dentro da Umbanda. Tecerei alguns comentários que espero sirvam para elucidar um pouco essas questões.
Primeiramente, existem muitas definições sobre os pontos cantados. Na maioria das vezes veremos respostas dizendo que os pontos são "mantras" ou "prece cantadas" e que são utilizados para "chamar os guias". Vejamos:
Mantra vem do sânscrito da raiz mana (mente) e tra (controle). São palavras ou sílabas que normalmente são repetidas metodicamente (oralmente ou mentalmente) e através desses mantras tanto controla - se a mente como sintoniza - se com a força evocada no mantra, ativa – se um chacra, etc. Portanto podemos ver que o mantra tem algumas funções específicas análogas ao ponto cantado, mas atua a partir de uma mecânica diferente. O ponto também atua como forma de controle da mente, notavelmente na dos médiuns, que a partir dos cantos concentram - se no trabalho a ser realizado. Além disso, os pontos ajudam a sintonização com os guias, "direcionando" a mente dos médiuns a determinadas sintonias. Também quando vibrados com amor, ajudam na ativação dos chacras, notavelmente o cardíaco, o laríngeo e o frontal, facilitando o uso das faculdades anímicas - mediúnicas.
Prece vem do latim "precari" e significa rogar, pedir com seriedade, suplicar, etc. A prece podemos definir como uma "conversa" dirigida a seres da espiritualidade superior e Deus. Novamente essas características estão presentes nos pontos cantados, onde louvamos, pedimos, agradecemos e endereçamos nosso amor aos guias e mentores através dos cantos.
Mas, os pontos também são verdadeiras determinações de magia, onde movimentamos forças afins com o trabalho, além de direcionarmos essa energia para algum trabalho específico a ser realizado, como, por exemplo, os pontos de corte de demanda, os para trabalhos de cura, etc.
Concluímos então, que os pontos cantados são simplesmente pontos cantados! Mantras, preces e determinações têm funções análogas a eles e são fantásticos, mas têm uma mecânica e sentidos diferente de serem realizados. Podem e devem ser estudados e praticados, mas não confundidos com os pontos.
Além das funções descritas anteriormente, temos outras como: a ajuda que os pontos dão para a organização do ritual do trabalho onde eles auxiliam para a manifestação mediúnica ordenada. Claro que os pontos na verdade não chamam os guias, pois eles já estão na casa antes mesmo do trabalho começar, mas sim, fazem com que o ritual prossiga de forma equilibrada e serve de comunicação entre o dirigente espiritual com os médiuns. Também temos interação que os pontos fazem entre a assistência que através dos pontos sentem - se mais acolhidos dentro da casa e, principalmente, a mudança de estado íntimo que um ponto pode ocasionar. Às vezes estamos tristes e basta uma música que faça nos lembrar de algo legal ou bonito em nossas vidas, ou uma bela canção para nos elevarmos, mudarmos nossos sentimentos e pensamentos, melhorando assim conseqüentemente a nossa energia pessoal. Talvez essa seja a maior das magias realizadas pelos pontos cantados.
Passando agora para a questão dos atabaques. Muitas críticas são feitas ao uso do atabaque, a mais comum diz que os atabaques favorecem o animismo. Novamente é necessário um pouco de discernimento sobre a questão. Animismo vem do latim - animus que quer dizer alma, portanto quando diz - se que a incorporação "foi puro animismo" quer dizer que não houve influência de espírito, mas sim a própria pessoa produziu a incorporação em sua mente. Diz - se então que o atabaque gera uma "euforia", "empolgação" e o médium sai "rodando e girando" por puro embalo dos atabaques. Realmente isso pode acontecer, como acontece! Mas ocorre mais por uma falta de orientação do médium, do que pelo uso do atabaque. Querem melhorar o problema do animismo? Então incentivem os estudos espiritualistas de mente aberta e que elevam a consciência. Parece - me que colocar a culpa no atabaque é como "tampar o sol com a peneira", além de uma tentativa de "evangelizar e espiritizar" a Umbanda a moldes kardecistas, ou como no caso de algumas escolas ditas iniciáticas de Umbanda que tentam, abolindo os atabaques, desvincularem a Umbanda de qualquer influência africana...
A verdade é que os atabaques são instrumentos que se bem utilizados potencializam ainda mais o ponto cantado. A curimba torna - se um verdadeiro pólo irradiador de vibrações e forças que são direcionadas para o bem do trabalho. Os instrumentos de percussão criam verdadeiras ondas diluidoras e desagregadoras de energias, formas pensamentos negativas e às vezes até chegam a realizar uma desobsessão. Qualquer clarividente razoável, ou pessoa com experiência em terreiro seja médium, cambone, etc pode relatar o que é dito aqui. Na parte mediúnica o uso de atabaques também é extremamente positivo, pois além da aumentar o efeito de concentração do ponto cantado, também atuam diretamente sobre os chacras dos médiuns, sobre sua aura, auxiliando a incorporação, além de as "batidas" compassadas atuarem nas ondas cerebrais as influenciando e levando a estados alterados de consciência. Os xamãs de todo mundo utilizam - se de tambores com essa finalidade. Claro que existem casas onde não existem pessoas preparadas para tocar atabaque. Nesse caso é melhor não toque - se atabaque e apenas utilize - se do canto. Mas quando alguma pessoa preparada e afim com o trabalho da casa aparecer, o atabaque pode ser introduzido dentro do ritual dela. Sempre respeitando a importância do devido preparo e afinidade entre o atabaqueiro e a casa.
Finalizando, aqui foram descritos de forma bem resumida alguns aspectos dos pontos cantados. Espero que possa ter sido claro e tenha fornecido informações úteis para melhor compreensão desse fundamento maravilhoso da religião de Umbanda.
Abraços a todos
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cambonos: Os médiuns de sustentação
Cambono é um secretário das entidades. Ele zela pelo bom atendimento, ajuda a dinamizar as consultas, facilita o trabalho das entidades e serve também como intérprete destas.
O cambono, na verdade, é um médium em desenvolvimento ou que não incorpora. Também podem ser utilizados os outros médiuns em regime de escala. O seu trabalho dentro do Templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes. Muitas vezes, um Guia Espiritual tem dificuldades de adentrar no íntimo do consulente devido à densidade energética presente na pessoa e lança mão da presença do cambono e, através deste, fazendo como que “uma ponte”, consegue auscultar o íntimo da pessoa.
Como o trabalho do cambono é de secretário, ele deve, antes de tudo e se possível com um dia ou mais de antecedência, deixar preparado todos os apetrechos de trabalho que costumam ser utilizado pela entidade a qual irá cambonear. Ele precisa saber os hábitos de trabalho da entidade em dias de atendimento ou, se for a sua primeira vez, deve se informar sobre o que precisará ter em mãos, caso seja pedido, evitando assim atrasos desnecessários durante as consultas. O cambono, na verdade, precisa ter conhecimento de todo o culto e de todas as entidades, precisando, então, prestar muita atenção à atuação delas durante as giras.
Sempre que solicitado, o cambono deve ajudar as entidades a se comunicarem com os consulentes, desde é claro, que seja treinado para isso e também que seja muito atento a tudo o que a entidade solicitar. Na verdade, o cambono, em alguns casos, poderá explicar de uma forma mais simples ou mesmo interpretar o que for dito para que o consulente não distorça as palavras das entidades. Lembre-se de que para este trabalho o cambono deverá ser preparado em uma espécie de estágio nas Giras de desenvolvimento para que possa saber como as entidades trabalham.
O cambono, antes de qualquer coisa, é pessoa de extrema confiança do Pai ou Mãe da casa, assim como da entidade que estiver atendendo; portanto, caso perceba qualquer coisa estranha, qualquer coisa que não faça parte dos procedimentos normais, deve reportar-se ao Guia-chefe ou ao Pai ou Mãe da casa na mesma hora. É por isso que é tão importante, e necessário, que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e todas as normas da conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do Templo.
O fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre tudo o que ouvir, não se esquecendo de que ali estão sendo tratados assuntos particulares e que não dizem respeito a ninguém além da pessoa que estiver sendo atendida e da entidade. O sigilo é um juramento de confiança que todo o cambono deve ter e fazer.
Sem a ajuda de um cambono, os trabalhos tornam-se lentos e o atendimento aos consulentes ficaria difícil, principalmente se o Templo atender um grande número de pessoas. Para que tudo transcorra de forma satisfatória, a presença de um cambono é de grande necessidade dentro do Templo, mas este não deve jamais confundir a entidade com a pessoa, isto é, ele é cambono do Guia Espiritual e não daquele médium, que é apenas um irmão dentro do Templo. O que ele pode, sim, é perguntar ao médium com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor atendimento à entidade durante os trabalhos.
Uma prática útil e aconselhável dentro de um Templo é a troca de cambonos entre as entidades. Isto traz um maior aprendizado aos cambonos e também faz com que estes se habituem a tratar todas as entidades da mesma forma, sem criar laços afetivos exagerados. Desenvolver afeto pelas entidades é comum, mas a afinidade espiritual só é saudável se não conduzir à dependência; portanto, o chefe da casa poderá decidir-se pelo trabalho alternado e, nesse caso, deverá fazer com que todos saibam disso com antecedência.
De vez em quando, todos médiuns, mesmo aqueles que incorporam, deveriam trabalhar como cambonos para poderem aprender mais e desenvolver a humildade, que é a característica mais importante que um médium deve ter.
Obs: Somente o Guia-Chefe deverá ter um cambono fixo e da confiança do sacerdote, pois provavelmente participará ativamente de todas as resoluções tomadas em relação a médiuns e ao Templo. Normalmente, o Guia-Chefe requer certa rapidez e presteza em seus atos e atendimentos, e só um cambono fixo poderá se prestar eficientemente como auxiliar.
Materiais básicos que os cambonos precisam ter durante os trabalhos:
Veja bem: esta é uma lista de material utilizada normalmente. Desde que saiba qual entidade irá cambonear, o cambono deve saber se ela usa materiais específicos, tais como ervas, velas, bebidas, ferramentas de trabalho, etc. e se organizar junto ao médium com o qual trabalhará para ter tudo por perto.
É importante saber que todo o material de uso das entidades é de responsabilidade do médium que a incorpora e que o trabalho do cambono é estar atento para que este material não falte ou acabe, devendo comunicar o médium com antecedência quando o material estiver acabando.
Obs: O Cambono é um auxiliar do Templo e não um empregado dos médiuns. A educação e a lisura devem estar presentes a todo instante.
O QUE É SER UM CAMBONO
Os Cambonos são médiuns de sustentação, e são tão importantes quanto os médiuns ostensivos (de incorporação mediúnica) nos trabalhos de uma Casa Umbandista; eles também devem seguir certos procedimentos e ter a mesma dedicação e responsabilidade.
O Cambono, médium de sustentação, é aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva ou não, que está presente ao trabalho, mas que não participa diretamente do fenômeno nem dos procedimentos de incorporação mediúnica para atendimentos.
Como o próprio nome diz, embora não esteja envolvido diretamente no fenômeno ou na assistência, faz a sustentação energética do trabalho, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.
Ao contrário do que se pensa, os médiuns cambonos de sustentação são tão importantes quanto os médiuns de incorporação, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o grupo e para o trabalho, enquanto os médiuns de atendimento fazem a sua parte e desenvolvem o trabalho assistencial.
Além disso, são eles também que ajudam os médiuns de incorporação, como já foi escrito linhas acima.
Considerando esse papel, podemos listar alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação:
Responsabilidade
Tanto quanto o médium de incorporação, o médium cambono de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os seus colegas médiuns ou não.
Firmeza mental e emocional
Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium cambono de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.
Equilíbrio vibratório
Como trabalha principalmente com energias – que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos o cambono, médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.
Para isso, deve observar sempre a prática do Evangelho no Lar, ou algo similar, bem como a preparação necessária na noite que antecede o trabalho e no dia propriamente dito, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental, dos banhos ritualísticos, da firmeza da sua guarda, etc.
Compromisso com a casa, o grupo, os Guias Espirituais e os assistidos
O cambono, médium de sustentação deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados:
• Com a casa que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de seguí-los. Explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição.
• Com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.
• Com os Guias Espirituais: lembrando que eles contam também com os médiuns cambonos de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a “improvisar” para cobrir a ausência. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.
• Com os assistidos: encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores. Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação.
Ausência de preconceito
O cambono, médium de sustentação não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os dirigentes, mentores, etc.
Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.
Discrição
O cambono, médium de sustentação nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios.
Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos.
Coerência:
Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos.
Como vemos, as responsabilidades dos cambonos, médiuns de sustentação são as mesmas que a dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.
CONCLUSÃO
Como vimos, não é tão fácil ser um cambono. Para ser um, é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os Guias Espirituais, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar para, depois, se for o caso, ser um bom médium de incorporação e alcançar a evolução espiritual até o Pai Maior.
Fonte:
TRECHO EXTRAÍDO DO LIVRO: O ABC DO SERVIDOR UMBANDISTA
AUTORIA: PAI JURUÁ – NO PRELO
O cambono, na verdade, é um médium em desenvolvimento ou que não incorpora. Também podem ser utilizados os outros médiuns em regime de escala. O seu trabalho dentro do Templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes. Muitas vezes, um Guia Espiritual tem dificuldades de adentrar no íntimo do consulente devido à densidade energética presente na pessoa e lança mão da presença do cambono e, através deste, fazendo como que “uma ponte”, consegue auscultar o íntimo da pessoa.
Como o trabalho do cambono é de secretário, ele deve, antes de tudo e se possível com um dia ou mais de antecedência, deixar preparado todos os apetrechos de trabalho que costumam ser utilizado pela entidade a qual irá cambonear. Ele precisa saber os hábitos de trabalho da entidade em dias de atendimento ou, se for a sua primeira vez, deve se informar sobre o que precisará ter em mãos, caso seja pedido, evitando assim atrasos desnecessários durante as consultas. O cambono, na verdade, precisa ter conhecimento de todo o culto e de todas as entidades, precisando, então, prestar muita atenção à atuação delas durante as giras.
Sempre que solicitado, o cambono deve ajudar as entidades a se comunicarem com os consulentes, desde é claro, que seja treinado para isso e também que seja muito atento a tudo o que a entidade solicitar. Na verdade, o cambono, em alguns casos, poderá explicar de uma forma mais simples ou mesmo interpretar o que for dito para que o consulente não distorça as palavras das entidades. Lembre-se de que para este trabalho o cambono deverá ser preparado em uma espécie de estágio nas Giras de desenvolvimento para que possa saber como as entidades trabalham.
O cambono, antes de qualquer coisa, é pessoa de extrema confiança do Pai ou Mãe da casa, assim como da entidade que estiver atendendo; portanto, caso perceba qualquer coisa estranha, qualquer coisa que não faça parte dos procedimentos normais, deve reportar-se ao Guia-chefe ou ao Pai ou Mãe da casa na mesma hora. É por isso que é tão importante, e necessário, que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e todas as normas da conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do Templo.
O fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre tudo o que ouvir, não se esquecendo de que ali estão sendo tratados assuntos particulares e que não dizem respeito a ninguém além da pessoa que estiver sendo atendida e da entidade. O sigilo é um juramento de confiança que todo o cambono deve ter e fazer.
Sem a ajuda de um cambono, os trabalhos tornam-se lentos e o atendimento aos consulentes ficaria difícil, principalmente se o Templo atender um grande número de pessoas. Para que tudo transcorra de forma satisfatória, a presença de um cambono é de grande necessidade dentro do Templo, mas este não deve jamais confundir a entidade com a pessoa, isto é, ele é cambono do Guia Espiritual e não daquele médium, que é apenas um irmão dentro do Templo. O que ele pode, sim, é perguntar ao médium com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor atendimento à entidade durante os trabalhos.
Uma prática útil e aconselhável dentro de um Templo é a troca de cambonos entre as entidades. Isto traz um maior aprendizado aos cambonos e também faz com que estes se habituem a tratar todas as entidades da mesma forma, sem criar laços afetivos exagerados. Desenvolver afeto pelas entidades é comum, mas a afinidade espiritual só é saudável se não conduzir à dependência; portanto, o chefe da casa poderá decidir-se pelo trabalho alternado e, nesse caso, deverá fazer com que todos saibam disso com antecedência.
De vez em quando, todos médiuns, mesmo aqueles que incorporam, deveriam trabalhar como cambonos para poderem aprender mais e desenvolver a humildade, que é a característica mais importante que um médium deve ter.
Obs: Somente o Guia-Chefe deverá ter um cambono fixo e da confiança do sacerdote, pois provavelmente participará ativamente de todas as resoluções tomadas em relação a médiuns e ao Templo. Normalmente, o Guia-Chefe requer certa rapidez e presteza em seus atos e atendimentos, e só um cambono fixo poderá se prestar eficientemente como auxiliar.
Materiais básicos que os cambonos precisam ter durante os trabalhos:
- Uma malinha (tipo mala de ferramentas), para colocar seus apetrechos de trabalho.
- Uma sacolinha, pendurada no pescoço, com todo o material necessário para o atendimento imediato dos guias, como: isqueiro – caneta – bloquinho de papel, etc.
- Um pano de cabeça (se for de uso do seu Templo).
- Uma toalhinha branca (para higiene).
Veja bem: esta é uma lista de material utilizada normalmente. Desde que saiba qual entidade irá cambonear, o cambono deve saber se ela usa materiais específicos, tais como ervas, velas, bebidas, ferramentas de trabalho, etc. e se organizar junto ao médium com o qual trabalhará para ter tudo por perto.
É importante saber que todo o material de uso das entidades é de responsabilidade do médium que a incorpora e que o trabalho do cambono é estar atento para que este material não falte ou acabe, devendo comunicar o médium com antecedência quando o material estiver acabando.
Obs: O Cambono é um auxiliar do Templo e não um empregado dos médiuns. A educação e a lisura devem estar presentes a todo instante.
O QUE É SER UM CAMBONO
Os Cambonos são médiuns de sustentação, e são tão importantes quanto os médiuns ostensivos (de incorporação mediúnica) nos trabalhos de uma Casa Umbandista; eles também devem seguir certos procedimentos e ter a mesma dedicação e responsabilidade.
O Cambono, médium de sustentação, é aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva ou não, que está presente ao trabalho, mas que não participa diretamente do fenômeno nem dos procedimentos de incorporação mediúnica para atendimentos.
Como o próprio nome diz, embora não esteja envolvido diretamente no fenômeno ou na assistência, faz a sustentação energética do trabalho, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.
Ao contrário do que se pensa, os médiuns cambonos de sustentação são tão importantes quanto os médiuns de incorporação, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o grupo e para o trabalho, enquanto os médiuns de atendimento fazem a sua parte e desenvolvem o trabalho assistencial.
Além disso, são eles também que ajudam os médiuns de incorporação, como já foi escrito linhas acima.
Considerando esse papel, podemos listar alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação:
Responsabilidade
Tanto quanto o médium de incorporação, o médium cambono de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os seus colegas médiuns ou não.
Firmeza mental e emocional
Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium cambono de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.
Equilíbrio vibratório
Como trabalha principalmente com energias – que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos o cambono, médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.
Para isso, deve observar sempre a prática do Evangelho no Lar, ou algo similar, bem como a preparação necessária na noite que antecede o trabalho e no dia propriamente dito, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental, dos banhos ritualísticos, da firmeza da sua guarda, etc.
Compromisso com a casa, o grupo, os Guias Espirituais e os assistidos
O cambono, médium de sustentação deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados:
• Com a casa que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de seguí-los. Explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição.
• Com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.
• Com os Guias Espirituais: lembrando que eles contam também com os médiuns cambonos de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a “improvisar” para cobrir a ausência. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.
• Com os assistidos: encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores. Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação.
Ausência de preconceito
O cambono, médium de sustentação não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os dirigentes, mentores, etc.
Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.
Discrição
O cambono, médium de sustentação nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios.
Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos.
Coerência:
Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos.
Como vemos, as responsabilidades dos cambonos, médiuns de sustentação são as mesmas que a dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.
CONCLUSÃO
Como vimos, não é tão fácil ser um cambono. Para ser um, é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os Guias Espirituais, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar para, depois, se for o caso, ser um bom médium de incorporação e alcançar a evolução espiritual até o Pai Maior.
Fonte:
TRECHO EXTRAÍDO DO LIVRO: O ABC DO SERVIDOR UMBANDISTA
AUTORIA: PAI JURUÁ – NO PRELO
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A gira de boiadeiros
Uma das giras mais antigas dentro da Umbanda é a dos nossos queridos Boiadeiros.
Uma manifestação de espiritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo.
Os Boiadeiros, de um modo geral, utilizam chapéus de vaqueiros, laços de corda e chicotes de couro, são ágeis e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada "êeeee boi" como se ainda estivessem tocando seu rebanho.
O que mais agrada um Boiadeiro é uma boa comida da roça, bebidas simples, mas sem dispensar as iguarias do povo mais moderno, afinal, já passaram necessidades suficientes para não precisar mais se privarem de uma boa cervejinha se assim forem ofertados.
A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem.
Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje.
Uma manifestação de espiritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo.
Os Boiadeiros, de um modo geral, utilizam chapéus de vaqueiros, laços de corda e chicotes de couro, são ágeis e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada "êeeee boi" como se ainda estivessem tocando seu rebanho.
O que mais agrada um Boiadeiro é uma boa comida da roça, bebidas simples, mas sem dispensar as iguarias do povo mais moderno, afinal, já passaram necessidades suficientes para não precisar mais se privarem de uma boa cervejinha se assim forem ofertados.
A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem.
Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Fumo e bebida
O Fumo
O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância. O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma. Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.
O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.
Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros. No fabrico dos charutos, as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração.
Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana. Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas. Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros. Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.
Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional "pito" em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes. Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, "na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda". Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para "defumar" o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar. A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.
Bebidas
O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.
Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior "liberdade de ação". Os exus são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como "combustível" ou "alimento", encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida. O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.
O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium. Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo. O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada.
O Fumo e a Bebida são Indispensáveis?
Podemos sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.
Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.
Fonte Mata virgem
O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância. O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma. Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.
O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.
Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros. No fabrico dos charutos, as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração.
Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana. Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas. Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros. Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.
Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional "pito" em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes. Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, "na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda". Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para "defumar" o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar. A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.
Bebidas
O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.
Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior "liberdade de ação". Os exus são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como "combustível" ou "alimento", encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida. O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.
O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium. Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo. O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada.
O Fumo e a Bebida são Indispensáveis?
Podemos sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.
Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.
Fonte Mata virgem
domingo, 13 de setembro de 2009
Você acende uma velinha
Vamos hoje falar um pouquinho sobre este elemento fundamental nos rituais umbandistas: as velas. Por que acendemos velas? O que elas representam e como atuam? Acho que muitas pessoas já se fizeram estas perguntas e outras nunca pensaram sobre o assunto. Como estamos buscando mais conhecimento e menos ações automáticas, acredito que este seja um assunto bem relevante. Então vamos lá!
velas
A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa. Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intensões como luz que toca outra luz em vário níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções. Portanto ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões.
Espero que vocês tenham conseguido entender um pouquinho deste importante fundamento umbandista, mas como conhecimento nunca é demais, saliento que este é um assunto legal para se estudar mais afundo e detalhadamente.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
velas
A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa. Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intensões como luz que toca outra luz em vário níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções. Portanto ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões.
Espero que vocês tenham conseguido entender um pouquinho deste importante fundamento umbandista, mas como conhecimento nunca é demais, saliento que este é um assunto legal para se estudar mais afundo e detalhadamente.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Incensos: propriedades e rituais
Tatiana Bulad
INCENSOS
Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo
Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.
O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando-se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:
I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associa o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.
III. O incenso está relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte.
De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este "santo remédio", se assim podemos chamá-lo.
Os Incensos são misturas de ervas, aromas, ou seja, misturas de componentes alquímicos que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.
Para manipular corretamente o incenso, devemos tomar certos cuidados tais como:
a) Acender o incenso sempre com uma intenção clara, podendo ser um puro agradecimento, prece, meditação ou o que mais tiver em mente;
b) Nunca devemos apagar o incenso com sopros;
c) Tentar sempre escolher a fragrância ou mistura conciliando com o que buscamos.
Alguns escritores descrevem a fumaça como sendo o, abstratamente, a transmutação da matéria em espírito , ou seja carvão com o aroma, respectivamente. Talvez isto explique o porque da necessidade de se ter uma intenção.
TIPOS, FORMAS E FRAGRÂNCIAS
Hoje em dia, são muitas as marcas, tipos, formas e fragrâncias encontradas.
No mercado hoje, encontramos incensos de marcas nacionais ou importadas, que duram de 15 minutos, ½ hora e até uma hora.
Na Índia, por exemplo, existe um tipo de incenso que sua duração chega até 6 horas, com uma fragrância muito suave que serve para serem utilizadas nos rituais nos templos. Esta longa duração é para a fragrância elevar as orações o tempo todo enquanto o ritual durar. em
Podemos ainda encontrar incensos nas formas de varetas, cones, espirais, pó, ervas, resinas e as fragrâncias são as mais variadas possíveis.
Quanto às fragrâncias, precisamos entender que apesar de existem milhares delas, precisamos encontrar aquela que corresponde com nossa intenção.
Por exemplo, se sua intenção é conectar-se com as energias cósmicas, a fragrância indicada será a âmbar. Já ,se a intenção é de se sentir feliz, com alegria de viver, a indicada será a canela, e por aí vai.
Faça Incenso Você Mesmo
Começando a fazer Incensos
Incensos incandescentes fazem um grande sentido. É um natural, não-tóxico, ar refrescante que serve como uma alternativa maravilhosa aos aerossóis de hoje. E tem um grande passado: pessoas os vêem usando a milhares de anos e para todos os tipos de razões.
Incenso é basicamente uma mistura de ervas, madeiras e resinas que podem ser polvilhadas e então podem ser queimadas lentamente para a obtenção de um efeito fragrante. Culturas antigas os acendiam para cerimônias e adoração. Os chineses e japoneses já o usavam como uma medida de tempo, e hoje é usado em rituais religiosos por todo o mundo. Mas o principal de tudo é que eles têm um cheiro ótimo.
Nós mostraremos para você como conseguir e preparar os ingredientes necessários para fazer incenso. Inclusive receitas prontas de aromas. Isso serve até você experimentar e criar suas próprias fragrâncias.
Há dois tipos de incenso, combustível e não-combustível. Incenso combustível entra em cone, bloco ou forma de vara, e é com o qual a maioria das pessoas está familiarizada. Incensos não-combustíveis são queimados em um pedaço de carvão .
Nós discutiremos ambos os tipos, com um foco em incenso de combustível (que leva alguns passos a mais, mas vale bem o esforço já que é tão fácil usar). A tarefa pode parecer difícil na primeira vez, mas quanto mais você pratica, mais fácil é fazer.
Colecione seus ingredientes
Você pode achar a maioria dos ingredientes de incenso em sua cozinha ou jardim.
Outros estão disponíveis em lojas de erva, drogarias, lojas de provisão religiosas, comida, banho (Confira as páginas amarelas debaixo de "incenso" para fornecedores locais.)
Os mais populares incluem:
Madeiras; Resinas e Ervas Líquidos: Cedro, Pinho, Zimbro, Sândalo Benjoim, Mirra, Raiz de íris, Canela, Tomilho ou Goma Arábica (para moldar incenso combustível) Óleos essenciais. Um líquido como mel, seiva ou algo semelhante
Os ingredientes exatos que você precisará dependerão de sua receita. A maioria das receitas inclui um tipo de madeira, uma resina, ervas fragrantes e um líquido. Caso você queira fazer incenso combustível, sua receita precisa incluir goma arábica que é usada para moldar o incenso em formas específicas.
Compre duas onças pelo menos (pulverizado) de cada ingrediente seco. Se lembre de que madeira é freqüentemente usada e na quantidade maior. Tente juntar tantos ingredientes pré-pulverizados quanto você pode, poupa-se tempo e esforço.
À parte dos ingredientes de receita, você precisará de algum salitre (para acender o incenso; peça isto em drogarias) e alguns tabletes de carvão (disponíveis onde incensos são vendidos; não use carvão de churrasco para isto).
Uma vez que você conseguiu tudo, moa cada artigo seco (menos o carvão) isso será esmagado com um morteiro, um pilão e um amolador de café elétrico até virar um pó . Madeiras e algumas resinas não viram pó tão facilmente quanto outros, mas se você persistir você conseguirá. Considere usar moedor elétrico para estes artigos, então os termine com o morteiro e o pilão (eles demolirão mas não polvilharão completamente no amolador). Use uma faca para cortar pedaços de talo e raiz se necessário. Uma vez pulverizado, mantenha tudo firmemente marcado e rotulado em sacolas plásticas ou jarros.
Misture os ingredientes não-combustíveis
Incensos não-combustíveis são basicamente uma mistura de ervas em pó, resinas e madeiras que podem ser queimados em tabletes de carvão ou podem ser mexidos dentro como a fragrância para uma mistura combustível.
Para criar uma mistura de incenso não-combustível, tente um destas receitas:
1)Combine partes iguais de olíbano pulverizado, canela, e noz moscada.
2)Combine uma parte cada de nós moscada e canela, e ½ parte de casca de laranja e casca de limão. Tente fabricar suas próprias receitas, veja Passo 7.
Em uma tigela grande, misture uma quantia pequena dos ingredientes juntos para sua receita escolhida. Depois você sempre pode somar mais coisas. Uma vez que tudo esteja combinado, a mistura de seu incenso está completa. Você pode saltar para o Passo 7 se você não quiser fazer incenso combustível. Caso contrário, está na hora de fazer a pasta.
Faça a pasta
Goma arábica é usada para moldar sua mistura em varetas, cones, ou blocos. Aqui será mostrado como fazê-los em uma pasta de modelar.
Coloque uma colher de sopa ou da goma em pó em uma tigela média e encha oito conchas de água morna. Bata até a goma estar completamente dissolvida (isto levará alguns minutos), tirando qualquer espuma que desenvolve.
Deixe a goma dissolvida absorver a água até ficar grossa.
Cubra a tigela com um pano molhado e ponha de lado como se estivesse crescendo. O processo de engrossando levará umas duas horas pelo menos. Você pode misturar mais goma ou pode molhar para ajustar consistência como o necessário.
Faça a base do incenso combustível
A receita seguinte resultará em uma básica mistura combustível de incenso. Se uma parte equivale a uma colher de sopa, você terminará com bastante mistura de incenso para criar aproximadamente 60-80 cones pequenos.
6 partes de madeira pulverizada (cedro, pinho, etc.)
Duas partes de benjoim
Uma grande parte de raiz
Algumas gotas de óleo essencial ou outro líquido como vinho, mel, etc.
Três a cinco partes de incenso não-combustível misturado
Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes juntos na ordem dada. Pese a mistura combinada com uma balança de cozinha.
Determine 10% do peso total, e adicione exatamente a quantidade de salitre. (Então, se a mistura pesar dez gramas, adicione um grama de salitre.) Esta medida deve ser exata para que o incenso possa queimar corretamente. Misture completamente no salitre.
Adicione a pasta, uma colher de chá de cada vez, até tomar consistência. Deve ser uma massa, não muita molhada, mas úmida o suficiente para que você possa moldar com suas mãos.
Nota: Quando se cria o incenso combustível, a relação das madeiras pulverizadas deve ser de dois para um. Sua resina (benjoim, olíbano, mirra, colas, seivas, etc.) não se deve nunca compor mais que 1/3 da mistura final.
Molde à mistura na forma desejada
Quando sua mistura alcançar a consistência desejada (novamente, semelhante à massa), estará pronta para ser moldada em formas. Cones e blocos são os mais fáceis de moldar. As varetas são muito mais difíceis, especialmente se você não tem uma prensa especial (que vende em lojas de arte). Tente os cones e blocos primeiro. Então quando você descobrir que você é um perito, passe para as varetas.
Cones: Enrole a mistura de incenso em bolas pequenas, os amolde com suas mãos em cones longos de 25mm. Organize-os na vertical em uma folha de papel manteiga e os coloque em algum lugar quente para secar. Eles levarão de três a sete dias para secar. Durante este tempo, os vire regularmente, assim eles secam uniformemente e não racham.
Blocos: Molde os incensos em forma de tiras longas aproximadamente 1/3 de uma polegada em altura e largura, e então corte as tiras em retângulos longos de 1 polegada. Use o mesmo processo secante como você usou nos cones (porém os blocos podem ficar na horizontal)..
Varetas: Adicione mais pasta à mistura até que esteja molhada, porém espessa. Se você não tem uma prensa especial (altamente recomendada), bata levemente a massa em papel manteiga até que esteja bem fina; então posicione uma vareta por vez sobre a massa e enrole um pano fino ao redor da vareta (deixando algumas polegadas sem o pano) até que a camada seja duas vezes a espessura da vareta (não mais espesso). Aperte ou pressione a massa sobre a vareta para firmar. Coloque a parte sem pano em alguma argila, areia ou outra substância que permita que fique na vertical para secar.
Queime-o
Para queimar cones, blocos, ou varetas, coloque-os um de cada vez em um queimador de incenso ou em uma tigela meio cheia de areia ou sal. (Para instruções em como queimar incensos não combustíveis, pule para o Passo
Ilumine uma ponta (para cones, coloque-os virados e ilumine a ponta final) com um fósforo ou um isqueiro, segurando a chama contra a extremidade do incenso até o incenso pegar fogo. Deixe a chama queimar durante alguns segundos, então assopre com suavidade.
A extremidade final do incenso irá incandescer e começará a soltar o seu aroma (e uma pequena quantidade de fumaça contínua). Cada cone, bloco ou vareta queimará durante aproximadamente 10 a 25 minutos.
Após o incenso estiver aceso, o ar ao redor parecerá o perfume celeste.
Experimente com suas próprias receitas
Você pode criar suas próprias receitas não-combustíveis e usar tabletes de carvão como um guia para testar o aroma.
Para acender o carvão, segure-o com uma pinça ou alicate sobre uma vela acesa (sairá faíscas primeiramente, então tome cuidado) até aparecer uma mancha branca. Você também pode soprar para ver se acende. Coloque o pequeno carvão em uma tigela ou concha grande (que esteja cheia até a metade com areia ou sal). Espere até que está queimando uniformemente e que não esteja mais crepitando antes de colocar algum ingrediente nele.
Espalhe uma pequena quantia de cada erva, madeira ou óleo no tablete aceso para testar o aroma. Tome notas do que você gosta e do que funciona bem junto. Muitas coisas irão cheirar diferente enquanto estiverem queimando do que quando não estiverem.
Propriedades
Abeto
Combate à fadiga.
Absinto
Perfume exótico que estimula a imaginação, criatividade e sensualidade.
Favorece a clarividência, e também, para proteção e amor.
Acácia
Evita pesadelos e transmite um sono tranqüilo. Bom para saúde e sucesso nos negócios.
Agreste
Estimulante e antidepressivo.
Água Fresca
Combate à dificuldade de concentração.
Alecrim
Planta sagrada usada na magia e na medicina das mais antigas tradições. Afasta a depressão, purifica o local em questão, eleva o nível de pensamentos, acalma as pessoas.
Alfazema
Eleva o astral, transmite tranqüilidade, acalma a mente, evita estress e nervosismo, atrai a paz, é recomendado para pessoas sensíveis a odores e para crianças.
Algas
Combate tensão e ansiedade.
Almíscar
Aumenta a sorte o sucesso e a intuição, fornece confiança, inspira determinação e estimula para o amor.
Aloe Vera (Babosa)
Conhecida desde os tempos bíblicos por suas propriedades curativas que agem do nível do espírito para o corpo físico.
Âmbar
Elo de ligação à energia cósmica, produz atração divina e espiritual. Bom para dar início a qualquer atividade e vencer a timidez. Protege dos maus espíritos e do mau olhado.
Amêndoas
Combate à insônia e seus males.
Andiroba
Combate à preguiça.
Angélica
Aumenta a proteção.
Anis
Combate vertigens apreensão.
Anis Estrelado
Atrai a boa sorte.
Anjos
Protege contra o mal em geral, possibilita os sonhos proféticos e a visão.
Anti-Fumo
Purifica o ar restaurando a vibração energética.
Anti-Magia
Retira energias negativas.
Aradhana
A essência do mais puro Jasmim que tranqüiliza e induz ao relaxamento. Aradhana significa suprema devoção.
Arruda
Confere proteção espiritual e aumenta a segurança. É muito eficiente na eliminação de energias negativas e sua purificação. Autodefesa. Poderosos para inveja e mau olhado.
Artemísia
Faz aflorar a clarividência.
Bálsamo
Indicado para harmonizar e acalmar ambientes carregados. Afasta negatividades. Combate à irritabilidade.
Baunilha
Combate depressão e atitudes impulsivas.
Benjoim
Aumenta a criatividade, seja em trabalhos artísticos ou escritos, expulsa os espíritos malignos. Usado também para proteção, sucesso, riquezas e felicidade. Purifica o ambiente, atraem energias positivas e combate as forças negativas.
Bergamota
Relaxante.
Bouquet
Combate à frieza emocional.
Cajepute
Combate desânimo e apatia.
Calandre
Relaxante, combate insônia.
Calêndula
Conforta o coração e o espírito. Pode ser usado em terapias no sentido mais amplo, por suas propriedades benéficas.
Camomila
Aroma leve e agradável com propriedades calmante e sedativa. Acalma o sistema nervoso.
Cananga
Possui propriedades afrodisíacas.
Canela
Anti-séptico, pode ser utilizado no quarto dos doentes. Traz bons fluídos financeiros, boa sorte, felicidade e alegria de viver, tranqüiliza o ambiente. Exala um odor muito sensual.
Cânfora
Aumenta a realização emocional e profissional e elimina todo tipo de energia negativa. Produz limpeza astral, dissolve energias densas e alivia antigos ressentimentos.
Capim-Cheiroso
Para perfumar ambientes.
Capim-Limão (Lemongrass)
Possui efeito tônico e estimulante. Indicado para pessoas depressivas, acomodadas e sem ânimo.
Cardamono
Controla o comportamento explosivo.
Cedro
Usado como rejuvenescedor, acredita-se que proporcione longevidade. Foi usado no Egito como componente para embalsamar. Seu aroma masculino está ligado a tradicional reputação de afrodisíaco. Muito indicado para purificar os ambientes, pois atrai vibrações de harmonia. Quanto aos negócios, ajuda a ter sucesso com as vendas. Bom para concentração.
Cenoura
Limpa a mente estimulando a reflexão.
Cereja
Afrodisíaco.
Césamo
Combate insegurança, medo.
Chandan
Incenso de sândalo de qualidade superior. Cria no ambiente uma atmosfera de bem estar. Indicado para meditação.
Cipreste
Aumenta a concentração, a firmeza e o equilíbrio. Proporciona prosperidade e fortuna.
Citronela
Tranqüilizante. Afasta os insetos.
Citrus
Combate nervosismo e depressão.
Coco
Traz o equilíbrio emocional necessário para a tomada de decisões.
Copaíba
Estabiliza emoções fortes.
Cravo
Abre os caminhos, atrai dinheiro, destrói as energias negativas reinantes e confere segurança. Indicado para energizar comércios e negócios. Bom para pessoas que exigem muito da voz.
Cravo e Canela
Bem estar físico e mental.
Cristal
Mistura de cânfora, olíbano e benjoim. Ótimo para limpeza de ambientes carregados.
Dama da Noite
Estimula a sensualidade.
Ecstasy
Formulação especial de rosa, canela, jasmim, Ylang-Ylang, âmbar e beijoim. Combate à depressão e o pessimismo.
Erva Cidreira
Confere felicidade e sucesso; assim como promove o encontro de verdadeiro amor.
Erva Doce
Eficaz no "olho gordo", também promove a harmonia e paz.
Ervas
Uso Geral.
Especiarias
Misturas de ervas aromáticas que ampliam a energia vital combatendo o desânimo e a depressão.
Eucalipto (Eucalyptus)
Renova as energias e promove uma verdadeira limpeza energética do local. Estimula e refresca a mente, aumenta a concentração. Provoca uma reavaliação de conceitos e valores. Auxilia em problemas respiratórios, antibióticos respiratório em geral.
Flor de Laranjeira
Relaxante, proporciona um sono tranqüilo. Estimulante da memória e da concentração, reduz ansiedade emocional.
Flor de Lótus
Atrai altas vibrações espirituais. Traz boa saúde, abund6ancia de bens materiais, felicidade, vida longa.
Flor de Pitanga
Fortalece o emocional.
Flor do Campo
Combate desgosto e apatia. É ótimo para crianças.
Flor do Nepal
Combate à depressão e estimula a reflexão.
Floral
Mistura de flores perfumadas, para o aspecto emocional, tranqüiliza e relaxa.
Frenesi
Relaxante e afrodisíaco.
Funcho Doce
Espanta crises existenciais e depressão.
Gardênia
Restaura a paz, protegendo a alma.
Gengibre
Combate cansaço e fadiga. Gnomos e Duendes gostam deste aroma.
Gerânio
Poderoso anti-stress, é um estimulante para casos de fadiga física ou desgaste mental. Aumenta a coragem, afugenta o medo, protege contra prejuízos e perigos. Excelente para benzer um novo lar. Para fechar bons negócios.
Gita
Incenso de gerânio. Regenerador emocional. Aumenta a capacidade de superar obstáculos.
Grape Fruit
Aguça a imaginação.
Harmonia
Traz equilíbrio energético ao ambiente.
Herbal
Combate tensão e insegurança.
Hora Íntima
Estimula a sensualidade.
Hortelã
Anula as energias negativas. É muito indicado para aumentar a compreensão, o poder de decisão, a ordem e a consciência ecológica.
Hortelã Pimenta
Estimula a criatividade.
Incenso da Sorte
Aroma proveniente de uma fruta exótica da Austrália semelhante à cereja. Proporciona boa sorte.
Indian Gold
Sua composição com menta e lavanda proporciona relaxamento e aumento da acuidade intelectual.
Indígena
Ameniza pequenos males.
Ipê Roxo
Estimula a concentração.
Jaborandi
Traz bem estar e energias positivas.
Jasmim
Sagrado na antiga Pérsia, acalma a mente, harmoniza emoções e induz ao otimismo. Usado para receber benção, proteção e sorte. Ajuda a aumentar as energias espirituais. Bom para ser usado em preces, meditações, relaxamentos; emana amor espiritual. Aumenta a resistência física e melhora os negócios. Acalma o ambiente. Bom para pessoas sombrias e tímidas.
Kashmir
Valoriza e da um ar de sensualidade ao ambiente.
Lama Negra
Controla a euforia em demasia.
Lavanda
Elimina a depressão e confere um sono tranqüilo. Próprio para meditações respiratórias. Relaxa, acalma e refresca a mente. Traz boa sorte e tranqüilidade aos negócios e relacionamentos.
Limette
Traz ânimo e disposição.
Lírio
Estimula a criatividade e a presença de espírito. Seu aroma eleva os pensamentos e refina as emoções.
Lírio do Vale
Promove a paz espiritual, acalma os nervos e reduz acessos de raiva.
Maçã
Dá disposição para o desempenho das tarefas diárias.
Maçã Verde
Beneficia a saúde física, ajuda as pessoas enfermas e convalescentes. Poderoso auxiliar em todos os processos de cura física.
Madeira
Para obter glória individual e em empreendimentos.
Madressilva
Regenerador em todos os níveis. Ideal para ser usado em trabalhos de cura.
Manjericão
Traz sorte, felicidade, prosperidade e proteção.
Maracujá
Estabiliza o emocional.
Marine
Estimula a criatividade e a personalidade.
Megha Mala
Incenso preparado com resinas de madeira. Seu aroma traz ao usuário tranqüilidade e segurança emocional.
Mel
Indicado para suavizar momentos difíceis e adoçar relacionamentos. Atrai sucesso, brilho e reconhecimento.
Mel e Rosas
Uma exótica combinação que induz atmosfera de romantismo e sensualidade.
Melaleuca
Sensação de bem estar.
Melissa
Combate apreensão e insônia.
Menta
Estimula a inteligência e facilita a assimilação de informações nova.
Mil Flores
Canaliza força para as realizações pessoais.
Mirra
Estimula a intuição. Eficaz para afastar o mal e quebrar encantos em rituais de magia. Popularmente usado para proteção energética, além de ser usado para limpezas espirituais, também afasta influências maléficas. Cria um bom ambiente para preces, meditações e trabalhos espirituais.
Morango
Para acalmar ambientes, refresca atmosfera tensa.
Moscatel
Energizante, aguça a criatividade.
Musgo de Carvalho
É aconselhável para a cura, tanto emocional como material.
Musk
Traz sensualidade ao ambiente.
Narciso
Traz amor e afetividade.
Nardo
Concede intuição.
Noz Moscada
Alegra o ambiente e atrai dinheiro, da maneira justa e merecida. Aumenta o grau de segurança emocional. Gera energia e disposição, melhora as condições materiais.
Olíbano
Atuam na respiração, relaxamento e harmonização. Considerava-se que servia para apaziguar os deuses.
Om Shanti
Laranja e Patchouli. Acalma trazendo otimismo e alegria.
Ópium
para energizar o ambiente. Desperta a sensualidade de forma sutil e envolvente.
Orquídea
Indicado para purificar o ambiente de trabalho e, ajudar a encontrar soluções para problemas práticos.
Paco
Combate à agressividade e estimula o raciocínio.
Palmarosa
Combate insônia.
Papaia
Energético, traz disposição.
Paradise
Mistura de mirra e benjoim. Tem ação repousante e relaxante. Facilita a meditação e expande o campo da consciência. Proporciona elevação espiritual.
Patchuli
Traz abundância e reativa a fertilidade. Proporciona paz de espírito. Facilita a meditação e aguça a intuição. Atrai o sexo oposto, dizem que quando usado no corpo perde-se amigos.
Pau Rosa
Ajuda a combater mágoas e desânimo.
Pêssego
Para fazer novas amizades.
Petit Grain
Estimula a memória.
Phebo
Combate depressão, stress.
Pimenta da Jamaica
Elimina brigas dentro de casa; atrai dinheiro e boa sorte.
Pinho
Atrai proteção e aumenta a fertilidade.
Pitanga
Facilita ganho financeiro.
Prashanti
Mistura de rosa com mel, traz para o ambiente romantismo e sensualidade.
Precious Fragance
Composta de lírio, rosa, sândalo e madeira, facilitam a meditação e produz no ambiente um aroma inebriante.
Primavera
Combate raiva, pânico e medo.
Querubim
Fortalece relacionamentos em crise.
Raízes
Equilibra sentimentos, proporciona paz de espírito.
Rosa
Para despertar o amor.
Rosa Branca
Limpa o ambiente contra as energias maléficas e acalma as pessoas que estão ao seu redor. Traz uma nova consciência espiritual gerando desapego e tranqüilidade em momentos de dificuldades.
Rosa Musgosa
Alivia tensão e ansiedade.
Rosa Vermelha (Real Rose)
Eleva o ânimo e incentiva o amor pela vida. Espanta solidão.
Sálvia
Equilíbrio entre mente e corpo.
Sândalo (Sandal Wood)
Eleva o estado de consciência e cria uma atmosfera de bem estar. Sendo indicado para a meditação e paz de espírito. Ajuda na expansão da intuição. Bom para prática de viagem astral e meditação.
Sândalo Branco
Traz sucesso, proteção e aumenta o poder da meditação.
Sapthagirl
Fragrância floral que traz um toque de requinte e suavidade para o ambiente onde é usado.
Sete Ervas
Atrai energias positivas.
Silvestre
Evita vertigens e nervosismo.
Sucess Sândalo com rosa.
Equilibra as emoções e aumenta o bom-senso. Ideal para pessoas indecisas.
Suganda Sarathi
Deliciosa combinação de flores perfumadas. Tem ação estimulante que favorece a sensualidade.
Talco
Estimula a concentração.
Tangerina
Fortalece a memorização.
The Moon
Incenso de Nardo. Traz paz, amor e tranqüilidade ao ambiente. Amplia a intuição e a imaginação.
The Sun
Mistura equilibrada de lavanda, alecrim, olíbano, canela e sândalo. Possui um delicioso perfume. Atrai as vibrações positivas.
Tomilho
Restaura o equilíbrio emocional.
Tuberosa
Tradicionalmente usado para facilitar contato com esferas superiores.
Tulasi
Afasta lembranças negativas.
Uva
Afrodisíaco.
Vetiver
É a fragrância que protege o comercio, favorecendo as boas vendas, atraindo dinheiro e a boa sorte. Afasta más influências. É ótimo para ser utilizado em ambientes onde circulam muitas pessoas.
Violeta
Transmuta a negatividade de ambientes e pessoas, isto é, transforma o negativo em positivo, modifica a vibração. É indicado para equilibrar o emocional depois de choques e traumas. Ajuda a espantar as energias negativas. Poderoso para reverter casos de depressão ou mágoas profundas. Reaproxima pessoas.
Vivre Traz
Traz alegria e felicidade.
Ylang-Ylang
Natural da Indonésia, cuja tradição é a "flor das flores", traz auto-estima e amor próprio, sendo poderoso afrodisíaco.
Zimbro
Traz transcendência e renovação.
Os Incensos e os Signos
Áries Mirra, Cipreste, Almíscar, Angélica, Ópium, Rosa Musgosa, Alecrim.
Touro Sândalo, Camomila, Arruda, Orquídea.
Gêmeos Canela, Âmbar, Indiano e Eucalipto.
Câncer Cânfora, Jasmim, Maça Rosada.
Leão Amor Perfeito, Cedro, Lótus, Rosa Branca, Sândalo Vermelho.
Virgem Canela, Cravo da Índia, Rosa Musgosa, Angélica, Benjoim
Libra Eucalipto, Calêndula, Cedro, Jasmim, Orquídea.
Escorpião Almíscar Canforado, Flor do Campo, Lótus.
Sagitário Alfazema, Alecrim, Sândalo Amarelo.
Capricórnio Arruda, Benjoim, Cravo da Índia, Sândalo Vermelho.
Aquário Cedro, Flores do Campo, Eucalipto, Rosa Branca.
Peixes Cânfora, Jasmim, Mirra, Ópium, Sândalo Amarelo.
INCENSO DE HÉCATE
½ colher (chá) de folhas secas de louro
½ colher(chá) de folhas secas de menta
½ colher(chá) de cardo seco
1 pitada de resina de mirra
1 pitada de resina de olíbano
13 gotas de óleo de cipreste
3 gotas de óleo de cânfora
Usando um pilão amasse o louro, a menta e o cardo até quase reduzi-los a pó. Agite as resinas de olíbano e mirra. Adicione os óleos de crispe e de cânfora e misture bem. Guarde numa jarra coberta e bem tampada e deixe a mistura maturar por pelo menos duas semanas antes de usar.
Queime em um bloco de carvão em brasa quando sentir vontade. Poderoso incenso para previsões.
INCENSO DO BOM AUGÚRIO
5 pétalas de rosa
15g de mirra
15g de sangue de dragão
15g de sassafrás
15g de flor de laranja
15g de juníparo
15g de salva
15g de óleo de olíbano
Usando um pilão, reduza a pó e misture juntos todos os ingredientes seco, enquanto visualiza as coisas de que precisa e que deseja. O incenso pode ser queimado sobre carvão em brasa enquanto realiza encantamentos mágicos e rituais que envolvam dinheiro, sorte e oportunidade.
INCENSO DE OLÍBANO
2 colheres (sopa) de olíbano em pó
1 colher (sopa) de raiz de íris em pó
1 colher(chá) de trevo em pó
1 colher(chá) de óleo de limão
Misture o olíbano, a raiz de íris e o trevo. Adicione o óleo de limão, agitando a mistura. Coloque-o numa jarra de vidro claro, sele ou coloque uma rolha de cortiça apertada e mantenha num local escuro e fresco por dois ou três meses antes de usar. O incenso é excelente para ser consagrado e queimado sob um bloco de carvão em brasa como um incenso de altar para glorificar o Deus e a Deusa Mãe.
INCENSO DA DEUSA
1g de óleo de cipreste
1g de azeite de oliva
15g de pétalas de rosas secas
15g de casca de salgueiro banco
3 sorvas secas
1 colher (chá) de semente de anis
Numa pequena tigela misture o óleo de cipreste e o azeite de oliva. Separe. Usando um almofariz e um pilão, reduza as folhas e as cascas de salgueiro-banco, as sorvas e as sementes de anis a pó e misture. Adicione esses ingredientes ao óleo, misture e agite bem. Consagre o Incenso da Deusa com uma benção e queime-o num bloco de carvão em brasa para glorificar e/ou invocar a Deusa.
Para fazer o incenso em forma de bastão ou de cone, não adicione o óleo de crispe nem o azeite de oliva e acrescente um pouco de goma arábica ou de acácia na mistura em pó das ervas para torná-las viscosas. Cuidadosamente coloque palha de giesta na mistura ou use as pontas dos dedos para enrolar pequenas porções da mistura em forma de cone. Deixe o incenso secar bem antes de queima-lo.
INCENSO DO DEUS
15g de tintura de benjoim
1g de óleo de sândalo
1g de óleo de olíbano
1g de óleo de mirra salitre
30g de carvão em pó
1 pitada de assa-fétida seca
1 pitada de cardo-santo seco
1 pitada de hortelã-pimenta seca
Numa pequena tigela misture o benjoim e os três óleos. Adicione uma pitada de salitre e agite bem. Usando um almofariz e um pilão reduza a pó o carvão e as ervas secas, lentamente, junte-os à mistura de óleos e salitre. Continue agitando até que se forme uma massa grossa. Espalhe a mistura num recipiente pequeno, quadrado e bem untado, de vidro ou de cerâmica e deixe-a secar por 45min. Usando uma faca afiada ou um punhal cerimonial de cabo brando, corte o incenso em pequenos quadrados, retire-o do recipiente e consagre-o antes de usar. Esse incenso pode ser queimado como poderoso incenso de altar para glorificar e/ou invocar o Deus Cornífero, afastar todas as energias negativas e ampliar os trabalhos mágicos de todos os rituais wiccanianos.
INCENSO EGÍPCIO DO AMOR
15g de benjoim
15g de canela
15g de galangal
15g de olíbano
30g de mirra
3 gotas de mel
3 gotas de óleo de lótus
1 gota de óleo de rosa
1 pitada de semente de íris seca e em pó
Usando as mãos nuas, misture o benjoim, a canela, a galangal, o olíbano e a mirra numa grande tigela não-metálica. Adicione o mel, os óleos de lótus e de rosa e a raiz de íris. Misture bem enquanto recita o seguinte encantamento mágico:
"Pelo Antigo E Místico Poder De Ísis Deusa Suprema De Dez Mil Nomes E Símbolo Da Maternidade Divina E Do Amor Eu Consagro E Dedico Este Incenso Como Instrumento Poderoso De Magia Do Amor Pelo Fogo Do Sol, Pelo Fogo A Luz, Que Este Incenso Seja Carregado No Divino De Ísis, Senhora Dos Mistérios E Bela Deusa Da Magia E Do Encantamento. Abençoado Seja Sob Os Nomes De Ahio, Ariaha, Araina E Kha. Que Assim Seja."
Cubra bem a tigela com uma toalha plástica e deixa-a repousar por, pelo menos, duas semanas em local escuro e tranqüilo para maturar. Usando um almofariz e um pilão, moa os ingredientes até obter um pó fino e utilize-o em encantamentos de amor como "pó do amor" ou queime-o num bloco de carvão em brasa, como incenso mágico para atrair amor, reunir parceiros afastados ou invocar as deidades egípcias antigas (especialmente Ísis e Hathor).
INCENSO ESPECIAL PARA PURIFICAÇÃO
Contém os sete elementos purificadores:
SAL que purifica,
ARRUDA que neutraliza as más influências,
ALECRIM que dá coragem e paz de espírito,
CÂNFORA que repele os insetos e as forças negativas,
BENJOIM que dá sabedoria e inspiração,
CARVÃO que atrai e queima no fogo as mazelas psíquicas,
MIRRA que harmoniza o ambiente para propiciar a manifestação dos pensamentos e das forças que ajudarão na realização dos Ideais.
RITUAL PARA PURIFICAÇÃO
1. Inicialmente ofereça os incensos à Divindade e aos Santos da sua devoção
2. Acenda uma ou mais varetas de incenso e movimente-as em círculos
da esquerda para a direita ao redor das pessoas, ambientes ou objetos que se
queira purificar
3. Repita a seguinte oração enquanto movimenta os incensos:
"Que o Divino Ser que está presente em tudo, com a ajuda dos
Deuses/Anjos/Santos/Protetores, possa purificar o meu corpo e minha mente,
meu lar, meu trabalho e todos os seres do meu convívio..
Atrair toda a ajuda do Universo para que ……………………………
"
(mencionar seu objetivo e repetir este ritual quantas vezes achar necessário)
4. Finalizar o ritual com a seguinte invocação:
"Se for da vontade dos Deuses, que assim seja! ".
A fé num Poder Maior e a confiança na Força Interior nos ajudarão a superar todas as nossas dificuldades.
INCENSOS
Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo
Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e, é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.
O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando-se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, não sendo errado acreditar em algumas afirmações encontradas em livros, sites e crendices, tais como:
I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associa o homem à divindade, o finito ao infinito. Alguns, ainda, afirmam que os incensos possuem a incumbência de levar a prece para o céu.
III. O incenso está relacionado ao elemento ar e representam a percepção da consciência que, no ar, está presente em toda parte.
De fato, estas são apenas algumas das inúmeras afirmações devotadas a este "santo remédio", se assim podemos chamá-lo.
Os Incensos são misturas de ervas, aromas, ou seja, misturas de componentes alquímicos que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.
Para manipular corretamente o incenso, devemos tomar certos cuidados tais como:
a) Acender o incenso sempre com uma intenção clara, podendo ser um puro agradecimento, prece, meditação ou o que mais tiver em mente;
b) Nunca devemos apagar o incenso com sopros;
c) Tentar sempre escolher a fragrância ou mistura conciliando com o que buscamos.
Alguns escritores descrevem a fumaça como sendo o, abstratamente, a transmutação da matéria em espírito , ou seja carvão com o aroma, respectivamente. Talvez isto explique o porque da necessidade de se ter uma intenção.
TIPOS, FORMAS E FRAGRÂNCIAS
Hoje em dia, são muitas as marcas, tipos, formas e fragrâncias encontradas.
No mercado hoje, encontramos incensos de marcas nacionais ou importadas, que duram de 15 minutos, ½ hora e até uma hora.
Na Índia, por exemplo, existe um tipo de incenso que sua duração chega até 6 horas, com uma fragrância muito suave que serve para serem utilizadas nos rituais nos templos. Esta longa duração é para a fragrância elevar as orações o tempo todo enquanto o ritual durar. em
Podemos ainda encontrar incensos nas formas de varetas, cones, espirais, pó, ervas, resinas e as fragrâncias são as mais variadas possíveis.
Quanto às fragrâncias, precisamos entender que apesar de existem milhares delas, precisamos encontrar aquela que corresponde com nossa intenção.
Por exemplo, se sua intenção é conectar-se com as energias cósmicas, a fragrância indicada será a âmbar. Já ,se a intenção é de se sentir feliz, com alegria de viver, a indicada será a canela, e por aí vai.
Faça Incenso Você Mesmo
Começando a fazer Incensos
Incensos incandescentes fazem um grande sentido. É um natural, não-tóxico, ar refrescante que serve como uma alternativa maravilhosa aos aerossóis de hoje. E tem um grande passado: pessoas os vêem usando a milhares de anos e para todos os tipos de razões.
Incenso é basicamente uma mistura de ervas, madeiras e resinas que podem ser polvilhadas e então podem ser queimadas lentamente para a obtenção de um efeito fragrante. Culturas antigas os acendiam para cerimônias e adoração. Os chineses e japoneses já o usavam como uma medida de tempo, e hoje é usado em rituais religiosos por todo o mundo. Mas o principal de tudo é que eles têm um cheiro ótimo.
Nós mostraremos para você como conseguir e preparar os ingredientes necessários para fazer incenso. Inclusive receitas prontas de aromas. Isso serve até você experimentar e criar suas próprias fragrâncias.
Há dois tipos de incenso, combustível e não-combustível. Incenso combustível entra em cone, bloco ou forma de vara, e é com o qual a maioria das pessoas está familiarizada. Incensos não-combustíveis são queimados em um pedaço de carvão .
Nós discutiremos ambos os tipos, com um foco em incenso de combustível (que leva alguns passos a mais, mas vale bem o esforço já que é tão fácil usar). A tarefa pode parecer difícil na primeira vez, mas quanto mais você pratica, mais fácil é fazer.
Colecione seus ingredientes
Você pode achar a maioria dos ingredientes de incenso em sua cozinha ou jardim.
Outros estão disponíveis em lojas de erva, drogarias, lojas de provisão religiosas, comida, banho (Confira as páginas amarelas debaixo de "incenso" para fornecedores locais.)
Os mais populares incluem:
Madeiras; Resinas e Ervas Líquidos: Cedro, Pinho, Zimbro, Sândalo Benjoim, Mirra, Raiz de íris, Canela, Tomilho ou Goma Arábica (para moldar incenso combustível) Óleos essenciais. Um líquido como mel, seiva ou algo semelhante
Os ingredientes exatos que você precisará dependerão de sua receita. A maioria das receitas inclui um tipo de madeira, uma resina, ervas fragrantes e um líquido. Caso você queira fazer incenso combustível, sua receita precisa incluir goma arábica que é usada para moldar o incenso em formas específicas.
Compre duas onças pelo menos (pulverizado) de cada ingrediente seco. Se lembre de que madeira é freqüentemente usada e na quantidade maior. Tente juntar tantos ingredientes pré-pulverizados quanto você pode, poupa-se tempo e esforço.
À parte dos ingredientes de receita, você precisará de algum salitre (para acender o incenso; peça isto em drogarias) e alguns tabletes de carvão (disponíveis onde incensos são vendidos; não use carvão de churrasco para isto).
Uma vez que você conseguiu tudo, moa cada artigo seco (menos o carvão) isso será esmagado com um morteiro, um pilão e um amolador de café elétrico até virar um pó . Madeiras e algumas resinas não viram pó tão facilmente quanto outros, mas se você persistir você conseguirá. Considere usar moedor elétrico para estes artigos, então os termine com o morteiro e o pilão (eles demolirão mas não polvilharão completamente no amolador). Use uma faca para cortar pedaços de talo e raiz se necessário. Uma vez pulverizado, mantenha tudo firmemente marcado e rotulado em sacolas plásticas ou jarros.
Misture os ingredientes não-combustíveis
Incensos não-combustíveis são basicamente uma mistura de ervas em pó, resinas e madeiras que podem ser queimados em tabletes de carvão ou podem ser mexidos dentro como a fragrância para uma mistura combustível.
Para criar uma mistura de incenso não-combustível, tente um destas receitas:
1)Combine partes iguais de olíbano pulverizado, canela, e noz moscada.
2)Combine uma parte cada de nós moscada e canela, e ½ parte de casca de laranja e casca de limão. Tente fabricar suas próprias receitas, veja Passo 7.
Em uma tigela grande, misture uma quantia pequena dos ingredientes juntos para sua receita escolhida. Depois você sempre pode somar mais coisas. Uma vez que tudo esteja combinado, a mistura de seu incenso está completa. Você pode saltar para o Passo 7 se você não quiser fazer incenso combustível. Caso contrário, está na hora de fazer a pasta.
Faça a pasta
Goma arábica é usada para moldar sua mistura em varetas, cones, ou blocos. Aqui será mostrado como fazê-los em uma pasta de modelar.
Coloque uma colher de sopa ou da goma em pó em uma tigela média e encha oito conchas de água morna. Bata até a goma estar completamente dissolvida (isto levará alguns minutos), tirando qualquer espuma que desenvolve.
Deixe a goma dissolvida absorver a água até ficar grossa.
Cubra a tigela com um pano molhado e ponha de lado como se estivesse crescendo. O processo de engrossando levará umas duas horas pelo menos. Você pode misturar mais goma ou pode molhar para ajustar consistência como o necessário.
Faça a base do incenso combustível
A receita seguinte resultará em uma básica mistura combustível de incenso. Se uma parte equivale a uma colher de sopa, você terminará com bastante mistura de incenso para criar aproximadamente 60-80 cones pequenos.
6 partes de madeira pulverizada (cedro, pinho, etc.)
Duas partes de benjoim
Uma grande parte de raiz
Algumas gotas de óleo essencial ou outro líquido como vinho, mel, etc.
Três a cinco partes de incenso não-combustível misturado
Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes juntos na ordem dada. Pese a mistura combinada com uma balança de cozinha.
Determine 10% do peso total, e adicione exatamente a quantidade de salitre. (Então, se a mistura pesar dez gramas, adicione um grama de salitre.) Esta medida deve ser exata para que o incenso possa queimar corretamente. Misture completamente no salitre.
Adicione a pasta, uma colher de chá de cada vez, até tomar consistência. Deve ser uma massa, não muita molhada, mas úmida o suficiente para que você possa moldar com suas mãos.
Nota: Quando se cria o incenso combustível, a relação das madeiras pulverizadas deve ser de dois para um. Sua resina (benjoim, olíbano, mirra, colas, seivas, etc.) não se deve nunca compor mais que 1/3 da mistura final.
Molde à mistura na forma desejada
Quando sua mistura alcançar a consistência desejada (novamente, semelhante à massa), estará pronta para ser moldada em formas. Cones e blocos são os mais fáceis de moldar. As varetas são muito mais difíceis, especialmente se você não tem uma prensa especial (que vende em lojas de arte). Tente os cones e blocos primeiro. Então quando você descobrir que você é um perito, passe para as varetas.
Cones: Enrole a mistura de incenso em bolas pequenas, os amolde com suas mãos em cones longos de 25mm. Organize-os na vertical em uma folha de papel manteiga e os coloque em algum lugar quente para secar. Eles levarão de três a sete dias para secar. Durante este tempo, os vire regularmente, assim eles secam uniformemente e não racham.
Blocos: Molde os incensos em forma de tiras longas aproximadamente 1/3 de uma polegada em altura e largura, e então corte as tiras em retângulos longos de 1 polegada. Use o mesmo processo secante como você usou nos cones (porém os blocos podem ficar na horizontal)..
Varetas: Adicione mais pasta à mistura até que esteja molhada, porém espessa. Se você não tem uma prensa especial (altamente recomendada), bata levemente a massa em papel manteiga até que esteja bem fina; então posicione uma vareta por vez sobre a massa e enrole um pano fino ao redor da vareta (deixando algumas polegadas sem o pano) até que a camada seja duas vezes a espessura da vareta (não mais espesso). Aperte ou pressione a massa sobre a vareta para firmar. Coloque a parte sem pano em alguma argila, areia ou outra substância que permita que fique na vertical para secar.
Queime-o
Para queimar cones, blocos, ou varetas, coloque-os um de cada vez em um queimador de incenso ou em uma tigela meio cheia de areia ou sal. (Para instruções em como queimar incensos não combustíveis, pule para o Passo
Ilumine uma ponta (para cones, coloque-os virados e ilumine a ponta final) com um fósforo ou um isqueiro, segurando a chama contra a extremidade do incenso até o incenso pegar fogo. Deixe a chama queimar durante alguns segundos, então assopre com suavidade.
A extremidade final do incenso irá incandescer e começará a soltar o seu aroma (e uma pequena quantidade de fumaça contínua). Cada cone, bloco ou vareta queimará durante aproximadamente 10 a 25 minutos.
Após o incenso estiver aceso, o ar ao redor parecerá o perfume celeste.
Experimente com suas próprias receitas
Você pode criar suas próprias receitas não-combustíveis e usar tabletes de carvão como um guia para testar o aroma.
Para acender o carvão, segure-o com uma pinça ou alicate sobre uma vela acesa (sairá faíscas primeiramente, então tome cuidado) até aparecer uma mancha branca. Você também pode soprar para ver se acende. Coloque o pequeno carvão em uma tigela ou concha grande (que esteja cheia até a metade com areia ou sal). Espere até que está queimando uniformemente e que não esteja mais crepitando antes de colocar algum ingrediente nele.
Espalhe uma pequena quantia de cada erva, madeira ou óleo no tablete aceso para testar o aroma. Tome notas do que você gosta e do que funciona bem junto. Muitas coisas irão cheirar diferente enquanto estiverem queimando do que quando não estiverem.
Propriedades
Abeto
Combate à fadiga.
Absinto
Perfume exótico que estimula a imaginação, criatividade e sensualidade.
Favorece a clarividência, e também, para proteção e amor.
Acácia
Evita pesadelos e transmite um sono tranqüilo. Bom para saúde e sucesso nos negócios.
Agreste
Estimulante e antidepressivo.
Água Fresca
Combate à dificuldade de concentração.
Alecrim
Planta sagrada usada na magia e na medicina das mais antigas tradições. Afasta a depressão, purifica o local em questão, eleva o nível de pensamentos, acalma as pessoas.
Alfazema
Eleva o astral, transmite tranqüilidade, acalma a mente, evita estress e nervosismo, atrai a paz, é recomendado para pessoas sensíveis a odores e para crianças.
Algas
Combate tensão e ansiedade.
Almíscar
Aumenta a sorte o sucesso e a intuição, fornece confiança, inspira determinação e estimula para o amor.
Aloe Vera (Babosa)
Conhecida desde os tempos bíblicos por suas propriedades curativas que agem do nível do espírito para o corpo físico.
Âmbar
Elo de ligação à energia cósmica, produz atração divina e espiritual. Bom para dar início a qualquer atividade e vencer a timidez. Protege dos maus espíritos e do mau olhado.
Amêndoas
Combate à insônia e seus males.
Andiroba
Combate à preguiça.
Angélica
Aumenta a proteção.
Anis
Combate vertigens apreensão.
Anis Estrelado
Atrai a boa sorte.
Anjos
Protege contra o mal em geral, possibilita os sonhos proféticos e a visão.
Anti-Fumo
Purifica o ar restaurando a vibração energética.
Anti-Magia
Retira energias negativas.
Aradhana
A essência do mais puro Jasmim que tranqüiliza e induz ao relaxamento. Aradhana significa suprema devoção.
Arruda
Confere proteção espiritual e aumenta a segurança. É muito eficiente na eliminação de energias negativas e sua purificação. Autodefesa. Poderosos para inveja e mau olhado.
Artemísia
Faz aflorar a clarividência.
Bálsamo
Indicado para harmonizar e acalmar ambientes carregados. Afasta negatividades. Combate à irritabilidade.
Baunilha
Combate depressão e atitudes impulsivas.
Benjoim
Aumenta a criatividade, seja em trabalhos artísticos ou escritos, expulsa os espíritos malignos. Usado também para proteção, sucesso, riquezas e felicidade. Purifica o ambiente, atraem energias positivas e combate as forças negativas.
Bergamota
Relaxante.
Bouquet
Combate à frieza emocional.
Cajepute
Combate desânimo e apatia.
Calandre
Relaxante, combate insônia.
Calêndula
Conforta o coração e o espírito. Pode ser usado em terapias no sentido mais amplo, por suas propriedades benéficas.
Camomila
Aroma leve e agradável com propriedades calmante e sedativa. Acalma o sistema nervoso.
Cananga
Possui propriedades afrodisíacas.
Canela
Anti-séptico, pode ser utilizado no quarto dos doentes. Traz bons fluídos financeiros, boa sorte, felicidade e alegria de viver, tranqüiliza o ambiente. Exala um odor muito sensual.
Cânfora
Aumenta a realização emocional e profissional e elimina todo tipo de energia negativa. Produz limpeza astral, dissolve energias densas e alivia antigos ressentimentos.
Capim-Cheiroso
Para perfumar ambientes.
Capim-Limão (Lemongrass)
Possui efeito tônico e estimulante. Indicado para pessoas depressivas, acomodadas e sem ânimo.
Cardamono
Controla o comportamento explosivo.
Cedro
Usado como rejuvenescedor, acredita-se que proporcione longevidade. Foi usado no Egito como componente para embalsamar. Seu aroma masculino está ligado a tradicional reputação de afrodisíaco. Muito indicado para purificar os ambientes, pois atrai vibrações de harmonia. Quanto aos negócios, ajuda a ter sucesso com as vendas. Bom para concentração.
Cenoura
Limpa a mente estimulando a reflexão.
Cereja
Afrodisíaco.
Césamo
Combate insegurança, medo.
Chandan
Incenso de sândalo de qualidade superior. Cria no ambiente uma atmosfera de bem estar. Indicado para meditação.
Cipreste
Aumenta a concentração, a firmeza e o equilíbrio. Proporciona prosperidade e fortuna.
Citronela
Tranqüilizante. Afasta os insetos.
Citrus
Combate nervosismo e depressão.
Coco
Traz o equilíbrio emocional necessário para a tomada de decisões.
Copaíba
Estabiliza emoções fortes.
Cravo
Abre os caminhos, atrai dinheiro, destrói as energias negativas reinantes e confere segurança. Indicado para energizar comércios e negócios. Bom para pessoas que exigem muito da voz.
Cravo e Canela
Bem estar físico e mental.
Cristal
Mistura de cânfora, olíbano e benjoim. Ótimo para limpeza de ambientes carregados.
Dama da Noite
Estimula a sensualidade.
Ecstasy
Formulação especial de rosa, canela, jasmim, Ylang-Ylang, âmbar e beijoim. Combate à depressão e o pessimismo.
Erva Cidreira
Confere felicidade e sucesso; assim como promove o encontro de verdadeiro amor.
Erva Doce
Eficaz no "olho gordo", também promove a harmonia e paz.
Ervas
Uso Geral.
Especiarias
Misturas de ervas aromáticas que ampliam a energia vital combatendo o desânimo e a depressão.
Eucalipto (Eucalyptus)
Renova as energias e promove uma verdadeira limpeza energética do local. Estimula e refresca a mente, aumenta a concentração. Provoca uma reavaliação de conceitos e valores. Auxilia em problemas respiratórios, antibióticos respiratório em geral.
Flor de Laranjeira
Relaxante, proporciona um sono tranqüilo. Estimulante da memória e da concentração, reduz ansiedade emocional.
Flor de Lótus
Atrai altas vibrações espirituais. Traz boa saúde, abund6ancia de bens materiais, felicidade, vida longa.
Flor de Pitanga
Fortalece o emocional.
Flor do Campo
Combate desgosto e apatia. É ótimo para crianças.
Flor do Nepal
Combate à depressão e estimula a reflexão.
Floral
Mistura de flores perfumadas, para o aspecto emocional, tranqüiliza e relaxa.
Frenesi
Relaxante e afrodisíaco.
Funcho Doce
Espanta crises existenciais e depressão.
Gardênia
Restaura a paz, protegendo a alma.
Gengibre
Combate cansaço e fadiga. Gnomos e Duendes gostam deste aroma.
Gerânio
Poderoso anti-stress, é um estimulante para casos de fadiga física ou desgaste mental. Aumenta a coragem, afugenta o medo, protege contra prejuízos e perigos. Excelente para benzer um novo lar. Para fechar bons negócios.
Gita
Incenso de gerânio. Regenerador emocional. Aumenta a capacidade de superar obstáculos.
Grape Fruit
Aguça a imaginação.
Harmonia
Traz equilíbrio energético ao ambiente.
Herbal
Combate tensão e insegurança.
Hora Íntima
Estimula a sensualidade.
Hortelã
Anula as energias negativas. É muito indicado para aumentar a compreensão, o poder de decisão, a ordem e a consciência ecológica.
Hortelã Pimenta
Estimula a criatividade.
Incenso da Sorte
Aroma proveniente de uma fruta exótica da Austrália semelhante à cereja. Proporciona boa sorte.
Indian Gold
Sua composição com menta e lavanda proporciona relaxamento e aumento da acuidade intelectual.
Indígena
Ameniza pequenos males.
Ipê Roxo
Estimula a concentração.
Jaborandi
Traz bem estar e energias positivas.
Jasmim
Sagrado na antiga Pérsia, acalma a mente, harmoniza emoções e induz ao otimismo. Usado para receber benção, proteção e sorte. Ajuda a aumentar as energias espirituais. Bom para ser usado em preces, meditações, relaxamentos; emana amor espiritual. Aumenta a resistência física e melhora os negócios. Acalma o ambiente. Bom para pessoas sombrias e tímidas.
Kashmir
Valoriza e da um ar de sensualidade ao ambiente.
Lama Negra
Controla a euforia em demasia.
Lavanda
Elimina a depressão e confere um sono tranqüilo. Próprio para meditações respiratórias. Relaxa, acalma e refresca a mente. Traz boa sorte e tranqüilidade aos negócios e relacionamentos.
Limette
Traz ânimo e disposição.
Lírio
Estimula a criatividade e a presença de espírito. Seu aroma eleva os pensamentos e refina as emoções.
Lírio do Vale
Promove a paz espiritual, acalma os nervos e reduz acessos de raiva.
Maçã
Dá disposição para o desempenho das tarefas diárias.
Maçã Verde
Beneficia a saúde física, ajuda as pessoas enfermas e convalescentes. Poderoso auxiliar em todos os processos de cura física.
Madeira
Para obter glória individual e em empreendimentos.
Madressilva
Regenerador em todos os níveis. Ideal para ser usado em trabalhos de cura.
Manjericão
Traz sorte, felicidade, prosperidade e proteção.
Maracujá
Estabiliza o emocional.
Marine
Estimula a criatividade e a personalidade.
Megha Mala
Incenso preparado com resinas de madeira. Seu aroma traz ao usuário tranqüilidade e segurança emocional.
Mel
Indicado para suavizar momentos difíceis e adoçar relacionamentos. Atrai sucesso, brilho e reconhecimento.
Mel e Rosas
Uma exótica combinação que induz atmosfera de romantismo e sensualidade.
Melaleuca
Sensação de bem estar.
Melissa
Combate apreensão e insônia.
Menta
Estimula a inteligência e facilita a assimilação de informações nova.
Mil Flores
Canaliza força para as realizações pessoais.
Mirra
Estimula a intuição. Eficaz para afastar o mal e quebrar encantos em rituais de magia. Popularmente usado para proteção energética, além de ser usado para limpezas espirituais, também afasta influências maléficas. Cria um bom ambiente para preces, meditações e trabalhos espirituais.
Morango
Para acalmar ambientes, refresca atmosfera tensa.
Moscatel
Energizante, aguça a criatividade.
Musgo de Carvalho
É aconselhável para a cura, tanto emocional como material.
Musk
Traz sensualidade ao ambiente.
Narciso
Traz amor e afetividade.
Nardo
Concede intuição.
Noz Moscada
Alegra o ambiente e atrai dinheiro, da maneira justa e merecida. Aumenta o grau de segurança emocional. Gera energia e disposição, melhora as condições materiais.
Olíbano
Atuam na respiração, relaxamento e harmonização. Considerava-se que servia para apaziguar os deuses.
Om Shanti
Laranja e Patchouli. Acalma trazendo otimismo e alegria.
Ópium
para energizar o ambiente. Desperta a sensualidade de forma sutil e envolvente.
Orquídea
Indicado para purificar o ambiente de trabalho e, ajudar a encontrar soluções para problemas práticos.
Paco
Combate à agressividade e estimula o raciocínio.
Palmarosa
Combate insônia.
Papaia
Energético, traz disposição.
Paradise
Mistura de mirra e benjoim. Tem ação repousante e relaxante. Facilita a meditação e expande o campo da consciência. Proporciona elevação espiritual.
Patchuli
Traz abundância e reativa a fertilidade. Proporciona paz de espírito. Facilita a meditação e aguça a intuição. Atrai o sexo oposto, dizem que quando usado no corpo perde-se amigos.
Pau Rosa
Ajuda a combater mágoas e desânimo.
Pêssego
Para fazer novas amizades.
Petit Grain
Estimula a memória.
Phebo
Combate depressão, stress.
Pimenta da Jamaica
Elimina brigas dentro de casa; atrai dinheiro e boa sorte.
Pinho
Atrai proteção e aumenta a fertilidade.
Pitanga
Facilita ganho financeiro.
Prashanti
Mistura de rosa com mel, traz para o ambiente romantismo e sensualidade.
Precious Fragance
Composta de lírio, rosa, sândalo e madeira, facilitam a meditação e produz no ambiente um aroma inebriante.
Primavera
Combate raiva, pânico e medo.
Querubim
Fortalece relacionamentos em crise.
Raízes
Equilibra sentimentos, proporciona paz de espírito.
Rosa
Para despertar o amor.
Rosa Branca
Limpa o ambiente contra as energias maléficas e acalma as pessoas que estão ao seu redor. Traz uma nova consciência espiritual gerando desapego e tranqüilidade em momentos de dificuldades.
Rosa Musgosa
Alivia tensão e ansiedade.
Rosa Vermelha (Real Rose)
Eleva o ânimo e incentiva o amor pela vida. Espanta solidão.
Sálvia
Equilíbrio entre mente e corpo.
Sândalo (Sandal Wood)
Eleva o estado de consciência e cria uma atmosfera de bem estar. Sendo indicado para a meditação e paz de espírito. Ajuda na expansão da intuição. Bom para prática de viagem astral e meditação.
Sândalo Branco
Traz sucesso, proteção e aumenta o poder da meditação.
Sapthagirl
Fragrância floral que traz um toque de requinte e suavidade para o ambiente onde é usado.
Sete Ervas
Atrai energias positivas.
Silvestre
Evita vertigens e nervosismo.
Sucess Sândalo com rosa.
Equilibra as emoções e aumenta o bom-senso. Ideal para pessoas indecisas.
Suganda Sarathi
Deliciosa combinação de flores perfumadas. Tem ação estimulante que favorece a sensualidade.
Talco
Estimula a concentração.
Tangerina
Fortalece a memorização.
The Moon
Incenso de Nardo. Traz paz, amor e tranqüilidade ao ambiente. Amplia a intuição e a imaginação.
The Sun
Mistura equilibrada de lavanda, alecrim, olíbano, canela e sândalo. Possui um delicioso perfume. Atrai as vibrações positivas.
Tomilho
Restaura o equilíbrio emocional.
Tuberosa
Tradicionalmente usado para facilitar contato com esferas superiores.
Tulasi
Afasta lembranças negativas.
Uva
Afrodisíaco.
Vetiver
É a fragrância que protege o comercio, favorecendo as boas vendas, atraindo dinheiro e a boa sorte. Afasta más influências. É ótimo para ser utilizado em ambientes onde circulam muitas pessoas.
Violeta
Transmuta a negatividade de ambientes e pessoas, isto é, transforma o negativo em positivo, modifica a vibração. É indicado para equilibrar o emocional depois de choques e traumas. Ajuda a espantar as energias negativas. Poderoso para reverter casos de depressão ou mágoas profundas. Reaproxima pessoas.
Vivre Traz
Traz alegria e felicidade.
Ylang-Ylang
Natural da Indonésia, cuja tradição é a "flor das flores", traz auto-estima e amor próprio, sendo poderoso afrodisíaco.
Zimbro
Traz transcendência e renovação.
Os Incensos e os Signos
Áries Mirra, Cipreste, Almíscar, Angélica, Ópium, Rosa Musgosa, Alecrim.
Touro Sândalo, Camomila, Arruda, Orquídea.
Gêmeos Canela, Âmbar, Indiano e Eucalipto.
Câncer Cânfora, Jasmim, Maça Rosada.
Leão Amor Perfeito, Cedro, Lótus, Rosa Branca, Sândalo Vermelho.
Virgem Canela, Cravo da Índia, Rosa Musgosa, Angélica, Benjoim
Libra Eucalipto, Calêndula, Cedro, Jasmim, Orquídea.
Escorpião Almíscar Canforado, Flor do Campo, Lótus.
Sagitário Alfazema, Alecrim, Sândalo Amarelo.
Capricórnio Arruda, Benjoim, Cravo da Índia, Sândalo Vermelho.
Aquário Cedro, Flores do Campo, Eucalipto, Rosa Branca.
Peixes Cânfora, Jasmim, Mirra, Ópium, Sândalo Amarelo.
INCENSO DE HÉCATE
½ colher (chá) de folhas secas de louro
½ colher(chá) de folhas secas de menta
½ colher(chá) de cardo seco
1 pitada de resina de mirra
1 pitada de resina de olíbano
13 gotas de óleo de cipreste
3 gotas de óleo de cânfora
Usando um pilão amasse o louro, a menta e o cardo até quase reduzi-los a pó. Agite as resinas de olíbano e mirra. Adicione os óleos de crispe e de cânfora e misture bem. Guarde numa jarra coberta e bem tampada e deixe a mistura maturar por pelo menos duas semanas antes de usar.
Queime em um bloco de carvão em brasa quando sentir vontade. Poderoso incenso para previsões.
INCENSO DO BOM AUGÚRIO
5 pétalas de rosa
15g de mirra
15g de sangue de dragão
15g de sassafrás
15g de flor de laranja
15g de juníparo
15g de salva
15g de óleo de olíbano
Usando um pilão, reduza a pó e misture juntos todos os ingredientes seco, enquanto visualiza as coisas de que precisa e que deseja. O incenso pode ser queimado sobre carvão em brasa enquanto realiza encantamentos mágicos e rituais que envolvam dinheiro, sorte e oportunidade.
INCENSO DE OLÍBANO
2 colheres (sopa) de olíbano em pó
1 colher (sopa) de raiz de íris em pó
1 colher(chá) de trevo em pó
1 colher(chá) de óleo de limão
Misture o olíbano, a raiz de íris e o trevo. Adicione o óleo de limão, agitando a mistura. Coloque-o numa jarra de vidro claro, sele ou coloque uma rolha de cortiça apertada e mantenha num local escuro e fresco por dois ou três meses antes de usar. O incenso é excelente para ser consagrado e queimado sob um bloco de carvão em brasa como um incenso de altar para glorificar o Deus e a Deusa Mãe.
INCENSO DA DEUSA
1g de óleo de cipreste
1g de azeite de oliva
15g de pétalas de rosas secas
15g de casca de salgueiro banco
3 sorvas secas
1 colher (chá) de semente de anis
Numa pequena tigela misture o óleo de cipreste e o azeite de oliva. Separe. Usando um almofariz e um pilão, reduza as folhas e as cascas de salgueiro-banco, as sorvas e as sementes de anis a pó e misture. Adicione esses ingredientes ao óleo, misture e agite bem. Consagre o Incenso da Deusa com uma benção e queime-o num bloco de carvão em brasa para glorificar e/ou invocar a Deusa.
Para fazer o incenso em forma de bastão ou de cone, não adicione o óleo de crispe nem o azeite de oliva e acrescente um pouco de goma arábica ou de acácia na mistura em pó das ervas para torná-las viscosas. Cuidadosamente coloque palha de giesta na mistura ou use as pontas dos dedos para enrolar pequenas porções da mistura em forma de cone. Deixe o incenso secar bem antes de queima-lo.
INCENSO DO DEUS
15g de tintura de benjoim
1g de óleo de sândalo
1g de óleo de olíbano
1g de óleo de mirra salitre
30g de carvão em pó
1 pitada de assa-fétida seca
1 pitada de cardo-santo seco
1 pitada de hortelã-pimenta seca
Numa pequena tigela misture o benjoim e os três óleos. Adicione uma pitada de salitre e agite bem. Usando um almofariz e um pilão reduza a pó o carvão e as ervas secas, lentamente, junte-os à mistura de óleos e salitre. Continue agitando até que se forme uma massa grossa. Espalhe a mistura num recipiente pequeno, quadrado e bem untado, de vidro ou de cerâmica e deixe-a secar por 45min. Usando uma faca afiada ou um punhal cerimonial de cabo brando, corte o incenso em pequenos quadrados, retire-o do recipiente e consagre-o antes de usar. Esse incenso pode ser queimado como poderoso incenso de altar para glorificar e/ou invocar o Deus Cornífero, afastar todas as energias negativas e ampliar os trabalhos mágicos de todos os rituais wiccanianos.
INCENSO EGÍPCIO DO AMOR
15g de benjoim
15g de canela
15g de galangal
15g de olíbano
30g de mirra
3 gotas de mel
3 gotas de óleo de lótus
1 gota de óleo de rosa
1 pitada de semente de íris seca e em pó
Usando as mãos nuas, misture o benjoim, a canela, a galangal, o olíbano e a mirra numa grande tigela não-metálica. Adicione o mel, os óleos de lótus e de rosa e a raiz de íris. Misture bem enquanto recita o seguinte encantamento mágico:
"Pelo Antigo E Místico Poder De Ísis Deusa Suprema De Dez Mil Nomes E Símbolo Da Maternidade Divina E Do Amor Eu Consagro E Dedico Este Incenso Como Instrumento Poderoso De Magia Do Amor Pelo Fogo Do Sol, Pelo Fogo A Luz, Que Este Incenso Seja Carregado No Divino De Ísis, Senhora Dos Mistérios E Bela Deusa Da Magia E Do Encantamento. Abençoado Seja Sob Os Nomes De Ahio, Ariaha, Araina E Kha. Que Assim Seja."
Cubra bem a tigela com uma toalha plástica e deixa-a repousar por, pelo menos, duas semanas em local escuro e tranqüilo para maturar. Usando um almofariz e um pilão, moa os ingredientes até obter um pó fino e utilize-o em encantamentos de amor como "pó do amor" ou queime-o num bloco de carvão em brasa, como incenso mágico para atrair amor, reunir parceiros afastados ou invocar as deidades egípcias antigas (especialmente Ísis e Hathor).
INCENSO ESPECIAL PARA PURIFICAÇÃO
Contém os sete elementos purificadores:
SAL que purifica,
ARRUDA que neutraliza as más influências,
ALECRIM que dá coragem e paz de espírito,
CÂNFORA que repele os insetos e as forças negativas,
BENJOIM que dá sabedoria e inspiração,
CARVÃO que atrai e queima no fogo as mazelas psíquicas,
MIRRA que harmoniza o ambiente para propiciar a manifestação dos pensamentos e das forças que ajudarão na realização dos Ideais.
RITUAL PARA PURIFICAÇÃO
1. Inicialmente ofereça os incensos à Divindade e aos Santos da sua devoção
2. Acenda uma ou mais varetas de incenso e movimente-as em círculos
da esquerda para a direita ao redor das pessoas, ambientes ou objetos que se
queira purificar
3. Repita a seguinte oração enquanto movimenta os incensos:
"Que o Divino Ser que está presente em tudo, com a ajuda dos
Deuses/Anjos/Santos/Protetores, possa purificar o meu corpo e minha mente,
meu lar, meu trabalho e todos os seres do meu convívio..
Atrair toda a ajuda do Universo para que ……………………………
"
(mencionar seu objetivo e repetir este ritual quantas vezes achar necessário)
4. Finalizar o ritual com a seguinte invocação:
"Se for da vontade dos Deuses, que assim seja! ".
A fé num Poder Maior e a confiança na Força Interior nos ajudarão a superar todas as nossas dificuldades.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Banho no corpo todo ou do pescoço para baixo?
Terreiros de Umbanda do Brasil inteiro, principalmente nos menores e que possui o dirigente com a “cabeça fechada” para informações, discutem essa história de banho somente do pescoço para baixo, senão tal erva causará quizila com tal Orixá. Porém, o que esses dirigentes não sabem, é onde foi início dessa história de banho do pescoço para baixo.
Todos nós sabemos que os negros africanos, na época do Brasil Colonial, foram aprisionados e enviados para trabalhar como escravos nas lavouras, principalmente nas de cana-de-açúcar.
Chegando ao Brasil, esses africanos também trouxeram da África a sua religião, ou seja, o culto aos Orixás.
Ao chegarem neste país, estes escravos tiveram que aprender sozinho e com os índios sobre a manipulação, o uso ritualístico e medicinal das ervas brasileiras, já que muitas das ervas que eles utilizavam na África, não existiam no Brasil.
Este aprendizado não foi fácil, pois os negros desconheciam as utilidades e propriedades das ervas brasileiras. Por este motivo, quando desconheciam alguma erva, ou quando ela se parecia com alguma que existia na África e, naquele país era venenosa ou com alto teor de toxina, estes escravos tomavam o banho com estas ervas apenas do pescoço para baixo, protegendo assim os olhos, narinas e a boca, de qualquer contato que possa provocar a cegueira ou alguma doença que naquela época poderia levá-los a morte.
Desta época vem a história do banho do pescoço para baixo, que com o passar do tempo e com dirigentes não preparados, foram deturpando o fundamento do banho e dizendo que não deveria tomar os demais banhos da cabeça para baixo, pois causaria quizila com tal Entidade ou com tal Orixá.
Porém o que muitos desconhecem, é que apenas no Brasil existe essa tradição do banho do pescoço para baixo, nos demais paises do mundo, onde existe qualquer culto afro, como os Estados Unidos, Cuba e toda América Central, inclusive na África, que é o berço de todas as religiões afro, o banho de ervas é tomado em todo o corpo. Em um banho demorado e quase que ritualístico, eles jogam o banho de ervas na cabeça, pois os africanos dizem que a cabeça é a força do nosso corpo, e é o Ori que deve ser fortalecido com o banho de ervas.
Os africanos, que hoje em dia vem para o Brasil, acham um absurdo esta história do banho do pescoço para baixo. Não que ele não funcione, mas ele não fortalece o Ori, que é onde está o centro de equilíbrio do nosso corpo e o que nos faz “funcionar melhor”.
Existem ervas que vibram mais por certo Orixá, mas na Umbanda, você pode tomar banho com ervas de outro Orixá, que não existirá quizila, pois temos o nosso “Pai e Mãe” de cabeça, mas somos filhos de todos os Orixás. O que devemos tomar cuidado é quanto ao teor de toxinas existentes na planta, ou seja, não vamos tomar banho com pimenta na cabeça, não por quizila, mas sim para evitar o contato com os olhos, que pode causar queimadura na retina, não devemos também tomar banho de comigo-ninguém-pode fresca, pois quando verde esta erva possui muitas toxinas, impossibilitando o banho com a mesma. O recomendado para esta erva é o banho com as folhas secas, pois nesse estado, ela perde água e, junto da água, estas toxinas.
As pessoas de hoje em dia aceitam tudo o que falam e não buscam o porquê daquilo. Se fossem mais curiosas e menos submissas a tudo o que alguns pais-de-santo falam, descobririam e aprenderiam muito mais sobre a nossa querida Umbanda. A nossa religião é simples e tem fundamento, só basta querer aprender.
Todos nós sabemos que os negros africanos, na época do Brasil Colonial, foram aprisionados e enviados para trabalhar como escravos nas lavouras, principalmente nas de cana-de-açúcar.
Chegando ao Brasil, esses africanos também trouxeram da África a sua religião, ou seja, o culto aos Orixás.
Ao chegarem neste país, estes escravos tiveram que aprender sozinho e com os índios sobre a manipulação, o uso ritualístico e medicinal das ervas brasileiras, já que muitas das ervas que eles utilizavam na África, não existiam no Brasil.
Este aprendizado não foi fácil, pois os negros desconheciam as utilidades e propriedades das ervas brasileiras. Por este motivo, quando desconheciam alguma erva, ou quando ela se parecia com alguma que existia na África e, naquele país era venenosa ou com alto teor de toxina, estes escravos tomavam o banho com estas ervas apenas do pescoço para baixo, protegendo assim os olhos, narinas e a boca, de qualquer contato que possa provocar a cegueira ou alguma doença que naquela época poderia levá-los a morte.
Desta época vem a história do banho do pescoço para baixo, que com o passar do tempo e com dirigentes não preparados, foram deturpando o fundamento do banho e dizendo que não deveria tomar os demais banhos da cabeça para baixo, pois causaria quizila com tal Entidade ou com tal Orixá.
Porém o que muitos desconhecem, é que apenas no Brasil existe essa tradição do banho do pescoço para baixo, nos demais paises do mundo, onde existe qualquer culto afro, como os Estados Unidos, Cuba e toda América Central, inclusive na África, que é o berço de todas as religiões afro, o banho de ervas é tomado em todo o corpo. Em um banho demorado e quase que ritualístico, eles jogam o banho de ervas na cabeça, pois os africanos dizem que a cabeça é a força do nosso corpo, e é o Ori que deve ser fortalecido com o banho de ervas.
Os africanos, que hoje em dia vem para o Brasil, acham um absurdo esta história do banho do pescoço para baixo. Não que ele não funcione, mas ele não fortalece o Ori, que é onde está o centro de equilíbrio do nosso corpo e o que nos faz “funcionar melhor”.
Existem ervas que vibram mais por certo Orixá, mas na Umbanda, você pode tomar banho com ervas de outro Orixá, que não existirá quizila, pois temos o nosso “Pai e Mãe” de cabeça, mas somos filhos de todos os Orixás. O que devemos tomar cuidado é quanto ao teor de toxinas existentes na planta, ou seja, não vamos tomar banho com pimenta na cabeça, não por quizila, mas sim para evitar o contato com os olhos, que pode causar queimadura na retina, não devemos também tomar banho de comigo-ninguém-pode fresca, pois quando verde esta erva possui muitas toxinas, impossibilitando o banho com a mesma. O recomendado para esta erva é o banho com as folhas secas, pois nesse estado, ela perde água e, junto da água, estas toxinas.
As pessoas de hoje em dia aceitam tudo o que falam e não buscam o porquê daquilo. Se fossem mais curiosas e menos submissas a tudo o que alguns pais-de-santo falam, descobririam e aprenderiam muito mais sobre a nossa querida Umbanda. A nossa religião é simples e tem fundamento, só basta querer aprender.
sábado, 27 de junho de 2009
Juremação
Muitos juremeiros dizem que “um bom mestre já nasce feito”; contudo alguns ritos são utilizados para “fortificar as correntes” e dar mais conhecimento mágico-espiritual aos discípulos. O ritual mais simples, porem de “muita ciência” é o conhecido como “juremação”, “implantação da semente”, ou “Ciência da Jurema”. Este ritual consiste em plantar no corpo do discípulo, por baixo de sua pele, uma semente da árvore sagrada. Existem três procedimentos para isso. Em um primeiro, o próprio mestre promete ao discípulo e após algum tempo, misteriosamente, surge a semente em uma parte qualquer do corpo. Um segundo procedimento é aquele em que o líder religioso realiza um ritual especial, onde dá a seus afilhados a semente e o vinho de Jurema para beber. Após este rito, o iniciante deve abster-se de relações sexuais por sete dias consecutivos, período em que todas as noites ele deverá ser levado em sonhos, por seus guias espirituais, para conhecer as cidades e aldeias onde aqueles residem. Ao final deste período, a semente ingerida deverá reaparecer em baixo de sua pele. Num terceiro procedimento, o juremeiro implanta a semente da Jurema, através de um corte realizado na pele do braço.
Reuniões e Festas
Uma “Mesa” pode ser aberta “pelas direitas” ou “pelas esquerdas”. Nas abertas “pelas direitas”, só as entidades mais elevadas devem se fazer presentes. Incorporadas elas dão passes, receitam banhos de ervas e defumações.
Quando se abre uma mesa “pelas esquerdas” qualquer tipo de entidade espiritual pode vir. Os trabalhos não precisam, necessariamente, visar o mal de alguém, contudo, aberto os trabalhos por este lado da “ciência”, já é possível devolver aos inúmeros inimigos, que estão sempre a espreita, os males que estes possam estar fazendo.
Orações e saudações feitas, canta-se para abrir a "mesa" e chamar os guias. Em algumas casas estes dão sua presença, afirmando que protegerão seus discípulos durante a realização dos trabalhos. Subindo o último Índio ou Caboclo, é o momento de todos, exceto o juremeiro-mor, se prostrarem de joelhos no chão e pedir ao Juremá licença para entrar em seus domínios; é que os “Senhores Mestres” já vem chegando...
Os discípulos pedem benção aos Juremeiros mais velhos na casa. Saúdam com benzenções a Mesa da Jurema e os artefatos dos Mestres. A Jurema é dita aberta. Os Senhores Mestres começam a chegar.
É o momento das consultas que sempre têm clientela certa. Momento onde coisas sérias são tratadas com irreverência, sem que no entanto percam a gravidade e o apresso dos mestres e mestras, sempre prontos a ajudar a seus afilhados. Nos casos mais graves, entretanto, o mestre logo marca um dia mais conveniente, onde poderá realizar "trabalhos em particular". É assim que o mestre, traz os recursos financeiros necessários para a manutenção da casa de culto e do seu discípulo. Quando os Mestres se vão, chegam as Mestras.
Reuniões e Festas
Uma “Mesa” pode ser aberta “pelas direitas” ou “pelas esquerdas”. Nas abertas “pelas direitas”, só as entidades mais elevadas devem se fazer presentes. Incorporadas elas dão passes, receitam banhos de ervas e defumações.
Quando se abre uma mesa “pelas esquerdas” qualquer tipo de entidade espiritual pode vir. Os trabalhos não precisam, necessariamente, visar o mal de alguém, contudo, aberto os trabalhos por este lado da “ciência”, já é possível devolver aos inúmeros inimigos, que estão sempre a espreita, os males que estes possam estar fazendo.
Orações e saudações feitas, canta-se para abrir a "mesa" e chamar os guias. Em algumas casas estes dão sua presença, afirmando que protegerão seus discípulos durante a realização dos trabalhos. Subindo o último Índio ou Caboclo, é o momento de todos, exceto o juremeiro-mor, se prostrarem de joelhos no chão e pedir ao Juremá licença para entrar em seus domínios; é que os “Senhores Mestres” já vem chegando...
Os discípulos pedem benção aos Juremeiros mais velhos na casa. Saúdam com benzenções a Mesa da Jurema e os artefatos dos Mestres. A Jurema é dita aberta. Os Senhores Mestres começam a chegar.
É o momento das consultas que sempre têm clientela certa. Momento onde coisas sérias são tratadas com irreverência, sem que no entanto percam a gravidade e o apresso dos mestres e mestras, sempre prontos a ajudar a seus afilhados. Nos casos mais graves, entretanto, o mestre logo marca um dia mais conveniente, onde poderá realizar "trabalhos em particular". É assim que o mestre, traz os recursos financeiros necessários para a manutenção da casa de culto e do seu discípulo. Quando os Mestres se vão, chegam as Mestras.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A mesa do Catimbó
Dentro de toda a simplicidade do Catimbó a Mesa representa a concentração de energias. Sua
representatividade está entre um altar de igreja e um gonga de Umbanda, sem, como sempre no Catimbó, se ligar diretamente com um ou outro.
A mesa não é apenas um local de trabalho mas o altar onde estaram os objetos liturgicos e os assentamentos dos mestres. Não existe um padrão e a sua organização e limpeza será tanto quanto for a do responsável pela casa. Ela tanto pode ser um local limpo com toalha branca e poucos e bem colocados apetrechos de representação como também um local saturado dos fundamentos da Jurema.
É nas mesa que estarão representados os mestres, as cidades e os estados, através dos principes e princesas. Em locais rurais onde existe terreno e espaço os mestres terão o seu assentamento em arvores ou arbustos, geralmente de ervas que tenham ligação com o seu fundamento.
Nesta caso o Catimbó em sua essência se assemelha com o Candomblé onde, na áfrica os Orixás são assentados nas arvores, que são chamadas de Atim do Orixá. No Catimbó é o mesmo, assim como também, na falta de espaço e mata, o assentamento dos mestres é resolvido da mesma forma.
Nos centros urbanos, principalmente, em função da falta de espaço nos locais de culto, troncos da planta são assentados em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais Mestres das casas. Esses troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-americanos, maracás e cachimbos constituirão as mesas de jurema. Chama-se mesa o altar ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações.
A mesa deverá estar enfeitada com flores e velas acesas e não é excepcional se encontrar resplendores de Igreja na mesa em função do profundo envolvimento do Catimbó com o catolicismo.
A mesa deverá estar enfeitada com flores e velas acesas e não é excepcional se encontrar resplendores de Igreja na mesa em função do profundo envolvimento do Catimbó com o catolicismo.
Uma mesa simples seria coberta por uma toalha bem branca que sempre deve ser mantida limpa. Sobre ela, ao centro deve-se colocar o estado ou reino que representa o mestre da casa. À frente dela cruzados os cachimbos de direta e esquerda do Mestre principal da casa. Atrás do estado deve ser colocada uma vela grande que deve permanecer acesa todo o tempo bem como podem ser colocadas algumas imagens de Santos católicos. É importante um rosário feito de lágrima de nossa senhora sobre esta mesa envolvendo ou contrornando o estado, vela e principais imagens.
representatividade está entre um altar de igreja e um gonga de Umbanda, sem, como sempre no Catimbó, se ligar diretamente com um ou outro.
A mesa não é apenas um local de trabalho mas o altar onde estaram os objetos liturgicos e os assentamentos dos mestres. Não existe um padrão e a sua organização e limpeza será tanto quanto for a do responsável pela casa. Ela tanto pode ser um local limpo com toalha branca e poucos e bem colocados apetrechos de representação como também um local saturado dos fundamentos da Jurema.
É nas mesa que estarão representados os mestres, as cidades e os estados, através dos principes e princesas. Em locais rurais onde existe terreno e espaço os mestres terão o seu assentamento em arvores ou arbustos, geralmente de ervas que tenham ligação com o seu fundamento.
Nesta caso o Catimbó em sua essência se assemelha com o Candomblé onde, na áfrica os Orixás são assentados nas arvores, que são chamadas de Atim do Orixá. No Catimbó é o mesmo, assim como também, na falta de espaço e mata, o assentamento dos mestres é resolvido da mesma forma.
Nos centros urbanos, principalmente, em função da falta de espaço nos locais de culto, troncos da planta são assentados em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais Mestres das casas. Esses troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-americanos, maracás e cachimbos constituirão as mesas de jurema. Chama-se mesa o altar ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações.
A mesa deverá estar enfeitada com flores e velas acesas e não é excepcional se encontrar resplendores de Igreja na mesa em função do profundo envolvimento do Catimbó com o catolicismo.
A mesa deverá estar enfeitada com flores e velas acesas e não é excepcional se encontrar resplendores de Igreja na mesa em função do profundo envolvimento do Catimbó com o catolicismo.
Uma mesa simples seria coberta por uma toalha bem branca que sempre deve ser mantida limpa. Sobre ela, ao centro deve-se colocar o estado ou reino que representa o mestre da casa. À frente dela cruzados os cachimbos de direta e esquerda do Mestre principal da casa. Atrás do estado deve ser colocada uma vela grande que deve permanecer acesa todo o tempo bem como podem ser colocadas algumas imagens de Santos católicos. É importante um rosário feito de lágrima de nossa senhora sobre esta mesa envolvendo ou contrornando o estado, vela e principais imagens.
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