terça-feira, 18 de novembro de 2008

Iemanjá

Iemanjá, a Senhora do Mar. A grande força, com indiscutível domínio no gênio e personalidade de seu filho. O fato de Iemanjá ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal. Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira. É mãe. Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. A porta de sua casa sempre está aberta para todos, e gosta de tutelar as pessoas. Tipo a grande mãe. Aquela mulher amorosa que sempre junta os filhos dos outros com os seus. O homem filho de Iemanjá carrega o mesmo temperamento: é o protetor. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranqüilo, exceto quando se sente ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. Normalmente fica zangado quando ofendido e o que tem como ajuntó (o segundo santo masculino) o orixá Ogum, torna-se muito agressivo e radical. Diferente é quando o ajuntó é Oxóssi. Aí sim, é pessoa calma, tranqüila, e sempre reage com muita tolerância. O maior defeito do filho de Iemanjá é o ciúme. É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda.
COR: Azul
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, fitas azuis e rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Local de Entrega: Na praia
ERVAS: Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e Chapéu de Couro, Alfazema, Colônia, Erva Cidreira, Rosas Brancas, Palmas Brancas

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ogum

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda, da luta. Seu filho carrega em seu gênio todos os seus característicos. É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento. A sua impaciência é tão marcante que não gosta de esperar. É afoito. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Uma marca muito forte de seu Orixá, é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto, é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e a falta de garra. O difícilé a sua maior tentação. Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Quando ele consegue esperar ao menos 24 hs. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.
COR: Vermelha e Branca
AMALÁ: 14 velas branca e vermelha ou 7 brancas e 7 vermelhas, cerveja branca em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins e frutas, de preferência, dentre elas,. uma manga (melhor a espada), fitas vermelha e branca. Local de Entrega: Uma campina
ERVAS: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Lança de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba,Palmas Vermelhas, Açoita Cavalo, Crista de Galo.

domingo, 16 de novembro de 2008

Oxum

O filho ou filha de Oxum, a Rainha da Água doce, dona dos rios e das cachoeiras, carrega todo o tipo de Iemanjá. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda (pelo Amalá). A diferença maior é a vaidade. Filho de Oxum ama espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias caras, ouro, é impecável no trajar e não se exibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta e a mulher do cabelo e da pintura. Normalmente tem uma facilidade muito grande para o choro. É muito sensível a qualquer emoção. Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social". Seu maior defeito é o ciúme.
DIA DA SEMANA: sábado
CORES: amarelo
SÍMBOLOS: leque ( abebé ) com estrela, espelho,
ELEMENTO: água
METAL: latão
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral canjica branca, fitas amarelo claro e branca. Local de Entrega: Ao lado de uma Cascata, Cachoeira.
ERVAS: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro. Manjericona, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calendula, Rosas e Palmas Amarelas



Este texto é oferecido ao Rafael (piá), que é o novo filho de Oxum (Oxossi com Oxum)

sábado, 15 de novembro de 2008

Umbanda: Uma religião para todos

por Mônica de Castro, em 3.9.07

O preconceito decorre sempre da ignorância. Quando conhecemos a razão, o objetivo e o fundamento de alguma coisa, ela se desvenda aos nossos olhos e nos revela a sua essência, e aí estamos em condições de compreender. Depois que compreendemos algo, só continuamos no preconceito se quisermos. Se nos interessar.

Muitos dizem que compreendem, mas não aceitam. Se não aceitam, é porque, realmente, não compreendem. Entendem com a razão, como se somassem 2 + 2. Mas se esse entendimento não passa pelo coração, o resultado é uma equação fria e impessoal, onde a resposta surge mais da lógica das aparências do que propriamente da percepção da natureza das coisas.

Assim é com a Umbanda, a religião brasileira por excelência e que sempre foi alvo de todo tipo de preconceito. Muito se tem falado a respeito desse culto e de seus rituais e, através dos anos, a Umbanda sofreu (e sofre ainda hoje) ataques veementes por parte daqueles que não conseguem ainda se desapegar de velhos conceitos.

Se acreditarmos que tudo na vida tem um porquê, veremos que a Umbanda também tem os seus motivos. Afinal, Deus é onipresente, e ninguém há de se atribuir o privilégio de ser exclusivo na transmissão de Sua mensagem, que é a mensagem do amor. Não só a Umbanda, como qualquer prática religiosa voltada para o bem e o cultivo dos verdadeiros valores do espírito, está apta a transmitir a palavra de Deus.

Antigamente, tratava-se a Umbanda como religião dos pobres e ignorantes, daqueles que, sem conhecimento ou cultura, buscavam uma saída milagrosa para seus problemas e aflições. Sem validação científica ou mesmo religiosa, a Umbanda era vista como uma prática fetichista que oferecia uma solução baseada mais na indução do que na efetiva resolução das dificuldades. Em troca de agrados, o interessado poderia obter uma graça ou benesse. E, se conseguia um efeito positivo, isso nada mais era do que mera coincidência ou resultado de práticas mais seguras, como tratamentos médicos, por exemplo.

Nada disso é totalmente errado. A Umbanda é, efetivamente, uma religião de pobres e ignorantes. Mas é também de doutores e ricos, de brancos e negros, de homens e mulheres, de enfermos e sãos, de hetero e homossexuais... é, enfim, uma religião para todos.

Porque a Umbanda desconhece o preconceito e as diferenças sociais. Nela, há espaço para todo tipo de gente, para todo aquele que esteja em busca do autoconhecimento e de uma vida melhor. Sem abandonar a essência da doutrina de Jesus, adota práticas que vieram dos negros e dos índios, numa clara demonstração de que todos estamos em busca da mesma verdade divina.

Porque tudo, em realidade, é uma coisa só. Deus não criou religiões nem fez qualquer distinção entre as que foram criadas pelo homem. É o próprio homem quem estabelece essas diferenças, julgando agradar a Deus mais do que o seu irmão, quando, na verdade, a única coisa que agrada a Deus é a prática constante do amor.

Do amor decorrem a amizade, o respeito, a compreensão, a caridade, a harmonia e outros tantos sentimentos nobres. Então, estaremos em equilíbrio com as forças divinas sempre que imbuídos dessas qualidades. Não importa que religião professemos: espírita, protestante, budista, umbandista, católica, ou religião alguma... O que realmente tem importância é com o quanto de amor estamos dispostos a contribuir para a melhora do mundo. Essa é a verdadeira religião, a única que pode nos religar a Deus.

Por isso, devemos nos despir do preconceito e nos permitir conhecer e respeitar todo tipo de religião. Todas têm alguma coisa de bom. Podem não ser a mais condizente com os nossos anseios ou com a nossa inteligência, ou com a nossa sensibilidade. Mas atendem aos anseios, à inteligência e à sensibilidade de alguém, e quem somos nós para dizer que o que sentimos é onde está a razão?

Que aqueles que ainda não conhecem a Umbanda possam desanuviar as suas mentes e se permitir conhecer as suas práticas e os seus fundamentos, que aos poucos serão tratados nesse site. Sem críticas, preconceitos ou idéias pré-concebidas, todos temos a lucrar com novos conceitos e novos valores, que, na maioria das vezes, falam direto ao nosso coração.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Oxóssi

Oxóssi é a Natureza, especificamente nas matas e no reino animal. É o conhecedor das ervas e o grande curador. É a essência da nossa vida. Seu filho tem um tipo calmo, amoroso, encantador, preocupado com todos os problemas. Um grande conselheiro pelo seu gênio alegre, muito embora com forte tendência à solidão. Incapaz de negar qualquer ajuda à alguém, sabe, como poucos, organizar o caminho para as soluções complicadas. Com respeito à sua própria organização familiar, é muito apegado as suas coisas e à sua família, à qual dedica atenção total no sentido de provê-la e encaminhá-la. Diante as dificuldades próprias é muito hesitante, mas acaba vencendo, sustentado pelo seu interior alegre e otimista. É carente. Não assume o problemas dos outros, mas fica lado a lado ajudando-os. Ama a Liberdade e a Natureza. O mato, as águas, os bichos , as estrelas, o sol e a lua, são a bússola de sua vida. Não discute a fé. Acredita e é fiel seguidor da religião que escolheu. Não é ciumento e muito menos rancoroso. Quando atacado custa revidar. Quando o faz se torna perigoso. É, neste particular, ladino como os índios. Pisa macio, mas é certeiro. Tem um gosto refinado. Gosta das coisas boas, veste-se bem e cuidadosamente. O filho de Oxóssi é talvez o mais equilibrado. Para que sua vida melhore, deve despertar aquele gigante que habita sua essência, o que o tornaria mais disposto a encarar as suas próprias dificuldades.
DIA DA SEMANA: quinta-feira
CORES: verde
SÍMBOLOS: arco e flecha (damatá), chicote (iruquerê)
ELEMENTO: terra
METAL: latão
AMALÁ: 7 velas verdes e 7 brancas, a mesma bebida de Ogum, 7 charutos, peixe com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel, fitas verde e branca. Local de Entrega: Na entrada da mata (obs. a mesma de ogum)
ERVAS: Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias, Folhas de Aroeira, Folhas de Fava de Quebrante, Folhas de Samambaia, Flores do Campo. Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro, Capeba, Manacá, Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde), Taioba, Espinheira Santa, Jureminha, Mangueira, Desata Nó, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto.
Pontos da natureza. Matas
Flores: Flores do campo
Essência: Alecrim
Pedras: Esmeralda, Amazonita (Turqueza, Quartzo verde, Calcita verde)
Saúde: Aparelho respiratório
Planeta: Vênus
Chakra: Esplênico
Saudação: Okê Aro (Oké Kokê maior)
Animais: Tatu, veado, javali (Qualquer tipo de caça)
Comidas: Axoxô (milho com fatias de coco), frutas
Número: 6
Data comemorativa: 20 de janeiro
Sincretismo: São Sebastião

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Oxalá

O filho de Oxalá é pessoa normalmente tranqüila, de andar sereno, sem afobação, com tendência ao sofrimento, quando o busca. Gosta de transmitir seu gênio calmo, quer as coisas sem demonstrar, atingindo seus objetivos de forma bem natural. É teimoso. Na teimosia não gosta de impor suas idéias, mas não cede em seu ponto de vista. De todos os Orixás, o filho de Oxalá talvez seja o mais organizado, no dia a dia, escritórios e papéis. Não é líder mas não se submete facilmente a liderança de outro, ou seja, não manda e não gosta de ser mandado. Não é agressivo e quando agredido prefere demonstrar superioridade. Tem uma tendência muito forte para a solidão, buscando pelo isolamento um encontro com a harmonia universal. Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar ceder à sua natural teimosia. Oxalá é o Orixá maior e por isso mesmo não atua diretamente em elementos do planeta, fazendo isso por intermédio dos outros Orixás.

COR: Branca
AMALÁ: 14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça branca, fitas e flores brancas. Local de Entrega: Um local de muito bonito e cheio de Paz, como o Ponto Mais Alto de uma Colina limpa, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na Praia.
ERVAS: Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de S.João, Alecrim do Mato, Hortelã, Alevante, Tapete de Oxalá (Boldo), Folhas de Girassol, Folhas de Bambu, Copo de Leite (flor) Monsenhor.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mediunidade e Umbanda

Toda a pessoa que escuta esta frase: “Você tem que vestir branco, e precisa desenvolver a sua mediunidade”. Pronto! Aí vem o medo e ao mesmo tempo a ansiedade, imaginando-se vestido de branco e já incorporando “seus guias”, ele julga que após poucas semanas já estará apto a “trabalhar” dando “consulta”… Será que é só colocar o médium “novo” no meio da gira e girar? Ou será que ele precisa primeiro de atenção, carinho, ajuda e esclarecimento neste momento único e delicado de transição dos seus valores religiosos, e principalmente de doutrina, acrescido de tempo e humildade de ambos os lados, seja do dirigente para com o filho pequeno (que nasce para a espiritualidade) e precisa ser cuidado com amor. Ou por parte do filho que precisa de conhecimento e isto só é conseguido através do estudo, movido pela paciência, humildade e fé, pois só assim conseguirá de fato ser um filho de fé da Umbanda Sagrada. Como as giras de desenvolvimento fazem parte deste processo mediúnico comentarei sobre os recursos rituais: atabaques, cantos, defumações, danças, roupa branca, etc…

Defumações: descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva. Ela é essencial para qualquer trabalho num terreiro, pois certas cargas se juntam (agregam) ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, preocupações, pensamentos negativos, etc, tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem ao nosso campo eletromagnético, bloqueando transmissões energéticas. Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra o campo astral, mental e a aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.
Palmas: Se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.
Cantos: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velo­cidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias elétricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações cantadas, para chegada dos Orixás e guias, também para descarga e limpeza fluídica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atinge lá dentro do coração e da emoção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.
Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modificando as irradiações energéticas, atuando sobre o padrão vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, igualando-se ao padrão e fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incorporação. Existem vários tipos de toques: • suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa); • vibrantes (descarrega); • sons alegres (predispostos ao bom humor).
Danças: A Umbanda recorrem às “danças rituais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentaneamente. No princípio, o médium sente tonturas ou enjôos, mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movimentos, já que seu mentor quem o comandará. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.
Roupa Branca: O branco é a cor de Oxalá, que é o regente da Fé, da religiosidade dos seres da pureza, da humildade, da benevolência, da paciência da fraternidade da união e da caridade… O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus conceitos a respeito da religiosidade e porte-se de acordo com o que dele esperam os Orixás Sagrados, pois estes que o ampararão daí em diante. O fato é que a Umbanda como uma religião possui seus próprios rituais ,suas próprias característica, e suas práticas.
Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o dom com o qual foi ungido.
Saravá Umbanda!
MÔNICA BEREZUTCHI